A PSP deteve um homem, de 32 anos, em Famalicão, por posse de armas proibida. Aquando a fiscalização, o mesmo tinha em sua posse três facas, que lhe foram apreendidas.
O detido foi notificado para comparecer no Tribunal Judicial de Vila Nova de Famalicão.
A 58ª edição da AGRO – Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação foi inaugurada esta quinta-feira, no Forum Braga, marcando o arranque de mais uma edição da feira de referência para o setor agroalimentar da região e do país.
A visita inaugural contou com a presença de João Rodrigues, Presidente da InvestBraga e da Câmara Municipal de Braga, de José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura de Portugal, e do Vice-Presidente da CCDR-Norte, Paulo Ramalho.
Em declarações aos jornalistas, João Rodrigues destacou a importância da AGRO enquanto “plataforma de afirmação do mundo rural, de valorização dos produtores e de promoção da inovação no setor agroalimentar”, sublinhando “o papel estratégico do evento para Braga e para toda a região Norte”.
Já o Ministro da Agricultura evidenciou “os desafios e oportunidades do setor, reforçando a necessidade de apostar na sustentabilidade, na modernização e na valorização da produção nacional”. Em declarações à margem da inauguração, sublinhou que “eventos como a AGRO são fundamentais para aproximar produtores, empresas e consumidores, valorizando o setor agrícola e afirmando a qualidade dos produtos portugueses”, acrescentando ainda que “é essencial continuar a investir na inovação e na capacitação dos agentes do setor para responder aos desafios futuros”.
Também Paulo Ramalho, Vice-Presidente da CCDR-Norte, salientou “o contributo da feira para a coesão territorial e para a dinamização das economias locais”, destacando o Norte como “uma região fortemente ligada à produção agrícola e agroindustrial”. “A AGRO continua a afirmar-se como um espaço privilegiado de encontro entre produtores, empresas e consumidores, promovendo o que de melhor se faz no setor agroalimentar e reforçando a ligação entre o mundo rural e a sociedade”, defendeu.
A visita inaugural voltou a percorrer toda a área expositiva, tendo contado com o apoio e envolvimento das mais de duas centenas de expositores presentes na 58.ª edição desta feira, num ambiente de grande dinamismo e proximidade entre profissionais do setor e o público em geral.
Com dezenas de expositores, a AGRO conta uma mostra de raças autóctones, concursos pecuários, espaços de inovação e um vasto programa de animação e gastronomia, a AGRO volta a afirmar-se como um dos maiores eventos do setor em Portugal.
À margem da visita, Luís Rodrigues, administrador executivo da InvestBraga, entidade promotora da feira, referiu que “o sucesso da AGRO mede-se não apenas pela dimensão do evento, mas sobretudo pela sua capacidade de gerar conhecimento e valor para o setor. Esta feira é hoje uma verdadeira plataforma de partilha de boas práticas, inovação e proximidade entre todos os agentes da fileira agroalimentar.”
Sublinhando o papel estratégico do certame, Luís Rodrigues destacou ainda que “a AGRO contribui ativamente para a capacitação dos produtores e para a modernização do setor, promovendo o contacto com novas tecnologias, tendências e soluções que respondem aos desafios atuais da agricultura”.
A 58.ª AGRO decorre até domingo, 29 de março, no Forum Braga, esperando receber milhares de visitantes ao longo dos próximos dias.
Um trabalhador da Câmara Municipal de Braga apresentou uma participação disciplinar em 2024, onde denunciou “factos suscetíveis de configurar assédio laboral” contra uma diretora e que a Autarquia deixou prescrever.
O assunto foi levado esta quarta-feira à Reunião de Câmara e Pedro Sousa, vereador do Partido Socialista questionou o Executivo Municipal sobre “quais as medidas concretas que foram ou serão adaptadas para proteger o trabalhador que participou os factos e se foi ou será instaurado procedimento de apuramento de responsabilidades pela prescrição do processo”.
“Este processo deveria terminar com um inquérito interno para perceber o que é que falhou. Houve factos suficientes para o anterior presidente de Câmara abrir um inquérito que pudesse provar ou não as denúncias que este trabalhador fez. O que é facto é que o procedimento foi cumprido e os prazos foram exorbitados sem que houvesse uma decisão de mérito sobre este trabalhador veio a suscitar”, lamentou o vereador.
João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, referiu que o processo “prescreveu no mandato anterior” e que “foram ultrapassados os prazos”. “Um jurista aprende isto na lição número um de Introdução ao Direito que a prescrição prejudica tanto o denunciante como o denunciado e a lei não pode ser aplicada só quando dá jeito”.
João Vilaça, trabalhador da Câmara Municipal, é militante do Partido Socialista e foi autarca na Junta de Freguesia de Tadim. O trabalhador explicou que apresentou queixa ao Ministério Público e que seria ouvido esta quinta-feira por uma Procuradora.
“Eu só quero que a minha imagem fique limpa. Eu tenho 30 anos de serviço e nunca ninguém teve nada que me apontar, além desta senhora e o respetivo chefe. Eu acho que a Justiça vai ser feita. Tenho o e-mail do instrutor que foi enviado do Dr. Zamith e quando o ponto foi retirado da ordem dos trabalhos, não fui chamado em reunião para explicar aos vereadores da oposição o motivo da retirada do ponto na ordem dos trabalhos. Ele de seguida enviou um e-mail a dizer que o tempo fará a sua justiça e que o processo estava devidamente instruído, que não havia falhas e que podia ser votado. Só depois da votação do Executivo é que o processo poderia ir para processo disciplinar e ainda assim concederam-me o direito de defesa sem saber que estava prescrito”, explicou João Vilaça em declarações aos jornalistas.
O histórico edifício do século XVI, de traça manuelina, onde está instalada a Biblioteca Municipal de Barcelos, vai ser alvo de obras destinadas a criar melhores condições de funcionamento do espaço e aumentar a eficiência energética.
A abertura do concurso público para a empreitada de renovação do edifício, também conhecido por Casa dos Machados da Maia, foi recentemente aprovada em reunião de Câmara, com um valor base de dois milhões e 539 mil euros, sendo cerca de 850 mil euros financiados pelo Programa Regional NORTE 2030. O prazo de execução previsto é de 18 meses.
A intervenção visa a reabilitação integral do edifício, promovendo a eficiência energética, a regeneração urbana da envolvente e garantindo condições adequadas para a prestação de um serviço público de qualidade.
Entre as melhorias previstas estão a instalação de um elevador em substituição do antigo monta-cargas para livros, a ampliação do piso 1, a remodelação dos sanitários e a instalação de estantes compactas rolantes, incluindo um espaço dedicado a arquivos.
Está também prevista uma área para pequenas refeições dos funcionários e a reconversão da antiga garagem, equipada para o depósito de livros e publicações periódicas, bem como intervenções nas caixilharias.
A Só Barroso, empresa de Braga no setor automóvel e na comercialização de carros usados em Portugal, alcançou um duplo reconhecimento no universo Great Place To Work® no primeiro ano em que se candidatou a esta distinção: conquistou a certificação Great Place To Work™ e atingiu o 1.º lugar no ranking Best Workplaces™ Portugal 2026, na categoria até 50 colaboradores.
Este resultado coloca a Só Barroso como a melhor empresa para trabalhar em Portugal nesta dimensão e reforça o reconhecimento público de “uma cultura organizacional assente na confiança, proximidade e valorização das pessoas”.
Segundo a metodologia da Great Place To Work®, apenas empresas certificadas podem integrar o ranking Best Workplaces™, sendo a avaliação maioritariamente baseada na opinião dos colaboradores.
“Este reconhecimento tem um significado muito especial para nós. No primeiro ano em que nos candidatámos à Great Place To Work®, conquistámos dois marcos de enorme relevância: o selo e o 1.º lugar no ranking Best Workplaces™. É uma conquista que pertence à nossa equipa e que reforça a responsabilidade de continuarmos a crescer sem perder aquilo que nos define”, afirma Américo Barroso, CEO da Só Barroso.
Este reconhecimento surge num momento particularmente positivo para a empresa, marcado por várias distinções recentes, entre as quais a conquista do prémio de Melhor Stand de Portugal pela Avaly, a distinção Quality Award da Consumer Choice pelo segundo ano consecutivo, o estatuto de PME Excelência e a presença no Top 5% das melhores PME em Portugal pela Scoring.
Com mais de 40 anos de experiência na compra e venda de automóveis usados, a Só Barroso tem vindo a consolidar um percurso de crescimento sustentado, combinando foco no cliente com uma forte aposta na valorização das suas pessoas.
O vereador do movimento independente Amar e Servir Braga alertou que caixas de saneamento localizadas em Este São Mamede emanam “espuma e cheiros nauseabundos”.
Ricardo Silva foi ao local e filmou uma das caixas, referindo que está “cheia de resíduos de detritos” e que “não é de um simples resíduo sanitário”.
“Em Este São Pedro e São Mamede há um problema de saneamento, com espuma e odores nauseabundos a emanar das tampas de saneamento. Quando a Junta e Assembleia de Freguesia de Este e a SIC perguntou, a AGERE respondeu que os problemas eram os sifões das casas. Nós, em Reunião de Câmara, questionamos, mas ainda não recebemos informação oficial. Ora o problema desta resposta está no facto de existirem caixas de saneamento no meio do monte, perto da nascente do Rio Este, onde há esta espuma e este cheiro, e um caudal intenso, sendo que a montante desta caixa temos a BRAVAL, de onde poderá vir o problema. Precisamos de soluções para este problema que se arrasta há meses e afeta os moradores da freguesia de Este”, alertou o vereador.
Recorde-se que os moradores da freguesia também têm vindo a denunciar estas situações que “ocorrem desde 2019”.
De 27 a 29 de março, Guimarães volta a celebrar a sua identidade à mesa com mais uma edição dos Fins de Semana Gastronómicos, iniciativa que convida visitantes e residentes a redescobrir a autenticidade dos sabores vimaranenses e a viver o território através da gastronomia, do alojamento e do enoturismo.
Nesta edição, a proposta coloca em destaque três referências da tradição local, Sopa Rica, Bacalhau com Broa e Toucinho-do-céu de Guimarães, que poderão ser apreciadas em 12 restaurantes aderentes do concelho. A iniciativa integra ainda descontos em 8 unidades de alojamento e a participação de 4 quintas de enoturismo, reforçando uma oferta articulada que convida a prolongar a estadia e a conhecer melhor Guimarães.
Mais do que promover refeições temáticas, os Fins de Semana Gastronómicos afirmam-se como “uma oportunidade para valorizar a gastronomia enquanto património cultural e fator de diferenciação turística”.
“Em Guimarães, a história sente-se nas ruas, no património e também na mesa, onde os sabores tradicionais continuam a ser uma expressão viva da identidade local. A componente de enoturismo vem enriquecer a experiência, com propostas que incluem wine bar, provas de vinhos, visitas e experiências terroir, algumas sujeitas a marcação prévia, permitindo aos participantes contactar de forma mais próxima com os vinhos e a paisagem rural do concelho”, refere a Autarquia.
Com esta iniciativa, Guimarães reforça “a aposta na valorização dos seus produtos endógenos, da restauração local e da experiência turística integrada, cruzando tradição, hospitalidade e autenticidade numa proposta pensada para atrair visitantes e estimular a descoberta do destino fora dos circuitos mais imediatos”.
A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva está a acolher a fase municipal da 3.ª edição do Concurso Intermunicipal de Leitura do Cávado, iniciativa que reúne os alunos vencedores da fase escolar de vários níveis de ensino, em provas orais de palco.
Ao todo, participam 103 alunos, distribuídos entre os diferentes ciclos de ensino, com o objetivo de estimular hábitos de leitura e pôr à prova competências como a análise, interpretação, organização e expressão oral.
Promovido pelo Grupo de Trabalho das Bibliotecas de Leitura Pública do Cávado (RIBCA), sob coordenação da Comunidade Intermunicipal do Cávado, o concurso conta com o apoio dos municípios e da Rede de Bibliotecas Escolares. A fase municipal irá apurar oito vencedores (dois por nível de ensino), que representarão Braga na final intermunicipal, a realizar-se em Esposende.
A vereadora da Educação, Hortense Santos, e a vereadora da Cultura, Catarina Miranda, integram o júri, acompanhando de perto o desempenho e dedicação dos participantes.
O serviço municipal de Proteção Civil de Vila Verde está a desenvolver operações de fogo controlado em áreas de mato e vegetação infestante no concelho.
O programa de ação preventiva, que está a decorrer ao longo desta semana, insere-se no âmbito da estratégia municipal de prevenção contra incêndios de grande dimensão, que inclui a criação de “zonas tampão”, a limpeza e a abertura de caminhos florestais.
A presidente da Câmara de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, e o vereador Patrício Araújo acompanharam o arranque das ações no terreno. O plano de intervenções abrange o Monte do Castelo e áreas nas zonas das freguesias de Dossãos e de Prado S. Miguel.
“Esta operação de fogos controlados é de grande relevo para a prevenção de fogos rurais e florestais. Faz parte de um plano de prevenção que os serviços do Município estão a desenvolver há já algum tempo. Atempadamente, procuramos fazer o que está ao nosso alcance para minorar riscos e prejuízos dos incêndios”, explicou Júlia Rodrigues Fernandes.
A autarca destacou “a particular atenção que o Município de Vila Verde tem vindo a dar à proteção civil do concelho, com reforço de investimento no apetrechamento técnico e recursos, tendo também em conta as caraterísticas do território e a importância estratégica da salvaguarda do património natural e paisagístico”.
“A defesa e proteção das pessoas e bens, com particular destaque para o património do concelho, é uma prioridade central da ação do Município”, vincou a presidente da Câmara, valorizando “as ações de prevenção, incluindo a limpeza e a abertura de caminhos florestais, a anteceder os períodos mais críticos de verão”.
As ações de fogo controlado visam “reduzir a carga de combustível existente e a criação de descontinuidades na vegetação, de forma a assegurar ‘zonas tampão’ para evitar a extensão de grandes incêndios e para aumentar a resiliência do território à propagação dos fogos”.
A igreja Católica Portuguesa vai pagar 1.609.650 euros a 57 vítimas de abusos sexuais, anunciou a Conferência Episcopal Portuguesa.
Em comunicado, a Conferência Episcopal Portuguesa sublinha que, nos últimos dois anos, a Igreja recebeu 95 pedidos de compensação financeira devida a alegados abusos sexuais praticados nos últimos 70 anos. Desses, 78 foram considerados elegíveis para apreciação final e 17 foram arquivados liminarmente. “Estes últimos correspondem a situações não enquadráveis no Regulamento, bem como a situações em que as pessoas denunciantes não compareceram à entrevista com as Comissões de Instrução ou deixaram de responder aos contactos para o respetivo agendamento”, refere.
Existem ainda nove pedidos em fase final de análise para definição do montante a atribuir e um pedido pendente, a aguardar decisão da Santa Sé. Os restantes 11 pedidos foram indeferidos.
As compensações financeiras a atribuir a cada uma das pessoas têm como valor mínimo 9 mil euros e o máximo de 45 mil euros.
“Sabemos que a atribuição de uma compensação financeira não apaga o que aconteceu nem elimina as consequências dos abusos na vida de quem os sofreu. Com este gesto concreto, a Igreja em Portugal deseja reconhecer o sofrimento e a dignidade de cada pessoa que passou por tais atentados, procurando a reparação possível dos danos sofridos. Este não é um gesto isolado, mas parte de uma responsabilidade que a Igreja deve assumir humildemente, inserida num compromisso mais amplo que inclui a escuta, o acompanhamento, a prevenção e a intervenção através das estruturas competentes”, sublinha a Conferência Episcopal Portuguesa.