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Paulo Cunha nomeado relator do Grupo PPE para o Fundo de Investigação para o Carvão e o Aço

Eurodeputado de Famalicão assume relatoria do PPE para fundo europeu de investigação industrial.

© PSD

O eurodeputado Paulo Cunha, Chefe da Delegação do PSD no Parlamento Europeu, foi nomeado relator do Grupo PPE para o Fundo de Investigação para o Carvão e o Aço (RFCS), no âmbito da definição do programa de investigação e das orientações técnicas plurianuais deste instrumento europeu.

Criado para apoiar a inovação nos setores do carvão e do aço, o RFCS assume hoje uma relevância renovada no contexto da transição climática e da transformação do modelo industrial europeu. O fundo é um dos instrumentos-chave para acelerar a descarbonização da indústria pesada, promovendo simultaneamente a competitividade e a autonomia estratégica da União Europeia.

Esta nomeação ocorre num momento “particularmente significativo”, na sequência “da recente carta do primeiro-ministro português sobre a descarbonização da indústria europeia, que apela a uma estratégia que concilie ambição climática com sustentabilidade económica”.

Para Paulo Cunha, “a descarbonização da indústria europeia não pode ser feita à custa da sua competitividade. Precisamos de investir em inovação, tecnologia e conhecimento para garantir que a transição é não apenas verde, mas também industrialmente sustentável”.

Enquanto relator do Grupo PPE, o eurodeputado acompanhará de perto a definição das prioridades de financiamento e das orientações técnicas do fundo, contribuindo para assegurar que os investimentos europeus respondem de forma eficaz aos desafios atuais.

“Este fundo representa uma oportunidade concreta para colocar a Europa na liderança da inovação industrial limpa. Se quisermos uma indústria forte no futuro, temos de investir hoje nas tecnologias que a vão transformar”, sublinhou.

Paulo Cunha defende ainda “uma abordagem equilibrada à transição climática, alertando para a necessidade de evitar processos de desindustrialização”. “A Europa não pode correr o risco de descarbonizar e, ao mesmo tempo, desindustrializar. A nossa prioridade deve ser produzir melhor, mais limpo e com maior valor acrescentado, mas dentro do espaço europeu”, acrescenta.

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