O SC Braga venceu medalhas no Campeonato Nacional de Pares e Equipas em Boccia, que decorreu no Complexo Desportivo Universitário de Azurém, em Guimarães.
A equipa José Abílio Gonçalves, acompanhado por Paulo Correia, e Joana Pereira, por Ana Catarina Francisco, sagrou-se Campeã Nacional na categoria Par BC3.
Na categoria Par 2 BC3, Anita Costa, acompanhada por Débora Guimarães, e Diana Moreira, por Laura Barroso, sagraram-se Vice-Campeãs Nacionais.
Na categoria Par BC4, Domingos Vieira e Carlos Lopes alcançaram a medalha de bronze, resultado igualmente conseguido pela equipa BC1-BC2, composta por Ana Miranda, Paulo Oliveira e Joaquim Soares.
A população da Póvoa de Lanhoso rejeitou a elevação da vila a cidade. A iniciativa de caráter consultivo foi concluída pela Junta de Freguesia e procurou envolver diretamente os cidadãos.
O processo registou uma participação expressiva da população. No total, 882 cidadãos participaram neste processo de auscultação.
129 pessoas concordaram com a elevação da vila da Póvoa de Lanhoso a cidade e 752 votaram não. Houve um voto nulo.
“O resultado da auscultação demonstra uma posição clara dos participantes relativamente à eventual elevação da Póvoa de Lanhoso a cidade”, refere a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoos, que agradece “a todos os cidadãos que participaram neste processo, independentemente do sentido de voto expresso”, salientando que “esta adesão constitui um importante sinal de participação democrática e de proximidade entre os órgãos autárquicos e a população”.
“Este processo representou um momento relevante de envolvimento cívico, permitindo que a comunidade fosse chamada a pronunciar-se diretamente sobre uma decisão de natureza identitária e com impacto na visão futura do território. Na sequência da conclusão deste processo de auscultação, a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso reunirá para elaboração do respetivo parecer, tendo por base os resultados obtidos nesta consulta pública, o qual será remetido à Comissão da Reforma do Estado e Poder Local no âmbito da apreciação do Projeto de Lei n.º 241/XVII – Elevação da vila da Póvoa de Lanhoso à categoria de cidade”, reforçou, finalizando que continuará “a trabalhar em defesa dos interesses da população e na valorização da Póvoa de Lanhoso, promovendo iniciativas que reforcem a identidade, o desenvolvimento e a qualidade de vida no território”.
O SCU Torrense fez história ao vencer a Taça de Portugal pela primeira vez. A equipa de Torres Vedras derrotou o Sporting CP por 1-2 no Estádio do Jamor.
Kevin Zohi inaugurou o marcador aos quatro minutos, mas o Sporting chegou ao empate por intermédio de Luis Suárez aos 54′.
O jogo foi para prolongamento e aos 113 minutos Stopira dá a vitória ao SCU Torrense ao marcar uma grande penalidade, numa falta que originou a expulsão de Maxi Araújo.
O SCU Torreense tornou-se a primeira equipa abaixo do escalão principal a conquistar a Taça de Portugal.
A freguesia de Martim, em Barcelos, recebe as festas em honra de Santo António de 12 a 14 de junho.
DJ Pette, Nuno Ribeiro e Marotos da Concertina são os cabeças de cartaz destas festividades que contam também com atuações de outros artistas, celebrações religiosas e fogo de artifício.
Programa
12 de junho (sexta-feira)
22:00 – Marotos da Concertina
00:00 – Fogo de artifício
00:30 – DJ Pette
13 de junho (sábado)
08:00 – Grupo Zés Pereiras de Barcelinhos
21:00 – Missa na capela
22:30 – Concerto de Nuno Ribeiro
00:00 – Fogo de artifício
00:30 – Smells Like 90’
14 de junho (domingo)
10:30 – Missa cantada transmitida pela Rádio Barcelos
15:00 – Fanfarra dos Escuteiros de S. Pedro de Escudeiros
15:15 – Banda de Música de Riba de Ave
16:00 – Atos religiosos na Igreja Paroquial, seguida da majestosa procissão
18:30 – Concerto da Banda de Música de Riba de Ave
Matilde Calado, jogadora do SC Braga, foi eleita Atleta do mês de Abril da equipa de voleibol feminino by Ecolimpa.
A internacional portuguesa foi escolhida pela Legião como o grande destaque da equipa orientada por João Santos. O prémio, com selo de qualidade Vista Alegre e desenvolvido em parceria com o Clube, reflete o trabalho, a dedicação e o esforço da jovem atleta.
Vai faltar água em cinco freguesias de Braga, informou a AGERE. Segundo a empresa municipal, serão realizadas intervenções programadas que poderão afetar o normal abastecimento de água, em algumas ruas de Pedralva, Sobreposta, Frossos, Real e Dume.
Na segunda-feira, 25 de maio, poderá haver interrupções em Pedralva, na terça-feira, 26 de maio, em Sobreposta, Frossos e Real, e na quarta-feira, 27 de maio, em Real e Dume.
O corte terá início previsto às 14:00 com uma duração máxima estimada de três horas. “Lamentamos os eventuais transtornos causados e agradecemos, desde já, a compreensão de todos”, referiu a empresa municipal.
O Casamento Romano, um espetáculo de fogo, videomapping e o Funeral Romano são os espetáculos deste domingo que encerram a XXII edição da Braga Romana.
O dia de hoje contará com o Casamento Romano, um dos momentos mais participados do evento, às 17:00, na Praça do Município. Esta recriação histórica era um dos rituais de maior importância da Roma Antiga e de Bracara Augusta.
O Funeral Romano realiza-se às 21:00, no Rossio da Sé. Esta será uma recriação cénica de um ritual funerário romano, desde a exposição do corpo e a velação pública até ao cortejo fúnebre pelas principais vias da cidade.
O espetáculo de fogo “Rirual dos Quatro Elementos” decorrerá às 22:10 e o videomapping “As Origens de uma Cidade” às 22:30 o videomapping, ambos no Rossio da Sé.
Margarida Pereira é a nova Provedora do Idoso de Guimarães, Margarida Pereira. Ricardo Araújo destacou o papel que a Provedora terá enquanto garante dos direitos dos seniores, mas também na identificação de problemas, sugestões e melhorias.
Ricardo Araújo justificou a escolha destacando “o profissionalismo, a competência, a responsabilidade e a dedicação” da nova provedora, mostrando-se certo de que Margarida Pereira “cumprirá com muito zelo e com bons resultados esta função”.
Na sessão, o edil começou por agradecer o trabalho desenvolvido pelo anterior Provedor do Idoso, José Lopes, sublinhando “o profundo agradecimento do Município a um homem que ao longo da sua vida teve a oportunidade de prestar grandes serviços públicos em diferentes funções”. Ricardo Araújo destacou ainda que José Lopes exerceu o cargo “com muita dedicação, mesmo em tempos particularmente difíceis”.
Dirigindo-se à nova Provedora do Idoso, o autarca garantiu total disponibilidade do Município para apoiar o exercício das novas funções. Ricardo Araújo realçou a importância do cargo e destacou a prioridade atribuída pelo Município às políticas dirigidas à população sénior. “Temos que garantir que o concelho de Guimarães é um concelho amigo e bom para os nossos idosos”, afirmou.
O Presidente da Câmara defendeu ainda que é responsabilidade das entidades públicas e das instituições sociais “garantir que os nossos seniores consigam ter oportunidade de aumentar a qualidade de vida, de acompanhamento, de atividade cultural, social e recreativa”, promovendo respostas que permitam combater o isolamento e reforçar o bem-estar da população mais envelhecida.
Na sua intervenção, Margarida Pereira revelou ter recebido o convite “com enorme orgulho” e explicou que aceitou a função “com o único objetivo de servir”. A nova Provedora do Idoso destacou ainda a confiança depositada no Executivo Municipal, afirmando que “Guimarães tem a sorte de ter como responsável máximo do concelho uma pessoa que pratica o que diz e cumpre o que promete”, sublinhando que essa confiança contribuiu para aceitar o desafio.
Margarida Pereira comprometeu-se ainda a “exercer o cargo com empenho e espírito de missão”, colocando-se “à disposição das solicitações dos idosos, no que respeita aos seus direitos de segurança e qualidade de vida”, assumindo também a colaboração próxima com a Comissão de Proteção ao Idoso.
Já Eduardo Duque, Presidente da CPI, destacou a importância de escutar a população sénior na definição das políticas públicas. “Vamos ouvir os idosos, vamos atendê-los, e, a partir daí, definir o que é o melhor”, afirmou, defendendo que as respostas dirigidas aos mais velhos devem estar centradas nas suas necessidades reais e expectativas.
Na reta final da sessão, Ricardo Araújo reforçou que o Município pretende garantir que os idosos “possam ter um canal direto e fácil para comunicar com o Município”. O autarca concluiu a consolidar a importância que o Município atribui aos seus seniores, assegurando que Guimarães quer continuar a construir “qualidade de vida para todos os vimaranenses”.
Já aqui escrevi sobre a importância estratégica da Carta Educativa para o futuro do concelho de Braga. O tema voltou, aliás, a assumir particular relevância na primeira reunião da Comissão Permanente de Educação, Cultura, Desporto e Juventude, da qual faço parte, onde foi unânime entre os presentes a necessidade de a conhecer, discutir e analisar. Essa preocupação não surgiu por acaso. Num território em rápido crescimento e transformação, adiar decisões estruturantes na área da educação significa, inevitavelmente, aumentar problemas futuros. Na referida reunião, a senhora vereadora assegurou que o documento se encontra em fase final de revisão de alguns aspetos técnicos e que a sua apresentação deverá acontecer em breve. Espera-se, por isso, que esta nova Carta Educativa não se limite a atualizar dados administrativos, mas que traduza uma verdadeira visão estratégica para a próxima década. A sua revisão representa um momento decisivo para o concelho, não apenas porque a Educação continua a ser um dos principais fatores de coesão e desenvolvimento territorial, mas porque Braga mudou profundamente e continua a mudar a um ritmo que dificilmente é compatível com instrumentos de planeamento lentos, rígidos ou excessivamente burocráticos.
A atual rede escolar foi desenhada a partir de pressupostos demográficos, urbanísticos e pedagógicos que hoje estão parcialmente ultrapassados. Há freguesias que perderam população e outras que cresceram muito acima do esperado. Há zonas habitacionais novas, pressão imobiliária crescente e um aumento significativo de população migrante e jovem em determinadas áreas do concelho. Continuar a planear a educação com base numa fotografia de há dez anos é um erro técnico e político. Assim, uma Carta Educativa não pode ser um documento que reage tarde aos problemas, mas que os antecipa. Deve prever onde haverá pressão escolar antes de ela acontecer, onde serão necessários novos equipamentos, onde faz sentido ampliar escolas existentes e onde a reorganização da rede pode melhorar verdadeiramente as respostas educativas.
A futura Carta Educativa terá inevitavelmente de ser pensada em articulação direta com o novo Plano Diretor Municipal. Durante demasiado tempo, Urbanismo e Educação foram tratados como áreas paralelas, quando deveriam funcionar como vasos comunicantes. Não faz sentido permitir crescimento habitacional intenso em determinadas zonas sem prever previamente capacidade escolar adequada. O resultado será haver escolas sobrelotadas, falta de espaços, trânsito caótico e perda de qualidade educativa. O planeamento educativo não pode continuar a chegar depois do betão.
Há ainda um segundo eixo essencial que tem sido pouco discutido e que passa pela integração plena da Educação Física no 1.º ciclo. Se esta área for efetivamente reforçada, como tudo indica que venha a acontecer, muitas escolas do 1.º ciclo simplesmente não possuem infraestruturas adequadas. Algumas não têm espaços cobertos, outras possuem recreios exíguos e várias foram concebidas numa lógica minimalista que já não responde às exigências atuais. Há escolas onde a educação física é lecionada na cantina, onde horas depois os alunos almoçam.
Temos, pois, de fazer uma reflexão séria. Deve-se continuar a dispersar pequenas escolas sem condições ou apostar em centros escolares mais robustos e equipados? A resposta não é simples, obviamente. O discurso fácil da “proximidade” ignora frequentemente a qualidade das condições oferecidas. Porém, a lógica puramente economicista da concentração também destrói identidade local e aumenta dependência automóvel. A Carta Educativa terá de encontrar um equilíbrio inteligente entre escala, qualidade pedagógica e proximidade territorial.
Outro debate que Braga não poderá evitar é a eventual fusão entre 1.º e 2.º ciclos. A existência de estabelecimentos integrados pode permitir maior estabilidade pedagógica, continuidade curricular e melhor gestão de recursos humanos e físicos. No entanto, implementar esta solução implica reorganizar profundamente a rede escolar, rever edifícios, redefinir áreas de influência e abandonar modelos existentes.
Todavia, talvez o maior desafio esteja hoje nas escolas secundárias do centro da cidade. A pressão sobre estabelecimentos como a Escola Secundária Sá de Miranda, a Escola Secundária D. Maria, a Escola Secundária Alberto Sampaio ou a Escola Secundária Carlos Amarante é evidente. Braga continua a concentrar grande parte do ensino secundário na malha urbana, enquanto muitas escolas periféricas mantêm apenas oferta até ao básico. Esta organização talvez tenha feito sentido noutra realidade demográfica e de mobilidade, mas hoje, começa a revelar sinais claros de saturação.
É legítimo questionar se algumas escolas secundárias do centro deveriam deixar de ter ensino básico, libertando espaço e especializando-se verdadeiramente no secundário. Também é legítimo perguntar se determinadas escolas da periferia deveriam passar a oferecer ensino secundário, aproximando os alunos das suas zonas de residência. Nenhuma destas soluções é isenta de problemas. Retirar o básico das escolas centrais pode gerar resistência social e obrigar a reorganizações complexas. Criar secundário na periferia exige investimento significativo. No entanto, continuar tudo como está parece a pior opção.
Esta discussão já não é apenas educativa, mas é também urbanística e ambiental. Grande parte do congestionamento diário de Braga está ligada aos fluxos escolares. Os alunos mais velhos utilizam frequentemente transportes públicos, deslocam-se a pé, de bicicleta ou trotinete. Já os mais novos dependem muitas vezes do automóvel dos pais. Concentrar milhares de crianças e jovens no centro urbano em horários semelhantes contribui diretamente para o caos rodoviário que Braga vive diariamente. Uma rede escolar mais distribuída territorialmente poderia reduzir deslocações pendulares concentradas e aliviar pressão sobre o centro da cidade.
A futura Carta Educativa terá, portanto, de deixar de ser apenas um documento técnico sobre escolas. Terá de ser uma visão integrada sobre mobilidade, urbanismo, demografia e qualidade de vida. Se for apenas uma revisão burocrática da rede existente, chegará atrasada antes mesmo de entrar em vigor.