A GNR deteve um homem de 47 anos por posse ilegal de arma, no concelho de Vizela.
No âmbito de uma investigação que decorria há cerca de um mês, por ameaça agravada e injúria, os militares da GNR deram cumprimento a um mandado de busca domiciliária que culminou com a detenção do suspeito e a apreensão de uma pistola e 20 munições.
No seguimento da ação, o suspeito foi constituído arguido e os factos comunicados ao Tribunal Judicial de Guimarães.
A Psoríase é uma doença inflamatória crónica, não contagiosa, que pode iniciar-se em qualquer idade, e que atinge cerca de 2 a 3% da população, sem preferência de sexo. Nesta doença, a inflamação é sistémica, isto é, atinge todo o organismo, não se limitando à pele.
A psoríase surge em pessoas com predisposição genética (hereditariedade) mediante certos estímulos ambientais, por exemplo, stress, infeções ou reacções a medicamentos.
As suas manifestações são muito variáveis, desde formas ligeiras, estáveis, limitadas a pequenas áreas, até formas muito extensas, por vezes atingindo quase toda a pele.
Na forma mais habitual manifesta-se com o aparecimento de placas vermelhas e espessas, cobertas de escamas brancas, localizadas sobretudo nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo. Porém, as placas podem surgir em qualquer local, inclusive na face, mãos, região genital ou peri-anal, e também pode haver alterações das unhas. Estas lesões podem ser causa de comichão, constrangimento sexual, embaraço social ou dificuldades profissionais, provocando um grave impacto na qualidade de vida dos doentes. É fácil perceber como a saúde mental é afectada, pois os doentes acabam por evitar as situações em que expõem a pele, como ir a praias ou piscinas, e, por vezes, até evitam desenvolver relações sentimentais por receio da intimidade. Isso limita a sua vida emocional e social e cria isolamento e depressão. Até a escolha do vestuário é condicionada pela doença, de forma a cobrir o máximo de pele possível (alguns doentes verbalizam que gostariam de usar calções no Verão). Outro problema muito sério é a discriminação no trabalho, limitando quer o acesso quer a progressão na carreira, dependendo das profissões.
Além das perturbações da saúde mental, a Psoríase associa-se a um grande número de outras patologias, ou comorbilidades, nomeadamente Artrite psoriática (articulações dolorosas e inchadas), obesidade, diabetes tipo II, hipertensão arterial e aterosclerose.
De facto, a psoríase grave é um factor de risco independente para doença cardiovascular, o que mostra bem a natureza sistémica da inflamação psoriática. A existências destas patologias também vai influenciar e condicionar a escolha dos tratamentos para a psoríase, devido às contra-indicações e interacções farmacológicas a que devemos estar atentos.
Trata-se, portanto, de doentes complexos, que precisam de um diagnóstico precoce e de uma avaliação muito cuidada, ou seja, precisam de acesso precoce a consultas especializadas.
Actualmente, dispomos de muitos tratamentos para a psoríase. Conforme a gravidade e o tipo de lesões, podemos escolher terapêuticas tópicas (locais) ou sistémicas ou ainda fototerapia (exposição a radiação ultra-violeta, em meio hospitalar).
Apesar de continuar a não existir cura para a psoríase, as terapêuticas mais recentes, chamadas biotecnológicas, constituíram um enorme avanço que nos permite obter excelentes resultados, com bom perfil de segurança, mesmo em casos graves e extensos de psoríase em placas. No entanto, estudos indicam que se o doente só inicia este tratamento após muitos anos de evolução de doença grave, então é mais difícil ter sucesso.
Quer por este motivo, quer pelos anos de sofrimento físico e psicológico evitáveis, o ponto essencial é a precocidade do acesso à consulta especializada, ao diagnóstico e à intervenção adequada.
Artigo de opinião de Maria João Paiva Lopes, assistente graduada sénior de Dermatovenereologia.
A cidade de Braga acolhe, de 30 de outubro a 12 de novembro, o Nova Arcada Braga Blues. Nesta 5ª edição do Festival Internacional de Blues, o programa de treze dias conta com a promoção de 17 eventos, com o objetivo de colocar Braga a viver intensamente o Blues.
Após a edição de Verão, o programa de Outono promete envolver toda a cidade no festival, pelo que vários bares e cafés receberão concertos, bem como as escolas recebem a iniciativa ‘O Blues vai à escola’. Neste contexto, no cartaz deste ano destaca-se o concerto ‘Vamos Falar de Blues com Paulo Gonzo’, que decorre a 30 de outubro, pelas 17:00, no Cineplace Nova Arcada. Os bilhetes para esta sessão são gratuitos em compras a partir de 5 euros, oferta de 1 bilhete, com levantamento no Balcão de Informações do Nova Arcada Centro Comercial até ao dia 28 de outubro.
Este evento é já uma marca registada do festival e coloca um artista POP nacional a falar e exemplificar qual a importância do Blues na sua música. O convidado deste ano é nem mais, nem menos do que o pioneiro do Blues Nacional, Paulo Gonzo. O autor de ‘Jardins Proibidos’ foi vocalista e harmonicista da Go Grall Blues Band desde 1979, ano em que lançaram o seu primeiro LP.
No dia 9 de novembro, pelas 21:30, o Altice Forum Braga recebe a ‘Portuguese Blues Reunion com Budda Guedes & Ana Bacalhau’. Trata-se também de uma marca do festival, onde Budda Guedes desafia um artista nacional a escolher e criar um repertório Blues que defina a sua visão do género. Ana Bacalhau destacou-se como cantora dos Deolinda e assume já há alguns anos uma carreira a solo. Para participar neste evento pode adquirir bilhete através do link https://ticketline.pt/evento/portuguese-blues-reunion-budda-guedes-ana-b-66354/sessao/90362_2013_1668029400.
No dia seguinte, pelas 21:30, no mesmo espaço cultural, o Blues Rock britânico da década de 60 será tocado em Braga, por uma das mais importantes e carismáticas bandas do género no ativo, The Animals. Autor de êxitos como “The House of The Rising Sun” e “Don’t Let Me be Misunderstood”, o grupo apresenta-se pela primeira vez em Braga e os bilhetes estão à venda aqui.
No dia 12 de novembro, o destaque vai para o concerto duplo de Doug Macleod e Wax & Boogie Feat. Drew Davies. Pelas 21:30, o Theatro Circo de Braga vai receber o mais premiado músico de blues acústico. Doug Macleod abrilhantou a primeira edição em 2017 e deixou marcas e muitas saudades. Um concerto intimista, repleto de histórias e emoções, faz deste concerto um momento alto da edição de outono de 2022. A segunda parte será da responsabilidade do quinteto Wax & Boogie featuring Drew Davies. Um concerto de Boogie Woogie que promete transportar os participantes para os anos 30, através da incrível voz de Ser Wax, o virtuosismo de David Giorcelli no piano e a genialidade de Drew Davis no saxofone. Os bilhetes para este evento estão disponíveis na bilheteira digital do Theatro Circo.
Para além destes eventos, a edição de Outono de 2022 conta ainda com inúmeros concertos, nomeadamente dos grupos Mississippi Gumbo, The Michael Lauren Trio, Remo Cavallini & Friends, We Rhythm & Blues, Ster Wax & David Giorcell, workshops e conversas sobre este estilo musical. Estes momentos culturais vão percorrer os vários espaços do concelho de Braga, marcando presença no centro comercial Nova Arcada, no Salão Mozart, bem como em alguns dos mais importantes clubes de música ao vivo da cidade e nos principais cafés centrais.
A somar a este programa, a 5.ª edição do festival internacional destaca-se também pela iniciativa ‘O Blues vai à escola’, onde um quarteto vai exemplificar ao vivo como esta música se faz em tempo real, e explica as origens do género. Este workshop vai percorrer a Escola Secundária Carlos Amarante, o Conservatório Bonfim, a Escola Secundária Sá de Miranda, o Conservatório Gulbenkian, a Escola Secundária Alberto Sampaio e a Escola Secundária D. Maria.
A Feira Romaria dos Santos de Cerdal, em Valença, está de regresso a 1 e 2 de novembro. A “mãe de todas as feiras”, do Norte de Portugal e da Galiza está de volta com mais de 400 tendas prontas para receberem milhares de visitantes esperados.
A Feira dos Santos é o principal evento de Outono da Euro região Galiza-Norte de Portugal, recebendo portugueses e espanhóis numa tradição secular. Esta é uma feira que carrega séculos de história e tradição, congregando saberes, tradições e rituais, organizados ao longo do ano.
O vestuário, as louças, o calçado, as tasquinhas, o gado bovino, caprino e ovino, os produtos do campo, as maquinarias agrícolas, os parques de diversões e uma infinidade de outros atrativos prometem fazer as delícias dos visitantes.
Feira dos Santos e das Trocas
O dia 1 de novembro (Dia dos Santos) é o dia principal e o 2 de novembro está destinado à “Feira das Trocas”. Assim se mantém a tradição de trocar os produtos adquiridos na véspera que por alguma razão não serviram.
Os Famosos Perícos dos Santos
Uma das marcas da feira são os frutos da época, sobretudo os famosos Perícos dos Santos. Os perícos, uma “pequena pera”, são típicos de Valença e tem no concelho, para além da sua origem, as maiores áreas de produção. A par dos perícos, as castanhas cruas ou cozidas, as nozes, as maçãs tardias e os dióspiros fazem as delícias de quem aprecia estes produtos.
A Tradição dos Petiscos e Desgarradas
Manda a tradição que nas noites de 31 de outubro e 1 de novembro, a Feira dos Santos é o destino para provar os vinhos novos e saborear os petiscos locais como os rojões, as moelas, as bifanas e o bacalhau, entre muitas outras iguarias. Nas tasquinhas animam-se as noites, ao som das concertinas e soltam-se as mais engraçadas cantigas de desgarrada.
Corridas de Garranos em 1 de novembro
Na Pista das Corridas, os ginetes mostram a beleza do cavalo Garrano. As corridas de cavalos, em passo travado, decorrem no dia 1, a partir das 14:30.
Os emblemáticos cavalos garranos dão um colorido especial à feira do gado que contará, ainda, com animais bovinos, caprinos e ovinos e uma ampla área de maquinaria agrícola.
Sob o tema “Anos 90”, o festival reuniu tunas de vários pontos do país. A 26ª Edição do Trovas – Festival de Tunas Femininas contou com a presença dos Jogralhos – Grupo de Jograis Universitários do Minho, que comandaram a apresentação do festival, e da Afonsina – Tuna de Engenharia da Universidade do Minho, que alegrou a noite com a sua música e boa disposição.
Esta edição diferenciou-se também com a participação de elementos da Gatuna na apresentação, recordando os já trinta anos de existência do grupo, a importância do espírito dos anos 90 e também da amizade numa cómica apresentação em conjunto com os Jogralhos.
Os prémios do XXVI TROVAS – Festival de Tunas Femininas foram: Grande Prémio Trovas e Melhor Tema: TunaF – Tuna Feminina do Orfeão Universitário do Porto; “Prémio Caracol” – Melhor Instrumental, Melhor Porta-Estandarte, Melhor Original e Tuna mais Tuna: TFAAUAv – Tuna Feminina da Associação Académica da Universidade de Aveiro; Melhor Pandeireta: TFIST – Tuna Feminina do Instituto Superior Técnico; e Melhor Solista: TunaMaria.
A Escola Europeia de Ensino Profissional recebeu, em Lisboa, das mãos de João Costa, ministro da Educação, o “Prémio Ghandhi”, no âmbito da Cidadania e Desenvolvimento.
O projeto “Livro Mágico dos Oceanos”, desenvolvido na escola, foi galardoado com o Selo Escola Gandhi. Este projeto é um apelo à preservação dos Oceanos e, ao mesmo tempo, uma chamada de atenção do impacto negativo que o Homem tem sobre o mesmo.
O Livro Mágico dos Oceanos é uma história para crianças que fala da importância de cuidar dos oceanos, do planeta e de aprender a respeitar e cuidar do meio ambiente. É uma história de amizade, de sonhos, de superação e de liberdade que nos ensina a respeitar a natureza através de doces personagens.
É missão da Escola “estar atenta aos problemas de um mundo globalizado e que a todos nós afetam, por isso, a escola continuará a difundir esta mensagem de cuidado pelos oceanos”.
O prémio Gandhi de Educação visa contribuir para o desenvolvimento de competências essenciais de formação cidadã e aprendizagens com impacto na atitude cívica individual, no relacionamento interpessoal e no relacionamento social e intercultural.
Guimarães é um dos municípios que faz parte da comitiva que irá participar na Smart City Expo World Congress (SCEWC), em Barcelona, tratando-se do evento internacional mais importante do setor das cidades inteligentes.
Esta é a primeira vez que Portugal vai marcar presença com um stand onde municípios e empresas poderão mostrar à comunidade global os seus projetos e soluções.
De 15 a 17 de novembro, Barcelona volta a ser palco deste certame, que todos os anos reúne centenas de especialistas, decisores políticos e representantes de empresas e organizações empenhados em melhorar as suas cidades.
Em 2022, Portugal terá, pela primeira vez, um stand próprio em exposição na feira SCEWC, em Barcelona. “SMART Portugal” será o nome do espaço, no qual até 20 municípios e empresas poderão mostrar e partilhar projetos e soluções de inteligência urbana implementadas com sucesso no território nacional.
Num investimento feito pelos expositores, há, até agora, 12 participações confirmadas, incluindo as dos municípios de Guimarães, Braga, Lisboa, Porto e Vila Nova de Famalicão, e das Comunidades Intermunicipais (CIM) do Oeste e de Viseu, Dão e Lafões.
A informação foi avançada em exclusivo à Smart Cities pela NOVA Cidade – Urban Analytics Lab, entidade responsável pela organização da iniciativa, para qual conta com o apoio da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, do Consulado Geral de Portugal em Barcelona e a participação da ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses.
Localizado numa zona central da feira, com 230 metros quadrados de área, o stand “SMART Portugal” vai disponibilizar um espaço para cada um dos expositores e uma zona comum na qual os participantes poderão, ao longo dos três dias, fazer breves apresentações multimédia e pitchs sobre as suas iniciativas.
Segundo adiantou a organização, no primeiro dia, estão previstas as presenças de um membro do Governo português, de Pedro Folgado, em representação da ANMP, e da Cônsul-Geral de Portugal em Barcelona, Ana Coelho, que farão a inauguração do espaço luso. Fora do stand “SMART Portugal”, mas incluída na iniciativa, vários representantes nacionais terão ainda a possibilidade de participar numa mesa-redonda de 45 minutos, a ter lugar espaço “Agora” do SCEWC, numa ação patrocinada pela AICEP.
Neste ano, a comitiva portuguesa que integra a visita ao SCEWC inclui, até ao momento, 18 presidentes de câmaras municipais e 30 responsáveis de cargos de decisão política.
As Tardes Gulosas estão de regresso no mês de novembro, iniciativa que irá promover 21 pastelarias de Braga.
O evento foi apresentado esta terça-feira na sede da Associação Empresarial de Braga e contou com a presença de Daniel Vilaça, presidente da AEB, Rui Marques, diretor geral da AEB, e de António Barroso, do gabinete de Apoio à Presidência da Câmara Municipal de Braga.
“Durante o mês de novembro, de segunda a sexta-feira, junte os seus amigos com a excelência da pastelaria minhota, adicione uma pitada de boa disposição e desfrute das tardes mais doces do ano proporcionadas pelo roteiro Tardes Gulosas. Um roteiro composto por 21 pastelarias de Braga que o convidam, a cada dia, a visitar uma delas e saborear um bolo com a campanha ‘LEVE 2 PAGUE 1’. Esta campanha é limitada ao stock existente”, convidou a organização.
A União de Freguesias de Nogueiró e Tenões, em Braga, voltou a celebrar a Festa do Idoso no domingo, após paragem forçada de dois anos causada pela pandemia.
No âmbito das comemorações do mês do idoso, o convívio teve a participação de 135 pessoas desta União de Freguesias.
“Este evento vem-se realizando na freguesia desde 1995 sempre com muitos participantes e com o objetivo reunir num dia de alegria e convívio os nossos maiores para que se encontrem e tenham a oportunidade de rever amigos e companheiros de vida que, nesta idade quase sempre estão afastados”, sublinhou o Executivo local.
O dia iniciou-se com uma missa para recordar os já ausentes e dar graças pelos presentes, seguindo-se o almoço que decorreu na Sede da Junta de Freguesia e uma tarde de convívio com muita música e conversa.
“A certeza de que esta iniciativa da Junta de Freguesia é para manter, é-nos dada pela felicidade que está estampada no rosto dos participantes e que solícitos agradecem, na esperança de que no próximo ano possam estar presentes”, finalizou.
Um conjunto de responsáveis por diversas instituições jurídicas, governamentais e de apoio social, bem como de especialistas na área, reúnem-se esta terça-feira no Tribunal da Relação de Guimarães para debater um tema que tem vindo a ser uma preocupação cada vez mais presente nas sociedades contemporâneas: a proteção dos adultos vulneráveis.
Na sessão de abertura, Domingos Bragança, que se fez acompanhar pela vereadora da Ação Social, Paula Oliveira, deixou a todos os presentes um testemunho da sua experiência enquanto presidente da Câmara no que diz respeito à proteção dos adultos vulneráveis. O edil começou por felicitar o Tribunal da Relação de Guimarães pela sensibilidade demonstrada para os temas que preocupam a sociedade e pela abertura que tem demonstrado para acolher, dentro de portas, um conjunto de iniciativas que têm como objetivo a reflexão conjunta. “A comunidade olha para o Tribunal da Relação de Guimarães como uma instituição que não é sua, da comunidade, mas há um conjunto de iniciativas, desde culturais a sociais, que merecem a presença e atenção da sociedade vimaranense”, disse.
Domingos Bragança referiu ser a “criação de situações de proximidade” a chave para uma melhor proteção das pessoas com vulnerabilidades. “Só envolvendo todas as instituições e toda a comunidade é que teremos condições para intervir rapidamente, evitando que situações de isolamento e exclusão sejam detetadas tardiamente. Em Guimarães, temos uma rede social forte e robusta, constituída por IPSS, juntas de freguesias, todo o tipo de associações e também a Câmara Municipal, que providencia meios financeiros para que possa ser feito este trabalho de proximidade”, frisou. O presidente da Câmara lembrou que, hoje em dia, as mudanças na tipologia das famílias têm trazido desafios no que diz respeito ao apoio aos vulneráveis, principalmente aos mais velhos, mais pobres e doentes. Uma situação que, na sua opinião, “tende a piorar” e que, por ter entrado na rotina do nosso discurso, passou a ser olhada com alguma indiferença.
A terminar a sua intervenção, Domingos Bragança fez uma referência às desigualdades sociais, ao aumento dos índices de pobreza, e à urgente necessidade de “laçar a sociedade”, para que a palavra de ordem não seja “ajudar”, mas sim “fazer”. “Precisamos de debates, de divergência e de cooperação entre todas as instituições. Divergência para chegarmos à convergência. Precisamos também de mais cultura de cidadania e de colocar em prática os mecanismos legais à disposição para que sejam salvaguardados os direitos e a dignidade da pessoa humana”, concluiu.
Anteriormente, António Sobrinho, presidente do Tribunal da Relação de Guimarães, agradecera todo o apoio recebido pela Câmara Municipal de Guimarães e pela Comissão de Proteção ao Idoso para que o evento tivesse sido possível. Lembrou ainda que adultos vulneráveis não são apenas os idosos e os doentes, mas também os migrantes, os desempregados e os sem-abrigo, uma vulnerabilidade que é económica, mas também social, física e psicológica. “Nós tribunais, e o Ministério Público, ainda temos muito a fazer neste domínio”, disse. António Sobrinho questionou ainda o facto de existirem médicos pediatras e não existirem médicos geriatras, alertando para a necessidade de serem desenvolvidas políticas que ter em atenção o facto de, até 2050, se prever que 1/5 da população da União Europeia venha a sofrer de algum tipo de deficiência. “Aprender a fazer mais é um ato de justiça”, concluiu.