A GNR revelou os dados relativos à incidência de incêndios rurais em território nacional. Até ao dia 17 de abril de 2026, a Guarda efetuou a detenção de 59 pessoas pelo crime de incêndio. Só em Braga foram detidas 14 pessoas.
A análise das causas revela que “a esmagadora maioria das detenções está associada a comportamentos desadequados no uso do fogo, nomeadamente o uso negligente, tendo sido 57 dos 59 cidadãos detidos por negligência em queimas e queimadas de sobrantes que se descontrolaram”.
No âmbito da “Operação Floresta Segura 2026”, a GNR sinalizou 7.664 terrenos para limpeza obrigatória. “A segurança das populações e a preservação do futuro de Portugal dependem da consciência de cada cidadão. A GNR, através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), manter-se-á vigilante e firme na identificação de comportamentos que coloquem em risco a segurança coletiva”, refere a Guarda.
O vereador do CHEGA na Câmara Municipal de Braga, Filipe Aguiar, vai passar a receber regularmente os munícipes no seu gabinete, numa iniciativa que pretende “reforçar a proximidade com a população e dar resposta direta às preocupações dos bracarenses”.
Sob o lema “Terça é dia de ouvir”, o atendimento será realizado todas as terças-feiras, mediante marcação prévia, no gabinete localizado no Gnration, na Praça Conde de Agrolongo.
“Esta iniciativa surge no âmbito de um compromisso assumido desde a campanha eleitoral: garantir uma ligação mais próxima entre eleitos e cidadãos, promovendo uma política de proximidade, transparência e responsabilização, refere.
Para Filipe Aguiar, “ouvir os bracarenses é essencial para tomar decisões mais justas e ajustadas à realidade. Este espaço é para dar voz a quem muitas vezes não é ouvido”.
Os interessados poderão agendar reunião através do e-mail [email protected].
O Centro Cívico de Palmeira, em Braga, volta a receber, no próximo fim de semana, o XVII Fest’Arte 2026 com dois espetáculos únicos.
No sábado, pelas 21:45, sobe ao palco a peça “J elevado a 2” do grupo TAP – Teatro Amador de Portugal. Segundo o autor, a comédia procura narrar, de forma factual e imparcial, o livro “O Evangelho Segundo São Jotas”.
No domingo, a programação é assegurada pelo grupo TPCZinho, do Teatro Popular de Carapeços com a peça “A teia encantada” que começará às 17:00.
A história musicada, desenhada para o público infantil, foca-se num universo de encanto onde a música e a narrativa se entrelaçam para criar uma “teia” de situações mágicas. O espetáculo utiliza instrumentos como o violino e a flauta ao vivo para acompanhar as personagens, incentivando a participação ativa das crianças e explorando temas de amizade e descoberta num ambiente lúdico e colorido.
O valor da entrada no espetáculo de sábado tem o custo de 3 euros e o de domingo é gratuito.
A GNR, através de uma patrulha da Equipa de Proteção Florestal do Núcleo de Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Braga, localizou e prestou apoio a uma idosa de 88 anos que se encontrava caída e com escoriações visíveis, numa zona florestal remota e de difícil acesso, no concelho de Vila Verde.
No decurso de uma ação de patrulhamento e vigilância florestal, os Guardas Florestais depararam-se com a mulher deitada no chão, com indícios de queda grave e hematomas visíveis.
Os Guardas Florestais acionaram os meios de socorro e prestaram os primeiros cuidados para estabilizar a vítima.
Os Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro deslocaram-se ao local, prestaram socorro e transportaram a vítima para o Hospital de Braga.
Guimarães recebeu o Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, no âmbito da sua visita oficial à região Norte de Portugal, integrada na iniciativa “Presidência na Diáspora”, que decorre até 26 de abril, com o apoio da Embaixada de Cabo Verde em Portugal.
Recebido pelo Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, o ponto alto da visita teve lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde foi reafirmado o compromisso de reforço das relações de amizade e cooperação entre Cabo Verde e Portugal, sustentadas na história comum, na língua partilhada e na proximidade entre os povos.
Na sua intervenção, José Maria Neves destacou “o papel determinante da cooperação no percurso de Cabo Verde”, afirmando que “Cabo Verde é hoje o que é graças a uma cooperação muito forte e a uma amizade firme de Portugal”, acrescentando que “essa cooperação representa também uma forma de construção conjunta de oportunidades de desenvolvimento”.
O Chefe de Estado cabo-verdiano enfatizou ainda a “necessidade de aprofundar estas relações, envolvendo múltiplos atores”. “Hoje, as relações não passam apenas por relações entre Estados, mas entre municípios, empresas, universidades e comunidades. É preciso mobilizar todas essas possibilidades para reforçarmos as relações de amizade e de cooperação”, disse, destacando, ainda, que “nada melhor do que vir a Guimarães, o berço, para retemperarmos as energias e fazermos muito mais no futuro”, sublinhou.
O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, destacou “a dimensão histórica e humana desta relação”, afirmando que “há povos que se reconhecem como irmãos, unidos por uma amizade antiga, amadurecida pelo tempo, pela língua, pelo mar e pela vida”.
No seu discurso, Ricardo Araújo sublinhou que “Cabo Verde se encontra no abraço de um percurso partilhado da lusofonia”, destacando um povo que soube afirmar a sua identidade e construir o seu caminho. “Une-nos um chão de fundação, fruto da persistência, da coragem e da resiliência que transformam origens em destinos”, afirmou, evocando a ligação a Ribeira Grande de Santiago, cidade geminada com Guimarães desde 2007.
Ricardo Araújo realçou ainda “o valor simbólico desta relação entre territórios classificados como Património Mundial pela UNESCO”, sublinhando “o caráter interligado dos seus percursos históricos, e aproveitou a ocasião para homenagear o professor catedrático, recentemente falecido, Wladimir Brito, figura marcante na construção da Constituição da República de Cabo Verde”.
O Presidente do Município reforçou também a vocação de Guimarães enquanto território de abertura e cooperação, afirmando que “Guimarães quer ser parte ativa deste caminharmos juntos”, promovendo a colaboração nas áreas económica, cultural, científica e tecnológica.
O programa integrou diversos momentos institucionais e de proximidade com a comunidade ao longo do dia, com início na visita à empresa Confecções Giliana, fundada por Marcelino da Rosa, empresário cabo-verdiano e uma referência da diáspora, evidenciando o contributo desta comunidade para o tecido económico local.
O dia terminou com uma visita ao Centro Histórico de Guimarães, Património Mundial, percorrendo espaços emblemáticos como a Rua de Santa Maria, o Largo da Oliveira, a Torre da Alfândega e o Largo do Toural, num momento de reencontro com a identidade e a história do território.
O Grupo Casais, empresa de Braga, anunciou a abertura das candidaturas para a edição de 2026 do Programa de Estágios de Verão. Integrada na estratégia global de atração e desenvolvimento de talento da empresa, esta iniciativa assume-se como “uma porta de entrada para o mercado de trabalho, permitindo aos jovens estudantes adquirir experiência prática de relevo, participar atrativamente em projetos reais e integrar equipas multidisciplinares”.
Sob o mote “Let’s Grow Together!”, o programa lança um desafio direto aos talentos emergentes para colocarem os seus conhecimentos teóricos em prática. Esta é uma oportunidade desenhada para o desenvolvimento de novas competências, proporcionando “um crescimento sustentado lado a lado com profissionais experientes e promovendo um contacto direto com a cultura e os valores intrínsecos do Grupo Casais”.
A aposta nos jovens assume-se como “um eixo estratégico” do Grupo Casais, numa lógica de “construção de futuro e de renovação contínua das suas competências e capacidades. Num setor em transformação, marcado pela industrialização, digitalização e novos desafios de sustentabilidade, a integração de talento jovem traz novas perspetivas, capacidade de adaptação e proximidade às novas ferramentas e formas de trabalhar”. “Este programa reflete essa visão, posicionando os jovens como parte ativa na evolução da empresa e do próprio setor da construção”, acrescenta o grupo.
António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais, afirma que “esta iniciativa reflete o compromisso contínuo do grupo com o desenvolvimento das novas gerações e com a criação de valor para o setor. Acreditamos que investir no talento jovem é investir no futuro da construção. O Programa de Estágios de Verão é uma oportunidade para os estudantes contactarem com a realidade do mercado e, ao mesmo tempo, para nós identificarmos e desenvolvermos os profissionais que poderão vir a integrar o Grupo Casais. Queremos proporcionar uma experiência enriquecedora, onde cada participante possa crescer, aprender e contribuir ativamente para projetos com impacto real”.
A quarta edição do Programa de Estágios de Verão destina-se a estudantes do ensino superior, bem como a alunos a frequentar cursos profissionais ou CTeSP (Cursos Técnicos Superiores Profissionais). As oportunidades distribuem-se por setores funcionais como Engenharia, Arquitetura, Recursos Humanos, Marketing, Informática, Economia e Finanças, Logística, Direito e, ainda, Prevenção e Segurança.
Com uma duração variável entre quatro a 12 semanas, os estágios decorrerão durante os meses de julho a setembro. A iniciativa oferece também grande flexibilidade, permitindo ajustes mediante a disponibilidade de cada participante. Geograficamente, as vagas estão distribuídas pela zona Norte (em Braga, no Porto e em Aveiro), região da Grande Lisboa e Algarve. Ao longo de todo o programa, é garantida uma experiência profunda e imersiva na realidade empresarial, rigorosamente alinhada com a área de integração de cada estudante.
O período de candidaturas decorre até ao dia 17 de maio. Todos os estudantes interessados devem formalizar a sua inscrição através da página oficial do programa.
Como alguém que, há vários anos, abre as portas da escola e da cidade a famílias vindas dos quatro cantos do mundo, aprendi a ver Braga não pelos olhos de quem aqui vive há vários anos, mas pelo olhar de quem chega com a mala cheia de sonhos e, por vezes, um pouco de receio.
Ser professora neste contexto é ser uma ponte. Nesta travessia, o que mais me orgulha é testemunhar como a maioria do povo bracarense desarma qualquer barreira cultural com a sua hospitalidade. Sempre que recebo uma família nova, as histórias repetem-se, mas nunca deixam de me comover. Um pai vindo da Alemanha ou uma mãe do Brasil contam-me, admirados, que ao se sentirem perdidos numa rua do centro histórico, não receberam apenas uma indicação vaga. O bracarense diz logo: “Venha daí, eu vou para esses lados, eu acompanho-o”. E acompanha.
Quando perguntam por um lugar para comer, o bracarense assume o papel de anfitrião. Não sugere apenas um restaurante, ensina que o bacalhau tem de ser “aquele”, que a sobremesa obrigatória é o Pudim Abade de Priscos e, quase sempre, acaba a explicar a história do prato com um orgulho que brilha nos olhos. Nas nossas visitas de estudo ou nos passeios que recomendo, o espanto é inevitável. Braga oferece uma densidade histórica que muitos nunca viram. Descobrem que as nossas igrejas não são apenas monumentos, mas museus vivos de talha dourada que parecem desafiar as leis do tempo. Para quem vem de países “novos”, tocar numa pedra com mil anos é uma experiência avassaladora.
Claro que, com o crescimento da cidade, nem tudo são rosas. Lembro-me bem de um pai americano, habituado às autoestradas da Califórnia, que me dizia entre risos:
“Professora, eu adoro esta cidade, mas o trânsito… Braga está a ficar como Los Angeles! Passo mais tempo na rotunda do que passava na autoestrada 405!”
Ultimamente, as famílias estrangeiras estão a descobrir as freguesias da periferia e as zonas mais afastadas, revelando um novo capítulo desta adaptação. Longe do rebuliço das circulares, encontram um “luxo” que o dinheiro nem sempre compra: o sossego profundo e a vida rural que teima em persistir.
Nestes recantos de Braga, o encanto é outro. É a vizinha que oferece um saco de limões por cima do muro, é o tempo que abranda para deixar apreciar a natureza e o verde que invade as janelas. Estas famílias descobrem que viver em Braga também pode ser acordar com o som dos pássaros e ter espaço para respirar, sem perder o vínculo com a cidade.
Apesar do trânsito “à Los Angeles” ou da chuva persistente, o que fixa estas famílias aqui é o fator humano. Braga recebe bem porque sabe que a sua maior riqueza não está apenas no ouro das suas igrejas, mas na mão estendida de quem habita as suas ruas, seja no coração do centro histórico ou na tranquilidade de uma freguesia mais afastada. É um privilégio ver as minhas crianças estrangeiras crescerem neste ambiente onde, independentemente do sotaque, a simpatia continua a ser a língua oficial.
O equipamento PET-CT do Hospital de Braga voltou ontem a entrar em funcionamento, após um período de inoperacionalidade motivado por avaria.
A reposição do serviço foi possível graças ao apoio da Fundação Champalimaud, que disponibilizou gratuitamente um componente “essencial ao funcionamento do equipamento, que não se encontrava disponível no mercado”.
“Reconhecemos plenamente as dificuldades que este período causou aos nossos utentes e às equipas clínicas que trabalham com este equipamento. Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para repor o serviço com a maior brevidade possível, e o apoio da Fundação Champalimaud foi decisivo nesse esforço. Estamos-lhe profundamente gratos pela prontidão e generosidade com que respondeu”, afirma Américo Afonso, Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Braga.
A ULS Braga recorda ainda que se encontra em curso um procedimento de aquisição de um novo equipamento PET/CT, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência, com concurso já lançado. A chegada deste novo equipamento permitirá reforçar a capacidade diagnóstica da instituição e assegurar uma resposta mais robusta e sustentada às necessidades dos utentes nos próximos meses.
O PET/CT é uma tecnologia de diagnóstico que combina dois procedimentos num único exame: o PET (Positron Emission Tomography), que avalia a atividade metabólica das células e permite identificar alterações funcionais precoces, e o CT (tomografia computorizada), que fornece imagens anatómicas de alta resolução. A combinação destas duas técnicas torna este exame particularmente relevante no diagnóstico, estadiamento e monitorização de doenças oncológicas.
Morreu Joaquim Salgado Almeida, professor e pintor de Guimarães. A Câmara Municipal reagiu à partida de “um homem de cultura e cidadão profundamente ligado à vida da nossa comunidade”.
“Ao longo de décadas, Joaquim Salgado Almeida deixou uma marca muito significativa em Guimarães, através do ensino, da criação artística e da forma generosa como partilhou o seu talento, a sua sensibilidade e o seu olhar sobre a identidade vimaranense”, refere a Autarquia.
Professor de várias gerações e artista de reconhecido mérito, Joaquim Salgado Almeida “soube unir a dimensão pedagógica à expressão plástica, contribuindo para enriquecer a vida cultural do concelho e para preservar, através da arte, referências simbólicas e afetivas da nossa memória coletiva”.
“A sua partida representa uma perda para Guimarães, para a comunidade educativa e para todos aqueles que valorizam a cultura como expressão maior de cidadania, pertença e humanismo”, acrescenta a Autarquia.
A Junta de Freguesia de Lamas, em Braga, vai promover uma ação de sensibilização para prevenir a proliferação da vespa asiática, espécie invasora com impacto ambiental e risco para a segurança pública.
Esta iniciativa irá decorrer no dia 9 de maio, às 15:00, na sede da Junta e é aberta a toda a comunidade.
Esta ação vai permitir: identificação da vespa asiática; diferença entre vespa e abelha; ciclo de vida; como agir perante um ninho e aprender a fazer armadilhas caseiras.
A sessão será dinamizada pela Brigada de Intervenção Especializada da vespa asiática. Mais informações, contacte para o contacto: 253 277 394 ou por e-mail: [email protected].