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Quando a Justiça se arrasta, a confiança morre

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© Paulo Veiga
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Num Estado de Direito democrático, a Justiça deveria ser o último refúgio da confiança coletiva. O lugar onde os cidadãos sabem que, independentemente do poder, da riqueza ou da influência de quem quer que seja, a lei se aplica com rigor, com equilíbrio e, sobretudo, com tempo útil. Infelizmente, em Portugal, essa confiança tem sido lentamente corroída por um fenómeno que se tornou quase estrutural, a incapacidade do sistema judicial de responder com eficácia, celeridade e clareza aos casos que mais exigem da sua autoridade.

A Justiça portuguesa sofre de um paradoxo inquietante, se  por um lado, se proclama como independente, garantística e cuidadosa, por outro, permite que processos de enorme relevância pública se arrastem durante anos, por vezes décadas, até que a própria ideia de justiça se torne difusa, quase irreconhecível.

Quando a Justiça demora demasiado, deixa de ser Justiça. Torna-se apenas um processo.

Esta realidade torna-se particularmente evidente em processos mediáticos e complexos, onde estão em causa suspeitas de corrupção, abuso de poder ou promiscuidade entre política e interesses económicos. A opinião pública assiste, perplexa, a investigações intermináveis, sucessivos recursos, nulidades processuais, prescrições e decisões contraditórias que acabam por gerar um sentimento perigoso, o de que o sistema não consegue, ou não quer, chegar ao fim das suas próprias conclusões.

E quando a Justiça parece incapaz de concluir, o que sobra é o desgaste das instituições.

Um dos exemplos mais paradigmáticos desta crise de credibilidade é, inevitavelmente, a chamada Operação Marquês. Apresentada inicialmente como um dos maiores processos de investigação criminal da história democrática portuguesa, prometia esclarecer suspeitas graves envolvendo um antigo primeiro-ministro, empresários influentes e complexas redes financeiras.

Anos depois, aquilo que deveria ter sido um momento de afirmação da Justiça transformou-se num símbolo da sua fragilidade.

Não se discute aqui a culpa ou inocência de quem quer que seja, isso compete aos tribunais. O problema é outro, o sistema judicial português permitiu que um processo desta dimensão se transformasse num labirinto processual quase interminável. Entre acusações, arquivamentos parciais, recursos sucessivos e discussões técnicas sobre nulidades, o essencial perdeu-se no caminho.

Para o cidadão comum, a mensagem que ficou foi devastadora.

Se um processo com meios extraordinários, atenção mediática permanente e impacto político gigantesco demora tantos anos a chegar a conclusões claras, o que poderá esperar o cidadão anónimo quando enfrenta o sistema judicial?

A Justiça deixa de ser percebida como um instrumento de equilíbrio e passa a ser vista como uma máquina lenta, complexa e muitas vezes incompreensível.

Mais grave ainda, a lentidão da Justiça cria um efeito perverso. Não protege apenas os direitos dos arguidos, algo absolutamente essencial num Estado de Direito, mas pode acabar por favorecer quem tem recursos financeiros, capacidade jurídica e tempo para transformar o processo numa batalha interminável de incidentes processuais.

E assim instala-se uma suspeita que nenhum sistema judicial pode permitir, a ideia de que a Justiça não é igual para todos.

É importante dizer com clareza que o problema não reside apenas nos magistrados. Portugal tem muitos juízes e procuradores competentes, dedicados e profundamente comprometidos com a defesa da legalidade. O verdadeiro problema é estrutural, leis processuais excessivamente complexas, tribunais sobrecarregados, recursos quase infinitos e uma cultura jurídica que, por vezes, privilegia a forma sobre a substância.

Quando o formalismo se sobrepõe ao sentido de justiça, o sistema perde o seu propósito.

A Justiça não pode transformar-se numa disputa interminável de tecnicalidades jurídicas. A sua missão é mais simples, e muito mais exigente, apurar a verdade, aplicar a lei e fazê-lo dentro de um prazo que ainda faça sentido para a sociedade.

Caso contrário, a consequência é inevitável.

A confiança dos cidadãos evapora-se.

E quando os cidadãos deixam de confiar na Justiça, começam a duvidar de todo o edifício democrático. Porque a Justiça não é apenas um poder do Estado. É o pilar que sustenta todos os outros.

Sem ela, a democracia fica perigosamente desequilibrada.

Talvez tenha chegado o momento de Portugal enfrentar, com coragem política e lucidez institucional, uma pergunta que muitos evitam fazer em voz alta:

– De que serve uma Justiça formalmente exemplar se, na prática, chega sempre demasiado tarde para ser verdadeiramente justa?

Braga: Iulian Florescu volta à Casa dos Coimbras para contar histórias através da pintura

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© Iulian Florescu
© Iulian Florescu

Dois anos depois, o artista romeno Iulian Florescu volta à Casa dos Coimbras, em Braga, para apresentar a exposição de pintura “Paz e Tranquilidade Divina”. A mostra, com curadoria de Santiago Belacqua, vai ser inaugurada no próximo sábado, 14 de março, às 17:00.  

“Nesta exposição vamos ver retratados vários temas diferentes, não sou conformista. Gosto da vida, de paisagens, da natureza morta. Vejo uma coisa que me capta a atenção e, rapidamente, tento pôr isso numa tela”, conta Iulian Florescu, sublinhando que gosta de “contar histórias pequenas, mas profundas” através dos seus quadros.  

Nesta exposição, além do óleo sobre tela, o artista de 69 anos traz uma novidade: irá apresentar duas obras em óleo sobre cortiça. “Decidi fazer um teste com cortiça que tinha em casa e gostei do resultado. Será uma pintura de natureza morta e outra ilustra uma mulher com um cordeiro ao colo”, descreve Iulian Florescu.  

Para Santiago Belacqua, “as pinturas de Iulian Florescu são de silêncio e paz. O artista motiva-nos a viajar por ambientes urbanos e pela serenidade rural, mostra a calma dos ofícios campestres e retratos de convívio sereno”. E acrescenta: “As cores de Iulian transmitem serenidade, mesmo na natureza morta”.  

O pintor, a viver em Braga há mais de 20 anos, já participou em várias exposições, mas encontrou grande apreço pelos seus trabalhos em Londres, Inglaterra. 

Iulian Florescu ofereceu à Casa dos Coimbras um quadro onde está representado o conjunto arquitetónico da Capela e Casa dos Coimbras. A obra está em exposição permanente no restaurante.  

“Paz e Tranquilidade Divina” estará patente até 19 de abril. A mostra pode ser visitada de segunda-feira a sábado, entre as 10:00 e as 12:00 e entre as 15:00 e 18:00. 

Mercadona lucrou 26 milhões de euros em Portugal

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© Mercadona
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A Mercadona, empresa de supermercados, aumentou, em 2025, as suas vendas consolidadas em 8% até aos 41.858 milhões de euros. Deste total, 39.766 milhões correspondem ao negócio em Espanha e os restantes 2.092 milhões ao projeto em Portugal, onde a Mercadona terminou o ano com 69 lojas do total de 1.672 que compõem a rede de supermercados da empresa.

A empresa registou o aumento de +0,8 pontos na quota de mercado, até 8,8%, em Portugal, e de +0,6% na quota de mercado em Espanha.

A empresa, que abriu a primeira loja em 2019, fechou 2025 com 69 lojas em Portugal e 7.500 trabalhadores com contrato sem termo desde o primeiro dia, tendo nesse mesmo ano criado 500 novos postos de trabalho.

Ao longo de 2025, a Mercadona realizou um investimento total de 140 milhões de euros em Portugal e atingiu um volume de vendas de 2.092 milhões de euros, mais 18% do que no ano anterior, tendo obtido um lucro líquido de 26 milhões de euros. Através da empresa portuguesa Irmãdona Supermercados, com sede em Vila Nova de Gaia (Porto), contribuiu com 273 milhões de euros em impostos, totalizando desde 2019, 879 milhões de euros.

A empresa continuou, também, a trabalhar de perto com os seus cerca de 1.000 fornecedores nacionais, aos quais comprou 1.500 milhões de euros.

A Mercadona, mais uma vez, foi pioneira na adoção de iniciativas, dando mais uma semana de férias, a consolidação do poder de compra, com o aumento salarial segundo o IPC e a sua política de remuneração variável, com a distribuição de 780 milhões de euros em prémios por objetivos, dos quais 25 milhões correspondentes a Portugal. Este valor para o trabalhador traduz-se em dois vencimentos mensais para os que têm menos de 4 anos de antiguidade e em três vencimentos para os que que ultrapassam esta antiguidade, tendo em fevereiro, neste último caso, recebido 7.000 euros brutos, onde se inclui, neste montante, o seu salário mensal.

Adicionalmente, a Mercadona criou 5.000 novos postos de trabalho, dos quais 500 em Portugal. A empresa fechou o ano com uma equipa de 115.00 pessoas, 7.500 em Portugal.

Rodrigo Zalazar eleito Médio do Mês da I Liga

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© SC Braga
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Cinco golos e uma assistência. Fevereiro foi um mês de pura magia para Rodrigo Zalazar, num desempenho reconhecido pelos treinadores principais da Liga Portugal, que o elegeram Hey Doc Médio do Mês da competição, com um total de 28,36% dos votos.

No período em avaliação, o uruguaio do SC Braga, de 26 anos, foi titular nos cinco encontros disputados pelos Gverreiros do Minho na competição.

Distinguido pela segunda vez esta temporada, Zalazar levou a melhor sobre Santi García (Gil Vicente FC) e João Carvalho (Estoril Praia), que totalizaram 11,94% e 11,19% dos votos, respetivamente.

Esposende dedica “Março com Sabores do Mar” às algas marinhas

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© CM Esposende
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A programação do “Março com Sabores do Mar” continua em Esposende dedicada às algas marinhas, destacando a sua riqueza cultural, científica, artística e gastronómica. As atividades decorrem no Museu do Sargaço, em Apúlia, entre 14 e 31 de março.

A exposição “Projeto Sargassum”, da artista visual plástica Eunice Pais, estará patente no Museu do Sargaço, de 14 a 31 de março. Através da fotografia e de instalações artísticas, Eunice Pais explora a relação entre a natureza e o corpo. O projeto “Sargassum” mistura documentário e ficção, reimaginando as ligações ecológicas e refletindo sobre a evolução da relação entre humanos e natureza.

No dia 14 de março, entre as 10:00 e as 12:00, realiza-se o encontro científico “Sargassum: Ciência, Arte e Gastronomia”, que adota uma abordagem transdisciplinar ao sargaço, reunindo ciência, arte e gastronomia. O evento contará com a participação de Eunice Pais, Marta Duarte, Leonel Pereira e Elina Stolde, que irão explorar o potencial gastronómico, científico, medicinal e cultural do sargaço.

Marta Duarte é bióloga e doutoranda em Engenharia Biomédica, com investigação focada na descelularização de tecidos e na aplicação de polissacarídeos marinhos na cicatrização e regeneração de feridas. Eunice Pais, artista multidisciplinar, trabalha com fotografia, vídeo, escultura e cerâmica, dedicando-se desde 2025 ao projeto Sargassum, que explora a ligação agro-marítima em Apúlia e o papel simbólico das algas marinhas.

Leonel Pereira, biólogo e professor associado na Universidade de Coimbra, é especialista em biodiversidade e biotecnologia marinha, coordenando a algoteca da Universidade de Coimbra e desenvolvendo investigação sobre algas, compostos bioativos e ecologia marinha. Elina Stolde, musicista e etnomusicóloga, é fundadora do laboratório colaborativo Gata da Mata, promovendo a utilização culinária de plantas espontâneas, incluindo algas, através de workshops e oficinas de cozinha selvagem, vegana e sustentável.

O encontro constitui uma oportunidade para compreender o sargaço de forma integrada, mostrando como este recurso natural se conecta com ciência, arte e gastronomia, e reforçando o papel do Museu do Sargaço como polo de reflexão e partilha de conhecimento sobre o património natural e cultural da região.

Ainda no dia 14, entre as 14:00 e as 16:00, realiza-se a visita cultural “Paisagens do Sargaço”, com início no Museu do Sargaço. Esta atividade permite explorar as relações do sargaço com o mar e a terra, assim como as paisagens humanizadas resultantes da presença deste recurso ao longo do tempo.

À tarde, das 16:00 às 17:30, a Elina Stolde, através do projeto Gata da Mata Wildfood, promove o workshop “Algas Comestíveis”, com introdução ao mundo das algas, ecossistemas e boas práticas de colheita. A atividade inclui uma visita guiada à praia de Apúlia para recolha de algas e termina no Museu do Sargaço com degustação de produtos e petiscos preparados com algas.

As atividades são gratuitas, mas sujeitas a inscrição prévia e com vagas limitadas, através do e-mail [email protected].

O Museu do Sargaço promove investigação, conservação e divulgação, fomentando experiências educativas, culturais e artísticas, e envolvendo a comunidade na reflexão sobre a relação entre a natureza e a sociedade.

As algas marinhas crescem entre o mar e a terra e representam um recurso versátil, abundante e sustentável, utilizado pela humanidade desde tempos imemoriais. Em Portugal, eram usadas para adubar campos agrícolas nas regiões do litoral, enquanto em países como Japão, China e Coreia continuam a ser apreciadas como iguarias nutritivas. A costa do Noroeste Peninsular alberga verdadeiras hortas de algas comestíveis, que se destacam pelo seu valor gastronómico, medicinal e potencial em áreas como bioplásticos, fertilizantes e biocombustíveis.

Famalicão quer Avenida 9 de Julho no domínio público municipal

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© CM Famalicão
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A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão requereu à Infraestruturas de Portugal (IP) a passagem para o domínio público municipal da Avenida 9 de Julho.

O desejo de integrar este troço de cerca de um quilómetro da Estrada Regional (ER) 206 na rede viária do município foi manifestado, no início do ano, numa comunicação assinada pelo presidente da autarquia, Mário Passos, e dirigida à IP.

A vontade da Câmara Municipal voltou também a ser reforçada, recentemente, na reunião que juntou o autarca famalicense e responsáveis da Infraestruturas de Portugal e da qual saiu a decisão de reforçar a segurança pedonal da ER 206 entre Vila Nova de Famalicão e Guimarães.

“Trata-se de um troço inserido no perímetro da cidade, que apresenta características urbanas e necessidades acrescidas de medidas de segurança rodoviária e de acalmia de tráfego que não se coadunam com as normas aplicadas às estradas nacionais”, explica o autarca Mário Passos.

Entre as necessidades já sinalizadas está a de “uma manutenção mais próxima, regular e eficiente da via e a construção de uma nova rotunda e de novas ligações viárias que se pretendem executar no âmbito da Unidade de Execução Urbanística em curso para esta área norte da cidade e que vão melhorar consideravelmente os acessos ao Hospital de Famalicão e ao Centro de Atletismo em construção na zona de Talvai”.

Esposende integra jovens migrantes através da arte sonora

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© CM Esposende
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O projeto Ressonâncias está a ser desenvolvido no concelho de Esposende com o objetivo de promover a integração e o bem-estar de jovens estudantes, em particular de origem migrante, através de práticas de criação artística, educação ambiental e experimentação sonora, tendo a água como elemento estruturante do território.

A iniciativa resulta de uma parceria entre o Município de Esposende, a Associação Rio Neiva, a Ondamarela, a Escola Secundária Henrique Medina e a Unidade de Investigação em Arquitetura, Urbanismo e Design da Universidade Portucalense.

O projeto é financiado no âmbito do programa PARTIS & Art for Change, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação “la Caixa”, e nasceu da identificação de desafios sociais no território, nomeadamente a necessidade de “reforçar os processos de integração de estudantes migrantes em contexto escolar”. “A partir desse diagnóstico foi estruturada uma intervenção multidisciplinar que articula práticas artísticas com abordagens pedagógicas inovadoras e educação ambiental”, refere a Câmara de Esposende.

Ao longo de três anos, o projeto envolve alunos do 7.º ao 12.º ano da Escola Secundária Henrique Medina em oficinas de experimentação sonora que incluem cartografia sonora, percursos de escuta, produção de narrativas áudio e atividades sensoriais. A água constitui o eixo temático central das atividades, permitindo explorar questões relacionadas com a escassez e abundância hídrica, qualidade da água e alterações climáticas, a partir dos ecossistemas locais, nomeadamente dos rios Rio Cávado e Rio Neiva.

“O primeiro ano de implementação, em 2025, decorreu com caráter piloto e evidenciou impactos positivos, tendo conduzido à aprovação da continuidade do projeto até 2027. A equipa tem igualmente procurado assegurar uma comunicação inclusiva, evitando a utilização de terminologia suscetível de gerar estigmatização. No início do segundo ano de execução, o projeto enfrenta, contudo, alguns constrangimentos operacionais relacionados com a mobilização de estudantes para as oficinas. As obras de requalificação em curso na Escola Secundária Henrique Medina implicaram ajustamentos nos horários e uma redução da disponibilidade de salas, condicionando a participação dos alunos no período habitualmente destinado a atividades extracurriculares”, explica a Autarquia.

Com o objetivo de acompanhar o desenvolvimento da iniciativa, realizou-se, no passado dia 4 de março, uma reunião de trabalho com os parceiros do projeto nas instalações da escola, que contou com a presença de Isabel Lucena, da equipa de Acompanhamento e Avaliação das fundações financiadoras. Antes da reunião, os parceiros tiveram ainda oportunidade de assistir a uma oficina do projeto.

“No balanço efetuado, foi amplamente reconhecido o trabalho desenvolvido com os jovens e os impactos positivos verificados no seu percurso escolar e pessoal, designadamente ao nível da melhoria dos processos de integração no contexto educativo e do reforço da motivação para as aprendizagens curriculares”, sublinha.

Na reunião estiveram também presentes as vereadoras Fátima Escrivães e Paula Cepa, com responsabilidades nas áreas da Coesão e Desenvolvimento Social, Ambiente, Educação e Cultura, que valorizaram o trabalho desenvolvido e apontaram possíveis articulações com iniciativas municipais. Entre estas, foi destacada a ligação ao projeto Vol’Mig, dinamizado em parceria com a Pista Mágica na Loja Social de Esposende, uma iniciativa de voluntariado orientada para a inclusão social e profissional de pessoas imigrantes.

Foi igualmente sugerida a utilização de equipamentos culturais do concelho como espaços de exploração pedagógica e artística, nomeadamente o Museu do Sargaço e o Centro Interpretativo de S. Lourenço, entre outros, reforçando o contacto dos alunos com os recursos culturais do território e promovendo a articulação com os respetivos serviços educativos.

Por sua vez, Isabel Lucena sugeriu à equipa técnica a exploração de novos modelos de intervenção, através da partilha de experiências de outros projetos apoiados pelo programa, designadamente em áreas como o cinema de animação, salientando ainda a importância de promover encontros entre jovens de diferentes iniciativas, potenciando o intercâmbio de práticas e o enriquecimento das aprendizagens.

Barcelos recebe concurso “Pequenos Grandes Poetas”

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DR
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O concurso “Pequenos Grandes Poetas” volta a desafiar crianças e jovens de Barcelos a descobrir e partilhar o prazer da poesia. Na sua 13.ª edição, esta iniciativa convida alunos desde o ensino pré-escolar até ao ensino secundário a dar voz à imaginação, celebrando a criatividade e a expressão poética das novas gerações.

O momento alto do concurso será o Espetáculo de Poesia, que terá lugar no dia 17 de abril, no Auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos, reunindo participantes, comunidade educativa e público num encontro dedicado à palavra, à sensibilidade e à arte poética.

A participação no concurso é realizada através do professor bibliotecário do agrupamento de escolas que o aluno frequenta, reforçando o papel das bibliotecas escolares na promoção da leitura, da escrita e da cultura literária entre os mais jovens.

Presidente da República condecorou Marcelo Rebelo de Sousa

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© Presidência da República Portuguesa
© Presidência da República Portuguesa

O novo presidente da República, António José Seguro, condecorou o presidente cessante, Marcelo Rebelo de Sousa, com o Grande-Colar da Ordem da Liberdade.

Após 10 anos, Marcelo Rebelo de Sousa deixou de ser presidente da República, dando lugar a António José Seguro, que venceu as Eleições Presidenciais e tomou posse esta segunda-feira.

Apúlia vai celebrar Nossa Senhora da Guia de 5 a 16 de agosto

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© Sara Correia / Dillaz / Carlina Deslandes
© Sara Correia / Dillaz / Carlina Deslandes

A vila de Apúlia, em Esposende, volta a festejar Nossa Senhora da Guia de 5 a 16 de agosto com um vasto programa musical.

Além das atuações musicais, as festividades contarão com as tradicionais celebrações religiosas e sessões de fogo de artifício. Dillaz, Carolina Deslandes e Sara Correia são os cabeças de cartaz desta programação. O anúncio foi efetuado pela Comissão de Festas nas redes sociais.

Programa

14 de agosto (sexta-feira)

  • Toque Social
  • Dillaz
  • Rafman x MC Mano
  • DJ Hugo Torres

15 de agosto (sábado)

  • Host Henrique Mano
  • Carolina Deslandes
  • Insert Coin
  • DJ Fifty

16 de agosto (domingo)

  • Bela Trama
  • Sara Correia
  • DJ Pette
  • Paper Plans