A Associação de Festas de São João de Braga promove esta quinta-feira, 18 de junho, a partir das 10:00, a visita inaugural às instalações criativas integradas na iniciativa “São João na Minha Freguesia”, um projeto que valoriza as tradições sanjoaninas através de intervenções artísticas espalhadas pelas diferentes freguesias do concelho.
A iniciativa propõe um percurso itinerante pelas várias freguesias participantes, onde foram desenvolvidas instalações inspiradas nos costumes, símbolos e expressões culturais associados às Festas de São João.
O percurso da manhã (com início às 9:30) inclui passagem por São Vítor, Adaúfe, Santa Lucrécia de Algeriz e Navarra, Pedralva, Sobreposta, Espinho, Este, Nogueiró e Tenões, Nogueira, Fraião e Lamaçães, Figueiredo, Guisande e Oliveira São Pedro, bem como Morreira e Trandeiras.
Durante a tarde, a partir das 14:30, a visita prossegue por Real, Dume e Semelhe, Merelim São Paio, Panoias e Parada de Tibães, Cabreiros, Passos São Julião, Sequeira e Priscos.
O São João de Braga tornou-se a primeira festa popular portuguesa certificada com o sistema ColorADD, dando mais um passo na promoção da acessibilidade e da inclusão. A novidade foi assinalada esta quinta-feira com a inauguração da exposição “São João à Cor do Daltonismo”, patente no Palácio do Raio até 30 de junho.
A mostra pretende sensibilizar a população para a realidade das pessoas com daltonismo e para os desafios associados à perceção das cores. No âmbito desta certificação, foram desenvolvidas versões do programa oficial adaptadas aos diferentes tipos de daltonismo, recorrendo ao sistema universal de identificação de cores ColorADD.
“Queremos que o São João de Braga seja uma festa para todos, sem exceções. A inclusão não é apenas um objetivo, mas uma responsabilidade que assumimos ao organizarmos este evento, procurando eliminar barreiras e criar condições para que cada pessoa possa usufruir da festa com dignidade, conforto e autonomia”, destacou a organização.
As medidas de acessibilidade estendem-se também à programação cultural. Dois dos principais concertos das festividades contarão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, permitindo que as pessoas surdas acompanhem os espetáculos musicais.
Foi igualmente reforçado o número de lugares reservados para pessoas com mobilidade condicionada, com a criação de mais espaços acessíveis em zonas estratégicas do recinto, proporcionando melhores condições de acompanhamento dos eventos.
Outra das novidades desta edição é a disponibilização, pela primeira vez, do programa oficial em braille, permitindo às pessoas com deficiência visual acederem autonomamente às informações sobre as festividades.
Os Bombeiros Voluntários de Vila Verde receberam um novo conjunto de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), numa iniciativa promovida pelo Município de Vila Verde que reforça as condições de segurança e operacionalidade da corporação.
A cerimónia decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho e contou com a presença do Ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, do Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, bem como da presidente da Câmara Municipal, Júlia Fernandes.
Nesta fase foram entregues 50 equipamentos destinados ao combate a incêndios estruturais e 50 conjuntos para operações de resgate e desencarceramento. No âmbito da candidatura aprovada pelo programa NORTE 2030, está ainda prevista a distribuição de equipamentos para combate a incêndios rurais, luvas especializadas e fatos impermeáveis.
O investimento global ronda os 400 mil euros e integra a estratégia municipal de reforço do sistema de Proteção Civil, procurando dotar os operacionais dos meios necessários para responder com maior eficácia aos diferentes cenários de emergência.
Durante a cerimónia, os vários intervenientes destacaram a importância de investir na segurança dos bombeiros, reconhecendo o papel essencial que desempenham ao serviço das populações. A autarquia sublinhou que esta medida representa também um sinal de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido diariamente pela corporação, frequentemente em contextos de elevado risco.
O comandante em exercício dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde, Luís Morais, salientou que a diversidade de ocorrências enfrentadas pela corporação exige equipamentos adequados e atualizados, capazes de garantir maior proteção aos operacionais em missões que vão desde incêndios florestais a operações de desencarceramento e socorro em situações de intempérie.
A cidade de Braga volta a integrar a programação do XIII Festival de Polifonia Portuguesa, promovido pela Fundação Cupertino de Miranda, acolhendo dois concertos e um seminário dedicados à música polifónica dos séculos XVI e XVII.
A Basílica do Bom Jesus do Monte recebe, no dia 3 de julho, um seminário subordinado ao tema “O Barroco e a Polifonia em Portugal”, seguido, às 21:00, por um concerto dos Cupertinos e do grupo Contrapunctus.
Já no dia 9 de julho, a Basílica dos Congregados será palco de um concerto dos Cupertinos, marcado para as 19:00.
O festival decorre entre 2 e 12 de julho em várias cidades portuguesas, com o objetivo de promover o património musical renascentista e barroco em espaços de elevado valor histórico e arquitetónico.
A deputada da Iniciativa Liberal na Assembleia Municipal de Vila Verde, Andreia Leitão, solicitou esclarecimentos à Câmara Municipal sobre o projeto da ponte pedonal e ciclável sobre o rio Homem, financiado por fundos comunitários no âmbito do Portugal 2020.
Em requerimento dirigido à presidente da Câmara e ao presidente da Assembleia Municipal, a eleita liberal refere que “a obra, que representou um investimento superior a 480 mil euros e pretende ligar os concelhos de Vila Verde e Amares, continua sem estar concluída nem disponível para utilização pública”.
Entre as questões colocadas, a deputada pretende saber “quais os motivos para o atraso da empreitada, qual o estado atual de execução do projeto” e se “existe risco de devolução total ou parcial do financiamento europeu atribuído”.
Andreia Leitão pede ainda informações sobre “as relações institucionais entre os municípios de Vila Verde e Amares relativamente à conclusão da infraestrutura”, bem como sobre “os indicadores de execução e impacto definidos para o projeto”.
A eleita da Iniciativa Liberal solicita que “os esclarecimentos sejam prestados por escrito, no âmbito das competências de fiscalização da Assembleia Municipal”.
O claustro do Museu Alberto Sampaio, em Guimarães, volta a ser palco de arte contemporânea com a inauguração da exposição “Universo Abissal”, da artista espanhola Idoia Cuesta. A abertura está marcada para o dia 26 de junho, às 21:00, integrando mais uma edição da iniciativa Museu à Noite.
A exposição apresenta um conjunto de obras que exploram a transformação de materiais associados à atividade piscatória, nomeadamente filamentos de nylon utilizados em artes tradicionais de pesca. A partir destes elementos, a artista desenvolveu um trabalho de investigação e experimentação que resultou em peças escultóricas de caráter orgânico, inspiradas nos ecossistemas e organismos das profundezas marinhas.
Natural do País Basco e atualmente residente na Galiza, Idoia Cuesta é uma referência internacional na área da cestaria contemporânea e da criação têxtil. O seu percurso artístico distingue-se pela combinação de técnicas artesanais ancestrais com abordagens contemporâneas, explorando a relação entre matéria, território e sustentabilidade. O seu trabalho foi reconhecido com importantes distinções, entre as quais o Prémio Nacional de Artesanato de Espanha, em 2014, e o Prémio de Artesanato da Galiza, em 2021.
“Universo Abissal” resulta de uma reflexão sobre o potencial criativo de materiais pouco convencionais e da sua capacidade de gerar novas narrativas visuais. A exposição convida os visitantes a mergulharem num universo inspirado pelo oceano, onde formas, texturas e volumes evocam paisagens e criaturas do imaginário marinho.
Promovido pelo Museu Alberto Sampaio desde 2001, o programa Museu à Noite prolonga o horário de funcionamento do espaço durante os meses de verão, proporcionando ao público o contacto com propostas de arte contemporânea em ambiente noturno. A edição deste ano é desenvolvida em parceria com a CONTEXTILE – Bienal de Arte Têxtil Contemporânea.
A entrada será gratuita no dia da inauguração. A exposição poderá ser visitada até 6 de setembro, de terça-feira a sábado, entre as 18:00 e a meia-noite, e aos domingos das 18:00 às 20:00.
A escoliose idiopática do adolescente (EIA) é uma patologia que afeta entre 2 a 4 por cento da população mundial. É caracterizada por uma inclinação lateral da espinha dorsal, com rotação das vértebras. Apesar de ser mais notório o desvio da coluna para um dos lados, a escoliose é uma deformidade tridimensional da coluna, com rotação e desvio em vários planos. A EIA é mais frequente entre o sexo feminino, sobretudo antes da primeira menstruação. Apesar de os rapazes também poderem vir a desenvolver esta patologia, a ocorrência é bem menos frequente.
Ainda que, na maioria dos casos, a causa seja idiopática (que significa de causa desconhecida, embora saibamos que terá a ver com um determinismo genético ainda não identificado), pode ter outras causas como neurológicas, congénitas, do tecido conjuntivo e outras. A escoliose idiopática pode ainda ser infantil (< 3 anos), juvenil (3 – 10 anos) e do adulto e pode ainda ser “de novo” em adultos habitualmente na 5ª década que não sofriam desta patologia
Na EIA há quem acredite que o peso das malas e mochilas pode potenciar o surgimento desta patologia, o que é errado. O transporte de mochilas e malas, ainda que possam aumentar a quantidade de stress na coluna vertebral, devido ao peso excessivo, a utilização das mesmas não é o principal fator de desenvolvimento de escoliose. O máximo que pode acontecer é que a dor sentida aumente. Vários estudos comparativos entre crianças que usam mochila em apenas um ombro com as que não usam mochila, revelaram que a incidência de escoliose é igual em ambas.
No entanto, pode sim existir uma relação entre o peso das malas e algumas alterações de postura. Por forma a que não haja um comprometimento da coluna, recomenda-se que o peso carregado não ultrapasse 10 por cento do peso corporal.
Os principais sinais de alerta são os ombros a alturas diferentes, um lado da anca mais levantado do que o outro, inclinação do corpo para um dos lados e proeminência da grelha costal (gibosidade ou bossa torácica) ao fletir a coluna para a frente. Por vezes, a escoliose pode ser facilmente confundida com a desigualdade do comprimento das pernas, sendo estes casos uma das causas de atitude escoliótica e não escoliose, na qual temos para além da curvatura da coluna uma rotação das vértebras.
As escolioses que se encontram entre os 10 graus e os 20-25 graus (Ângulo de Cobb) apenas necessitam de vigilância regular até à conclusão do crescimento da coluna vertebral. Porém, quando temos uma curvatura entre 20-25 e 40-45 graus, pode ser recomendada a utilização de um colete para impedir que a curva se agrave. As curvas com mais de 45 graus têm habitualmente indicação cirúrgica.
Relativamente ao tratamento da escoliose, este deve ser personalizado e individualizado, consoante a gravidade da situação. O problema mais importante relacionado com a escoliose é a progressão da deformidade e os efeitos colaterais resultantes, como distúrbios respiratórios e dor.
A fisioterapia, osteopatia, exercícios de alongamento ou reforço das cadeias musculares, não têm validação científica quanto à correção da curva. No entanto são importantes quando pensamos em atitudes escolióticas e correções posturais, o que é diferente das verdadeiras escolioses. Nestas, para além da inclinação lateral do tronco temos ao mesmo tempo a rotação da coluna no seu eixo vertical, que corresponde clinicamente ao aparecimento da gibosidade ou bossa torácica dorsal.
As ortóteses, recomendadas entre os 20-40 graus, têm como principal objetivo que a curva não progrida com o crescimento da adolescência. Podem ser de vários tipos, sendo os mais comuns os coletes de Boston, Providence e Charleston. Os dois primeiros são habitualmente usados 23 horas por dia, podendo em alguns casos aplicar-se o colete de Charleston apenas durante o período noturno.
Na EIA apenas é aconselhada a cirurgia nos casos graves, com curvas superiores a 40-45º, recorrendo-se a anestesia geral e a um período de internamento que varia entre quatro a sete dias. É uma cirurgia que se realiza habitualmente com monitorização neurológica, sendo colocado no paciente implantes de titânio que permitem a correção da deformidade em 70 a 80% do ângulo pré-operatório. No início da 4ª semana da data da cirurgia podem retomar as suas atividades escolares, recomendando-se atividades físicas sem contacto físico a partir das 6 semanas e sem restrições do desporto escolar a partir dos 4 meses. Existem técnicas recentes de não fusão das vértebras (“Tethering)”, permitindo a mobilidade no segmento operado. Recorrem a bandas em vez de barras, sendo, contudo, uma técnica que ainda não tem o seguimento de anos pós-operatórios suficientes para se encontrar validada e ser consensual na comunidade científica.
Os outros tipos de escoliose, que não a EIA, têm tratamentos específicos caso a caso, necessitando de um tratamento personalizado a ser encetado por um Cirurgião de Coluna (Ortopedista ou Neurocirurgião) ou um Fisiatra.
Para mais informações sobre patologia da coluna vertebral, visite www.sppcv.pt.
O Município de Braga informou que a circulação automóvel na Rua do Carmo será temporariamente interrompida no próximo dia 22 de junho, devido à realização de trabalhos na rede pública de drenagem de águas pluviais.
A intervenção consiste na execução de uma vala destinada à instalação de um ramal de ligação à rede pública, tornando necessária a proibição da circulação de veículos naquela artéria durante o período das obras.
O condicionamento estará em vigor entre as 08:00 e as 18:00, sendo recomendado aos condutores que utilizem percursos alternativos durante esse período.
A autarquia apela à compreensão dos munícipes pelos incómodos causados, sublinhando que a intervenção visa melhorar as infraestruturas de drenagem e o funcionamento da rede de águas pluviais na zona.
O Conselho Geral da Universidade do Minho (UMinho) realiza na próxima sexta-feira, 19 de junho, uma sessão plenária aberta ao público, que terá lugar às 10:00, no Salão Nobre da Reitoria, no Largo do Paço, em Braga. A reunião poderá também ser acompanhada em direto através do canal oficial da universidade no YouTube.
Entre os principais pontos da ordem de trabalhos destaca-se a apresentação do Plano de Internacionalização da instituição, documento estratégico que visa reforçar a projeção internacional da academia minhota, bem como a análise do Relatório de Atividades e Contas Consolidadas.
A sessão contempla ainda a apreciação dos relatórios de atividades do Conselho de Ética e do Provedor Institucional, além da apresentação do projeto de requalificação de espaços no campus de Gualtar, uma intervenção que pretende melhorar as condições de utilização e funcionalidade das infraestruturas universitárias.
O Conselho Geral é o órgão máximo de governo e decisão estratégica da Universidade do Minho, sendo responsável por matérias fundamentais para a definição do rumo da instituição. Atualmente, é composto por 23 membros, incluindo representantes dos professores e investigadores, estudantes, pessoal técnico, administrativo e de gestão, bem como personalidades externas de reconhecido mérito.
A presidência deste órgão é assegurada por Maria da Assunção Raimundo, eleita entre os membros externos do Conselho Geral.
A abertura da reunião à participação pública reforça o compromisso da Universidade do Minho com a transparência e o envolvimento da comunidade académica e da sociedade civil nos processos de governação da instituição.
A Casa de Lamas acolhe, na próxima quarta-feira, dia 17 de junho, pelas 14:30, a inauguração da exposição “Raízes (1)”, da autoria de Ângelo Francisco Soares, uma mostra dedicada à escultura em madeira e inspirada na natureza e nas tradições de Vieira do Minho.
Natural de Eira Vedra, Ângelo Francisco Soares nasceu em 1966 e dedica atualmente grande parte do seu tempo à criação artística em madeira. Já reformado, encontrou nesta atividade uma forma de expressão que transforma materiais recolhidos nas terras e serras do concelho em peças únicas, marcadas pelo detalhe, criatividade e respeito pela matéria-prima.
A exposição apresenta um conjunto de obras produzidas através de técnicas como a pirogravura e a aplicação de resina, processos que permitem realçar a beleza natural da madeira e conferir identidade própria a cada criação. Sob o lema “Da madeira trabalha, da madeira transforma”, a mostra pretende partilhar o percurso artístico do autor e homenagear todos aqueles que o apoiaram ao longo dos anos.
A sessão inaugural contará também com uma atuação da Universidade Sénior de Vieira do Minho, seguindo-se um Porto de Honra aberto aos participantes.