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Arquivo Municipal de Esposende recebe exposição sobre regeneração urbana do concelho

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© CM Esposende
© CM Esposende

O Arquivo Municipal de Esposende tem patente, até ao mês de junho, a exposição “Esposende também sou eu” que dá a conhecer algumas das intervenções realizadas em edifícios e núcleos urbanos do concelho, marcantes para o território e, por isso, reabilitados através do Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU) de Esposende.

O investimento na Regeneração Urbana, em Esposende, já ultrapassou os seis milhões de euros, incidindo na requalificação da zona central de Marinhas e envolvente ao campo de S. Miguel, da Praça D. Sebastião, da adaptação do antigo edifício da GNR em Arquivo Municipal, das obras de conservação do edifício da Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura e a instalação do respetivo depósito, em Esposende, da Alameda do Bom Jesus, em Fão e da reabilitação do edifício da Escola Primária de Areia para Museu do Sargaço, em Apúlia.

Recorde-se que o Município de Esposende viu aprovado, pela Comissão Diretiva do Norte 2020, em finais de 2016, a medida que beneficia as zonas urbanas de Apúlia Esposende, Fão e Marinhas. O PARU prevê a regeneração de zonas urbanas, beneficiando os privados da intervenção globalmente desencadeada, além de usufruírem da isenção de taxas e outros benefícios.

A exposição encontra-se enriquecida com documentos em custódia no Arquivo Municipal, como o Auto de Entrega da escola de Areia, em 1970, o abaixo-assinado enviado pela Confraria do Bom Jesus à Câmara Municipal de Esposende, em 1907, em que a confraria contesta uma decisão da autarquia, referente à propriedade dos terrenos da Alameda, adquiridos aquando da construção da estrada Fão-Póvoa de Varzim, pelo litoral.

Consta, ainda, do acervo patente ao público a carta enviada pela Gabinete da Comissão das Comemorações do Centenário de nascimento de António Rodrigues Sampaio, de Esposende, dando conta da inauguração da primeira pedra do monumento a erigir em memória de António Rodrigues Sampaio e o processo de Ampliação do Largo e as expropriações realizadas em 1957, entre outros.

Para além dos documentos, os visitantes também podem encontrar réplicas de fotografias históricas dos edifícios intervencionados, ou em execução, que fazem parte do espólio da Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, assim como os vídeos realizados aquando das reabilitações.

Incluídas nas ações do PARU está, ainda, a requalificação do Largo Rodrigues Sampaio e Zona Envolvente, em Esposende (em execução), a requalificação do Mercado Municipal de Esposende (em execução), a beneficiação da Rua e Travessa Eng. Alexandre Losa Faria, em Fão, a beneficiação e infraestruturação da Rua de Igreja, no troço entre a Avenida da Praia e a Avenida do Mar, em Apúlia, assim como a promoção do comércio tradicional  e a gestão e animação de rua dos centros históricos das Áreas de Reabilitação Urbana (ARUS).

As ações realizadas foram financiadas pelo programa Operacional NORTE 2020, enquadrado na prioridade de investimento 6.5. Esta iniciativa enquadra-se na operação NORTE-04-2316-FEDER-000318 – Promoção do Comércio Tradicional dos Centros Históricos das ARU’s.

O PARU de Esposende tem em conta as quatro centralidades consideradas no território concelhio, evidenciando abordagens diferenciadas que espelham as especificidades das quatro Áreas de Reabilitação Urbana: Marinhas, Esposende, Fão e Apúlia.

Rampa da Falperra, prova de montanha mais popular do país, está de regresso a Braga

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© Christian Merli (Osella FA 30)
© Christian Merli (Osella FA 30)

Vem aí mais uma Rampa da Falperra. A cidade de Braga volta a estar no epicentro das competições de automobilismo nacional e internacional, de 19 a 21 de maio.

A 42.ª edição da prova desportiva foi apresentada esta terça-feira, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, e de Rogério Peixoto, presidente do CAM – Clube Automóvel do Minho.

As principais estrelas do Campeonato da Europa de Montanha regressam à cidade de Braga para competir na prova de montanha mais popular do país. Este ano, a organização estima receber mais de 150 mil visitantes, onde estarão em prova cerca de 130 pilotos, entre pilotos da rampa regional, do Europeu e do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

“O CAM tudo fará para manter, na edição deste ano, os padrões de profissionalismo e competitividade. A segurança e a sustentabilidade são os aspetos fundamentais para a manutenção dos nossos objetivos e estamos certos de que, com a nossa imensa rede colaborativa, iremos proporcionar, mais uma vez, uma Rampa da Falperra de excelência, que é mais do que uma prova de montanha, é uma prova mítica, é um evento da cidade de Braga, do país, da península e todos se sentem parte integrante desta marca”, disse Rogério Peixoto.

© Sandra Catarina Antunes

A Rampa da Falperra irá coincidir este ano com a Braga Romana. Para Ricardo Rio, este será “um fim de semana fervilhante com dois eventos que se complementam, trazendo a Braga milhares de pessoas que certamente vão bater todos os recordes de afluência, o que é bom para a nossa economia”.

Ao longo do traçado da Rampa da Falperra serão colocados ecrãs para os espetadores poderem assistir. Haverá, também, 11 zonas de peão espalhadas por todo o perímetro, algumas das quais com acesso pago, e duas zonas de bancada. Parte da receita dos bilhetes irá reverter a favor da Associação Centro Social e Cultural Luso-Ucraniano.

As viaturas estarão expostas junto Mercado Municipal de Braga, no dia 19 de maio, a partir das 11:00, iniciando-se, às 19:00, o desfile até à Falperra.

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) voltar a associar-se ao evento com bilhetes de ida e volta por 1 euro.

Christian Merli, vencedor das duas últimas edições da Falperra – Masters FIA, em 2021, e jornada do Europeu, em 2022 –, no seu Osella FA 30, volta a assumir o favoritismo para vencer a prova.

Horário Provisório da Rampa da Falperra

19 de maio (sexta-feira)

  • 11:00 – Exposição de viaturas junto ao Mercado Municipal de Braga
  • 19:00 – Desfile

20 de maio (sábado)

  • 07:30 – Fecho da pista
  • 08:00/08:20 – Descida do Campeonato de Portugal de Montanha
  • 08:30/08:55 – Warm-up Campeonato de Portugal de Montanha
  • 09:30/10:30 – Treino Oficial 1 – Rampa Regional da Falperra
  • 11:05/12:05 – Treino Oficial 1 – Campeonato de Portugal de Montanha
  • 12:40/13:40 – Treino Oficial 2 – Rampa Regional da Falperra
  • 14:15/15:15 – Treino Oficial 2 – Campeonato de Portugal de Montanha
  • 15:50/16:50 – Subida Oficial 1 – Rampa Regional da Falperra
  • 17:25/18:25 – Subida Oficial 1 – Campeonato de Portugal de Velocidade

21 de maio (domingo)

  • 07:00 – Fecho da pista
  • 07:20/07:45 – Descida da Rampa Regional da Falperra
  • 08:00/09:00 – Subida Oficial 2 – Rampa Regional da Falperra
  • 09:35/10:35 – Treino Oficial 3 – Campeonato de Portugal de Montanha
  • 11:50/12:50 – Subida Oficial 2 – Campeonato de Portugal de Montanha
  • 14:05/15:05 – Subida Oficial 3 – Campeonato de Portugal de Montanha

Mulher guarda lugar para estacionamento mas é obrigada a sair

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© Ana Morais

Duas senhoras entraram em conflito ao disputar o mesmo lugar de estacionamento no parque do centro comercial GuimarãeShopping. Pelas imagens captadas, vê-se uma senhora que guardava o lugar para o estacionamento de uma viatura e que impedia uma condutora de estacionar a sua.

“Está ocupado, não saio. Não sabes procurar outro lugar? Não saio! Não saio! Podes passar por cima, mas daqui não saio”, respondia a senhora à condutora da viatura.

No vídeo ouve-se o condutor da viatura onde a situação foi filmada. “Tudo por causa de um lugar, é triste”, disse.

Entretanto, os condutores que aguardavam em fila apitaram em forma de protesto por estarem parados.

Posteriormente, senhor aparece e tenta que a condutora desista de estacionar o carro, mas a senhora acaba por abandonar com troca de palavras.

Parque de Campismo e Caravanismo de Braga com crescimento de 103% em receitas

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© CM Braga
© CM Braga

O Parque de Campismo e Caravanismo de Braga registou, no início do ano, um aumento considerável do número de entradas, dormidas e, consequentemente, da receita, anunciou a autarquia.

Tendo em conta os dados do Instituto Nacional de Estatística para a atividade de alojamento nos parques de campismo, no primeiro trimestre de 2023, comparado com o mesmo período de 2022, registou-se um crescimento em todos os indicadores – 52% no número de hóspedes, 137% nas dormidas registadas e 103% na receita alcançada.

Este equipamento municipal registou, no período mencionado, a visita de um total de 951 hóspedes, totalizando 3605 dormidas, o que se traduz numa estadia média de 3,79 noites por pessoa.

França foi o país que contribuiu com o maior número de hóspedes (191), seguido pelo mercado nacional (168), Alemanha (150), Espanha (117) e Países Baixos (83). Estes cinco principais mercados contribuíram com 709 hóspedes, ficando os restantes 242 divididos por outros países da Europa, bem como da América do Sul.

No que se refere a dormidas, foi o mercado nacional que mais se destacou, com 996 dormidas, seguido do Brasil (706), Argentina (503), França (383) e Alemanha (285).

A receita arrecadada neste primeiro trimestre de 2023 seguiu a tendência verificada no número de entradas e dormidas. O total arrecadado foi de 24.424,78 euros, mais 12.376,40 euros em relação ao período homólogo de 2022 – uma subida de 103%.

Pelo quinto trimestre consecutivo, o Parque de Campismo e Caravanismo de Braga regista um crescimento acima da média nacional.

Braga: Batalha das Flores honrou Sr.ª da Purificação em Semelhe

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© Sandra Antunes
© Sandra Antunes

A freguesia de Semelhe, em Braga, reviveu as festividades em honra de Nossa Senhora da Purificação, que terminaram, esta segunda-feira, com a Batalha das Flores.

A cerimónia foi um dos pontos altos das festas com a celebração da missa, seguida da tradicional despedida a Nossa Senhora da Purificação com a homenagem da Batalha das Flores.

Alerta, fãs de chocolate. Braga tem uma nova loja da Arcádia.

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© Nova Arcada
© Nova Arcada

Com um conceito que reúne vários serviços, a nova loja Arcádia, no Nova Arcada, em Braga, tem muito mais para oferecer do que os deliciosos chocolates. O espaço, no Piso 1, já está disponível para dar as boas-vindas aos visitantes do Nova Arcada.

A nova loja oferece um serviço combinado de cafetaria, pastelaria e salgados Arcádia. Além destes serviços, à frente da loja há um agradável espaço com 24 metros quadrados, ideal para os dias de calor que estão a chegar — uma esplanada onde os visitantes do Nova Arcada podem saborear os gelados ou as bebidas frias feitas à base de café.

Já no interior da loja, estão disponíveis os diferentes artigos da marca. Desde os vários formatos de chocolate, entre branco, leite, negro ou ruby, às drageias de licor, sem esquecer a vasta gama de amêndoas, o difícil vai ser escolher.

“A Arcádia é uma marca nacional que vem enriquecer a oferta do Nova Arcada tornando-a ainda mais completa e diversificada. Mantemos uma estratégia de apresentar aos nossos visitantes uma oferta de qualidade, assim como uma experiência diferente a cada visita”, afirma Filipa Lopes, diretora do Nova Arcada.

Além desta novidade, o Nova Arcada recebeu, este mês, a Forte Store Kids, e a reabertura da Forte Store num novo espaço. Os dois espaços, que aumentam a oferta do centro comercial em moda, encontram-se no Piso 1.

Arte da Filigrana da Póvoa de Lanhoso inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial

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© CM Póvoa de Lanhoso
© CM Póvoa de Lanhoso

A Arte da Filigrana da Póvoa de Lanhoso está formalmente inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

No anúncio n.º 97/2023, datado de hoje, pode ler-se que “foi decidido inscrever a manifestação Arte da Filigrana da Póvoa de Lanhoso no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial” e que se destaca “a relevância desta prática enquanto reflexo da identidade da comunidade no presente, a sua importância histórica no desenvolvimento cultural e económico do território em que se insere, bem como os processos sociais e culturais relacionados com as dinâmicas de transmissibilidade ao longo de gerações de artesãos filigraneiros na Póvoa de Lanhoso”.

A inscrição da Arte da Filigrana no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial é um reconhecimento que a Póvoa de Lanhoso almeja “há muito, sendo mais do que legítimo pois a filigrana é uma nobre tradição que afirma a memória e a identidade povoense, que se quer manter viva e perpetuar”.

UMinho participa em projetos europeus de conservação de água doce

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Daniela Fernandes e Giorgio Pace © UMinho
Daniela Fernandes e Giorgio Pace © UMinho

O Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) da Escola de Ciências da UMinho (ECUM) está a participar em dois projetos europeus de conservação de água doce. Chamam-se Funaction e Riparianet, focam-se respetivamente em fungos aquáticos e zonas ribeirinhas, e são financiados pela parceria Biodiversa+, da rede BiodivERsA e da Comissão Europeia, que apoia pesquisas sobre biodiversidade com impacto nas políticas e na sociedade. Os dois projetos têm a duração de três anos, envolvem consórcios internacionais e contam com mais de um milhão de euros cada.

Novas áreas protegidas?

Funaction visa o estudo dos fungos aquáticos que desempenham papéis cruciais nas redes alimentares aquáticas e no funcionamento dos ecossistemas de água doce. Este “projeto pioneiro” pretende estudar o que determina os padrões de diversidade destes fungos aquáticos e se a rede de áreas protegidas da Europa é eficaz na sua proteção. “Queremos criar as bases de conhecimento para que os decisores políticos ou as partes interessadas possam implementar ações para a conservação dos fungos. Vamos avaliar a nível europeu a diversidade dos fungos e dos principais agentes que fazem com que determinadas espécies estejam num local e não noutro”, esclarece a investigadora Isabel Fernandes, ladeada pelo docente Ronaldo Sousa.

A equipa da UMinho vai analisar em especial as espécies existentes no Parque Nacional da Peneda-Gerês, para permitir novos planos e políticas capazes de atender às metas globais de conservação, com vista ao eventual aumento das áreas protegidas. “Queremos perceber se as atuais áreas protegidas são ideais para a proteção dos fungos aquáticos ou se deveremos sugerir outras ou a expansão das que existem”, avança a cientista. O Funaction reúne cientistas e conservacionistas da Alemanha, EUA, Estónia, Itália, Portugal, Suécia e Suíça.

Impedir o avanço dos plásticos nos rios

Já o Riparianet visa, através de imagens de satélite, estudar dados ambientais e no local sobre as ramificações e a vegetação das zonas ribeirinhas. “Vamos procurar definir critérios para defender a biodiversidade associada aos nossos rios, nomeadamente no Cávado, fornecendo ferramentas para identificar áreas e hotspots de vegetação ribeirinha e percebendo se é necessário acrescentar novas áreas protegidas”, diz o investigador Giorgio Pace. Além da flora, será avaliada a fauna, nomeadamente morcegos, invertebrados, insetos, fungos, entre outros. Será ainda avaliada a capacidade da vegetação ribeirinha para impedir o avanço dos plásticos que ali vão surgindo. “É um problema muito grave. Quase 80% do plástico presente nos rios acaba nos oceanos, mas há muito mais que fica preso na vegetação ribeirinha”, resume Giorgio Pace.

A União Europeia quer aumentar a proteção dos ecossistemas para incluir 30% da sua área total terrestre e marinha. Como os recursos naturais têm sido sobre-explorados, essa zona de proteção tem vindo a diminuir. No caso das zonas ribeirinhas, fazem a transição natural entre ecossistemas aquáticos e terrestres, contribuindo para a biodiversidade regional, mas falta um quadro normalizado de avaliação e proteção, insiste Giorgio Pace. O Riparianet engloba seis bacias hidrográficas na Europa, incluindo os sistemas boreal, continental, alpino, temperado e mediterrânico. O projeto conta com parceiros de Itália, Alemanha, Espanha, Suécia e Portugal.

Células estaminais: o papel do cordão umbilical no tratamento do lúpus

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© Andreia Gomes
© Andreia Gomes

O Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) é uma doença autoimune em que o sistema imune ataca o próprio corpo em vez de o proteger. Este ataque por parte do sistema imunitário desencadeia uma inflamação que provoca em dor, calor, vermelhidão e inchaço. O LES é uma doença crónica, ou seja, para a vida toda em que podem ser afetados vários órgãos levando à origem de diversas formas da doença se manifestar. Os sintomas são variáveis e apresenta um amplo leque de gravidade, podendo ter complicações muito graves, que exigem atenção urgente.

Estatísticas recentes demonstram que o sexo feminino é oito a dez vezes mais afetado e que as idades mais frequentes para o início do Lúpus são entre os 18 e os 55 anos, mas esta doença pode começar em qualquer idade (crianças ou idosos). Na Europa estima-se que 40 em 100.000 pessoas sofrem de LES, embora esta estimativa ainda esteja associada a uma variabilidade substancial. Segundo a Sociedade Portuguesa de Reumatologia, esta patologia afeta 0,07% dos portugueses, tipicamente mulheres em idade reprodutiva. Em Portugal já foram registados cerca de quatro mil casos de Lúpus em Portugal. A sua evolução é incerta, podendo apresentar-se constante durante vários anos, ou evoluir de forma rápida intercalando-se com períodos de remissão. A manifestação clínica desta patologia é variável de doente para doente. Na maioria dos casos (90%) estão presentes manifestações cutâneas e/ou articulares. Alguns doentes podem apresentar manifestações de maior gravidade, particularmente alterações renais (37%) ou neuropsiquiátricas (18%).

As células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical apresentam propriedades imunorreguladoras e exibem efeitos terapêuticos em várias doenças autoimunes, como o Lúpus.

Ao longo dos anos, vários ensaios clínicos têm sido realizados para perceber o efeito do transplante de células mesenquimais no tratamento desta doença. No ano passado foi publicado um estudo que avaliou a segurança e efeitos das células estaminais mesenquimais de cordão umbilical em doentes com LES, demonstrando que dado o seu perfil de segurança, as células estaminais mesenquimais podem, no futuro, ser uma nova abordagem terapêutica para tratar o lúpus com um melhor perfil de segurança comparação com as terapias atuais. Desta forma, este ensaio clínico de fase 1 sugere que as células estaminais do tecido do cordão umbilical são muito seguras e também apresentarem efeitos benéficos no combate ao Lúpus. Os efeitos exercidos das células mesenquimais nas células B e GARP-TGFβ apontam uma nova visão sobre os mecanismos pelos quais estas células estaminais do tecido do cordão umbilical podem combater esta doença.

A terapia atualmente usada para o tratamento do Lúpus apresenta como objetivo a indução da remissão, apontando o rápido controlo da atividade da doença. Entre outros, são usados fármacos anti-inflamatórios, não esteróides; corticosteróides (devido às suas propriedades anti-inflamatórias constituem o pilar do tratamento de várias doenças autoimunes sistémicas) e imunossupressores. Neste sentido, caraterísticas como baixa imunogenicidade (ausência de administração de imunossupressores para infusão), capacidade de “homing” (capacidade de migração para os locais de inflamação após infusão), e principalmente as propriedades imuno-modulatórias (conferindo um ambiente anti-inflamatório) associadas à segurança, à facilidade de infusão e à duração de resposta, tornam as células mesenquimais do tecido do cordão umbilical um excelente alvo terapêutico para doenças autoimunes, nomeadamente o Lúpus Eritematoso Sistémico.

Artigo de opinião de Andreia Gomes, diretora técnica e de Investigação e Desenvolvimento e Inovação da BebéVida.

Três feridos em explosão numa pedreira em Famalicão

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© INEM
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Uma explosão numa pedreira, na freguesia de Joane, em Famalicão, provocou três feridos, um deles em estado grave, avança o Correio da Manhã.

De acordo com aquele jornal, o alerta foi dado às 09:08. Dois dos feridos foram transportados para o Hospital de Braga e o terceiro para o Hospital de Famalicão.