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Subida da Vezeira encheu ruas da vila do Gerês

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© CM Terras de Bouro
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A Subida da Vezeira voltou a afirmar-se como um dos momentos mais emblemáticos da preservação das tradições comunitárias de Terras de Bouro, enchendo as ruas da vila do Gerês no passado dia 10 de maio.

As vezeiras de Rio Caldo e de Vilar da Veiga cumpriram, uma vez mais, o secular ritual de subida à serra, atravessando a vila termal num desfile marcado pela forte ligação entre as comunidades locais, a pastorícia e a identidade cultural do território. O evento, organizado pela Associação Lírio do Gerês, contou com o apoio do Município de Terras de Bouro, da Junta de Freguesia de Rio Caldo, da Junta de Freguesia de Vilar da Veiga e dos Hoteleiros do Gerês.

A prática comunitária da Vezeira em Terras de Bouro realiza-se anualmente, de forma ininterrupta, entre os meses de maio e setembro, na freguesia de Vilar da Veiga, envolvendo a participação das vezeiras de Vilar da Veiga, Rio Caldo e da Aldeia Comunitária da Ermida. Mantida ao longo de várias gerações pelos criadores de gado bovino e pelas suas famílias, esta tradição ancestral representa um valioso património cultural imaterial e um dos mais genuínos símbolos da identidade e da vivência comunitária serrana.

Ao longo do fim de semana, a iniciativa proporcionou diversos momentos de animação cultural e gastronómica, com destaque para as atuações do Rancho Folclórico da Associação Sociocultural de Paradela de Valdosende e do grupo Irmão Pires & Amigos, bem como para as tradicionais chegas de bois, atraindo numerosos visitantes à Vila do Gerês e contribuindo para a dinamização da economia local.

Para o Município de Terras de Bouro, “a valorização e preservação de tradições como a Vezeira assumem-se como uma prioridade estratégica, não apenas pela salvaguarda do património cultural imaterial, mas também pelo seu contributo para a afirmação do território, para a dinamização da economia local e para a promoção de um turismo autêntico, sustentável e profundamente ligado às raízes e identidade das comunidades serranas”.

Oferta de casas à venda em Braga diminuiu 13%

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O stock de habitação disponível para venda em Braga desceu 13% no primeiro trimestre de 2026, face ao mesmo período do ano anterior, segundo os dados analisados pelo idealista, o principal marketplace imobiliário do sul da Europa.

A oferta de habitação à venda diminuiu em 18 das 20 capitais de distrito do país e regiões autónomas analisadas no último ano, com aumentos apenas em Santarém (2%) e Vila Real (1%).

Em sentido contrário, as maiores quebras da oferta observaram-se em Faro (-38%), Portalegre (-31%), Funchal (-26%) e Porto (-25%), seguidas de Évora (-21%), Coimbra (-16%), Aveiro (-15%), Castelo Branco (-15%), Braga (-13%) e Lisboa (-13%).

Segundo o idealista, registaram-se ainda reduções da oferta habitacional em Leiria (-11%), Setúbal (-10%), Ponta Delgada (-8%), Viseu (-8%), Guarda (-7%), Bragança (-6%), Viana do Castelo (-4%) e Beja (-3%), confirmando uma retração generalizada da oferta de casas à venda na maioria dos mercados analisados.

Museus de Guimarães vão estar de portas abertas

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Centro Cultural Vila Flor © UMinho
Centro Cultural Vila Flor © UMinho

No Dia Internacional dos Museus, a 18 maio, e na Noite Europeia dos Museus, a 23 maio, A Oficina convida todos a (re)descobrir os seus espaços expositivos – Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Palácio Vila Flor, Casa da Memória de Guimarães, Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra – com entradas e visitas orientadas gratuitas. Sob o tema internacional “Museus a unir um mundo dividido”, as iniciativas reforçam o papel dos museus enquanto espaços de encontro, diálogo, inclusão e construção coletiva.

Associando-se a esta celebração internacional, A Oficina convida o público a habitar os seus espaços culturais como territórios de descoberta, pensamento e partilha. No dia 18 de maio, todos os espaços expositivos geridos pel’A Oficina terão entrada gratuita durante o horário habitual de funcionamento (09:30-13:30 e 14:30-18:30), possibilitando visitas autónomas às exposições patentes. Participam nesta celebração o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, o Palácio Vila Flor, a Casa da Memória de Guimarães, e o Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra, espaços que afirmam a diversidade cultural e artística do território vimaranense.

As comemorações prolongam-se no dia 23 de maio, com a celebração da Noite Europeia dos Museus. Nessa data, o CIAJG, a Casa da Memória de Guimarães e o Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra terão horário alargado até às 22:30, com visitas orientadas gratuitas conduzidas pelos monitores da equipa de Mediação Cultural d’A Oficina entre as 18:30 e as 22:30. No CIAJG, as visitas contarão também com a participação do diretor artístico do museu e artes visuais d´A Oficina.

O Centro Internacional das Artes José de Guimarães tem atualmente patentes as exposições “Come di”, a primeira retrospetiva sistemática de Jorge Molder, “Back Outside”, do artista escocês Aidan Duffy, e “Artes Tradicionais Africanas na Coleção de José de Guimarães”, naquele que é o primeiro ciclo expositivo sob a direção artística de Miguel Wandschneider. Este centro de arte contemporânea, cuja base do seu projeto cultural é a coleção do artista José de Guimarães (e um conjunto representativo da sua própria obra), acolhe igualmente obras de artistas contemporâneos com diversas linguagens artísticas que estimulam novas formas de pensamento crítico e sensível.

O Palácio Vila Flor, espaço expositivo do Centro Cultural Vila Flor, um dos mais emblemáticos espaços culturais da cidade, acolhe regularmente propostas expositivas e projetos multidisciplinares que cruzam criação contemporânea e pensamento artístico, apresentando atualmente a exposição “Só me Saem Duques e Cenas Tristes”, dos artistas Hugo Flores, Luísa Abreu e Teresa Arêde, com curadoria de Ivo Martins.

A Casa da Memória de Guimarães propõe uma reflexão contínua sobre a identidade, as histórias e as transformações do território e das suas comunidades, convidando o público a participar numa experiência construída a partir das memórias coletivas e individuais da cidade.

Já o Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra dedica-se à valorização dos saberes tradicionais, dos ofícios e das práticas artesanais, num espaço onde o fazer manual continua a ser lugar de transmissão e experimentação. Inclui um núcleo museológico sobre os ofícios mais característicos desta região – olaria, têxteis, curtumes e cutelarias –, bem como uma loja e um atelier onde é possível observar a feitura da Cantarinha dos Namorados.

Póvoa de Lanhoso recebe auscultação pública sobre eventual elevação a cidade

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© CM Póvoa de Lanhoso
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A Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso vai promover, entre os dias 17 e 23 de maio, uma auscultação pública à população sobre a eventual elevação da freguesia da Póvoa de Lanhoso (Nossa Senhora do Amparo) a cidade.

Esta iniciativa tem caráter consultivo e pretende “ouvir a opinião dos cidadãos recenseados na freguesia, garantindo um processo participado, transparente e representativo da vontade da população”.

A votação decorrerá na sede da Junta de Freguesia, de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 12:00 e das 14:30 às 22:00, e ao sábado e domingo, das 10:00, às 22:00.

Para participar, os eleitores deverão estar recenseados na freguesia da Póvoa de Lanhoso e apresentar o respetivo Cartão de Cidadão.

A Junta de Freguesia considera “fundamental envolver a comunidade nesta decisão”, incentivando “a participação de todos os cidadãos”.

Braga: Tadim organiza caminhada para ajudar Liga Portuguesa Contra o Cancro

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A Junta de Freguesia de Tadim, em Braga, vai promover um conjunto de atividades para os meses de maio e junho, convidando toda a comunidade a participar.

O grande destaque deste programa é a Caminhada Solidária “Trilho das Candeias”, que se realiza no dia 31 de maio, com o objetivo de unir o desporto à solidariedade social.

Este evento solidário tem como propósito apoiar a Liga Portuguesa Contra o Cancro, revertendo as receitas a favor desta causa. O percurso terá início às 09:00 no Largo S. Bartolomeu, estando a concentração marcada para as 08:30. As inscrições já se encontram abertas e decorrem, na Junta de Freguesia de Tadim, até ao dia 17 de maio.

“Durante os próximos três fins de semana, Tadim prepara-se para três atividades que vão ser uma boa oportunidade para a população estar junta, mas também para ser solidária, como acontece com a Caminhada Solidária “Trilho das Candeias”. Este ano, todas as receitas geradas vão reverter a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro, que faz um trabalho meritório em favor de tantas e tantas pessoas”, disse Rolando Vilaça, presidente da Junta de Freguesia de Tadim.

Para participar, os interessados devem fazer a sua inscrição para garantir o seu lugar. O evento inclui a oferta de água e de uma t-shirt oficial da caminhada.

Além da caminhada, o calendário de atividades inclui outras iniciativas de relevo. No dia 17 de maio, terá lugar o Cicloturismo de Tadim, com partida às 09:30 da sede da Junta de Freguesia. Já no dia 6 de junho, o Largo da Freguesia recebe uma Aula de Spinning ao Ar Livre, pelas 16:00, uma atividade gratuita mas com vagas limitadas.

Terras de Bouro coloca 4,5 quilómetros de rails em várias estradas do concelho

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© CM Terras de Bouro
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O Município de Terras de Bouro colocou 4,5 quilómetros de rails em várias estradas do concelho para reforçar as condições de circulação e a redução do risco de acidente nas vias.

Esta intervenção surge “na sequência de outras que têm vindo a acontecer, aumentando desta forma as proteções metálicas adjacentes nas estradas do concelho, sobretudo em zonas mais sinuosas e com desníveis de relevo”.

“Trata-se de uma medida preventiva e de reforço relativamente à estratégia que o município tem vindo a adotar para criar melhores condições de segurança à população residente e a quem nos visita. O investimento realizado e a requalificação da rede rodoviária são fundamentais para a promoção de um estilo de condução defensivo, algo a que o Município de Terras de Bouro também apela junto de todos os condutores”, refere a Autarquia.

Braga Romana: quando o passado exige futuro

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© IL
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Braga volta, mais uma vez, a ser Bracara Augusta. A Braga Romana não é apenas um evento de recriação histórica: é um retrato vivo de uma cidade que se recusa a ser pequena. No meio dos escudos, toga, gladiadores e mercados antigos, respira‑se uma ideia simples, mas poderosa: Braga tem um passado de referência… e merece um futuro à mesma altura.

Foi a única cidade criada pelo imperador Augusto no atual território português a norte do Douro, funcionando como um polo de irradiação da cultura, língua (latim) e costumes romanos para os povos indígenas (brácaros).

Porque, quando se caminha em direção à Sé e ao largo do Paço, cruzando legionários, magistrados e mercadores, é difícil não pensar numa pergunta incómoda: se Braga foi importante no passado, por que hei de ser modesta hoje? A cidade que nasceu sob o signo de Roma, sob o signo de Césares não foi feita para protagonizar pequenas histórias; foi feita para grandes narrativas.

A história de Bracara Augusta é bem mais do que linha de tempo num livro escolar. Foi capital da região da Gallaecia, ator político e económico do Noroeste Peninsular, cidade de magistrados, de santuários e de mercadores. Braga, nessa época, não era apenas um ponto lateral no mapa: era o centro, um lugar de convergência, de poder, de decisão e de influência.

Convém referi que esta herança não é apenas romanticismo. É sim uma prova de que Braga tem um gene de centralidade. Quando se olha para o papel que já teve no passado, é difícil compreender que a cidade aceite, de forma silenciosa, um lugar secundário (atrevem a ri mais longe e dizer terciário) na discussão sobre o futuro do país ou o seu impacto. A memória histórica exige humildade, certo, mas também exige coragem para assumir o peso que se carrega, e sobretudo coragem aos agentes políticos da cidade, município, executivo e oposição.

Braga Romana é, por isso, muito mais do que uma atracão turística. Mostra‑nos como Braga domina o eixo medieval, como abraça o turismo, como transforma o património em espetáculo, mas, também, como ainda não foi totalmente capaz de traduzir essa força histórica e cultural em projeção política, económica e institucional à escala nacional, esta cidade e o seus habitantes merecem mais e melhor.

A feira romana faz parte da história da nossa cidade, é um marco, reúne milhares de pessoas, capta olhares da comunicação social, atrai visitantes de fora. Mas, ao mesmo tempo, deixa emergir um sentimento: se conseguimos fazer isto com o passado, por que não fazemos tanto, ou mais, com o futuro? Porque não podemos ser mais ambiciosos no papel que temos no país, no Norte, no Minho?

Braga não é apenas uma “cidade histórica” ou uma “cidade religiosa”. É, hoje, uma cidade de universidades, de empresas, de serviços, de tecnologia e de cultura. Tem população jovem, tem dinamismo, tem tradição e tem rede. Mas, por vezes, o seu protagonismo não corresponde ao tamanho do seu potencial.

Será culpa da classe política que liderou a cidade nas últimas décadas? Certamente que tem a sua responsabilidade. No entanto, não podemos isentar as forças políticas nacionais, sobretudo os maiores partidos, PS e PSD que contribuíram para aprofundar ainda mais o centralismo. Deputados eleitos pelo círculo de Braga que pouco ou nada fizeram pela cidade são também culpados do estado atual da cidade. Pedia-se mais, muito mais.

Basta olhar para o estado atual de Braga: desordem urbanística, trânsito caótico, habitação muitas vezes financeiramente incomportável, transportes públicos deficitários, entre outros problemas evidentes. Nos últimos 10 a 20 anos, não houve qualquer investimento de grande impacto por parte do Estado central que tivesse transformado a vida dos bracarenses.

E no que toca a infraestruturas, duas grandes obras estruturais continua -se sem se ver luz ao fundo do túnel — Nó de Infias e a variante do Cávado.

Neste mês de Maio, nesta semana de Braga Romana, desperta em mim — e seguramente em muitos bracarenses — o sentimento de que a cidade merece mais e tem potencial para tal.

Se Bracara Augusta era centro de poder, de religião e de comércio, Braga de hoje pode ser centro de inovação, de formação, de cultura e de liderança regional. Isso não acontece por acaso; acontece por ambição, por plano e por vontade política.

Uma das ferramentas para esse caminho seria, sem dúvida, a criação da famosa área metropolitana de Braga ou Minho — uma área metropolitana que não englobe a apenas cidade, mas sim também os seus parceiros: Vila Verde, Barcelos, Vila Nova de Famalicão, Guimarães e Amares.

A memória romana não deve servir apenas para desfilar trajes, tirar fotos, aparecer no jornal, vender artesanato ou encher notícias de cor. Deve ser um motor de identidade. Braga tem o direito, e até à obrigação, de exigir uma posição de relevo: na distribuição de investimentos públicos, na localização de infra‑estruturas estratégicas, na atração de empresas, na promoção cultural e na visibilidade nacional.

Porque uma cidade que nasceu romana não combina bem com a modéstia, combina melhor com a ousadia.

Estudante da UMinho vai representar Portugal na final do maior concurso de língua e cultura chinesa

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© UMinho
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Marisa Duarte, aluna do mestrado em Estudos Interculturais Português/Chinês e do Instituto Confúcio da Universidade do Minho (UMinho), venceu a 25.ª edição do “Chinese Bridge” para Estudantes Universitários em Portugal. Vai agora representar o país na final mundial deste reputado concurso de língua e cultura chinesa, a decorrer no verão na China e com os campeões nacionais de mais de 130 países.

Em Lisboa, 11 candidatos de quatro universidades participaram em várias provas, como discursos em chinês sobre o tema “Um Mundo, Uma Família”, quizzes de cultura geral e performances de talentos, muito aplaudidas pelos jurados e pelo público. O Embaixador da China em Portugal, Yang Yirui, entregou o 1.º prémio a Marisa Duarte, que obteve também uma das três oportunidades de estágio para os candidatos que mais se destacaram. Foram ainda atribuídos certificados de mérito aos Institutos Confúcio em Portugal, incluindo os diretores do ICUM, António Lázaro e Zhang Yan. O evento foi organizado pela Embaixada da China em Portugal, em parceria com o Instituto Confúcio da Universidade de Lisboa e o Bank of China – Sucursal de Lisboa.

“Estou extremamente feliz com esta distinção, é o resultado de muito esforço e dedicação; já tinha ganho em 2023 e fui à China, uma experiência incrível e desafiante, por isso até custa acreditar que este verão voltarei lá, estarei certamente mais preparada e com mais conhecimentos”, sorri Marisa Duarte, de 23 anos e natural de Feirão, Viseu. É licenciada em Estudos Asiáticos, finalista do mestrado em Estudos Interculturais Português/Chinês e professora freelance de Mandarim, Coreano e Português para diversas idades e níveis de proficiência, tendo também interesse em projetos nas áreas de educação, comunicação intercultural e consultoria. Nos anos recentes foi distinguida pela Embaixada da China e pelo Instituto King Sejong, entre outros.

O “Chinese Bridge” é considerado o maior concurso de língua e cultura chinesa do mundo, sendo promovido centralmente pelo instituto público chinês Hanban e com forte impacto mediático naquele país, similar ao programa televisivo “Ídolos”. Portugal teve os melhores resultados com Henrique Pinto, do mestrado em Estudos Interculturais Português/Chinês da UMinho, que em 2017 recebeu o Prémio de Comportamento Excecional e ficou a um ponto dos 30 primeiros; um ano antes, Samuel Pascoal, do curso de Chinês Comercial e Turístico do ICUM, trouxe o Prémio de Melhor Performance Artística. A UMinho é a instituição que mais vezes venceu a etapa nacional e levou representantes à China. O mandarim é a língua com mais falantes nativos do globo e o principal idioma da China, que tem 1.4 mil milhões de habitantes (18% da população mundial) e é uma das maiores economias do planeta.

Atenção, Braga. Trânsito e estacionamento condicionados na Rua Nova de Santa Cruz

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O trânsito e o estacionamento vão estar condicionados na Rua Nova de Santa Cruz, em São Victor, Braga, a partir do próximo dia 18 de maio.

Segundo a Autarquia, por motivo da execução de ligações das redes de águas pluviais e residuais, durante um período previsto de três semanas, com início na segunda-feira, será proibido o trânsito e estacionamento automóvel na Rua Nova de Santa Cruz, mais concretamente na extensão compreendida entre a Rua Quinta da Armada e a Rua da Fábrica, bem como na área do entroncamento da Rua da Fábrica com a Rua Nova de Santa Cruz.

Durante esse período, “será salvaguardado, sempre que possível, o acesso de moradores às garagens”.

O período identificado poderá “ser ajustado em função do decorrer dos trabalhos, das condições climatéricas ou de eventuais necessidades que venham a ser identificadas no âmbito da intervenção, podendo verificar-se prolongamentos adicionais de uma semana”.

Guimarães reforça equipas da Força Especial de Proteção Civil

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© CM Guimarães
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Mais equipamentos e um aumento significativo das equipas da Força Especial de Proteção Civil foram algumas das principais novidades que marcaram a apresentação do Plano de Operações Sub-Regional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais 2026 (DECIR) que decorreu, esta quarta-feira, no Santuário da Nossa Senhora da Penha, em Guimarães.  

“Os incêndios combatem-se sempre muito antes de haver fogos”, defendeu o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, sublinhando a importância do plano apresentado pela Comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil, Celina Oliveira. 

“Queremos reforçar e investir na gestão e na limpeza das faixas de combustível, na manutenção da rede de área florestal, na sensibilização às populações, na articulação operacional permanente e no apoio logístico e técnico aos nossos agentes de proteção civil, às nossas forças de segurança e aos nossos bombeiros”, afirmou Ricardo Araújo. 

“Esta preocupação não pode ser sazonal, tem de ser permanente e efetiva”, sublinhou o presidente da Câmara que apontou para uma “articulação eficaz entre a parte política, operacional, técnica e académica” com o objetivo de “prevenir, mas, sobretudo, de responder sempre que for necessário”.

Guimarães é Capital Verde Europeia 2026, o que, para o presidente da Câmara, representa “um compromisso com o futuro”. “A preservação da nossa floresta contribui decisivamente para aquilo que é a nossa qualidade de vida e património natural. Temos de a preservar, de a defender, porque é uma realidade próxima das casas, dos lugares, das estradas, dos espaços de lazer no nosso concelho”, disse o autarca, dando o exemplo da preservação da Penha como “fonte de inspiração para aquilo que devemos continuar a fazer”. 

Ainda antes da apresentação, Ricardo Araújo reuniu com todas as entidades que integram o Centro de Coordenação Operacional Sub-Regional do Ave e contactou com diversos organismos que fizeram parte de um momento expositivo de meios, em plena Penha. A exposição contou com a participação dos Bombeiros Voluntários de Guimarães, os Bombeiros Voluntários das Taipas, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Guimarães, a Cruz Vermelha Portuguesa, o INEM, a Força Especial de Proteção Civil da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da ANEPC, a Guarda Nacional Republicana, a Polícia de Segurança Pública, a VITRUS Ambiente, o Laboratório da Paisagem e os Sapadores Florestais, representados pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a Associação de Silvicultores do Ave. 

O presidente da Câmara prestou um agradecimento público “a todos aqueles que fazem parte destas entidades que nos ajudam a proteger e a defender aquilo que é o mais importante, que é a nossa vida, a vida da nossa população e das nossas comunidades”. 

A comandante Celina Oliveira apresentou as principais metas do Programa Nacional da Ação do Plano Nacional da Gestão Integrada de Fogos Rurais 2030 e evidenciou “uma estratégia centrada na prevenção, na gestão eficiente do risco e na valorização do território rural”. 

Dos grandes números do Plano Sub-Regional, destacam-se os 531 operacionais, dos quais 475 em Ataque Inicial (275 pertencentes aos Corpos de Bombeiros e cerca de 200 que integram outras entidades, nomeadamente FEPC, UEPS, GNR, PSP, ICNF, Câmaras Municipais e Afocelca).

Relativamente aos Corpos de Bombeiros, encontram-se disponíveis para Ataque Ampliado 56 operacionais organizados em dois grupos. No que diz respeito aos meios aéreos, regista-se a operação de dois helicópteros, entre 1 de junho e 15 de outubro, a partir dos Centros de Meios Aéreos (CMA) de Fafe e Famalicão. A sub-região ficará coberta, no âmbito do ATI, por um total de 8 CMA com meio aéreo. 

A apresentação do Plano de Operações Sub-Regional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais 2026 reforçou o compromisso conjunto das entidades envolvidas na proteção das populações, do território e da floresta, através de uma estratégia assente na prevenção, coordenação e capacidade de resposta.