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GNR alerta para furtos de combustível

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A GNR alertou para a ocorrência de furtos de combustível, um fenómeno que tem vindo a assumir maior expressão no atual contexto socioeconómico de aumento dos preços energéticos e de pressão sobre o rendimento das famílias.

“A subida dos custos associados à mobilidade tem vindo a exercer uma pressão acrescida sobre famílias e empresas, potenciando, em alguns casos, a adoção de comportamentos oportunistas ou ilícitos, designadamente furtos de combustível, os quais se materializam na subtração direta de combustível de depósitos ou na sua extração mediante perfuração, causando prejuízos económicos diretos para os proprietários e danos materiais adicionais nos veículos, com impacto na perceção de segurança da população”, refere a Guarda.

Entre 2024 e 2025, na área de responsabilidade territorial da GNR, registou-se uma ligeira diminuição do número de queixas, passando de 1.744 para 1.700 crimes, o que corresponde a uma redução de 44 ocorrências (-2,52%). Neste seguimento, é ainda possível verificar que, através da análise por distrito, existe uma evolução desigual. As descidas mais significativas verificaram-se nos distritos de Lisboa (-56; -26,32%), seguido de Aveiro (-52; -21,49%), Faro (-27; -20,45%) e Setúbal (-24; -15,69%). Em sentido inverso, destacam-se aumentos relevantes em distritos como Castelo Branco (+10; +33,33%), Viana do Castelo (+21; +30,88%), Santarém (+15; +14,85%) e Leiria (+22; +14,19%). Além disso, é ainda importante analisar variações percentuais muito significativas, como é o caso do distrito de Bragança (+7; +50,00%) e Guarda (+8; +80,00%), exigindo, desta forma, uma resposta diferenciada por parte da Guarda e ajustada às especificidades locais.

Relativamente à análise por tipologia, e no seguimento da diminuição do número total de crimes (-2,52%), esta descida é fortemente influenciada pela redução dos furtos em postos de abastecimento, que passaram de 1205 para 1084 casos (-121; -10,04%). Em sentido inverso, verifica-se um aumento, nomeadamente, nos furtos em veículos motorizados (+46; +16,43%) e em depósitos ou máquinas agrícolas/industriais (+31; +11,97%).

Relativamente ao ano de 2025, contrariamente à perceção comum que este tipo de ilícito se concentra sobretudo em horários noturnos ou de menor visibilidade, a distribuição dos crimes por período horário evidencia uma maior incidência no período da tarde (13h–18h), com 676 registos, seguida do período da manhã (7h–12h), com 468 ocorrências, e da noite (19h–24h), com 406 casos. Em sentido inverso, a madrugada (0h–6h) apresenta o menor número de registos, com 150 ocorrências.

Nos anos de 2024 e 2025, as detenções por furto de combustível apresentam uma evolução distinta por tipologia, destacando-se o aumento nos casos associados a depósitos ou máquinas agrícolas/industriais (de 10 para 19), um número igual nos furtos em veículos motorizados (11 em ambos os anos) e a diminuição nos furtos em postos de abastecimento (de 16 para 10).

No total, registou-se um aumento do número de suspeitos, passando de 561 em 2024 para 599 em 2025 (+38). Esta evolução resulta sobretudo do crescimento nos furtos em depósitos ou máquinas agrícolas/industriais (de 94 para 127) e, de forma mais moderada, nos furtos em veículos motorizados (de 104 para 116), contrastando com uma ligeira diminuição nos furtos em postos de abastecimento (de 363 para 356).

Tendo em conta a evolução deste tipo de ilícitos, a GNR recomenda aos proprietários de máquinas agrícolas e industriais que Evitem deixar veículos ou maquinaria em locais isolados ou sem iluminação durante períodos prolongados. “Sempre que possível, utilize tampões de depósito com chave ou sistemas de proteção de bocal”, apela a Guarda.

Em Postos de Abastecimento, a GNR pede que reforcem os sistemas de videovigilância (CCTV) e garanta que as câmaras cobrem as matrículas dos veículos e o rosto dos condutores.

Para Transportadores e Frotas, a Guarda apela a que privilegiem o estacionamento em parques vigiados e iluminados. “A instalação de sensores de bocal de depósito que emitam alerta em caso de abertura indevida é uma medida de mitigação eficaz”, recomenda.

“Caso detete movimentos suspeitos junto de depósitos ou veículos, contacte de imediato a GNR. Relembramos que a prevenção constitui um elemento essencial no combate a este tipo de criminalidade, apelando à colaboração de todos os cidadãos na adoção de comportamentos de segurança e na comunicação atempada de situações suspeitas”, finalizou.

Dezenas juntam-se em Braga contra o fim da guerra e apelam à paz

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© Braga contra a guerra
© Braga contra a guerra

Ontem à tarde, no chafariz da Avenida Central, em Braga, mais de três dezenas de pessoas juntaram-se, numa concentração da plataforma “Braga contra a guerra”, com a reivindicação de “parar o espiral da guerra pela construção de uma paz verdadeira, lutar contra o imperialismo, o militarismo e todas as formas de opressão e na defesa do direito internacional”. “Travar esta escalada de guerra é uma responsabilidade coletiva”, referiram.

A Plataforma “Braga contra a guerra” condena “firmemente o mais recente ataque militar levado a cabo pelos Estados Unidos da América e pelo Estado de Israel contra o Irão”. “Trata-se de uma agressão grave que não pode ser minimizada nem relativizada e que exige uma resposta clara e inequívoca de todos aqueles que defendem a paz, a soberania dos povos e o respeito pelo direito internacional. Esta ofensiva não é um episódio isolado. Insere-se numa longa cadeia de agressões promovidas pelo imperialismo americano e pelo Estado de Israel contra os povos da Ásia Ocidental: a destruição do Iraque e da Líbia, a guerra contra a Síria, o genocídio em curso em Gaza, os ataques contra o Líbano, a instalação do caos no Afeganistão, as ingerências no Iémen e anos de pressão política, económica e militar sobre o Irão”, acrescenta.

Perante este cenário, a plataforma afirma que “a paz que defendemos não é uma paz abstrata nem neutral”. “É uma paz assente no fim imediato de todas as agressões militares; no reconhecimento pleno da soberania dos povos para decidir o seu próprio destino, incluindo os meios necessários para garantir a sua defesa, e no desmantelamento das lógicas imperialistas que transformam as relações internacionais num sistema de dominação, exploração e guerra permanente. A guerra de Trump, Netanyahu, Rangel e seus apoiantes proporcionou uma crise energética sem precedentes que afeta toda a população, com o aumento da energia, das casas, da fatura do supermercado”, reforça.

“A guerra, mesmo quando parece distante, tem impactos diretos na vida das pessoas em Portugal, agravando o custo de vida e a instabilidade económica. Os conflitos fazem subir os preços da energia, encarecem os combustíveis, a eletricidade e os transportes, refletindo-se em todos os bens essenciais. Ao mesmo tempo, a quebra na produção e exportação de alimentos em países afetados contribui para o aumento dos preços no supermercado, fazendo com que os salários rendam cada vez menos. As empresas enfrentam custos mais elevados, o que pode resultar em menos investimento, despedimentos ou precariedade. Paralelamente, o aumento das despesas militares pelo Estado português representa menos investimento em áreas fundamentais como a saúde, a educação e os apoios sociais. A tudo isto soma-se a instabilidade internacional e as crises humanitárias que provocam deslocações em massa de pessoas, exigindo respostas solidárias e estruturadas. A guerra sente-se no dia a dia, no preço de cada conta, na insegurança económica e na degradação das condições de vida. O nosso salário já mal chegava para viver e agora a situação agravou-se ainda mais, tudo por causa da ganância de quem continua a querer enriquecer à custa dos mesmos de sempre”, sublinha ainda.

Para a plataforma, “o Irão, como qualquer outro Estado, tem direito à sua integridade territorial, à sua soberania e ao seu desenvolvimento independente. Exigir que um povo abdique da sua capacidade de autodefesa enquanto é alvo de ataques sistemáticos constitui uma exigência inaceitável, incompatível com qualquer princípio real de justiça e de igualdade entre as nações”.

Amar e Servir Braga questiona Município se foram ativadas garantias na obra da Avenida da Liberdade

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© Amar e Servir Braga
© Amar e Servir Braga

O movimento independente Amar e Servir Braga questionou o Executivo Municipal se foram ativadas as garantias da obra de pavimentação na Avenida da Liberdade.

A obra de requalificação foi inaugurada há menos de dois anos e de acordo com Mário Meireles, vereador do Amar e Servir Braga, o pavimento encontra-se com “ferro à vista, buracos e água em poças grandes”.

“Perguntámos, em Reunião de Câmara, como estão as garantias destas obras, se estão a ser ativadas ou não. Uma obra com menos de dois anos mas também nas avenidas que compõem ali a zona de Lamaçães ou outras que foram executadas há pouco tempo e, por isso, estas obras ainda estão em período de garantia. Nós questionamos em Reunião de Câmara o que é que tem sido feito para ativar essas garantias de obra e o que é que tem sido feito para que isto não volte a acontecer ou para que isto seja corrigido”, questionou. 

Braga: Cerca de uma centena de mulheres celebra Dia da Mulher em São Vicente

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© JF São Vicente
© JF São Vicente

A Junta de Freguesia de São Vicente, em Braga, promoveu, no passado sábado, dia 14 de março, um Jantar do Dia da Mulher, que reuniu cerca de uma centena de participantes na Quinta do Balão.

A iniciativa contou com a presença de mulheres vicentinas de várias gerações, num ambiente de convívio, partilha e celebração, assinalando de forma especial esta data tão significativa.

Todo o Executivo da Junta de Freguesia esteve presente, reforçando a importância deste momento de “proximidade com a comunidade”.

O Presidente da Junta de Freguesia, Artur Monteiro, destacou o sucesso da iniciativa. “Sinto um enorme orgulho neste que foi o primeiro Jantar do Dia da Mulher deste Executivo. Foi um momento de grande alegria, união e reconhecimento do papel das mulheres na nossa freguesia”, disse.

De acordo com o feedback das participantes, este foi considerado por muitas como “o melhor jantar de sempre”, refletindo o sucesso da organização e o envolvimento da comunidade.

Artur Monteiro acrescenta ainda que “iniciativas como esta reforçam os laços entre a população e valorizam o papel fundamental das mulheres na construção de uma freguesia mais forte, mais unida e mais solidária.”

A Junta de Freguesia de São Vicente reafirma assim o seu compromisso em “continuar a promover momentos de valorização, reconhecimento e proximidade com a comunidade”.

Semana Aberta da Academia Sénior arrancou em Braga

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© CM Braga
© CM Braga

A Semana Aberta da Academia Sénior arrancou em Braga com várias atividades para dar a conhecer o trabalho desenvolvido.

A sessão de abertura contou com a presença da vereadora da Coesão Social, Hortense Santos, que destacou “a importância de divulgar estas iniciativas, atrair mais pessoas e promover o envolvimento da comunidade, reforçando o papel da Academia no envelhecimento ativo”.

Até ao dia 20 de março, há palestras, jogos tradicionais, workshops de dança, rastreios de saúde, sessões de costura e muito mais.

A iniciativa termina no Dia Internacional da Felicidade.

Plano de Ação do Desporto de Famalicão teve contributo de 1500 cidadãos

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© CM Famalicão
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Perto de 1500 cidadãos responderam ao questionário de apoio à elaboração do Plano Estratégico e de Ação para o Desporto de Vila Nova de Famalicão, documento que vai definir a visão, os objetivos e as estratégias para o desenvolvimento desportivo do concelho nos próximos cinco anos. Além destes contributos, também ocorreram sessões participativas com a presença de mais de 200 pessoas, num processo de participação e auscultação que decorreu entre março de 2025 e março deste ano.

A informação obtida durante este processo de diagnóstico permitirá fundamentar a definição de abordagens estratégicas que promovam uma realidade desportiva mais sustentável, inclusiva e inovadora no território famalicense, bem como ações alinhadas com as melhores práticas nacionais e internacionais, incluindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Após este processo de diagnóstico, que encerrou com a sessão participativa do passado dia 14 de março, na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, com a presença de 51 participantes, será elaborada uma primeira proposta de Plano Estratégico e de Ação para o Desporto 2025-2030, que será apreciada pelo executivo camarário antes do início do processo de consulta pública, que deverá acontecer em breve.

O processo de participação e auscultação envolveu duas fases: na primeira, implicou o lançamento de um questionário, em março de 2025, dirigido aos vários agentes desportivos do território e população em geral, com o objetivo de recolher contributos sobre as reais necessidades e expectativas da comunidade famalicense; já a segunda fase, iniciada em julho de 2025, centrou-se em sessões de trabalho participativas que envolveram cidadãos de diversos quadrantes da sociedade, nomeadamente, jovens, seniores, empresários e atletas famalicenses, dirigentes de associações locais e regionais, técnicos municipais e representantes de organismos públicos.

Ilha Terceira e Luxemburgo vão receber comemorações do Dia de Portugal

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© iStock
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António José Seguro, Presidente da República, escolheu a ilha Terceira, nos Açores, como palco das comemorações oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em 2026. As comemorações do 10 de Junho assinalam-se também no Luxemburgo, país que acolhe uma das mais expressivas e dinâmicas comunidades na diáspora.

“Esta escolha assume significado especial por homenagear as autonomias regionais, que este ano assinalam 50 anos desde a sua consagração constitucional”, refere a nota da Presidência enviada à Braga TV.

Ao celebrar esta data nos Açores, o Presidente da República sublinha “a importância histórica, política e cultural das regiões autónomas na construção de um Portugal mais coeso, plural e solidário, reforçando simultaneamente os valores da unidade nacional e da coesão territorial”.

No dia 12 de junho o Presidente da República participa, na Madeira, numa sessão comemorativa dos 50 anos de autonomia e 40 anos de integração europeia.

Já a escolha do Luxemburgo, reforça “o reconhecimento do contributo dos portugueses residentes no estrangeiro para o desenvolvimento do país e afirmação de Portugal no mundo”.

Quatro jogadores do SC Braga chamados à Seleção Nacional Sub-18

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© SC Braga
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Gabriel Dbouk, João Lomba, Matheus Araújo e Romário Cunha, jogadores do C Braga, cforam chamados ao estágio da Seleção Nacional Sub-18, que vai participar no Torneio Internacional de Lisboa.

A Seleção Nacional Sub-18 vai medir forças com Estados Unidos, Islândia e Marrocos no Torneio Internacional de Lisboa.

Vila Verde aprova Carta Social 2026-2030

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© CM Vila Verde
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O Município de Vila Verde aprovou a Carta Social 2026-2030, um documento estratégico para a organização, planeamento e desenvolvimento da rede de serviços e equipamentos sociais do concelho. O documento expressa “a capacidade de adaptação ao crescimento populacional, com particular atenção ao nível da infância e dos idosos”.

Sob responsabilidade da Equipa Radar Social de Vila Verde, em parceria com a Rede Social, a Carta revela “um concelho em transformação, onde o crescimento populacional recente, impulsionado pela imigração, contrasta com um envelhecimento demográfico acentuado””.

O documento resulta de uma construção colaborativa com as instituições locais e baseada num diagnóstico de proximidade rigoroso. Foi aprovado pelo Conselho Local de Ação Social (CLAS), liderado pela presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes.

Após uma redução de 3,02% da população entre 2011 e 2021, Vila Verde passou para uma tendência de crescimento nos últimos anos, estimando-se que a população total seja de 48.150 residentes, de acordo com números de 2024. Para além do impulso gerado pelo aumento da população migrante, o índice de envelhecimento atinge os 174 idosos por cada 100 jovens, evidenciando um dos principais desafios estruturais do território.

No domínio da infância, o concelho destaca-se como um caso de sucesso a nível regional. Em 2023, a taxa de cobertura de creches atingiu os 57,8%, superando a média nacional de 52,2%. A rede de respostas sociais e educativas encontra-se bem estruturada, com 96 equipamentos distribuídos por 30 freguesias, assegurando uma cobertura significativa nesta faixa etária.

Por outro lado, a Carta Social identifica que, apesar de Vila Verde se apresentar como uma referência pela alargada – e sempre em crescendo – capacidade de respostas dirigidas à população idosa e às pessoas com deficiência, subsiste a necessidade de continuar a promover investimentos sociais para estas populações.

As Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) e os Centros de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) apresentam taxas de ocupação superiores a 90%, atingindo frequentemente a capacidade máxima, o que se traduz em listas de espera e maior pressão sobre as famílias. As projeções apontam para o reforço de investimentos face ao aumento de necessidades nesta área até 2030.

O projeto Radar Social assume um papel central na identificação de situações de vulnerabilidade, nomeadamente ao nível do isolamento social, insuficiência económica e dificuldades habitacionais. Entre os principais desafios sinalizados destacam-se o aumento do custo da habitação, com valores medianos de venda a atingir os 1.381€/m², e a fragilidade económica de vários agregados familiares.

A Carta Social 2026-2030 aponta ainda caminhos estratégicos para o futuro, assentes numa lógica de inovação social e desenvolvimento sustentável. Entre as principais medidas destacam-se a implementação de unidades móveis de proximidade para chegar às freguesias mais isoladas, a promoção de soluções de habitação colaborativa para a população sénior e o reforço da transição digital das instituições do setor social.

Paulo Cunha nomeado relator do Grupo PPE para o Fundo de Investigação para o Carvão e o Aço

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O eurodeputado Paulo Cunha, Chefe da Delegação do PSD no Parlamento Europeu, foi nomeado relator do Grupo PPE para o Fundo de Investigação para o Carvão e o Aço (RFCS), no âmbito da definição do programa de investigação e das orientações técnicas plurianuais deste instrumento europeu.

Criado para apoiar a inovação nos setores do carvão e do aço, o RFCS assume hoje uma relevância renovada no contexto da transição climática e da transformação do modelo industrial europeu. O fundo é um dos instrumentos-chave para acelerar a descarbonização da indústria pesada, promovendo simultaneamente a competitividade e a autonomia estratégica da União Europeia.

Esta nomeação ocorre num momento “particularmente significativo”, na sequência “da recente carta do primeiro-ministro português sobre a descarbonização da indústria europeia, que apela a uma estratégia que concilie ambição climática com sustentabilidade económica”.

Para Paulo Cunha, “a descarbonização da indústria europeia não pode ser feita à custa da sua competitividade. Precisamos de investir em inovação, tecnologia e conhecimento para garantir que a transição é não apenas verde, mas também industrialmente sustentável”.

Enquanto relator do Grupo PPE, o eurodeputado acompanhará de perto a definição das prioridades de financiamento e das orientações técnicas do fundo, contribuindo para assegurar que os investimentos europeus respondem de forma eficaz aos desafios atuais.

“Este fundo representa uma oportunidade concreta para colocar a Europa na liderança da inovação industrial limpa. Se quisermos uma indústria forte no futuro, temos de investir hoje nas tecnologias que a vão transformar”, sublinhou.

Paulo Cunha defende ainda “uma abordagem equilibrada à transição climática, alertando para a necessidade de evitar processos de desindustrialização”. “A Europa não pode correr o risco de descarbonizar e, ao mesmo tempo, desindustrializar. A nossa prioridade deve ser produzir melhor, mais limpo e com maior valor acrescentado, mas dentro do espaço europeu”, acrescenta.