A União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe, em Braga, denunciou esta terça-feira os “cheiros nauseabundos” que se fazem sentir nas últimas semanas, provenientes da ETAR da AGERE de Frossos.
O Executivo referiu que “a população tem sofrido dos maus cheiros ao longo dos últimos dois anos, reduzindo a qualidade de vida dos seus habitantes” e que “o cheiro é tão forte que temos recebido queixas da população da zona da Volvo”.
A Junta de Freguesia de Merelim São Pedro e Frossos também tem reclamado, juntamente com a Autarquia de Real, Dume e Semelhe, tendo partilhado a resposta da AGERE relativa à reclamação dos odores provenientes da ETAR.
A AGERE explicou que os odores são provocados pelas “intervenções de manutenção” e que “das referidas intervenções não resulta qualquer incumprimento dos valores legais estipulados para a descarga na Ribeira de Panóias”.
“Informamos que efetivamente esta instalação está a operar com limitações decorrentes da realização de intervenções de manutenção de elevada importância para a mesma. Contudo, das referidas intervenções não resulta qualquer incumprimento dos valores legais estipulados para a descarga na Ribeira de Panóias. No entanto, conjugadas com as acentuadas amplitudes térmicas que se têm verificado, este constrangimento contribuiu para o agravamento da propagação de mau cheiro na envolvente à ETAR. Sendo o tratamento feito em órgãos a céu aberto, ao amanhecer e entardecer, quando as temperaturas atmosféricas descem, regista-se uma transferência de calor do líquido para atmosfera, o que gera naturalmente um cheiro mais intenso que admitimos propagar-se com maior intensidade nas imediações, conforme direção da brisa ou vento”, respondeu a empresa municipal.
A AGERE refere, ainda, que as ações de manutenção estarão previstas para serem concluídas durante o mês de abril e que “se encontra em fase final de preparação o Concurso Público para a construção da nova ETAR de Braga” para aliviar a pressão ambiental sobre a Ribeira de Panóias.
No seguimento do início da obra de requalificação da Rua Dr. Abílio Torres, em Vizela, haverá alterações de trânsito.
Nos dias 25 e 26 de março, o trânsito estará encerrado no cruzamento da Rua Dr. Abílio Torres com a Rua Ferreira Caldas e a Rua Latino Coelho para a execução das infraestruturas de telecomunicações.
Esta alteração de trânsito tem como objetivo minimizar os efeitos dos trabalhos e melhorar as condições de segurança das equipas de trabalho e moradores das zonas afetadas, minimizando ainda os impactes ambientais e do tráfego resultantes desta intervenção.
A Capela de Nossa Senhora de Guadalupe, situada na Rua da Regueira, na freguesia de São Victor, em Braga, celebra esta terça-feira 296 anos.
A data é assinalada na página Trilhos Bragueses, que relembra a data da inauguração deste património religioso bracarense.
“Foi no dia 23 de março de 1725 que o Arcebispo Dom Rodrigo de Moura Teles benzeu solenemente a Capela de Nossa Senhora de Guadalupe. Este templo, erigido segundo uma original planimetria centrada, foi reedificado a partir de 1718 por iniciativa daquele prelado, sobre um ancestral espaço de culto devotado a Santa Margarida. Além da posição dominante sobre o campo do Reduto, urbanizado no decorrer do segundo quartel do século XVIII, a capela expõe um retábulo-mor de inspiração rococó, uma das últimas obras de André Soares”, pode ler-se na página.
Sete jogadores do SC Braga foram convocados para o estágio da Seleção Nacional de Futebol de Praia, que vai decorrer de 28 a 31 de março, em Sesimbra.
Pedro Mano, André Lourenço, Bruno Torres, Bê Martins, Léo Martins, Jordan Santos e Rúben Brilhante, que é reforço do clube bracarense para 2020, foram chamados pelo selecionador Mário Narciso.
O próximo sorteio do Euromilhões vai ter um jackpot de 115 milhões de euros, uma vez que nenhum apostador acertou na chave sorteada esta terça-feira.
O segundo prémio de 236 mil euros vai contemplar três jogadores estrangeiros, enquanto que o terceiro prémio de 20 mil euros saiu a oito apostadores também do estrangeiro.
A Câmara Municipal de Famalicão apresentou esta segunda-feira a novo edição do Boletim Cultural. “É uma obra importante para assegurar que a nossa identidade se mantenha e para permitir que no futuro existam registos documentais e referências ao nosso percurso e à nossa história”. Foi desta forma que o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, apresentou uma das mais antigas publicações do género em Portugal.
Com coordenação editorial de Artur Sá da Costa, o volume com os números 12 e 13 da V Série do Boletim Cultural é composto por 556 páginas e divide-se em quatro capítulos: “Da fundação do concelho. Bernardino Machado e as liberdades municipais”; “Arte e Património”; “Do Local ao Global” e “História do Presente”.
A obra reúne um conjunto de trabalhos de investigação da autoria de credenciados historiadores que têm dirigido o seu olhar para a memória e identidade de Vila Nova de Famalicão. São eles: A. Martins Vieira, António Gonçalves, António Joaquim Pinto da Silva, António José Queiroz, Arminda Ferreira, Arquivo Municipal Alberto Sampaio, Artur Sá da Costa, Felisbela Oliveira Leite, Filipa Sousa Lopes, Gonçalo Ferreira, Isabel Barca, Jerónimo de Sousa, João Afonso Machado, Jorge Fernandes Alves, José Carlos de Castro Amorim, José Manuel Gonçalves de Aguiar, José Manuel Lages, Luís Alberto Alves, Luís Gonzaga Cardoso, Nelson Pereira, Norberto F. Cunha, Odete Paiva e Rogério Bruno Guimarães Matos.
“Voltamos a contar com um conjunto de trabalhos inéditos, de uma enorme qualidade científica e de áreas de investigação muito variadas e inovadoras”, referiu Artur Sá da Costa, que aproveitou ainda para realçar “o percurso de grande vitalidade e qualidade do Boletim Cultural” que considerou ser “um hino de afirmação do poder local” e “um bom manual para se acompanhar a evolução cultural de Vila Nova de Famalicão”.
Para além dos artigos científicos, a publicação é ainda enriquecida com um olhar fotográfico patrimonial sobre as caixas do correio em Vila Nova de Famalicão.
Nascido poucos anos (1980) após a Revolução de Abril de 1974, o Boletim Cultural do Município de Famalicão é uma das mais antigas publicações do género do país, tendo dado um contributo inestimável para a valorização e discussão cultural em Vila Nova de Famalicão.
A nova edição do Boletim Cultural está disponível para download em www.famalicao.pt/boletim-cultural. A publicação física pode ser consultada na Rede Pública de Bibliotecas Municipais e adquirida no Livraria Municipal, situada na Casa do Território, no Parque da Devesa.
O Caminho da Geira e dos Arrieiros, que liga Braga a Santiago de Compostela celebra no próximo domingo, 28 de março, o 2º aniversário da certificação pela Igreja. As associações responsáveis destacam a apresentação do traçado e Braga e a inauguração do primeiro albergue público, em Caldelas, Amares, como alguns dos momentos mais importantes do projeto.
“A data mais importante coincide com a apresentação do traçado que fizemos em Braga, em 2017, porque deste então surgiram as iniciativas de divulgação e muitos peregrinos aventuraram-se no caminho”, recorda Abdón Fernandez, um dos fundadores do projeto e presidente da Plataforma Berán no Caminho.
Na sua opinião, a certificação do itinerário pelo Arcebispado de Santiago de Compostela, a 28 de março de 2019, e a inauguração em outubro do primeiro albergue público, em Caldelas, são outras datas importantes.
O presidente da Associação Codeseda Viva, Carlos de Barreira, refere “a Primavera de 2017, quando chegaram os primeiros peregrinos” como a altura mais significativa. “Mas o melhor momento vivido, a cereja no topo do bolo de muitos anos de investigação, foi a certificação pelo arcebispado de Santiago de Compostela”, destaca.
“Um outro momento muito especial foi a inauguração do albergue de Caldelas. Este grande apoio ao caminho, vindo de uma Autarquia portuguesa e por sua própria iniciativa, foi uma alegria difícil de explicar em palavras”, adianta Carlos de Barreira, contrapondo que “as maiores dificuldades aconteceram quando começaram a chegar bastantes peregrinos, há quatro anos, e faltavam sítios para comer, tomar banho e comer”.
Para Abdón Fernandez, “a grande afluência de peregrinos é a garantia do êxito” do Caminho da Geira e dos Arrieiros, “do seu reconhecimento, da sua importância e, como tal, não haverá já marcha-atrás no projeto”.
Carlos de Barreira concorda que “a recuperação deste traçado deve-se ao trabalho dos peregrinos, que se tornaram os seus melhores embaixadores, fazendo que muitos outros aguardem a abertura das fronteiras para o percorrer”.
Na perspetiva do presidente da Associação Codeseda Viva, a adesão dos peregrinos deve-se “à tranquilidade sentida no caminho, bem como à sua beleza natural, com destaque para o Parque Nacional da Peneda-Gerês, onde o caminhante desfruta de um ambiente ideal”. A chegada direta a Santiago de Compostela, sem entrar noutras rotas, passando antes na ponte sobre o rio Ulla em Pontevea, “é outro fator destacado pelos peregrinos”.
O presidente da Plataforma Berán no Caminho é perentório ao falar que “é único no mundo por causa da Geira Romana, a que acresce um abundante património natural e construído, por exemplo em O Ribeiro (Galiza(”. Além disso, “abundam os recursos turísticos e as termas são muito relevantes, marcando o traçado (Caldelas, Lobios, Cortegada, Berán, Arnóia), parecendo indicar o caminho até Santiago de Compostela”.
Quanto à homologação do traçado pelas entidades civis, Carlos de Barreira revela que a documentação necessária foi apresentada ao Governo da Galiza, desde 2017, e que em abril de 2019 houve uma reunião com a Conselharia da Cultura. Em Portugal, o processo também já foi iniciado. “É um processo longo e, como tantos outros, também foi afetado pela pandemia”, explica.
Nesta altura, entre os objetivos da Associação Codeseda Viva contam-se a tradução do site e materiais informativos de espanhol para português e inglês – “um voluntário que o pudesse fazer seria uma grande ajuda”, diz Carlos de Barreira -, e completar a sinalização dos primeiros 60 quilómetros e dos últimos 110 quilómetros. A Plataforma Berán no Caminho também investe na sinalização, até porque a sua falta “evita que mais peregrinos façam o trajeto, embora qualquer um possa orientar-se por GPS”.
Por fim, Abdón Fernandez recorda como bons momentos a relação com a Associação Espaços Jacobeus, os encontros de peregrinos em Portugal e em Berán e o reconhecimento pela igreja, que foi “um ponto-chave” do projeto. “Os melhores momentos que recordaremos ainda estão para vir”, sublinha.
As comemorações do 2º aniversário da homologação do Caminho da Geira e dos Arrieiros pela Igreja de Santiago de Compostela foram adiadas, em princípio para abril, devido à pandemia que, entre outras razões, condiciona a circulação nas fronteiras luso-espanholas.
A Câmara de Fafe vai prolongar o percurso pedonal da Barragem de Queimadela com a construção de novos passadiços.
Com um investimento superior a 155 mil euros, este projeto prevê o prolongamento do percurso pedonal existente na margem poente da albufeira da Barragem de Queimadela, através da criação de um passadiço em madeira que permitirá aos utentes circularem a toda a volta da albufeira, aumentando, desde modo, a sua área de utilização.
A construção destes passadiços de madeira constituem uma beneficiação dos caminhos pedonais existentes que passarão a ter melhores condições de circulação.
Raúl Cunha, presidente da Câmara Municipal de Fafe, explica que “este projeto pretende valorizar a Albufeira de Queimadela e melhorar as condições para todos os que visitam aquele espaço ao longo do ano. Pretendemos melhorar as acessibilidades das margens da Barragem de modo a assegurar condições que viabilizem a sua utilização para que todas as pessoas desfrutem deste espaço com equidade, dignidade, segurança e conforto”.
“Como sabemos, a Barragem da Queimadela é uma das nossas maiores ofertas do ponto de vista turístico, com a praia, os percursos pedestres, o parque de campismo, os desportos náuticos, mas também pela presença de uma zona de concessão de pesca desportiva”, finalizou.
Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, participou hoje num debate sobre o tema da “Recuperação pós-pandémica a nível local e regional”, a convite do Grupo PPE do Parlamento Europeu e do PPE do Comité das Regiões.
Segundo o autarca, o período da pandemia trouxe “grandes responsabilidades” às Autarquias locais e autoridades regionais, quer ao nível da prevenção, cuidados de saúde, testagem e vacinação, quer no que se refere aos apoios sociais aos cidadãos e instituições, com iniciativas de apoio à resiliência e recuperação do tecido empresarial.
“Neste momento de enormes dificuldades, fomos capazes de demostrar a nossa importância, tendo desenvolvido um trabalho essencial nas referidas áreas. Para isso muito contribuiu a governação multinível, o envolvimento da sociedade civil e o reforço da descentralização e da cooperação internacional, com o Comité das Regiões a ter um papel fundamental”, disse.
De acordo com o edil, ao mesmo tempo que as autoridades locais e regionais acorrem às necessidades imediatas da população, estão também a preparar o futuro. “Promovemos a recuperação das nossas economias, contribuindo para os objetivos partilhados com a União Europeia, nomeadamente a promoção da competitividade, o apoio ao empreendedorismo e inovação e a descarbonização”, afirmou, destacando a aposta de Braga na mobilidade urbana sustentável, na valorização da economia circular e dos recursos naturais e na reinvenção do espaço público.
Sobre a digitalização, o autarca referiu que, neste período e para o futuro, foi fundamental o apoio do Município de Braga às escolas, na disponibilização de equipamentos informáticos, e ao tecido empresarial, nomeadamente às pequenas e médias empresas para que criassem os seus negócios em plataformas online e continuassem a sua atividade, chegando a um público mais alargado. “Investimos na capacitação tecnológica da cidade e na acessibilidade de serviços públicos por via digital”, salientou.
Por fim, Ricardo Rio enfatizou a necessidade de uma visão integrada que represente um comprometimento definitivo da União Europeia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), concretizando-se no reforço e capacitação das entidades locais e da alocação das verbas do Plano de Recuperação e Resiliência. “Há dois eixos centrais nesta área: a dimensão política, com o fortalecimento dos ODS na estratégia anual de desenvolvimento sustentável, e o novo modelo de governação, aberto à sociedade civil e autoridades locais, com partilha de boas práticas”, concretizou.
Neste debate estiveram presentes responsáveis de diversas cidades europeias, como Helsínquia, Atenas, Sófia, Madrid, Nice ou Cluj-Napoca, assim como a Comissária Europeia de Serviços Financeiros, Estabilidade Financeira e União dos Mercados de Capitais, Mairead McGuinness, e o Comissário responsável pelo Orçamento e Administração, Johannes Hahn.