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Biblioteca Municipal de Barcelos recebe espetáculo protagonizado por Pedro Freitas

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Pedro Freitas, um dos mais reconhecidos dizedores de poesia em Portugal, com milhares de seguidores nas redes sociais, vai apresentar-se na Biblioteca Municipal de Barcelos, na próxima sexta-feira, a partir das 21:30, para um momento destinado a assinalar o Dia Mundial da Poesia.

Esta será a primeira de duas atividades com que a Biblioteca Municipal de Barcelos pretende associar-se à comemoração do Dia Mundial da Poesia, que se assinala a 21 de março. O programa inclui momentos especiais dedicados à palavra poética, reunindo poesia dita e apresentação literária.

O primeiro momento decorre no dia 20 de março, às 21:30, com o espetáculo “Poeta da Cidade”, protagonizado por Pedro Freitas. Poeta, dizedor e performer de 26 anos, iniciou o seu percurso artístico, em 2014, no concurso da Fundação Calouste Gulbenkian “Dá Voz à Letra”, tendo, desde então, conquistado um público cada vez mais vasto.

Com mais de 237 mil seguidores nas redes sociais, Pedro Freitas partilha leituras de poesia, debates, conferências e excertos de espetáculos ao vivo, aproximando sobretudo os mais jovens da poesia portuguesa através de uma abordagem estética cuidada e rigorosa.

Em 2022, publicou de forma independente o seu primeiro livro de poesia, “Ela, Metafisicamente d’outro Mundo”, que se tornou no livro de poesia portuguesa mais vendido desse ano e do ano seguinte. Em outubro de 2024, lançou a sua segunda obra, “Vim Sem Tempo”, distinguida com o Prémio Melhor Livro do Ano pela Bertrand. Atualmente, percorre o país com espetáculos que cruzam poesia, música e jazz, atraindo centenas de espectadores às mais diversas salas.

Pedro Freitas é também responsável pela criação do primeiro concurso de eloquência e oratória em Portugal, “Voz – O Poder da Palavra”, promovido pela associação cultural “A Palavra”, e é anfitrião do podcast semanal “Dizer”, dedicado à leitura, ensaio e conversa sobre poesia.

O programa prossegue no dia 21 de março, às 16h00, com a apresentação do livro “Suspiros e Horizontes”, do poeta barcelense Nuno Sousa.

Poeta e escritor, Nuno Sousa tem desenvolvido, desde 2012, uma obra marcada pela reflexão sobre a existência, a alma humana e as pequenas grandes verdades da vida. A sua escrita caracteriza-se por uma linguagem lírica e intimista, que explora sentimentos, memórias e experiências.

Entre as suas obras destacam-se “Sentimento Consentido” (2012), “Sentido Consiso” (2019), “Olhar Sereno” (2021), “Rimas com Alma” (2023), “Arte Filosofal” (2024), “Ciclos de Silêncio e Voz” — também publicado em inglês como Cycles of Silence and Voice — e “Corpo Verso Alma” (2025).

Com “Suspiros e Horizontes”, o autor continua esta viagem poética, abordando de forma breve e intensa temas universais como a liberdade, a fé, a amizade e a empatia, convidando o leitor a refletir sobre o quotidiano e a dimensão interior do ser humano.

Com estas iniciativas, a Biblioteca Municipal pretende “celebrar a poesia e promover o contacto do público com diferentes formas de expressão poética, reforçando o papel da literatura na vida cultural da comunidade”.

A entrada é gratuita.

Póvoa de Lanhoso e Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros assinam protocolo

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© CM Póvoa de Lanhoso
© CM Póvoa de Lanhoso

O Município da Póvoa de Lanhoso formalizou a assinatura de um protocolo de cooperação com o PIEP – Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros, entidade de referência na área da investigação, desenvolvimento e inovação, localizado no Campus de Azurém, em Guimarães.  

A assinatura do acordo contou com a participação do presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro, e de Jorge Oliveira, em representação do Conselho de Administração do PIEP. Marcaram também presença o vereador do Desenvolvimento Económico, Gilberto Anjos, e técnicos municipais com atuação nesta área.

O compromisso enquadra-se na estratégia de desenvolvimento económico da autarquia, que visa reforçar a competitividade territorial e promover a inovação como motor de crescimento.

Esta parceria permitirá aproximar o conhecimento científico do tecido empresarial local, potenciando soluções disruptivas e a transferência de tecnologia para setores estratégicos.

Entre os objetivos do protocolo estão “a regulação da cooperação em domínios de interesse comum, nomeadamente o incentivo à participação das empresas em projetos de I&D; a qualificação de recursos humanos em engenharia de polímeros; a promoção da transição verde e o estímulo à criação de valor económico com impacto estratégico”.

A iniciativa contribuirá para “reforçar as respostas do Município no apoio ao desenvolvimento territorial, tal como referiu Frederico Castro à margem da cerimónia, que incluiu uma visita aos laboratórios do Polo”. “O principal objetivo deste protocolo é colocar à disposição das empresas soluções que ajudem a resolver as situações do dia-a-dia e posicioná-las na linha da frente, do ponto de vista competitivo, a nível nacional e internacional”, afirmou o autarca.  

Destacou ainda a importância das parcerias estratégicas. “Temos vindo a estabelecer contactos com diversas entidades, com o objetivo de criar condições para que as empresas possam aceder a serviços diferenciadores, que as ajudem a inovar, a encontrar novas soluções e a explorar caminhos que acrescentem valor à sua atividade”, reforçou.

Numa primeira fase, será feita a caracterização do tecido empresarial e das suas necessidades para que possa ser traçado, em conjunto com o PIEP, um plano de ação que permita às empresas sentir benefícios a médio e longo prazo. 

A encerrar a sua intervenção, Frederico Castro lançou o desafio para que os empresários procurem o Município e o PIEP. “Nós também vamos procurar as empresas e desafiá-las a aproveitar este novo instrumento. Tenho a total convicção de que vai ser um caminho de sucesso para todos os intervenientes: empresas, município e PIEP”, finalizou.

O objetivo é consolidar a posição da Póvoa de Lanhoso como um espaço competitivo e atrativo para o investimento. Esta estratégia é complementada por ferramentas já existentes, como o Regulamento Municipal de Apoio ao Investidor, a incubadora LEIRA STARTUP e o Espaço de Cowork.

Homem constituído arguido por ameaças de morte e posse ilegal de armas em Celorico de Basto

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© GNR
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A GNR constituiu arguido um homem de 55 anos, por ameaças e posse ilegal de arma de fogo, em Celorico de Basto.

No seguimento de uma denúncia por ameaças de morte, com recurso a arma de fogo, os militares da Guarda desencadearam diligências policiais que culminaram com a realização de busca domiciliária à residência do suspeito, cumprindo mandado judicial.

No decorrer da operação, foram apreendidos duas espingardas, duas carabinas, três armas de ar comprimido e 476 munições de diversos calibres.

O suspeito foi constituído arguido e os factos comunicados ao Tribunal de Celorico de Basto.

A GNR relembra que “de acordo com o Regime Jurídico das Armas e Munições, quem, sem se encontrar autorizado, detiver, transportar, guardar, comprar ou adquirir qualquer arma elencada no n.º 1 do Artigo 86.º do mesmo diploma, encontra-se a incorrer no crime de posse de arma proibida. Importa ainda esclarecer que, quem detiver arma não registada ou manifestada, quando obrigatório, constitui um crime de posse ilegal de arma”.

Esposende lança estratégia municipal para reforçar participação dos jovens

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© CM Esposende
© CM Esposende

O Município de Esposende vai dar início à elaboração da Estratégia Municipal da Juventude, um instrumento orientador que pretende reforçar a participação dos jovens na vida do concelho e definir as políticas públicas municipais dirigidas a esta faixa etária.

O processo contará com o apoio técnico da ALCE – Social Innovation, entidade especializada em inovação social e na promoção da cidadania ativa, e será desenvolvido com base num modelo participativo que envolve diretamente os jovens e as organizações locais.

A construção da estratégia será estruturada em três fases principais. Numa primeira etapa será realizado um diagnóstico da realidade juvenil no concelho, através da recolha de dados, identificação de necessidades e mapeamento das associações e organizações juvenis existentes.

Segue-se uma fase dedicada à participação da comunidade, com especial enfoque no reforço do papel do Conselho Municipal de Juventude, que será chamado a dinamizar momentos de escuta ativa e de envolvimento dos jovens, associações e demais agentes locais, promovendo o diálogo com o município.

Numa terceira fase, será elaborada a proposta final da política municipal de juventude, a submeter a aprovação, onde serão definidas as prioridades estratégicas e as linhas de ação para os próximos anos.

O Município de Esposende pretende que “este documento resulte de um processo colaborativo, assegurando que as políticas públicas refletem as necessidades reais dos jovens e incentivam a sua participação ativa na definição das prioridades locais”.

Entre os princípios orientadores da estratégia destacam-se o conhecimento aprofundado do tecido associativo juvenil, a promoção de uma relação de proximidade com os jovens, o incentivo à criação de novas associações e o desenvolvimento de uma política de juventude proativa, centrada na antecipação de desafios e oportunidades.

Este trabalho surge também em articulação com o envolvimento do município no projeto europeu “Cávado Youth Goals”, lançado em março de 2026, que visa reforçar a participação cívica dos jovens na região do Cávado.

Carta Aberta ao Senhor Presidente da Câmara Municipal e ao Executivo Camarário

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© José Macedo
© José Macedo

Enquanto morador, enquanto membro da Assembleia de Freguesia de São Vicente e também enquanto bracarense profundamente preocupado com o futuro da nossa cidade, acredito que procurar as melhores soluções para a mobilidade urbana deve ser uma prioridade de todos nós.

Braga é hoje uma cidade dinâmica, em crescimento, mas que enfrenta desafios claros ao nível do trânsito e da circulação rodoviária. Entre as zonas onde esta realidade é mais evidente está a ligação entre o Campo da Vinha, o mercado municipal e a zona da Praça. Trata-se de uma artéria onde diariamente se concentra um elevado fluxo de trânsito, com impacto direto na fluidez da circulação e na qualidade de vida de quem ali vive, trabalha ou simplesmente passa. Nesse sentido, gostaria de lançar uma reflexão pública e apresentar uma proposta que poderá ajudar a aliviar parte desta pressão. Refiro-me à possibilidade de abertura da Rua Dr. Francisco Noronha em direção à Rua Fernando Castiço/Bairro das Andorinhas. Existe naquela zona um terreno pertencente à Santa Casa da Misericórdia que, no passado, já demonstrou disponibilidade para dialogar e até negociar soluções que permitam melhorar a mobilidade naquele território.

A criação de uma nova via, com dois sentidos de circulação, permitiria estabelecer uma ligação mais direta ao Bairro das Andorinhas, facilitando também a chegada de autocarros a esta zona da cidade, uma promessa antiga associada à expansão do transporte público. Para além disso, esta ligação permitiria criar uma alternativa para quem pretende deslocar-se em direção a Real, à zona do Estádio ou para Vila Verde, contribuindo para reduzir significativamente o fluxo de trânsito que atualmente se concentra no Campo da Vinha e nas ruas adjacentes. Naturalmente, qualquer solução exige estudo técnico e planeamento. Mas muitas vezes as boas soluções começam com uma ideia e com vontade política para a avaliar.

Por isso mesmo, deixo este contributo com espírito construtivo. Porque acredito que, quando existe vontade, é possível encontrar caminhos que beneficiem não apenas os vicentinos, mas toda a cidade de Braga e todos os bracarenses que diariamente utilizam estas vias. A mobilidade é um desafio coletivo e o futuro da cidade constrói-se também com coragem para pensar soluções novas.

GNR multa dois homens em Braga por venda e consumo de bebidas alcoólicas em jogo de futebol

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A GNR identificou dois homens, de 65 e 62 anos, por venda e consumo de bebidas alcoólicas no interior do recinto desportivo, no concelho de Braga.

No decurso do policiamento do espetáculo desportivo entre as equipas do campeonato distrital de futebol da AF Braga, a Guarda identificou um adepto da equipa visitante a consumir bebida alcoólica, tendo apurado que “a venda da bebida alcoólica estava a ser efetuada no estabelecimento de restauração e bebidas no interior daquele recinto desportivo, pelo que foi o proprietário também identificado e de imediato cessadas as infrações”.

Da ação de fiscalização resultaram um auto de notícia por contraordenação por venda de bebidas alcoólicas no interior do recinto desportivo e um auto de notícia por contraordenação por consumo de bebidas alcoólicas no interior do recinto desportivo.

Os autos de contraordenação foram remetidos à  Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD).

“A Lei n.º 39/2009, alterada pela Lei n.º 40/2023, estabelece o regime jurídico da segurança e do combate à violência, racismo, xenofobia e intolerância nos espetáculos desportivos, impondo a todos os intervenientes comportamentos pautados pela civilidade, respeito e não violência”, recorda a GNR, que reafirma o seu compromisso na “prevenção e combate a comportamentos ilícitos em contexto desportivo, continuando a desenvolver ações de fiscalização que promovam espetáculos desportivos seguros e marcados pelo espírito de fair play”.

“A ausência que seremos”: pequenas vidas, grandes lições de humanidade

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Houve uma noite, daquelas em que a televisão fica ligada só para fazer companhia, em que dei por mim a ver, pela terceira vez, um episódio de “Narcos”. Não por entusiasmo, mas por preguiça, aquela preguiça de quem chega cansado, aquece o jantar e aceita o primeiro tiroteio que aparece no ecrã.

Ao lado, no telemóvel, alguém comentava outra série, “Pablo Escobar, el patrón del mal”, como se toda a história da Colômbia coubesse ali, entre um tiro e um plano aéreo de helicóptero. Quando iniciei o curso de Geografia, em 2019, nas leituras das cadeiras, sobretudo em Geografia da População, ministrada pela querida Marta Luedemann, percebi que muitos países acabam injustamente resumidos a um único enredo.

Não é culpa exclusiva da Netflix, claro. Há uma tentação humana de reduzir o passado a personagens fáceis. Se falamos de Medellín, logo surge o fantasma de Pablo Emilio Escobar Gaviria, como se a cidade inteira fosse uma rua escura com carros blindados. E ninguém nega que ele existiu, que nasceu pobre, que ficou obscenamente rico, que transformou o departamento de Antioquia num nome sussurrado com medo. Mas as cidades são sempre maiores do que os seus criminosos.

Uma cidade é também o médico que acorda cedo, o professor que explica o corpo humano como quem explica um poema épico, o pai que volta a casa com livros debaixo do braço. Em Medellín houve um homem assim, Héctor Abad Gómez, que acreditava em vacinas, em bibliotecas e em direitos humanos. Foi assassinado em 1987, numa manhã que devia ser banal, como tantas manhãs em que alguém sai de casa com pressa e uma lista de tarefas.

Nesse dia, levava no bolso um papel com versos de Jorge Luis Borges. O poema “Epitáfio” dizia que já somos a ausência que seremos. É curioso como, por vezes, guardamos frases no bolso como quem leva um talismã. Eu próprio tenho um bilhete dobrado na carteira com um verso de “Maravida”, de Gonzaguinha, não para me proteger de balas, mas de dias maus. A literatura é um guarda-chuva frágil, mas ainda assim abrimo-lo.

O filho desse médico, Héctor Abad Faciolince, escreveu um livro para resgatar o pai do esquecimento. Chamou-lhe El olvido que seremos” e, de repente, o mundo descobriu que havia outra história por contar, sem pistolas, sem perseguições de carro. Um livro elogiado por gente grande como J. M. Coetzee, laureado com o Nobel de Literatura em 2003, que sabe uma coisa ou duas sobre memória e culpa.

Anos depois, o realizador Fernando Trueba transformou o livro num filme com o mesmo título. Embora a sua circulação tenha sido parcialmente afetada pela pandemia e pelas restrições, a longa-metragem ganhou novo fôlego quando chegou às plataformas de streaming.

Vi-o numa tarde chuvosa de 2022, daquelas em que a casa fica silenciosa e o café arrefece. E percebi que a violência também pode ser mostrada pelo avesso, pela ternura. O médico é interpretado por Javier Cámara, com um sorriso cansado que parece dizer que o mundo ainda vale a pena.

O filho, primeiro criança, surge com a naturalidade espantosa de Nicolás Reyes Cano e, depois, jovem adulto, com a timidez luminosa de Juan Pablo Urrego. Este último já tinha feito o papel de um sicário numa série baseada nas memórias de Jhon Jairo Velásquez para a Caracol Televisión. No cinema, porém, é apenas um rapaz que ama o pai e tem medo de o perder. Às vezes, a maior coragem é essa.

Há uma cena em que o miúdo defende o pai de uma piada cruel no recreio. Outra em que o pai explica, com delicadeza, porque não acredita no inferno. Vi-me ali, a lembrar-me do meu próprio pai, que me ensinou a afiar lápis com navalha e a pedir desculpa quando erro. Nada de heroísmos, apenas pequenos gestos. Talvez seja isso que falta nas séries de tiroteios: o som das cadeiras a arrastar na cozinha, a discussão sobre o preço do café, o beijo na testa antes de dormir e o sorriso sincero que pode dizer diálogos completos de William Shakespeare sem abrir a boca.

Não digo que não devamos contar as histórias dos criminosos. Elas explicam muita coisa. Mas há um risco em deixar que sejam as únicas. É como se um país inteiro fosse reduzido a um retrato policial. Medellín tem parques, escolas, gente que canta, gente que planta flores. E teve um médico que guardava poemas no bolso.

Quando o filme acabou, fiquei uns minutos em silêncio. Lá fora, um vizinho discutia futebol, alguém fechava uma porta, um carro passava devagar. Pensei que a violência não começa nem acaba nos grandes nomes. Começa no esquecimento. Quando deixamos de contar as histórias de quem tentou ser justo, de quem cuidou dos outros, de quem acreditou que a saúde pública podia salvar vidas.

Talvez seja por isso que escrevemos crónicas, notícias, romances. Para contrariar o ruído. Para lembrar que por detrás de cada manchete existe uma casa, uma mesa, um filho que beija o pai na rua e sente ainda o último calor do rosto. E que, mesmo quando o mundo insiste em reduzir tudo a pólvora, ainda há espaço para um poema dobrado no bolso, ansioso por ser lido.

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Poema “Epitáfio”, de Jorge Luis Borges

Já somos o esquecimento que seremos,
o pó elementar que nos ignora,
e que foi o vermelho Adão, e que é agora
todos os homens, e que não veremos.

Já somos, na tumba, as duas datas
do princípio e do termo: a caixa,
a obscena corrupção e a mortalha,
os triunfos da morte e as endechas.

Não sou o insensato que se agarra
ao mágico som do seu nome;
penso com esperança naquele homem
que não saberá que fui sobre a Terra.

Sob o indiferente azul do Céu,
esta meditação é um consolo.

Braga: Sete grupos da Bracara Team sagram-se campeões nacionais em dança desportiva

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© Bracara Team
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A Bracara Team, clube de Braga federado na Federação Portuguesa de Dança Desportiva, voltou a destacar-se no panorama nacional ao alcançar resultados de excelência no Campeonato Nacional de Dança Coreográfica 2026, realizado no Pavilhão das Manteigadas, em Setúbal.

Com uma comitiva de 188 atletas, o clube alcançou um total de sete títulos de Campeão Nacional, a que se somam quatro títulos de Vice-Campeão Nacional, uma medalha de bronze e ainda três equipas finalistas, confirmando a consistência e qualidade do trabalho desenvolvido ao longo da época.

Bracara Queens (pequeno grupo no escalão juvenil), Bracara Stars (grande grupo no escalão juvenil), Bracara Dynasty (pequeno grupo no escalão junior), Bracara Diamond (grande grupo no escalão juventude), Bracara Glossy (grande grupo no escalão junior), Bracara Augusta (grande grupo no escalão senior) e Bracara Flame (grande grupo no escalão adultos) sagraram-se campeões nacionais.

Já as Bracara Spice (pequeno grupo no escalão juventude), Bracara Dreamers (grande grupo no escalão juvenil), Bracara Elite (pequeno grupo no escalão adultos), Bracara Gold (grande grupo no escalão junior) são vice-campeões.

As Bracara Wild (pequeno grupo no escalão juventude) também se destacaram ao arrecadar a medalha de bronze.

A competição, integrada na modalidade de dança desportiva em grupo (danças de salão), reuniu algumas das melhores equipas nacionais, tornando os resultados alcançados pela Bracara Team ainda mais significativos.

Para além das conquistas desportivas, o clube destaca a atitude dos seus atletas ao longo de toda a competição, evidenciando valores como “o empenho, o profissionalismo e o espírito desportivo”.

“O apoio dos pais e da claque presente em Setúbal foi também apontado como fundamental para o desempenho da equipa, contribuindo para um ambiente de motivação e união ao longo do campeonato”, refere o clube.

Secretário de Estado da Agricultura em Vila Verde para inaugurar projetos solidários

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© República Portuguesa
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Na próxima quinta-feira, dia 19 de março, pelas 15:45, realizar-se, na Casa Mãe – Quinta do Senhor, em Vila Verde, a inauguração de projetos socialmente sustentáveis e solidários.

O evento contará com a presença de João Moura, secretário de Estado da Agricultura, de Hortense Santos, vereadora da Coesão Social do Município de Braga, de João Ferreira, diretor do Centro Distrital de Braga da Segurança Social e de Cláudia Serapicos, diretora do Centro de Emprego e Formação Profissional de Braga.

Tuna Académica do Politécnico de Viana do Castelo vence prémio no Porto

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© IPVC
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A Hinoportuna – Tuna Académica do Politécnico de Viana do Castelo venceu o prémio de Melhor Instrumental no XXVI FITUP – Festival Internacional de Tunas da Universidade Portucalense, que decorreu no Porto, reforçando a presença da instituição no panorama académico e cultural.

Com o tema “Sexta-feira 13” a marcar o arranque do festival, a Hinoportuna subiu ao palco na primeira noite do evento com uma atuação que rapidamente conquistou o público e o júri. A performance da Tuna Académica do Politécnico de Viana do Castelo destacou-se pela qualidade musical e pelo rigor técnico, valendo-lhe o prémio de Melhor Instrumental, distinção que a tuna traz agora para Viana do Castelo.

Organizado pela TAUP – Tuna Académica da Universidade Portucalense, o XXVI FITUP reuniu, ao longo de dois dias, seis tunas a concurso. Além da Hinoportuna, participaram a TMP – Tuna de Medicina do Porto, a Tuna de Santa Maria, a Tuna de Derecho de Valladolid, a Tuna TS e a TAB.

O festival contou ainda com atuações extraconcurso das tunas As Infantas, TVUP, TFUP e da própria TAUP, anfitriã do evento, contribuindo para um ambiente marcado pela tradição académica e pela celebração da música universitária.