No âmbito de um alerta para um incêndio de uma habitação, que teve origem num recuperador de calor esta quarta-feira, os Bombeiros Voluntários de Braga apelam à população sobre os cuidados a ter para evitar os incêndios provocados pelo aquecimento de suas casas.
“Hoje de tarde recebemos um alerta para um incêndio numa habitação. A origem do mesmo terá sido no recuperador de calor ou na sua conduta para extração. Como tal, lançamos o apelo para terem cuidado e a devida manutenção nas vossas casas, não só com os recuperadores, mas também com aquecedores e lareiras”, informou a corporação.
Não houve o registo de feridos, no entanto a habitação ficou inabitável.
Para o local foram mobilizados os Bombeiros Sapadores de Braga, a PSP e a Divisão Municipal de Proteção Civil.
O SC Braga foi notificado pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol da interdição de dois jogos no Estádio Municipal de Braga. Este castigo está relacionado com o alegado apoio a grupos de adeptos não legalizados.
O clube bracarense já reagiu, afirmando que “por considerar este castigo extremamente injusto e nada factual, o SC Braga confirma que irá recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto”.
Lançado durante a primeira vaga da pandemia, o Work In Braga tem como principal objetivo ligar empregadores e potenciais interessados em preencher as vagas disponíveis nas empresas bracarenses, tendo já potenciado o recrutamento de dezenas de profissionais.
Num concelho onde, desde março, se registou um aumento do número de desempregados, o projeto da InvestBraga, desenvolvido em parceria com o Município de Braga e empresas do concelho, tem ajudado cerca de 700 profissionais a encontrar novas oportunidades de trabalho em mais de 120 empresas bracarenses.
Para Carlos Silva, administrador executivo da InvestBraga, os seis meses de vida do Work In Braga “provaram a necessidade de apoiar a população a encontrar novas oportunidades de trabalho, numa altura tão particular para o mercado de trabalho, fruto da retração da economia como resultado da pandemia”. Carlos Silva salienta ainda que “esta ferramenta foi uma necessidade de um vasto conjunto de parceiros que torna mais fácil o trabalho de todos”.
Com um registo de mais de 2500 interações entre empresas e potenciais trabalhadores, desde o lançamento da plataforma, Gil Carvalho, responsável pela área de Dinamização Económica e Atração de Investimento, sublinha a particularidade do Work In Braga descomplicar os processos de recrutamento. “Esta solução tem apoiado o nosso ecossistema empresarial na identificação de profissionais que estão à procura de novas oportunidades, dando a possibilidade de estabelecer, desde logo, contactos essenciais para a contratação. Tudo numa só plataforma, que tem registado um feedback bastante positivo, quer por parte de empregadores, quer dos profissionais que a ela recorrem para encontrar emprego ou progredir na carreira”, garante.
Atualmente, no Work in Braga é possível encontrar mais de 300 oportunidades de trabalho para áreas de especialização bastante diversificadas, sendo o perfil associado às tecnologias da informação o mais procurado pelas empresas bracarenses registadas nesta plataforma. Ao todo, 40% das vagas ativas no portal são para a área das tecnologias de informação.
Para Gil Carvalho, este dado assume “especial relevância, dado o potencial que as empresas tecnológicas têm para a fixação e retenção de talento no concelho. As empresas estão também à procura de profissionais especializados (14%), bem como de especialistas nas áreas da engenharia (9%)”. Já no campo dos profissionais à procura de novos desafios destacam-se os técnicos especializados (12%), bem como os ligados às áreas administrativas (10%) e de gestão (10%).
Recorde-se que, em 2020, o desemprego do concelho de Braga disparou em abril (7008) para valores próximos dos registados em 2017 (7300), ainda que a tendência dos últimos meses seja de recuperação de postos de trabalho. Em outubro, o concelho registava 7531 desempregados, menos do que os registados em agosto, altura em que o número atingiu o maior pico de 2020 (7754).
O Município de Vila Nova de Famalicão lançou o canal “Famalicão Sénior” para os seniores do concelho. Este novo canal é uma ferramenta de comunicação que tem como objetivo manter os seniores ativos, informados e próximos da comunidade, especialmente durante este período de confinamento social.
O canal surge como uma resposta do Município aos seniores do concelho muitos deles “habituados a uma vida ativa, repleta de exercício, animação, socialização e outras dinâmicas, que de repente se viram, mais isolados e desocupados, com as restrições provocadas pela pandemia”, explica Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal. “É precisamente para evitar esse isolamento e quebrar o sedentarismo que decidimos criar este canal, acessível através da internet, com uma programação constante dedicada ao desporto, à cultura e ao conhecimento”, acrescenta.
O canal abriu a sua emissão na segunda-feira, dia 7 de dezembro, pelas 10:00, com a Hora do Desporto, um momento dedicado ao exercício físico, com aulas diferenciadas. O programa apresentado por técnicos municipais habilitados de educação física será transmitido em estreia diariamente, pelas 10:00. Refira-se que a transmissão de aulas online arrancou já em março, e decorreu durante os meses de confinamento na página de facebook Famalicão Desportivo, tendo-se revelado um sucesso, sendo acompanhadas diariamente por muitas centenas de famalicenses, principalmente seniores.
Entretanto, até ao final do ano, irá arrancar a transmissão da Hora da Cultura às segundas e quartas-feiras, às 17:00. Trata-se de um espaço dedicado a várias abordagens da cultura e do património de Famalicão, como a divulgação de acontecimentos, lendas, histórias do povo e curiosidades.
Arrancará ainda a Hora do Conhecimento que será transmitida às terças e quintas-feiras às 11:00. Trata-se de um espaço multidisciplinar com a apresentação de vários conteúdos, debates e conferências, abordando a nutrição, a psicologia, entre outros.
O Instituto de Educação (IE) da Universidade do Minho assinala esta quinta-feira, dia 10 de dezembro, o seu 45º aniversário, numa sessão solene que vai acontecer, a partir das 14:30, no auditório A1 (Edifício I) no campus de Gualtar, em Braga.
A cerimónia vai contar com a presença do secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, que irá proferir a conferência “Os próximos 45 anos da escola democrática: um exercício futurista?”. A sessão conta ainda com as intervenções do reitor Rui Vieira de Castro, do presidente do IE, Leandro Almeida, e da representante dos estudantes, Cristiana Monteiro.
Fazem parte deste momento solene de celebração dos 45 anos do IE a entrega do “Prémio Almedina” e uma homenagem aos docentes aposentados. O encerramento da sessão está previsto para as 16h30.
Não sendo possível assegurar a presença física de todos, a cerimónia será transmitida em direto através da página de Facebook do IE.
Sobre o IE
O Instituto de Educação da UMinho tem cerca de 1800 alunos e 80 docentes doutorados. A sua oferta educativa inclui licenciaturas, mestrados e doutoramentos nas áreas de estudos da criança, formação de educadores e professores, ciências da educação e interfaces de educação e desenvolvimento humano. O IE possui duas unidades de I&D: o Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC) e o Centro de Investigação em Educação (CIEd). O ensino, a pesquisa e a interação com a sociedade têm sido pretexto para uma cooperação internacional intensa, com projetos que se estendem a Timor, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Brasil, além de parcerias relevantes com países europeus, como Espanha, Alemanha, França e Inglaterra.
O Município de Braga foi distinguido com uma menção honrosa no Prémio Nacional da Paisagem deste ano, numa deliberação da Secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza.
O anúncio decorreu esta quarta-feira, durante a 3.ª Conferência da Política Nacional de Arquitetura e Paisagem, que decorreu em formato digital, e que atribuiu o primeiro prémio à Herdade da Contenda, em Moura.
A candidatura da Autarquia de Braga teve como base a “Estratégia da Paisagem na Revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Braga”, que assenta em quatro eixos estratégicos como a Água, Alimentação (de proximidade), Florestas e Património. O documento não está fechado, na medida em que está também a ser trabalhado em mais três eixos, nomeadamente na Habitação, Mobilidade e Dinâmicas Económicas.
“Este é mais um reconhecimento do trabalho que está a ser desenvolvido em Braga de modo a responder a uma nova agenda urbana onde a qualidade da paisagem é determinante para a qualidade de vida dos cidadãos, em especial num quadro de alterações climáticas que ameaçam a saúde e o bem-estar da população”, refere Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, salientando que “este método de trabalho traduz um conjunto de tendências e orientações a nível europeu”.
O relatório apresentado descreve o trabalho efetuado nos meses de maio e junho, num contexto de “teamlab”, em que uma alargada equipa de técnicos municipais realizou um diagnóstico, identificou os temas fundamentais para uma estratégia de paisagem de âmbito municipal e estabeleceu os princípios para uma infra-estrutura verde e azul como uma forma de operacionalização dos objetivos estratégicos.
O júri reconheceu que a articulação entre a Estratégia de Paisagem e a Estratégia de Desenvolvimento Territorial no quadro da revisão de um PDM em contexto maioritariamente urbano, constitui-se como uma iniciativa inovadora, na medida em que permite uma perspetiva diferenciada do território, compatibilizando uma visão estratégica de conjunto com objetivos específicos para cada uma das Unidades de Paisagem (UP) com características e identidades próprias, o que facilita, quer a adequação da regulamentação das categorias de espaço a cada uma destas unidades, quer o reforço da sua identidade e das prioridades de desenvolvimento o que, no seu conjunto, se traduzirá num modelo territorial mais consistente para o Município.
Criado em 2012, o Prémio Nacional de Paisagem é uma iniciativa da Direção-Geral do Território, que pretende distinguir quem contribui, em Portugal, para um desenvolvimento territorial mais sustentável e promove a sensibilização para a importância da paisagem na qualidade de vida.
A edição de 2020 do Prémio Nacional da Paisagem registou 25 candidaturas, 17 da iniciativa de câmaras municipais, três provenientes de associações de Municípios, quatro de associações sem fins lucrativos e uma da Região Autónoma dos Açores. A sua apreciação foi feita por um júri composto por 14 entidades, incluindo as Regiões Autónomas da Madeira e Açores e presidido por Paulo Farinha Marques, professor paisagista e perito nacional de reconhecido mérito na área da paisagem.
Portugal registou nas últimas 24 horas 70 mortes por Covid-19, elevando para 5.192 óbitos desde o início da pandemia. Foram detetados 4.097 novos infetados, aumentando para 332.073 casos de infeção, e há mais 2.272 recuperados, são ao todo 254.700 casos de recuperação.
De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde, morreram 30 pessoas na região Norte, 21 em Lisboa e Vale do Tejo, 13 no Centro e 6 no Alentejo.
Foram registados 2.076 novos casos no Norte, 1.157 em Lisboa e Vale do Tejo, 555 no Centro, 163 no Alentejo, 97 no Algarve, 28 nos Açores e 21 na Madeira.
O número de casos ativos aumentou para 72.181, mais 1.755 face a ontem. No momento há também 76.405 pessoas que estão em vigilância pelas autoridades de saúde, menos 1.360.
Em todo o território nacional encontram-se 3.332 pessoas internadas, mais 69 em 24 horas, das quais 504 em unidades de cuidados intensivos, mais 5.
O acesso ao túnel rodoviário da Avenida Central, em Braga, estará interdito no próximo sábado, 12 de dezembro, devido a trabalhos de reparação do pavimento da faixa de rodagem.
Os trabalhos iniciam-se pelas 13:30 e vão prolongar-se por quatro horas. A circulação rodoviária durante o período da intervenção estará interdita por questões de operacionalidade e segurança.
Desde o início da pandemia da Covid-19 em Portugal, a GNR, através de militares do núcleo de matérias perigosas da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS), procedeu à descontaminação de mais de 500 instalações em todo o país.
Ao todo foram descontaminados 113 lares, 24 creches, 37 unidades de saúde, 193 instalações da GNR e 136 diversas instalações.
Esta estrutura, que integra cerca de 60 militares da GNR altamente especializados em matérias perigosas e agentes NRBQ (nucleares, radiológicos, biológicos e químicos), tem vindo a ser acionada quase diariamente para a descontaminação de estabelecimentos hospitalares, IPSS, lares de idosos, creches, centros de dia, e outro tipo de infraestruturas, incluindo-se aqui instalações e viaturas da própria GNR.
Adicionalmente, estes militares têm vindo a efetuar ações de sensibilização a entidades com responsabilidades nas infraestruturas mais afetadas pela pandemia Covid-19, e a promover ações de formação a agentes de proteção civil de vários locais do território nacional.
Ana João Rodrigues, investigadora do ICVS da Escola de Medicina da Universidade do Minho, recebeu uma bolsa atribuída pelo Conselho Europeu de Investigação (ERC) que garante dois milhões de euros para desenvolver o seu projeto de investigação em neurociências.
A proposta da equipa liderada pela neurocientista procura perceber de que forma o cérebro perceciona e codifica o prazer e a aversão. “Tentámos perceber como é que os neurónios no nosso cérebro conseguem perceber se o estímulo é positivo ou é negativo”, explica a investigadora.
Ana João Rodrigues destaca que este é o culminar de muitos anos de esforço e do papel da equipa e da instituição neste caminho. “Só conseguimos chegar aqui porque tivemos a sorte de estar numa instituição que acredita no nosso trabalho e que nos dá liberdade para desenvolver projetos ambiciosos e um pouco ‘fora da caixa’. Uma bolsa ERC é o reconhecimento por pares, a nível internacional, da excelência de investigação de uma equipa e isso deixa-me extremamente orgulhosa”, confessa, acrescentando que esta “é uma marca de qualidade da investigação científica que qualquer cientista quer alcançar”.
As bolsas científicas ERC são as mais prestigiadas e competitivas da Europa. Premeiam projetos individuais cuja seleção é fundamentada no currículo do investigador e na excelência do projeto a executar. As bolsas de consolidação de carreira, como é o caso, são atribuídas a investigadores que tenham entre sete a doze anos de experiência, após completarem o doutoramento.
Nota Biográfica
Ana João Rodrigues nasceu em Vila Nova de Famalicão há 39 anos. Licenciada em Biologia Aplicada em 2003, na Universidade do Minho, acabou por concluir doutoramento em Ciências da Saúde, em 2008, na Escola de Medicina da UMinho. Atualmente lidera uma equipa de investigação no ICVS, após larga experiência em laboratórios internacionais de referência nos EUA, Holanda, Itália, Finlândia e Portugal. O seu trabalho de investigação centra-se na forma como o cérebro codifica eventos de prazer e aversão, conducentes a comportamentos.
Nove bolsas ERC para a UMinho
O projeto agora financiado torna-se o primeiro a receber uma bolsa de consolidação do ERC na Escola de Medicina da UMinho e é a nona bolsa ERC que esta universidade lhe vê ser atribuída. A UMinho já conseguiu nos diversos concursos três bolsas avançadas para cientistas estabelecidos (AdG), quatro de consolidação de carreira (CoG) e duas de iniciação de carreira (StG).