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Barcelos promove programa dedicado à memória e à preservação documental

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O Município de Barcelos vai assinalar, durante o mês de junho, a Semana Internacional dos Arquivos 2026, através de um conjunto de iniciativas promovidas pelo Arquivo Municipal de Barcelos, no âmbito das comemorações internacionais promovidas pelo Conselho Internacional dos Arquivos (ICA).

Subordinada ao tema “Arquivos para a Justiça: Direitos, Memória e Futuros”, a programação integra visitas orientadas ao Arquivo Histórico Municipal e duas sessões de “Conversas com História”, que terão lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A primeira realiza-se no dia 12 de junho, com Maria de Lurdes Rosa, da NOVA FCSH, e a segunda no dia 19 de junho, com Marta Páscoa, da Fundação Casa de Bragança.

A iniciativa “Organizar o Arquivo | Preservar a Memória Local”, agendada para os dias 16 e 17 de junho, na Casa da Criatividade, pretende auxiliar as Juntas de Freguesia do concelho na organização documental e na preservação da memória local, através de uma ação de sensibilização dedicada à importância dos arquivos, aos pressupostos legais associados e à valorização da história e identidade das comunidades. A participação é gratuita, mediante inscrição obrigatória através do formulário de pré-inscrição (Organizar o Arquivo – Preservar a Memória Local – Preencher o formulário), disponibilizado pelo Arquivo Municipal de Barcelos.

Com esta iniciativa, o Município de Barcelos pretende “reforçar a valorização do património documental e da memória coletiva, promovendo a importância dos arquivos enquanto instrumentos fundamentais para a preservação da história, da identidade e dos direitos das comunidades”.

Braga: Associação Os Bravos da Boa Luz não quer acabar com Marchas de Santo António

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© Sandra Antunes
© Sandra Antunes

As Marchas de Santo António saem às ruas de Braga no dia 12 de junho. Este ano, o evento vai ser organizado pelo Grupo Marchas da Sé e não pela Associação Cultural e recreativa de ‘Os Bravos da Boa Luz’, que retomou esta tradição no ano de 2007.

Em conferência de imprensa, José Silva, presidente da associação ‘Os Bravos da Boa Luz’ explicou que este ano a direção decidiu não organizar as Marchas por “diversas razões” e lamentou que “algumas inverdades viessem a público” relacionadas com as festas e Marchas de Santo António.

Em momento algum dissemos ou escrevemos que as mesmas iriam acabar. Apenas dissemos e reafirmamos conscientemente que este ano não as iremos realizar. Lamentamos que um grupo de amigos tenha dito que não deixam morrer as tradições, uma vez que foram ‘Os Bravos da Boa Luz’ a retomarem as festas e as Marchas de Santo António em 2007 com muito trabalho e fracos recursos financeiros”, disse o presidente.

© Sandra Antunes

José Silva acrescentou que a associação tem realizado diversos eventos e iniciativas que têm enriquecido a cultura da cidade e não compreende como “esse grupo tem sido apoiado em tão pouco tempo”.

“Ficámos muito admirados e perplexos pela rapidez e velocidade supersónica em que o Município de Braga e a União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade se prontificaram a dar todo o tipo de apoio material, financeiro e logístico e tudo mais, sem terem o cuidado devido de ouvirem as duas partes e apoiarem um qualquer grupo de amigos e não uma instituição legal. Para nós realizarmos as festas, é-nos exigido milhões de requisitos e documentos para obtermos qualquer tipo de apoio”, frisou o presidente.

José Silva e a direção deixaram ainda um agradecimento a todos que contribuíram ao longo dos 24 anos desta instituição e garantiu que as Festas e as Marchas de Santo António irão realizar-se no próximo ano por esta associação.

“Estamos com consciência tranquila e aproveitamos para agradecer a todos os que nos têm ajudado e muito ao longo destes 24 anos de vida. A nossa humilde instituição é reconhecida como uma força bem viva e sem vaidades. Somos a agradecer a quem nos quer e tem feito o bem, ao Município de Braga, à União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade, às várias empresas comerciais e industriais, à  Braga TV, ao Diário do Minho, ao Correio do Minho, ao público em geral, aos nossos associados, aos amigos particulares, às várias associações amigas necessárias pelas suas colaborações. Para o ano, cá estaremos”, finalizou José Silva. 

Póvoa de Lanhoso recebe Ave Social Festival

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© SOL DO AVE - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Vale do Ave
© SOL DO AVE – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Vale do Ave

Nos dias 29 e 30 de maio, a Póvoa de Lanhoso recebe o Ave Social Festival, um evento gratuito e aberto a toda a comunidade que pretende celebrar, dar visibilidade e impulsionar o trabalho desenvolvido pelas organizações, projetos e iniciativas de impacto social no território do Ave.

Promovido pelo Ave Social Hub, em parceria com o Município da Póvoa de Lanhoso, o festival surge como “um espaço de encontro entre comunidade e projetos criativos e de inovação social, promovendo a partilha de experiências, a colaboração entre diferentes instituições e o envolvimento ativo da população”.

Ao longo de dois dias, a Praça Eng. Armando Rodrigues, na Póvoa de Lanhoso, será palco de uma programação totalmente gratuita, reunindo projetos sociais, um mercado social, atividades interativas, workshops e momentos de partilha entre os visitantes do festival..

O Theatro Club acolhe, ainda, uma exposição dos projetos finais dos alunos de várias escolas do ensino profissional do território do Ave, no âmbito dos bootcamps de criatividade e inovação social dinamizados pelo Ave Social Hub. O programa completo pode ser consultado aqui.

Para Ricardo Carvalho, gestor do projeto Ave Social Hub, “este Festival é um momento de celebração do que está a ser construído no território. Mais do que um evento, é um espaço onde as ideias ganham forma e os projetos tornam-se visíveis para a comunidade”.

Ricardo Azevedo vai animar Dia Mundial da Criança em Terras de Bouro

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O Centro Interpretativo do Garrano, em Covide, Terras de Bouro, vai receber as celebrações do Dia Mundial da Criança.

A iniciativa acontece no dia 31 de maio com atividades para toda a família que vão desde um recinto de futebol, ateliês artísticos e pinturas faciais, passeios a cavalo e jogos tradicionais, e insufláveis.

A festa começa às 10:00 e prolonga-se até às 17:00. O cantor Ricardo Azevedo também estará presente para um concerto às 16:00.

Haverá oferta de pipocas e algodão doce para todos. A entrada é livre.

Câmara de Famalicão quer aliviar tráfego automóvel no acesso Sul da Variante Nascente

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© CM Famalicão
© CM Famalicão

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão quer aliviar o tráfego automóvel no acesso Sul da Variante Nascente do concelho, na freguesia de Calendário, com a construção de uma nova via de ligação – aérea ou subterrânea – entre a Estrada Nacional 14 e a variante.

Este foi um dos assuntos que levou o presidente da autarquia famalicense, Mário Passos, a reunir na passada quarta-feira, em Lisboa, com o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, que se comprometeu “a passar para as mãos das Infraestruturas de Portugal (IP) a execução de um estudo de viabilidade sobre esta alteração ao traçado”.

Segundo a Autarquia, “este não foi, no entanto, o único tema abordado no encontro da passada quarta-feira entre Mário Passos e Miguel Pinto Luz”. “Em cima da mesa esteve também a ligação por metrobus entre Famalicão e o concelho de Guimarães, investimento que o autarca famalicense quer que o governo português assuma como prioritário e estratégico. Torna-se cada vez mais evidente a necessidade deste investimento no corredor Famalicão-Guimarães, que apresenta características demográficas, económicas e territoriais que justificam plenamente esta solução de transporte coletivo moderno, eficiente e sustentável. A ligação entre estes dois concelhos constitui hoje um dos eixos rodoviários mais relevantes do Norte de Portugal, desempenhando um papel estruturante na mobilidade de pessoas, bens e serviços. O corredor Famalicão-Guimarães destaca-se, desde logo, pela sua elevada densidade populacional, mas também pela sua dinâmica empresarial e industrial”.

O edil famalicense, que atualmente assume também as funções de presidente do Conselho Intermunicipal da CIM do Ave, olha para este investimento “não como um projeto isolado, mas sim como um projeto integrado numa visão mais ampla de mobilidade regional”. “A articulação com outros territórios e com outras infraestruturas e sistemas de transporte potenciaria ganhos significativos em acessibilidade e atratividade económica”, acrescenta o presidente famalicense que se compromete a “promover a discussão sobre este tema a nível intermunicipal”.

Braga Romana começa na quarta-feira na Praça Municipal

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© Angélica Antunes
© Angélica Antunes

Braga Romana está de regresso à cidade de 20 a 24 de maio. A cerimónia de abertura começa na quarta-feira, às 10:30, na Praça do Município com um espetáculo dedicado às crianças do concelho.

“A abertura oficial da XXII edição da Braga Romana, é dedicada aos ‘Bracari’ e ao tempo anterior à fundação de Bracara Augusta. A cerimónia assinala o início de cinco dias de programação no centro histórico.”, informou a organização da Braga Romana.

A iniciativa contará com a presença de várias escolas, colégios e centros escolares do concelho, assim como associações e instituições.

Às 21:30 irá decorre na Praça do Município a recriação cénica inspirada no universo brácaro e castrejo.

“A narrativa parte de uma comunidade confrontada com uma crise colectiva: a doença alastra, os animais adoecem e as colheitas falham. Perante a incerteza e o silêncio dos deuses, a comunidade prepara um ritual destinado a restabelecer o equilíbrio entre os homens, a terra e as forças divinas. No centro da acção está uma jovem sacerdotisa, reconhecida pela sua ligação à comunidade e à natureza. À sua volta, cruzam-se devoção, medo, pertença e conflito familiar, num espectáculo que convoca fogo, canto, gesto ritual e memória colectiva para evocar formas antigas de relação entre comunidade, território e divino”, acrescentou a organização.

Braga Romana condiciona trânsito e estacionamento até 31 de maio

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© Sandra Antunes
© Sandra Antunes

A Braga Romana, que se realiza de 20 a 24 de maio, está a condicionar o trânsito na cidade, informou o Município.

Proibição e alteração da circulação automóvel:

  • É proibido o trânsito automóvel entre as 09:00 do dia 5 de maio e as 12:00 do dia 31 de maio no arruamento nascente do Largo Paulo Orósio. No mesmo período, o trânsito automóvel no arruamento poente pratica-se nos dois sentidos, perdendo a prioridade a circulação automóvel no sentido Sul-Norte junto ao entroncamento com a Rua de S. Sebastião;
  • É proibido o trânsito automóvel entre as 08:00 e as 14:00 e entre as 19:00 e as 23:59 horas do dia 20 de maio na Praça Municipal e na Rua de Santo António;
  • É proibido o trânsito automóvel entre as 14:00 do dia 19 e as 12:00 do dia 25 de maio no Largo de São Paulo, mais concretamente na sua extensão compreendida entre o Largo de Santiago e a Rua D. Gonçalo Pereira (arruamento Nascente). No mesmo período o trânsito automóvel no arruamento Norte do Largo de São Paulo (entre a Rua de S. Tiago e a Rua D. Gonçalo Pereira) pratica-se em sentido inverso ao habitual, passando a circulação a efetuar-se no sentido Poente-Nascente (da Rua de S. Tiago para a Rua D. Gonçalo Pereira). Igualmente no mesmo período o trânsito automóvel na Rua do Anjo pratica-se em sentido inverso ao habitual, passando a circulação a efetuar-se no sentido Poente-Nascente (do Largo de Santiago para o Largo Carlos Amarante);
  • É proibido o trânsito automóvel entre as 09:00 do dia 13 e as 12:00 do dia 26 de maio no sentido Poente-Nascente da Rua D. Paio Mendes;
  • É proibido o trânsito automóvel entre as 19:00 do dia 22 e as 01:00 do dia 23 de maio na Praça Municipal, na Rua de Santo António e na Rua D. Frei Caetano Brandão.

Proibição de estacionamento automóvel:

  • É proibido o estacionamento automóvel entre as 19:00 horas do dia 5 de maio e as 23:59 do dia 31 de maio no Largo Paulo Orósio;
  • É proibido o estacionamento automóvel entre as 19:00 do dia 17 e as 23:59 do dia 25 de maio no lado poente da Rua Dr. Rocha Peixoto, nomeadamente nos primeiros 4 lugares após o acesso às Termas Romanas;
  • É proibido o estacionamento automóvel entre as 19:00 do dia 11 de maio e as 23:59 do dia 31 de maio na Rua D. Paio Mendes, na Rua de São Paulo e no topo Sul do Largo das Carvalheiras. No mesmo período é igualmente proibido o estacionamento automóvel na extensão da Rua D. Afonso Henriques compreendida entre a Rua do Farto e a Rua do Forno, ficando o mesmo afeto às necessidades do evento;
  • É proibido o estacionamento automóvel entre as 17:00 do dia 17 e as 23:59 do dia 26 de maio na zona de estacionamento contígua à rua dos Bombeiros Voluntários (junto ao Museu D. Diogo de Sousa);
  • É proibido o estacionamento automóvel entre as 17:00 do dia 17 de maio e as 23:59 do dia 26 de maio no arruamento Nascente da Praça Municipal (entre a Rua da Misericórdia e a Rua de Santo António) e nos lugares de estacionamento confinantes com a plataforma central da Praça Municipal;
  • É proibido o estacionamento automóvel entre as 17:00 do dia 17 e as 23:59 do dia 26 de maio na Rua D. Gonçalo Pereira.

Constança Fernandes de Braga conquista a Copa Andaluzia de Futebol de Praia

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Constança Fernandes, de Braga, sagrou-se, este domingo, campeã da Copa Andaluzia de Futebol de Praia, erguendo o troféu ao serviço das espanholas do Barriada La Playa.

A competição contou com a participação de 12 equipas andaluzas, entre as quais cinco emblemas que disputam a primeira divisão espanhola, um dado que espelha o elevado nível competitivo do torneio.

Constança Fernandes, que em Portugal representa o Clube Condeixa, foi peça fundamental no percurso 100% vitorioso do Barriada La Playa. A formação da jogadora lusa abriu o torneio com uma vitória por 4-3 frente ao Dos Hermanas e carimbou o acesso à final com um novo triunfo por 4-3 diante do Huelva, num jogo em que a jogadora portuguesa faturou um dos golos decisivos. Na grande final, o Barriada La Playa não deu hipóteses e goleou o Cádiz por uns expressivos 6-1.

Com esta conquista internacional, a jovem atleta reforça o seu estatuto de promessa firmada no panorama do futebol de praia feminino.

Porque é que o Bitcoin ainda não é um ativo convencional?

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O Bitcoin já faz parte das conversas sobre finanças, tecnologia e investimento há mais de uma década. Ainda assim, apesar do crescimento da sua popularidade, continua longe de ser considerado um ativo totalmente convencional por muitos investidores, empresas e instituições.

A volatilidade continua a afastar muitos investidores

Um dos principais motivos pelos quais o Bitcoin ainda não é visto como um ativo tradicional está relacionado com a sua enorme volatilidade. Em poucos dias, ou até em poucas horas, o preço pode subir ou cair de forma agressiva, algo que continua a gerar desconfiança entre investidores mais conservadores.

Muitas pessoas acompanham o mercado através de plataformas que mostram o gráfico do preço do Bitcoin CFD em tempo real para tentar perceber os movimentos de curto prazo e identificar tendências. No entanto, essa rapidez nas oscilações também cria um ambiente emocionalmente difícil para quem não está habituado a mercados de risco elevado.

Enquanto ativos tradicionais como obrigações ou determinados fundos apresentam movimentos relativamente previsíveis, o Bitcoin ainda é frequentemente associado a ciclos extremos de euforia e medo. Isso dificulta a sua aceitação como uma reserva de valor estável para o público em geral.

Falta de regulação clara em vários países

Outro fator importante é a ausência de uma regulação global consistente. Alguns países adotaram uma postura favorável às criptomoedas, enquanto outros continuam a impor restrições ou regras pouco claras.

Para grandes instituições financeiras, fundos de investimento e empresas tradicionais, a incerteza regulatória representa um risco significativo. Muitas organizações preferem esperar por estruturas legais mais estáveis antes de aumentarem a exposição ao Bitcoin.

Além disso, diferentes abordagens entre governos criam confusão para investidores comuns. Em certos mercados, as criptomoedas são tratadas como ativos financeiros. Em outros, podem ser vistas como commodities, propriedade digital ou até instrumentos especulativos sem enquadramento específico.

Essa falta de uniformidade atrasa a integração do Bitcoin no sistema financeiro tradicional.

O Bitcoin ainda é difícil de compreender para muitas pessoas

Apesar da enorme cobertura mediática, grande parte da população ainda não entende totalmente como o Bitcoin funciona. Conceitos como blockchain, wallets digitais, chaves privadas e descentralização continuam a parecer complexos para quem não acompanha o setor regularmente.

Essa barreira técnica impede uma adoção mais ampla. Muitos utilizadores sentem receio de cometer erros, perder acesso às suas carteiras ou cair em esquemas fraudulentos ligados ao universo cripto.

Ao contrário de uma conta bancária tradicional, onde existe normalmente suporte institucional e recuperação de acesso, o ecossistema das criptomoedas exige um nível maior de responsabilidade individual. Para o utilizador médio, isso ainda representa um obstáculo importante.

O histórico relativamente curto também pesa

Embora o Bitcoin exista desde 2009, isso ainda é considerado pouco tempo quando comparado com ativos tradicionais como ouro, ações ou moedas fiduciárias.

Investidores institucionais tendem a valorizar estabilidade histórica. Muitos preferem ativos que já atravessaram diferentes ciclos económicos, guerras, crises financeiras e mudanças políticas ao longo de décadas ou até séculos.

O Bitcoin, apesar da sua resistência até agora, continua a ser visto como um ativo relativamente jovem. Existe ainda debate sobre como poderá comportar-se em cenários económicos extremos no longo prazo.

Essa falta de histórico contribui para a perceção de risco elevada.

Associação frequente à especulação

Outro problema para a imagem do Bitcoin é a forte associação ao trading especulativo. Grande parte da atenção mediática continua focada em movimentos explosivos de preço, ganhos rápidos e previsões agressivas.

Quando as pessoas veem constantemente notícias sobre fortunas feitas da noite para o dia ou quedas bruscas no mercado, torna-se mais difícil olhar para o Bitcoin como um ativo financeiro tradicional.

Além disso, a popularidade das redes sociais amplificou esse fenómeno. Influenciadores, previsões virais e entusiasmo exagerado acabam por alimentar uma visão menos madura do mercado.

Embora exista um número crescente de investidores que encaram o Bitcoin como parte de uma estratégia de longo prazo, a perceção pública ainda está muito ligada à especulação.

A adoção institucional está a crescer, mas lentamente

Nos últimos anos, houve avanços importantes na aceitação institucional do Bitcoin. Grandes empresas começaram a oferecer serviços relacionados com criptomoedas, surgiram ETFs ligados ao setor e vários fundos passaram a incluir exposição ao ativo.

Mesmo assim, a adoção ainda acontece de forma gradual. Muitas instituições financeiras mantêm uma postura cautelosa devido aos riscos regulatórios, à volatilidade e à dificuldade de avaliação do ativo.

Ao mesmo tempo, governos e bancos centrais continuam a analisar de que forma as criptomoedas podem coexistir com o sistema financeiro tradicional sem comprometer estabilidade, controlo monetário ou proteção dos consumidores.

O futuro pode ser diferente

Apesar de ainda não ser considerado um ativo convencional, o Bitcoin percorreu um caminho impressionante desde a sua criação. Passou de um projeto praticamente desconhecido para um dos ativos financeiros mais discutidos do mundo.

A evolução da regulação, o aumento da educação financeira e a entrada gradual de instituições poderão alterar a forma como o mercado encara o Bitcoin nos próximos anos.

Mesmo que continue a gerar debate, uma coisa parece clara: o Bitcoin já deixou de ser ignorado pelo sistema financeiro global.

Joana Cunha candidata-se à Federação Distrital de Braga das Mulheres Socialistas

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© Joana Cunha
© Joana Cunha

Joana Cunha formalizou a sua candidatura à presidência da Estrutura Federativa das Mulheres Socialistas da Federação Distrital de Braga do Partido Socialista, assumindo o compromisso de construir “um novo ciclo político”, marcado por “maior mobilização, proximidade e capacidade de intervenção política no distrito”.

Sob o lema “Ação e Renovação”, a candidatura propõe “uma estrutura federativa mais presente no território, mais dinâmica na ação política e mais próxima das mulheres e dos militantes, reforçando o papel das Mulheres Socialistas na afirmação do Partido Socialista no distrito de Braga”.

Na apresentação da candidatura, Joana Cunha sublinha que “a promoção da participação das mulheres na vida política não é apenas uma questão de justiça, mas uma condição essencial para uma democracia mais representativa, mais forte e mais próxima das pessoas”.

A candidata defende “uma estrutura capaz de responder aos desafios políticos e sociais atuais, promovendo uma participação mais ativa das mulheres na vida pública e reforçando a capacidade de mobilização política no distrito”.

Licenciada na área do Serviço Social, Joana Cunha exerceu durante 12 anos funções na CERCIGUI, enquanto Diretora Técnica de dois lares, desempenhando atualmente funções na Vitrus Ambiente como Diretora Técnica do Centro de Inovação – CIVA.

No plano político, é Deputada na Assembleia Municipal de Guimarães pelo Partido Socialista, Adjunta do Secretariado Nacional das Mulheres Socialistas, integra o Secretariado Distrital de Braga do PS e a Comissão Política Concelhia de Guimarães.

Segundo a candidata, o percurso profissional e político que construiu “demonstrou que a transformação exige coragem para romper com o imobilismo”, defendendo que “as mulheres continuam a merecer maior representação, maior voz e maior capacidade de decisão nas estruturas políticas”.

Nos próximos dias será apresentada oficialmente a moção “Ação e Renovação”, descrita como um projeto “mobilizador, participado e agregador”, orientado para “devolver dinâmica, ambição e presença política às Mulheres Socialistas no distrito de Braga”.

“Chegou o momento de abrir um novo ciclo. Um ciclo de maior mobilização, maior presença e maior capacidade de intervenção política das Mulheres Socialistas no distrito de Braga”, afirma Joana Cunha.

A candidatura assume como pilares centrais a ação política, a proximidade e a renovação, defendendo “um outro caminho” para as Mulheres Socialistas no distrito.