A Associação Juvenil de Gualtar, em Braga, em coorganização com a Comissão de Festas de S. Miguel de Gualtar, promove, no próximo dia 14 de fevereiro, na Junta de Freguesia de Gualtar, a partir das 16:00, um Carnaval aberto à comunidade, com um programa diversificado que alia teatro, música ao vivo e animação.
O evento tem início com o espetáculo infantil “Fantasia Anda à Solta”, proporcionando um momento lúdico e cultural dedicado às crianças e famílias. Ao longo da noite, a música assume um papel de destaque com a atuação da banda Purple Mob (22:00) e do DJ Set de Bazuuca SS (23:00).
Integrado na programação, decorrerá também um Concurso de Máscaras, nas modalidades individual e grupo, incentivando a criatividade e a participação do público. A vertente gastronómica estará assegurada com petiscos da Comissão de Festas de S. Miguel, promovendo o convívio e a valorização das tradições locais.
Esta iniciativa conta com o apoio da Junta de Freguesia de Gualtar, da Câmara Municipal de Braga e do IPDJ, enquadrando-se na missão da Associação Juvenil de Gualtar de “dinamizar atividades culturais e recreativas, reforçando os laços comunitários e a participação cívica da população”.
Carlos Silva, presidente da Câmara Municipal de Esposende, reuniu com o presidente da empresa Águas do Norte (AdN), António Cardoso, e com o presidente da Esposende Ambiente (EAmb), Manuel Losa, com o objetivo de definir estratégias conjuntas para a implementação de projetos estruturantes no concelho, com especial enfoque na continuidade da expansão da rede de saneamento.
A reunião centrou-se na articulação entre a rede “em alta”, da responsabilidade da Águas do Norte, e as redes “em baixa”, a cargo da Esposende Ambiente, permitindo avançar de forma faseada e coordenada na cobertura do território com novas infraestruturas de saneamento.
Entre os entendimentos alcançados, a Câmara anunciou que foi assumido o compromisso de resolver situações que atualmente condicionam estas intervenções, nomeadamente na freguesia de Curvos, onde se aguarda a execução da obra do intercetor “em alta” por parte da AdN, condição necessária para a posterior ligação da rede “em baixa” pela Esposende Ambiente.
“Uma das prioridades identificadas foi a criação de um intercetor em Apúlia, uma reivindicação antiga que permitirá ultrapassar problemas que se arrastam há vários anos e viabilizar a implementação da rede de saneamento “em baixa” em Paredes, possibilitando a conclusão da infraestruturação básica da área a poente da Estrada Nacional 13. Foi igualmente apontada a necessidade de instalação de uma conduta elevatória na Rua Foz do Neiva, em Guilheta, na freguesia de Antas, com vista à substituição da atual estação de tratamento por uma estação de bombagem, garantindo maior eficiência e continuidade da rede de saneamento naquela zona”, refere ainda.
No decurso do encontro, foi ainda abordado o projeto-piloto associado à disponibilização de Água para Reutilização (ApR) na ETAR de Esposende, uma iniciativa estratégica no âmbito da gestão sustentável dos recursos hídricos, da adaptação às alterações climáticas e da promoção da economia circular.
No âmbito desta articulação institucional, o Município manifestou também a intenção de implementar os projetos de forma integrada, aproveitando as intervenções para mitigar problemas comuns em várias freguesias, nomeadamente situações relacionadas com as redes pluviais. “Esta abordagem permitirá prevenir constrangimentos recorrentes e melhorar a qualidade das infraestruturas, com impacto direto na qualidade de vida da população e na sustentabilidade ambiental do concelho”, sustentou.
Estão a decorrer, ao longo do dia de hoje, as votações das propostas para o Orçamento Participativo, promovido pelo Município de Vila Verde a envolver os alunos de todos os estabelecimentos de educação e ensino do concelho, desde o pré-escolar ao ensino secundário.
Em votação estão 16 propostas de investimento apresentadas por crianças e jovens alunos. A operação envolve mais de quatro mil alunos. Os projetos abrangem áreas diversas, desde a cultura e património local, ao lazer e desporto. Visam melhorar condições de vida, acesso a serviços e utilização de equipamentos e espaços públicos.
A presidente da Câmara Municipal, Júlia Rodrigues Fernandes, salienta a importância da iniciativa na concretização da política de juventude que procura “dar voz e espaço de intervenção às novas gerações, permitindo-lhes pensar, desenhar e propor ideias concretas para melhorar o território e as condições de vida nas nossas comunidades”.
Júlia Rodrigues Fernandes reforça o compromisso com “uma educação participativa, inclusiva e orientada para os valores democráticos, valorizando as ideias dos mais jovens e promovendo a sua participação ativa na construção do futuro do concelho e na vida democrática local”.
Com uma dotação de 25 mil euros, o Orçamento Participativo contempla categorias diferenciadas de eleição: 1A para o pré-escolar e 1º ciclo público; 1B para os JI e 1º ciclo do setor social e privado; 2 para os agrupamentos escolares dos 2º e 3º ciclos; 3 para o ensino secundário e profissional.
Do lazer à cultura
‘Brincadeiras Criativas para Mentes Ativas’ é a designação de um dos projetos do primeiro ciclo, apresentado pelo Agrupamento de Escolas de Prado, com o objetivo de “reinventar o recreio no espaço interior, com atividades lúdicas que promovam a socialização, o companheirismo, a cooperação e o bem-estar de todos”. Os proponentes referem que querem “evitar a repetição conflitos que vão acontecendo fruto de algumas das brincadeiras”, propondo vários jogos de tabuleiro – como Xadrez, Damas, Monopólio, 4 em linha, Dominó, Batalha Naval, Puzzles – e algum mobiliário para uma pequena área de bem-estar.
Do Agrupamento de Escolas de Moure e Ribeira Neiva surgem projetos para “Recreio + animados” e “Brincar lá fora é mais divertido”, reforçando equipamentos de diversão. Há ainda propostas para investir na “aquisição de instrumentos musicais” e na “Leitura Sobre Rodas: livros em movimento”, com ampliação do serviço de biblioteca.
Do setor social e privado, apresentaram propostas as crianças da associação OMSN – O Mundo Somos Nós, da Casa do Povo de Prado, do Colégio Dom João de Aboim e pré-escolar da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde. Abrangem sugestões de desporto, convívio e saúde, promoção da leitura e atividades pedagógicas.
Dos 2º e 3º ciclos, veio o maior número de participações. Encontra-se projetos como “Respira+” para equipar salas com equipamento de bem-estar de relaxar, “De bicla pelo Património” para dar o conhecer o património do concelho e “Jogos na nossa escola” para aquisição de material lúdico-pedagógico. Atividades de música, equipamentos e espaços para descontração e ferramentas digitais são outras das sugestões dos alunos.
Do ensino secundário, o projeto “#Evolution Stations” propõe a instalação de dois tipos de equipamentos para ampliar e melhorar os serviços da Escola Secundária de Vila Verde, com uma máquina automática bebidas e alimentos, assim como um armário de carregamento seguro para dispositivos eletrónicos, visando “beneficiar toda a comunidade escolar, em particular os alunos, promovendo modernização, autonomia e melhor qualidade de serviços”.
A Universidade do Minho realiza esta quarta-feira, 11 de fevereiro, a XXIV Gala do Desporto, no Salão Medieval da Reitoria da UMinho, no Largo do Paço, em Braga.
A Gala do Desporto é uma iniciativa dos Serviços de Acção Social da UMinho (SASUM), organizada através do seu Departamento de Desporto e Cultura, e visa reconhecer publicamente os atletas, treinadores e equipas que mais se destacaram na época desportiva universitária 2024/2025.
Serão distinguidos os vencedores nas categorias de Atleta Feminina e Masculino do Ano, Equipa do Ano, Treinador do Ano e Atleta Percurso Desportivo, num momento de celebração do mérito, dedicação e excelência no desporto universitário.
Serão ainda entregues os Prémios de Mérito Desportivo aos estudantes-atletas da época 2024/2025 e atribuído um Galardão Prestígio a uma individualidade com relevância no panorama do desporto universitário.
A receção aos convidados tem início às 18:00, com início da Gala às 19:00 e jantar pelas 20:00, seguindo-se a entrega de prémios, que deverá terminar por volta das 21:30. A cerimónia contará com a presença de responsáveis institucionais, dirigentes associativos, treinadores, atletas e demais membros da comunidade académica.
A Câmara Municipal de Vieira do Minho está a proceder à entrega de comunicações relativas à regularização de faturas de água em atraso, dirigidas aos munícipes que apresentam valores por liquidar.
“Esta situação tem vindo a verificar-se ao longo do tempo, resultante do incumprimento dos prazos de pagamento por parte de alguns consumidores. Atualmente, registam-se 454 clientes com valores em dívida, que totalizam quase 400 mil euros, com impacto significativo na gestão e sustentabilidade do serviço municipal de abastecimento de água. As comunicações estão a ser entregues em mão pela Polícia Municipal, garantindo que a informação chega diretamente aos destinatários e promovendo um contacto mais próximo e esclarecedor”, explica a Autarquia.
Antes de qualquer eventual suspensão do fornecimento, o Município pretende “sensibilizar os munícipes para a importância da regularização das faturas, apelando ao cumprimento das responsabilidades assumidas”. Com o objetivo de “encontrar soluções ajustadas à realidade financeira de cada agregado familiar”, encontra-se disponível a possibilidade de pagamento em prestações mensais.
A Câmara Municipal de Vieira do Minho sublinha que “esta iniciativa pretende promover um tratamento justo e igualitário entre todos os consumidores, valorizando o contributo daqueles que cumprem atempadamente as suas obrigações e garantindo a continuidade e qualidade dos serviços prestados à população”.
No âmbito do Dia Mundial da Luta contra o Cancro, o Município de Braga desenvolveu um conjunto de atividades de promoção do bem-estar físico e mental para os utentes do Programa Pulsar, reforçando a importância da prevenção e do apoio às pessoas afetadas por esta doença que impacta milhares de famílias em todo o mundo.
Os participantes tiveram a oportunidade de experimentar uma sessão de Yoga do Riso, atividade que combina exercício físico leve com técnicas de respiração e humor, promovendo relaxamento e melhoria do estado de espírito.
Decorreu ainda uma palestra informativa sobre o cancro, abordando fatores de risco, medidas de prevenção e a importância do acompanhamento psicológico, numa parceria entre a Liga Portuguesa Contra o Cancro e o Hospital de Braga, criando um espaço de diálogo e partilha de experiências sobre a problemática do cancro, envolvendo utentes, profissionais de saúde e a população em geral.
Os médicos estão revoltados contra o aumento do preço do estacionamento no Hospital de Braga.
O Sindicato dos Médicos do Norte exigiu hoje a reversão imediata da subida das tarifas, que está em vigor desde 1 de fevereiro, ameaçando fazer uma greve, caso o preço não baixe.
O preço dos parques cobertos subiu de 50 para 51 euros mensais, enquanto que nos descobertos aumentou de 35 para 36 euros.
Maria Lúcia Amaral, ministra da Administração Interna, demitiu-se do cargo. A saída foi proposta pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já aceitou o pedido de demissão de Maria Lúcia Amaral que “entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo, e que lhe foi proposta pelo Primeiro-Ministro”.
Luís Montenegro assumirá transitoriamente a pasta, logo que a exoneração se torne efetiva.
Talvez isto possa soar insultuoso para o estimado leitor: falar e pensar em incêndios, enquanto sai de casa e se esquiva do leque de buracos que se apresentam perante si, sob uma chuva desenfreada que continua a cair, dando a sensação, quase fatal, de que nunca irá parar. Admito – e sei-o por experiência própria – que não é fácil.
Ainda assim, permita-me a insistência. Porque tal como no verão de 2017 fazia sentido falar de cheias, estou plenamente convicto que faz agora sentido falar de incêndios.
Comecemos pelo Governo. A tentação de centralizar as culpas quando um desastre acontece é grande, e muitas vezes justa. Neste caso, entre as várias tempestades que tem assolado o país e em particular a zona centro, a gestão e as respostas do primeiro-ministro Luís Montenegro e da Ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral tem sido, no mínimo, deficientes.
Mas também é evidente que a gestão comunicacional dos desastres tem sido manifestamente pior do que a gestão dos desastres em si. Desde a falta de empatia, às respostas vazias, à ausência de comunicação com autarcas das zonas mais afetadas, até ao “vamos aprendendo” perante o desespero das pessoas sem casa e sem luz, tudo isto constitui um verdadeiro manual de más práticas em comunicação de crise.
Todavia, entre um Governo e as pessoas, além das autarquias e dos municípios, é importante relembrar que há outras entidades que são (ou deviam ser) tão ou mais importantes. Nessa ponte está a Administração Pública, como prestadora dos serviços essenciais à população. E dentro dela temos, então, a Proteção Civil, que entre outras funções, tem a missão de prevenir e socorrer os portugueses em situações de catástrofes naturais.
Ao longo dos últimos dias, temos ouvido muito que estas tempestades – e as dimensões das mesmas – foram efetivamente inesperadas. Até acredito nisso. Mas as catástrofes são, por norma, inesperadas, e é precisamente por isso que o Estado e Proteção Civil devem estar preparados.
Para que essa intervenção seja eficaz, importa que as pessoas e respetivas administrações destes órgãos públicos tenham experiência, tenham preparação e estabilidade nos respetivos cargos. Não é preciso nenhum curso – como demonstram, aliás, algumas declarações públicas de Miguel Relvas – para saber que só com estas bases é possível pensar a longo prazo. E uma das consequências do pensamento a longo prazo é, precisamente, a maior capacidade de prevenção.
Infelizmente, estamos longe dessa realidade. Desde a Proteção Civil aos Hospitais, a cada mudança de Governo – algo que em Portugal tem sido particularmente frequente – vemos uma reestruturação completa dos respetivos cargos de chefia, impedindo qualquer estabilidade que se exige para uma maior responsabilização destes ofícios, para não falar da óbvia falta de meritocracia que fica acentuada nestes processos.
Porque se nós sabemos se determinado Diretor ou Administrador só o é até à próxima mudança de Governo, imaginem como se comportarão os próprios. Aliás, é sabido que muitas dessas mesmas nomeações são meramente temporárias até ao próximo cargo público que é atribuído, potencialmente mais favorável. Se o leitor está ainda cético quanto a esse ponto, não se lembra de Correia de Campos, ex-ministro da saúde, dizer que tinha um “assessor só para tratar das cunhas”? Não se lembra de Pedro Nuno Santos assumir, sem qualquer embaraço, que o estado normalmente contrata boys para empresas públicas?
Não peço, portanto, uma mudança de paradigma nos próximos seis meses, porque sabemos que ele não vai acontecer. Nem insisto com o lunático desejo que o Governo, seja ele qual for, nomeie pessoas pelas suas capacidades, e não pelas suas afinidades políticas. Só peço que, para variar nem que seja um pouco, se preparem minimamente para as calamidades que se seguem em território nacional, a começar pelos incêndios. Porque por mais inesperados que sejam, não vão imaginar as possibilidades e as respostas que se criam quando se prepara algo com antecedência.