O jovem músico Dinis Gonçalves foi o grande vencedor do Concurso Municipal Jovens Talentos 2022, uma iniciativa promovida pelo Município de Braga com o objetivo de premiar o talento dos jovens bracarenses no domínio cultural e artístico.
A cerimónia decorreu no Theatro Circo, contando com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e pela vice-presidente Sameiro Araújo.
O segundo lugar do concurso foi atribuído ao par João Sant’Anna & e Luna Pinto, enquanto em terceiro lugar, empatados, ficou o bailarino Gonçalo Gomes e a cantora Inês Gonçalves.
O júri do concurso foi constituído por Sameiro Araújo, Ana Gomes – cantora e compositora -, pelo maestro Filipe Cunha, pela professora e bailarina de dança Catarina Martins e pelo diretor artístico da Companhia de Teatro de Braga, Rui Madeira.
Ricardo Rio felicitou todos os participantes, referindo que esta iniciativa demonstra o “enorme talento que existe no Concelho”. “Braga é uma cidade jovem, recheada de talentos e de cultura, pelo que anualmente os nossos jovens têm a oportunidade de mostrar ao mundo as suas potencialidades únicas numa verdadeira mostra de talento e criatividade”, referiu.
Sameiro Araújo fez um balanço positivo desta iniciativa que, mais uma vez, registou um grande número de candidaturas. “A decisão do júri não foi nada fácil, o que significa que há muito talento em Braga e que este concurso faz todo o sentido”, afirmou.
Recorde-se que o concurso se destinou a jovens naturais ou residentes da Cidade de Braga, com idades compreendidas entre os 6 e os 18 anos, com talento na área da dança, da música, do canto, das artes performativas, da magia, do teatro ou em outras atividades passíveis de serem apresentadas em palco – individualmente ou em grupo. Os prémios foram de 1000 euros para o primeiro classificado, 750 para o segundo e 500 euros para o terceiro. Aos restantes finalistas foi atribuído um prémio de participação no valor de 100 euros.
O Município e a Startup Braga estão presentes, durante esta semana, no Smart City Expo World Congress, que decorre em Barcelona. Este é o evento internacional mais importante do setor das cidades inteligentes e que, pela primeira vez, terá um espaço destinado a Portugal, onde municípios e empresas irão mostrar à comunidade global os seus projetos e soluções.
João Rodrigues, vereador que tutela os pelouros da Inovação Tecnológica e da Inteligência Urbana do Município, justifica a presença de Braga no evento por “este reunir, todos os anos, milhares de especialistas, decisores políticos, representantes de empresas e organizações de todo o mundo, empenhados em melhorar as suas cidades e, por isso mesmo, é da maior importância que Braga nele marque presença”.
O Município participará nesta exposição com a Startup Braga, que dará a conhecer empresas do seu universo que produzem tecnologias relacionadas com cidades, onde serão exibidas algumas das soluções tecnológicas para cidades inventadas em Braga.
“Esta é uma excelente oportunidade para trabalharmos principalmente dois objetivos. O primeiro, o de darmos a conhecer o que cá se faz, o segundo, em sentido inverso, o de aprendermos com o que de melhor se faz nesta indústria”, referiu João Rodrigues.
Outro dos objetivos a alcançar com a presença nesta feira de tecnologia “é manter contactos com outras cidades à escala global e estudar futuras parcerias”, concluiu o vereador.
Localizado numa zona central da feira, com 230 m2 de área, o stand de Braga está inserido no espaço de Portugal – “SMART Portugal” –, que disponibiliza um espaço para cada um dos expositores e uma zona comum na qual os participantes poderão, ao longo dos três dias, fazer breves apresentações sobre as suas iniciativas.
Segundo adiantou a organização, no primeiro dia, estão previstas as presenças de um membro do Governo português, de Pedro Folgado, em representação da ANMP, e da Cônsul-Geral de Portugal em Barcelona, Ana Coelho, que farão a inauguração do espaço luso. Fora do stand “SMART Portugal”, mas incluída na iniciativa, vários representantes nacionais terão ainda a possibilidade de participar numa mesa-redonda de 45 minutos, a ter lugar espaço “Agora” do SCEWC, numa ação patrocinada pela AICEP.
“Esta é a feira mundial das cidades”, explica o coordenador da NOVA Cidade – Urban Analytics Lab, Miguel de Castro Neto. “Com esta iniciativa, criamos a oportunidade de as autoridades locais e as empresas nacionais partilharem boas práticas e as suas mais recentes inovações. É uma oportunidade única de fazer parte de uma comunidade vibrante e inspiradora, onde se explora ao limite o potencial das tecnologias de informação para assegurar bem-estar e qualidade de vida às pessoas e responder aos desafios da dupla transição verde e digital”, referiu.
O Pessoas-Animais-Natureza (PAN) deu hoje entrada no Parlamento de um conjunto de iniciativas legislativas, entre as quais se contam a proposta de criação de uma linha de apoio extraordinário a titulares de crédito à habitação e o alargamento do período de isenção temporária de IMI dos 3 para os 5 anos na aquisição de habitação própria permanente, como medidas atenuantes do impacto da crise.
O PAN defende a criação de uma linha financeira de apoio extraordinário aos titulares de crédito à habitação relativo a habitação própria permanente, sob gestão do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I. P., que concederá a estes titulares de crédito, com rendimentos até 2700 euros mensais, a possibilidade de solicitarem um empréstimo sem juros para ajudar a suportar a diferença entre o valor da prestação mensal devida e o valor resultante da aplicação ao rendimento do agregado familiar de uma taxa de esforço máxima de 36 %, de forma a permitir o pagamento da prestação devida. “Entendemos que, desta forma, criar-se-ia um mecanismo de ajuda pública que permitiria às famílias com crédito à habitação ter ao seu dispor meios adicionais para fazer face à escalada das taxas de juro”, afirma a porta-voz e deputada do PAN.
Adicionalmente, o PAN deu ainda entrada de um outro projeto de lei que estabelece o prolongamento do 3 para 5 anos do período da isenção temporária de IMI para a aquisição de imóveis para habitação própria permanente. “Neste momento tão complicado pelo aumento crescente da taxa da inflação e da taxa de juros à habitação, é urgente encontrar o máximo de medidas que contribuam, nomeadamente, para o alívio do orçamento das famílias que contraíram crédito à habitação mais recentemente e que, por esse motivo, poderão ter prestações maiores. A proposta do PAN vai precisamente nesse sentido, pois que estas famílias não têm acesso à possibilidade de dedução de despesas com juros no âmbito do IRS”, explica.
O PAN deu ainda hoje entrada de um projeto de lei que fixa a redução do limite máximo do período normal de trabalho para as 35 horas semanais e reconhece o direito a 25 dias úteis de férias. “No nosso entender, é da maior justiça o estabelecimento de iguais limites máximos do período normal de trabalho para os trabalhadores do setor privado e os trabalhadores em funções públicas, equiparando desta forma o regime resultante do Código do Trabalho e da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas. Do mesmo modo, em nome de um maior equilíbrio entre a vida profissional e familiar, bem como por questões de saúde, propomos o alargamento do número de dias úteis de férias dos 22 para 25, o que até já é praticado em diversas empresas”, declara Inês de Sousa Real.
O salão da Junta de Freguesia de Pedralva, em Braga, ficou lotado para acolher todos os participantes no magusto que aconteceu este domingo nas instalações da autarquia local. Mais de duas centenas de pessoas participaram neste convívio que se tem vindo a repetir todos os anos.
Maria José Borges, presidente da autarquia local, marcou presença num evento que classifica como “especial”. “Hoje temos aqui a população de Pedralva reunida, num grande momento de lazer que está ligado às nossas tradições e, sobretudo, ligado aos nossos seniores que aqui estão em grande número. É, por isso, um evento especial que todos os anos conta com a forte adesão por parte da população. Enquanto Junta de Freguesia, continuaremos a trabalhar para que estes momentos possam continuar a acontecer”, disse.
A chuva não impediu que a festa continuasse pela tarde dentro. Foram servidas castanhas, bifanas, vinho da região e caldo verde para aquecer. À boa moda do Minho, também não faltou a animação com muita música popular.
Escrito por Secundino Cunha e ilustrado por Sebastião Peixoto, o novo livro “Maria Ondina Braga. Quero encontrar-me comigo” vai ser distribuído por todas as bibliotecas escolares do concelho, chegando até às mãos dos mais novos.
A garantia foi deixada no sábado pela chefe de gabinete da presidência do Município de Braga, Ana Ferreira, durante a apresentação da obra ilustrada, que decorreu na Galeria do Paço no âmbito da programação do Encontro de Ilustração Braga em Risco.
“Queremos incutir nas gerações mais novas o conhecimento e o gosto pela obra de Maria Ondina Braga e vamos fazê-lo através da Rede de Bibliotecas Escolares”, referiu Ana Ferreira, salientando que o Município está já a desenvolver um amplo trabalho de promoção e divulgação “para não fazer esquecer” a obra da escritora bracarense.
“Estamos, neste momento, a trabalhar em parceria com a Imprensa Nacional Casa da Moeda, nomeadamente com a reedição das suas obras completas, no âmbito do centenário do nascimento de Maria Ondina Braga”, acrescentou.
Para o autor e jornalista, Secundino Cunha o livro “Maria Ondina Braga. Quero encontrar-me comigo” é uma obra de “fácil leitura, dedicada em especial ao público escolar, com o objetivo de lhes despertar a vontade de ler a escritora”. Da obra literária de Maria Ondina Braga, o jornalista releva a transmissão dos sentimentos da escritora que, à semelhança de outros, “aproveitou muito bem as viagens”.
A sessão de apresentação contou ainda com a presença de José Manuel Costa, da editora “Opera Omnia”, que formulou votos de que a distribuição que o Município de Braga vai fazer de “Maria Ondina Braga. Quero encontrar-me comigo” pelas escolas seja “uma semente” que faça germinar futuros leitores de uma escritora cuja obra merece ser mais conhecida.
Dirigido ao público juvenil, o livro pode ser apreciado por leitores de todas as idades interessados em conhecer a vida de uma das mais importantes autoras da literatura portuguesa.
Maria Ondina Braga é uma das escritoras homenageadas no Encontro de Ilustração Braga em Risco, com a exposição “Braga 22×22 – Ondina Ilustrada”, que está patente na Casa dos Crivos. A mostra é composta por 22 trabalhos que se desdobram em outras tantas narrativas visuais para mostrar a autora bracarense a partir do seu livro “O jantar chinês e outros contos”.
A freguesia de Várzea, em Barcelos, vai festejar São Bento no próximo sábado, dia 19 de novembro, com animação musical.
A Comissão de Festas anunciou o cartaz de encerramento das festividades para o próximo sábado, uma vez que a utilização de fogo de artifício estava proibida no verão.
“De forma a encerrar as festividades em honra de São Bento 2022, e uma vez que durante a realização das mesmas foi proibida a utilização de fogo de artifício, no dia 19 de novembro, pelas 21:30, teremos um concerto com a Banda Tekos, seguindo-se de uma sessão de fogo”, informou.
Programa:
19:30 – Eucaristia por todos os membros, vivos e falecidos, das Comissões de Festas de São Bento;
António Vicente, José António Teixeira e Rui L. Reis
António Vicente, José António Teixeira e Rui L. Reis
A Universidade do Minho passa a ter três cientistas entre os mais citados no mundo por outros investigadores: a António Vicente e José António Teixeira, do Centro de Engenharia Biológica (CEB), junta-se este ano Rui L. Reis, do Grupo 3B’s.
A confirmação é dada hoje pela listaHighly Cited Researchers 2022, da consultora norte-americana Clarivate Analytics, que inclui 6938 cientistas de 69 países, sendo 20 deles em Portugal. O ranking incide no período 2011-2021 e apenas sobre os artigos altamente citados, que representam 1% do que se publica no mundo e para 21 áreas de conhecimento.
A dupla do CEB surge pelo quinto ano consecutivo na área das ciências agrárias da lista. António Vicente teve os seus artigos citados 16.649 vezes e está ligado a inovações como ecoembalagens, compostos funcionais e bioativos e nanossistemas para aplicações alimentares. José António Teixeira é um nome ímpar na biotecnologia industrial e biotecnologia alimentar, tendo várias distinções e 22.132 citações dos seus artigos.
Rui L. Reis estreia-se na área cross-field da lista, com 56.339 citações dos seus artigos. O diretor do Grupo 3B’s, do laboratório associado ICVS/3B’s e do instituto europeu EXPERTISSUES é uma referência em biomateriais, engenharia de tecidos e medicina regenerativa, com diversos prémios e cargos internacionais.
O Highly Cited Researchers 2022 inclui, aliás, mais três alumni da UMinho em ciências agrárias/cross-field: Isabel Ferreira, Manuel Simões e Miguel Ângelo Cerqueira.
As análises bibliométricas da lista foram realizadas pelo Instituto de Informação Científica do grupo Web of Science, que “pesou” os artigos científicos da mesma coorte anual, retirando a vantagem da citação de artigos mais antigos perante os mais recentes. Os países mais representados no ranking são os EUA (2764 cientistas, 38% do total), China (1169), Reino Unido (579), Alemanha (369) e Austrália (337). Portugal sobe para o 13º lugar europeu (era 15º em 2021) e para o 26º lugar no mundo (era 30º). A lista inclui diversos Prémios Nobel e as instituições com maior volume de cientistas são a Universidade de Harvard (233), a Academia Chinesa de Ciências (228) e a Universidade de Stanford (126).
As citações são um dos critérios mais utilizados para produzir rankings de instituições de ensino superior e demonstram a influência significativa de um grupo de investigadores entre os seus pares.
Há um mês, foi também publicada a lista “World’s Top 2% Scientists 2022”, do grupo editorial Elsevier, tendo 57 cientistas da UMinho entre os 200 mil cientistas mais influentes do mundo.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) obriga a cuidados especializados de saúde. É, também, um fator causal importante da morbilidade e mortalidade. Não obstante ser prevenível e tratável, a DPOC é um desafio considerável em termos de saúde pública.
A DPOC é causada pela exposição a partículas nocivas inaladas, nomeadamente o fumo do tabaco (principal fator de risco), bem como poeiras e gases. É expectável o seu aumento nas próximas décadas fruto da exposição contínua a estes fatores de risco, bem como pelo envelhecimento da população.
A DPOC é caracterizada por sintomas respiratórios persistentes como dispneia (sensação de falta de ar), tosse e expetoração com demonstração de limitação no débito de ar por alteração espirométrica (relação FEV1/FVC inferior a 0.70 após broncodilatação) devido a alterações nas vias aéreas ou nos alvéolos.
A avaliação do doente com DPOC exige a determinação do nível de limitação do fluxo de ar, do impacto da doença na limitação das atividades de vida diária e no risco de futuras exacerbações (períodos de agravamento agudo dos sintomas respiratórios) por forma a definir um plano adequado de tratamento.
A educação, ou a ação pedagógica, relativamente à doença pelo profissional de saúde é um pilar central na abordagem do doente com DPOC. A cessação tabágica é fundamental. Caso contrário, a persistência deste hábito tem um impacto muito negativo no prognóstico e na progressão da doença.
A terapêutica farmacológica disponível reduz a sintomatologia, a frequência e a gravidade das exacerbações, melhora a qualidade de vida e a tolerância ao esforço. Cada regime terapêutico deve ser personalizado, adequado à sintomatologia, risco de exacerbações, efeitos adversos, comorbilidades, preço, resposta terapêutica e capacidade de autoadministração pelo que a técnica inalatória deve ser sempre avaliada em consulta. O programa de vacinação contra a SARS CoV-2, Influenza e Doença Pneumocócica reduz hospitalizações e mortalidade.
O exercício físico devidamente planeado e de caráter sistemático incluído em programas de Reabilitação Respiratória deve ser promovido por forma a melhorar a sintomatologia respiratória, tolerância ao esforço, ansiedade, depressão e redução de hospitalizações.
Na doença avançada, a oxigenoterapia de longa duração e a ventilação não invasiva melhoram a esperança de vida. É esperada uma interligação atempada com equipas de cuidados paliativos na doença avançada e/ou sintomática para minimizar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida. A avaliação nutricional e planos de alimentação saudável são muito importantes para prevenir, com o evoluir da doença, perdas ponderais e má nutrição, uma vez que são conhecidos os seus impactos na força muscular/capacidade de ventilação. Estes dois últimos fatores estão associados, também, à melhoria da qualidade de vida destes doentes.
A DPOC coexiste, frequentemente, com outras doenças crónicas (comorbilidades) que têm um impacto significativo no curso da doença e no seu prognóstico. A presença destas comorbilidades não deve alterar o tratamento da DPOC e devem ser tratadas independentemente da DPOC. Nos doentes com DPOC é esperada a presença de problemas de natureza cardiovascular uma vez que partilham um risco comum como o tabagismo. A neoplasia do pulmão é frequentemente diagnosticada na DPOC pelo que a prevenção primária e secundária, bem como a deteção precoce, são importantes para melhorar a sobrevida. A osteoporose, a ansiedade e a depressão são muitas vezes subdiagnosticadas e estão associadas a pior qualidade de vida e prognóstico. O refluxo gastro-esofágico está relacionado com o aumento do risco de exacerbações. É também conhecido o seu efeito negativo na qualidade de vida.
A DPOC deve fazer parte de um plano de cuidados de multimorbilidades cujo foco tem de ser dirigido para a sua identificação precoce, otimização de tratamento e minimização de riscos da polimedicação para melhorar a qualidade de vida, minimizar as hospitalizações e a mortalidade.
É nesta perspetiva mais abrangente, para além do pulmão, que se deve pautar a abordagem da Medicina Interna ao doente portador de DPOC.
José Miguel Maia, assistente jospitalar de Medicina Interna / Núcleo de Estudos de Doenças Respiratórias – SPMI / Assistente Hospitalar de Medicina Intensiva.
A freguesia de Santa Lucrécia de Algeriz, em Braga, volta a transformar-se na “Aldeia de Jesus” de 8 a 11 de dezembro.
Esta iniciativa irá decorrer no adro da Igreja Paroquial e irá proporcionar aos visitantes de presenciar um presépio ao vivo com figurantes da época de Jesus.
O “Movimento dos Mesmos de Sempre a Pagar” está a apelar aos condutores de Braga e Guimarães para protestarem na próxima quarta-feira, 16 de novembro, às 08:15, com um buzinão contra o aumento do custo de vida.
Em Braga, os protestos irão decorrer na rotunda das piscinas da Rodovia, e em Guimarães, na rotunda da Escola Francisco de Holanda.
O movimento pretende contestar contra o aumento do custo de vida. “Todos os dias sobem os preços, todos os meses os nossos ordenados e pensões ficam mais pequenos. A guerra tem as costas largas, as sanções caem-nos em cima e o governo não faz nada para parar a especulação desenfreada.É preciso impor que os combustíveis, a alimentação, os transportes, os medicamentos, as rendas e todos os bens essenciais tenham preços justos e suportáveis para a maioria.Mesmo antes da guerra na Ucrânia os preços já estavam a subir. Há quem lucre com a desgraça alheia”, referiu o movimento em comunicado.
O “Movimento dos Mesmos de Sempre a Pagar” salienta ainda que “estes aumentos selvagens que enfrentamos vão ter efeitos nos custos dos transportes, nos preços dos alimentos; e o Banco Central Europeu vai fazer a política do costume, aumentando as taxas de juro para salvaguardar o dinheiro dos ricos. Com estas opções quem vai sofrer mais são aqueles que trabalham e que vão ter que pagar os empréstimos das casas a preços mais elevados.Os trabalhadores vão ter mais dias sem chegar o ordenado e os senhores do dinheiro vão fazer desta crise uma nova oportunidade para espremerem ainda mais quem trabalha”.
Este movimento apela ainda às pessoas para “demonstrem a sua indignação e exigirem ao governo medidas concretas para impedir que, mais uma vez, haja quem se aproveite da crise” e exigir “a fixação e regulação dos preços dos combustíveis, da energia e de todos os bens essenciais em particular dos bens alimentares; a imediata redução do IVA de 13% para os 6% no gás e de 23% para os 6% na electricidade e que os dividendos das grandes empresas sejam, neste momento de crise desviados das contas dos acionistas para um fundo de emergência nacional para responder ao aumento do custo de vida”, finalizou.