A Câmara de Famalicão assinou contratos-programa com as associações desportivas que organizam as provas dos Campeonatos Concelhios. A formalização do apoio camarário, que ascende aos 70 mil euros, aconteceu ontem, nos Paços do Concelho.
Na cerimónia protocolar, que também contou com a presença do vereador do Desporto, Pedro Oliveira, e de inúmeros representantes das Juntas de Freguesia que acolhem as provas desportivas, Mário Passos louvou o facto destas competições impulsionarem o “desporto descentralizado e a coesão desportiva do concelho”, destacando, ainda, “o papel crucial dos dirigentes associativos e das pessoas envolvidas na organização destas competições, que incluem as modalidades de futsal, pesca desportiva, columbofilia, bilhar, ténis, BTT e trail”.
“É um apoio fundamental para que consigamos cumprir a ambição de colocar todos os famalicenses a praticar uma modalidade desportiva ou algum tipo de exercício físico”, realça Mário Passos, que verifica com agrado “um crescimento exponencial, em termos de qualidade das provas, que tem atraído mais atletas e equipas para a participação nestes campeonatos”.
Os Campeonatos Concelhios de Famalicão são um projeto desportivo promovido pelo Município de Vila Nova de Famalicão, em parceria com o tecido associativo do concelho, que conta, atualmente, com o envolvimento de um total de 19 coletividades famalicenses e um universo de 10 mil atletas.
A freguesia de Padim da Graça, em Braga, vai festejar Nossa Senhora da Graça este fim de semana e segunda-feira. Zé Amaro vai animar a festa esta sexta-feira à noite e Fernando Daniel sobe ao palco na noite deste sábado.
As festividades contam ainda com as tradicionais celebrações religiosas, animação musical e grandes sessões de fogo de artifício.
Programa
10 de abril (sexta-feira)
20:00 – Missa e pregação
22:00 – Espetáculo de Zé Amaro
No final, grandiosa sessão de fogo de artifício
11 de abril (sábado)
08:00 – Zés P’reiras, Gigantones e Cabeçudos de Barcelinhos
15:00 – Animação colorida para as crianças
20:00 – Missa e Pregação, seguida da procissão de velas
22:00 – Concerto de Fernando Daniel
00:00 – Grandiosa sessão de fogo de artifício
No final, DJ Pette
12 de abril (domingo)
08:00 – Entrada da Associação Musical de Friamunde e da Banda da Sociedade Musical de Arcos de Valdevez
11:00 – Missa Solene com sermão com transmissão na Rádio Renascença, seguida da Majestosa Procissão dos Rosários
15:00 – Subida ao palco das bandas filarmónicas
19:00 – Tradicional despedida das Bandas Filarmónicas
No final, grandiosa sessão de fogo de artifício
13 de abril (segunda-feira)
20:30 – Missa Solene com sermão
Seguida da Batalha das Flores
Grandiosa sessão de fogo de artifício
Para mais informações, consulte a página da Comissão de Festas de Nossa Senhora da Graça aqui.
A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e a Comissão dos Antigos Combatentes de Guerra associaram-se para assinalar o Dia do Antigo Combatente, esta quinta-feira. A cerimónia, que cumpriu a sua 13.ª edição, decorreu junto ao memorial no Parque do Pontido, que perpetua a memória dos 24 combatentes povoenses mortos na Guerra do Ultramar.
O evento contou com a presença de entidades civis e militares, ex-combatentes e familiares. A homenagem deste ano deu especial enfoque aos dois combatentes de Geraz do Minho que tombaram em batalha: António Barros da Silva e Manuel Gonçalves da Costa. O momento serviu ainda para tributar os povoenses que combateram na histórica Batalha de La Lys, em 1918, durante a Primeira Guerra Mundial.
Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro, afirmou que “esta cerimónia marca, mais uma vez, uma data em que o concelho da Póvoa de Lanhoso reconhece, desde há muitos anos, o mérito, a dedicação e a entrega dos nossos ex-combatentes que partiram daqui para Angola, Guiné e Moçambique. Foram cerca de duas mil pessoas que, entre 1961 e 1974, embarcaram para o ultramar e levaram consigo o drama de abandonarem as famílias. Esse Portugal já está muito distante, é verdade, mas há uma coisa que nunca estará distante da Póvoa de Lanhoso: o dever de gratidão de todo um povo, de uma nação, aos nossos ex-combatentes”.
António Machado, representante dos ex-combatentes da Póvoa de Lanhoso, enfatizou o propósito do encontro. “Estamos aqui para prestar uma sentida homenagem aos nossos conterrâneos que deixaram a vida nas ex-províncias ultramarinas”, disse. Na sua alocução, recordou com saudade o Marinheiro César Malaínho e lamentou a impossibilidade da presença do ex-Capitão António Carvalho por motivos de saúde. Terminou com uma palavra de alento às famílias e aos pais que perderam os seus filhos na guerra.
Também Agostinho Henriques, ex-combatente de Fafe, se dirigiu aos presentes, exortando à preservação da memória. “Existem certos momentos em que uma comunidade tem que parar, tem que olhar para trás, tem que escutar a voz dos que já partiram, e é para isso que estamos aqui. Não só para marcar esta data, mas também para prestar homenagem, para fazer justiça e para evitar que caia no esquecimento a memória dos nossos combatentes”, realçou
Após a cerimónia central, os presentes seguiram para Geraz do Minho. O programa culminou com uma homenagem aos ex-combatentes sepultados no cemitério local e a celebração de uma missa em memória de todos os falecidos.
O combate à violência é algo que diz respeito a todos nós. Não é exclusivo.
Ao longo dos últimos tempos e, apesar de todos os esforços e campanhas de sensibilização, tem havido um agravamento de situações de violência.
Verifica-se várias vezes conflitos entre adeptos e pais a quererem bater nos treinadores, dirigentes e nos árbitros. Não nos podemos esquecer que todos somos intervenientes e devemos ter um papel ativo e positivo no mundo do desporto.
Há uns anos retirou-se a obrigatoriedade de policiamento nos escalões de formação. Não compreendo a razão para se ter tomado essa medida.
Nos últimos tempos foram sendo tomadas medidas e os clubes passaram a ter um gestor de segurança. Mas aqui há pontos a refletir.
Os clubes têm capacidade financeira para suportar a segurança devida?
Há estruturas suficientes e consistentes para a execução do plano de segurança? A nível de formação, a mesma existe e quem a valida de forma eficaz, séria e com compromisso de formação contínua?
Infelizmente, o futebol é uma espécie de válvula de escape para os problemas que enfrentamos no nosso dia-a-dia. Sei que é difícil gerir e acautelar emoções, mas todos temos o dever de procurar ajudar os jovens a terem um papel positivo e um comportamento correto na sociedade. Isso consegue-se dando bons exemplos e no acompanhamento diário que fazemos.
Não nos podemos esquecer que os treinadores, atletas, dirigentes e árbitros estão sujeitos a uma enorme pressão, o que também leva a um enorme desgaste físico e psicológico tornando, assim, a gestão de emoções mais difíceis.
Enquanto adeptos devemos pensar que os principais intervenientes são os primeiros a não quererem errar mas, mais do que isso, são os primeiros a sentirem-se frustrados quando as coisas não correm bem.
A principal função do adepto é apoiar a equipa e, nos escalões de formação, ajudar no desenvolvimento dos jovens e da sociedade. Não o contrário.
A exigência faz parte do nosso dia-a-dia. No futebol não é exceção. Contudo, não nos podemos esquecer que os intervenientes são seres humanos e, por isso, devem merecer da parte de todos respeito e compreensão.
O desprezo não deve fazer parte no quotidiano do desporto e, tão pouco, da sociedade que se quer respeitadora, acolhedora e inclusiva.
Tem-se verificado alguns atos de racismo que vão contra tudo o que defendemos enquanto sociedade e afrontam os mais básicos princípios dos direitos humanos.
Os clubes e os atletas fazem bem em denunciar todo e qualquer comportamento inadequado nos recintos. Sejam eles de violência física, verbal ou racismo.
Todo e qualquer tipo de violência, seja ela física ou verbal, tem de ser denunciada e, ao mesmo tempo, ser alvo de respostas prontas e firmes por parte de quem tutela e, acima de tudo, da sociedade.
Há uma velha máxima que sempre me ensinaram. Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti. Esta é uma máxima que devemos ter presente.
Por outro lado, quem dirige e tutela os variados organismos ligados ao desporto deve passar uma imagem de transparência e seriedade. Como diz o povo: à mulher de César não basta ser honesta. É preciso parecer.
Que todos nós ajudemos a melhorar o ambiente em torno do desporto. Ficamos todos a beneficiar com isso. Principalmente a sociedade.
O Município de Vieira do Minho assinalou a Cerimónia de Abertura da Campanha “Laço Azul”, iniciativa promovida pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), em articulação com diversas entidades com responsabilidade nas áreas da infância e juventude do concelho.
A sessão marcou o arranque de um conjunto de atividades a desenvolver ao longo do mês de abril — mês internacional da prevenção dos maus-tratos na infância — reforçando o compromisso coletivo de garantir o desenvolvimento saudável e integral das crianças e jovens. O Laço Azul simboliza precisamente o compromisso de prevenir, agir e dar voz a esta causa.
A abertura esteve a cargo da Presidente da CPCJ de Vieira do Minho, Lisete Costa, que deu início a um programa que integrou diversos momentos de reflexão e expressão artística.
O evento contou com um painel de oradores convidados, que partilharam as suas perspetivas profissionais sobre a temática e apelaram à denúncia como forma de proteção das crianças e jovens. A sessão contou com a coordenadora da Equipa Técnica do Norte da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção de Crianças e Jovens, Dra. Fernanda Almeida, a Dra. Cláudia Silva, médica de Medicina Geral e Familiar, e as psicólogas da Rede Intermunicipal de Apoio à Vítima de Violência Doméstica da Comunidade Intermunicipal do Ave, Dra. Ivone Freitas e Dra. Sandra Amaral.
A cerimónia integrou diversos momentos culturais, destacando-se a atuação do pianista Bruno Martins, que interpretou o tema “Mad World”, de Michael Andrews. Seguiu-se a leitura da “História do Laço Azul”, pelas crianças do projeto “Jovens ao Leme”, num momento especialmente simbólico, acompanhado ao piano pela peça “Für Elise”, de Beethoven, também executada por Bruno Martins.
Um dos pontos altos da cerimónia foi a interpretação da canção “Cuida bem de Mim”, igualmente pelas crianças do projeto “Jovens ao Leme”, que emocionou profundamente os presentes e reforçou a importância da proteção da infância.
O encerramento da sessão ficou a cargo do Presidente do Município, Filipe de Oliveira, que sublinhou a importância da prevenção dos maus-tratos na infância, reforçando a responsabilidade coletiva na proteção das crianças e jovens. O autarca destacou ainda o compromisso do Município em continuar a apostar em políticas públicas orientadas para a proteção, prevenção e intervenção precoce, salientando, contudo, que a eficácia destas medidas depende de uma forte articulação entre instituições, de uma sociedade vigilante e da capacidade de agir perante sinais de alerta.
O Município de Vila Verde acolheu o programa “Cientista Regressa à Escola”, promovido pela Native Scientists, levando às escolas do concelho uma iniciativa inovadora dirigida aos alunos do 4.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico.
A ação abrangeu a Escola Básica de Oleiros e a Escola Básica de Cabanelas, do Agrupamento de Escolas de Prado, bem como o Centro Escolar de Vila Verde, do Agrupamento de Escolas de Vila Verde, envolvendo dezenas de alunos em experiências de aprendizagem diferenciadoras.
Assente no conceito de aproximar a ciência às comunidades locais, o programa promove o regresso de cientistas às escolas onde iniciaram o seu percurso académico, permitindo-lhes partilhar experiências pessoais e profissionais, ao mesmo tempo que dinamizam oficinas práticas e interativas. Nesta edição, as sessões foram conduzidas pela cientista Salomé Duarte, com a colaboração da cientista Clara Dantas.
Ao criar uma ligação direta entre os alunos e profissionais da área científica, o programa inspira os mais jovens, tornando a ciência mais próxima, acessível e motivadora.
Um inquilino matou o senhorio por aumentar-lhe a renda, na Marinha Grande, suicidando-se de seguida.
O caso aconteceu na madrugada desta sexta-feira quando o suspeito, de 63 anos, matou o senhorio, de 60, à facada, atirando-se depois da janela do prédio.
A esposa do senhorio, que deu falta do marido, deu o alerta às autoridades. No local, tiveram de forçar a abertura da porta para entrar na habitação, onde encontraram o homem em paragem cardiorrespiratoria.
O corpo do inquilino foi encontrado no pátio do primeiro andar do edifício, após ter-se atirado do sétimo andar.
As Festas de São João de Braga voltam a apostar no envolvimento da comunidade, com a abertura do programa de voluntariado.
As inscrições decorrem até ao próximo dia 24 de maio e estão abertas a todos os que queiram participar ativamente na maior celebração da cidade.
“Fazer parte da equipa de voluntários é uma oportunidade para viver o São João de Braga de uma perspetiva única e contribuir diretamente para a organização de um dos eventos mais emblemáticos de Braga”, referiu a Associação de Festas do São João de Braga.
Ana Daniela Pereira, presidente da Associação de Festas de São João de Braga, reforça que, “ao longo dos anos, estes voluntários têm sido um pilar essencial no apoio às diversas atividades que dão vida às festas”. Para esta edição, a associação pretende reforçar a formação dos participantes, com destaque para ações de primeiros socorros e de acessibilidade, de modo a promover uma festa mais segura e inclusiva para todos.
Carla Sousa e Vera Oliveira, membros da equipa coordenadora dos voluntários, também salientam a importância deste contributo, afirmando que o envolvimento da comunidade tem sido determinante para o sucesso contínuo das festividades. “Ser voluntário é uma forma única e enriquecedora de viver o São João de Braga, contribuindo diretamente para o sucesso de mais uma edição das festas”, afirmam.
Os interessados em participar podem formalizar a sua candidatura através do formulário disponível online, em www.saojoaobraga.pt, até ao dia 24 de maio.
Morreu Júlio Barreiros Martins, professor catedrático emérito do Departamento de Engenharia Civil da Escola de Engenharia da Universidade do Minho (UMinho) e um dos fundadores da instituição de ensino. Tinha 95 anos.
“É com profundo pesar que informamos sobre o falecimento de Júlio Barreiros Martins (1930-2026), Professor Catedrático Emérito do Departamento de Engenharia Civil da Escola de Engenharia da Universidade do Minho. Foi um dos fundadores da Universidade do Minho, vindo, tal como vários colegas, da antiga Universidade de Lourenço Marques (Moçambique), onde dirigiu a Faculdade de Engenharia”, comunicou a UMinho.
Júlio Barreiro Martins era o professor mais antigo da UMinho, na qual foi representante do Reitor em Guimarães, membro da Comissão Instaladora, diretor do Gabinete Executivo de Instalações Definitivas, presidente do Conselho Científico, vice-presidente do Conselho Académico, presidente da Escola de Engenharia, do Centro de Engenharia Civil e tem um Laboratório de Engenharia Civil em seu nome.
“O seu legado será eterno e continuará a inspirar a nossa Universidade”, pode ainda ler-se no comunicado.
À família e amigos, a Braga TV endereça as mais sinceras condolências.
O Centro Social do Vale do Homem, de VilaVerde, foi distinguido com o 2.º lugar no Prémio Europeu da Sustentabilidade, entre um total de 290 candidaturas de pequenas e médias empresas (PME), sendo a única IPSS reconhecida nesta edição.
Enquanto PME distinguida com Menção Honrosa, o Centro Social do Vale do Homem recebeu um conjunto de prémios que reforçam o reconhecimento do seu trabalho e impacto social. O projeto distinguido, TREVO – Tratar, Revitalizar, Empoderar & Viver Origens, destaca-se pela sua abordagem inovadora e sustentável, promovendo a interação entre idosos e pessoas com deficiência, através de uma lógica integrada de capacitação, estimulação e inclusão socioprofissional.
Assente nos princípios da economia circular, o projeto desenvolve atividades no âmbito da agropecuária — incluindo produção hortícola e frutícola, criação de animais e reaproveitamento de excedentes para compostagem — promovendo simultaneamente a sustentabilidade ambiental e económica.
O TREVO assume-se ainda como um espaço de valorização do património cultural imaterial, incentivando a partilha de saberes entre gerações e a criação de oportunidades para públicos socialmente vulneráveis. Integra também uma vertente de ecoeducação, aliada à recuperação de estruturas tradicionais como a eira, a ramada, o espigueiro, a nora e a casa rural, preservando os hábitos e costumes locais e promovendo o contacto da comunidade com as suas raízes.
Segundo o presidente do Centro Social do Vale do Homem, Jorge Pereira, “este reconhecimento reforça o compromisso da instituição com a inovação social e a sustentabilidade, demonstrando que é possível criar impacto positivo na comunidade através de modelos integradores e sustentáveis”. Segundo Jorge Pereira, “o projeto TREVO representa uma nova forma de olhar para a intervenção social, onde cada pessoa é valorizada pelo seu potencial e contributo. Ao integrar sustentabilidade ambiental, inclusão e preservação cultural, estamos a construir respostas mais humanas, resilientes e alinhadas com os desafios do futuro, reforçando o papel das IPSS como agentes ativos de transformação social.”
A inauguração oficial do projeto contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura, João Moura, sublinhando a relevância do TREVO enquanto exemplo de boas práticas na promoção da sustentabilidade, valorização do território e inclusão social.