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Braga: Igreja de São Victor alvo de obras de valorização, conservação e restauro

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Guia da Cidade
© Guia da Cidade
A Paróquia de São Victor, em Braga, vai apresentar publicamente as obras de valorização, conservação e restauro da Igreja de São Victor, numa conferência de imprensa marcada para quarta-feira, dia 3 de junho, pelas 15:00, na própria igreja.

A sessão contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, e de D. Delfim Gomes, Bispo Auxiliar de Braga, numa iniciativa que pretende “reforçar a importância institucional, cultural e patrimonial desta intervenção para a cidade de Braga e para a região Norte”.

A obra, atualmente em curso, resulta de uma candidatura aprovada no âmbito do AVISO NORTE2030-2024-31 – Cultura – Iniciativas Âncora Regionais, “Rotas do Norte”, que permitiu garantir um cofinanciamento de 75% para a operação intitulada “Valorização e conservação da Igreja de São Victor, Braga”. O investimento total ascende a 1.300.000 euros, destinando-se a uma intervenção profunda num dos mais relevantes imóveis religiosos e patrimoniais da cidade.

A operação contempla trabalhos essenciais para a preservação e valorização da Igreja de São Victor, nomeadamente a conservação e restauro do recheio artístico barroco, a conservação e restauro das coberturas; e a conservação e restauro da fachada principal.

“Classificada como Imóvel de Interesse Público, a Igreja de São Victor é um exemplar notável da arquitetura maneirista do Norte de Portugal, assumindo igualmente particular relevância pela riqueza do seu património artístico barroco. O templo integra as rotas culturais “Barroco a Norte” e ‘Talhas, Azulejos e Frescos a Norte’, o que reforça o seu papel enquanto espaço de referência no património religioso, cultural e turístico da região. A conferência de imprensa permitirá apresentar o projeto, enquadrar os objetivos da intervenção e dar a conhecer o impacto esperado desta obra na preservação do património local”, refere o Padre Sérgio Torres, Pároco de São Victor.

Braga: Rio Este volta a sofrer nova descarga poluente

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© António Fernandes
© António Fernandes

O Rio Este, em Braga, voltou a sofrer uma nova descarga poluente.

A descarga foi registada na União de Freguesias de Este e denunciada esta manhã nas redes sociais.

Lenços de Namorados do Minho passam a estar protegidos por indicação da União Europeia

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© A.CERTIFICA
© A.CERTIFICA

Os Lenços de Namorados do Minho foram oficialmente registados como Indicação Geográfica Protegida.

Primeiro produto a ser certificado em 2002, os Lenços de Namorados do Minho são agora também o primeiro nome de produto português registado no âmbito do sistema da União Europeia para indicações geográficas artesanais e industriais, estando agora protegido em todos os Estados-Membros.

O registo reconhece a ligação entre o produto, a sua origem geográfica e o saber-fazer tradicional associado a estes lenços bordados. Originários do norte de Portugal, estão historicamente ligados às tradições de namoro e continuam a ser uma expressão reconhecida da cultura popular portuguesa e do património artesanal.

Portugal é atualmente o requerente mais ativo no âmbito do sistema, com 39 pedidos (dos quais 29 já com sistema de certificação ativo, feito pela ACERTIFICA) apresentados desde que este entrou em funcionamento, a 1 de dezembro 2025.

O registo dos Lenços de Namorados do Minho destaca “a riqueza cultural e a diversidade que o novo sistema europeu de indicações geográficas artesanais e industriais que se destina a proteger”. Um símbolo “importante” da identidade portuguesa e da sua história, mas também “um exemplo de como as indicações geográficas podem ajudar a preservar o saber-fazer local, apoiar os artesãos e fortalecer as economias regionais em toda a Europa”.

Martim Marques do SC Braga conquista cinturão Elite 75kg na França

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© SC Braga
© SC Braga

Martim Marques, atleta do SC Braga, conquistou o cinturão Elite 75kg, na Gala Internacional de Bergerac, de boxe olímpico, em França.

O Gverreiro do Minho derrotou o francês Desicy Thomas por 3-0, controlando os três assaltos previstos do início ao fim.

Braga recebe sessão de esclarecimento para pais e encarregados de educação sobre ensino profissional

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DR
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“Pais Informados, Escolhas Seguras — Ensino Profissional: Porque Não?” é o tema da sessão de esclarecimentos que se realiza na próxima quinta-feira, dia 28 de maio, pelas 18:30, no Forum Braga.

A iniciativa, promovida pelo Município de Braga com o apoio da Federação das Associações de Pais de Braga (FAP Braga), destina-se a pais e encarregados de educação e tem entrada livre, sem necessidade de inscrição prévia.

“O evento surge da necessidade de combater a desinformação e os preconceitos que ainda persistem em torno do ensino profissional em Portugal. Apesar de este percurso formativo oferecer saídas profissionais relevantes e permitir o acesso ao ensino superior, continua a ser visto por muitas famílias como uma alternativa de segundo plano, o que pode condicionar escolhas escolares importantes”, refere a FAP Braga.

A sessão abordará temas como as características e modalidades do ensino profissional, as saídas profissionais e académicas disponíveis, o papel da família no processo de orientação vocacional e os direitos dos alunos neste percurso formativo.

“Queremos que nenhuma família tome esta decisão sem estar devidamente informada. O ensino profissional não é o caminho B — é um caminho de escolha consciente e com futuro”, afirma Carla Silva, Presidente da FAP Braga.

A FAP Braga apela a todos os pais e encarregados de educação do concelho que “marquem presença nesta iniciativa e que partilhem o convite com outras famílias”.

Portugal faz pela primeira vez cirurgia de implante coclear assistida por braço robótico

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© ULS de São José
© ULS de São José

Pela primeira vez em Portugal, foi realizada uma inserção de implante coclear assistida por braço robótico, com recurso às ferramentas cirúrgicas de elevada precisão OTOARM e OTODRIVE, desenvolvidas pela MED-EL, empresa líder em soluções de implantes auditivos.

O procedimento, considerado um marco na cirurgia otológica nacional, foi realizado pela equipa de Otorrinolaringologia da Unidade Local de Saúde de São José, em Lisboa, e representa um avanço significativo na procura de melhores resultados auditivos para os doentes. A utilização destes sistemas inovadores permite aumentar a precisão, a estabilidade e o controlo durante a intervenção cirúrgica, contribuindo para procedimentos complexos mais seguros e eficientes. Ao mesmo tempo, ajuda a reduzir a exigência física sobre o cirurgião, sem substituir o seu critério clínico, experiência e destreza manual, que continuam a ser determinantes na cirurgia otológica.

Na colocação subcutânea de um implante auditivo, a inserção do elétrodo representa uma das fases mais exigentes do procedimento cirúrgico. A tecnologia desenvolvida pela MED-EL permite realizar esta etapa com uma velocidade mínima de 0,1 milímetros por segundo, mantendo uma pressão reduzida e uniforme e eliminando movimentos indesejados.

© ULS de São José

“Este procedimento exige uma precisão extraordinária: um avanço lento, constante e controlado, que proteja as delicadas estruturas internas da cóclea de variações tão mínimas como o batimento cardíaco do cirurgião. Apesar da elevada qualificação dos profissionais, o fator humano tem limitações naturais quando se trata de manter velocidades de inserção tão minuciosas e constantes durante vários minutos. Foi precisamente para apoiar os cirurgiões na superação dessas limitações que a nossa tecnologia foi concebida, permitindo realizar cada implante com a máxima precisão e segurança”, afirma Julio Rodrigo Dacosta, diretor-geral da MED-EL para Espanha e Portugal.

Estas capacidades de inserção ultras suaves e de extrema precisão “melhoram significativamente a preservação das estruturas mais delicadas da cóclea, algo essencial quando o objetivo é conservar ao máximo os resíduos auditivos do doente”. Desta forma, “aumentam as probabilidades de preservar estruturas do ouvido interno, o que pode favorecer uma recuperação mais rápida e a manutenção parcial da audição residual do doente”.

Graças à estabilização milimétrica proporcionada pelo OTOARM e ao micromovimento guiado do OTODRIVE, os profissionais de saúde conseguem abordar até os procedimentos mais complexos com maior confiança, controlo e precisão. A assistência robótica “permite uma inserção mais suave do que as técnicas manuais tradicionais e contribui para reduzir significativamente o trauma cirúrgico”.

Esta inovação assume particular relevância para doentes que ainda preservam audição nas frequências graves, mas que não obtêm discriminação auditiva suficiente com um aparelho auditivo convencional. Nestes casos, a possibilidade de combinar estimulação elétrica e acústica, preservando a audição residual, abre novas perspetivas para uma experiência auditiva mais completa, natural e personalizada.

Comandante dos Bombeiros de Vila Verde demite-se

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© Batalhão Sapadores Bombeiros de Braga
© Batalhão Sapadores Bombeiros de Braga

David Oliveira, comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde, demitiu-se após ter assumido a função há dois meses.

Segundo um comunicado da Direção dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde, David Oliveira apresentou a sua demissão por “motivos pessoais”.

“A Direção expressa o seu profundo agradecimento pela dedicação, empenho e espírito de missão demonstrados durante o período que exerceu funções. Mais se informa que a restante estrutura de Comando do Corpo de Bombeiros se mantém em funções, assegurando toda a continuidade da resposta operacional e do serviço à comunidade”, acrescenta o comunicado.

O culto de parecer ocupado

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© Madalena Quintela
© Madalena Quintela

Há qualquer coisa de profundamente irónico em sermos a geração mais monitorizada no trabalho e, ao mesmo tempo, a menos ouvida.

Há softwares que contam minutos de pausa, relógios que registam entradas e saídas ao segundo, métricas para avaliar produtividade, simpatia, rapidez, eficiência e até o tempo que demoramos a responder a um email. Tudo é medido. Tudo é transformado em gráfico, relatório ou desempenho. Tudo menos as chefias.

Nunca vi um trabalhador receber um questionário anónimo mensal sobre a capacidade emocional do seu chefe. Nunca vi métricas para avaliar quantas vezes uma liderança sobrecarrega equipas, falha comunicação ou cria ambientes de ansiedade permanente. Avaliam-se trabalhadores até à exaustão, mas continua a existir uma espécie de imunidade hierárquica onde quem lidera raramente é verdadeiramente avaliado por quem está abaixo.

E talvez os resultados não fossem assim tão positivos.

Foi apresentado no III Congresso Internacional de Ambientes de Aprendizagem e Trabalho Saudáveis o mais recente relatório do Laboratório Português dos Ambientes de Trabalho Saudáveis e o mais estranho foi perceber que quase nada daquilo me surpreendeu verdadeiramente. Burnout elevado. Exaustão emocional. Sensação constante de sobrecarga. Chefias percecionadas como distantes. Quase 40% dos trabalhadores portugueses a afirmar já ter sido vítima de assédio laboral. Mais do que os números em si, o relatório expõe uma cultura de trabalho ainda muito presa à lógica do controlo, à ideia de que trabalhar bem continua a significar estar presente, ser visto, quase como se produtividade e vigilância fossem a mesma coisa.

Enquanto jovem, sinto isso constantemente.

Com o preço absurdo das casas, das rendas e do custo de vida, a verdade é simples: eu quero estar em casa. Quero usufruir minimamente do espaço pelo qual pago a maior parte do meu salário. Quero poder almoçar na minha cozinha, poupar horas de transportes, evitar trânsito e chegar ao fim do dia sem sentir que vivi mais tempo no caminho para o trabalho do que propriamente na minha vida.

E isto não significa que odeie o trabalho presencial. Pelo contrário.

Reconheço perfeitamente as vantagens de existir um espaço físico de trabalho separado da casa. Há conforto psicológico nisso. Gosto da ideia de entrar em casa e sentir que aquele continua a ser o meu lugar seguro, e não uma extensão do escritório. Acho importante existirem momentos presenciais, encontros, contacto humano, conversas que não acontecem por Teams.

Mas também penso muitas vezes que, se estivesse em teletrabalho e tivesse apenas um encontro presencial semanal, provavelmente valorizaria muito mais esse momento. Talvez estivéssemos todos mais disponíveis para conversar verdadeiramente, discutir dinâmicas de trabalho, trocar ideias e resolver problemas que hoje ficam eternamente adiados porque pensamos sempre: “falamos amanhã, estamos cá outra vez”.

A presença constante banalizou o contacto.

E depois há os pequenos absurdos culturais que continuam tão normalizados que já ninguém os questiona.

A pausa para fumar, por exemplo.

É perfeitamente aceite alguém desaparecer várias vezes por dia durante dez ou quinze minutos porque fuma. Mas experimentar levantar-se para esticar as pernas, apanhar ar ou simplesmente descansar os olhos do ecrã sem um cigarro na mão continua a parecer suspeito. Como se o descanso só fosse legítimo quando vem acompanhado de nicotina.

Há uma romantização do desgaste no trabalho que continua muito viva em Portugal.

Em Portugal, continua a existir a ideia de que trabalhar muitas horas é automaticamente trabalhar melhor. O cansaço ainda é visto quase como prova de dedicação e estar sempre ocupado parece valer mais do que ser realmente eficiente. E mesmo quando relatórios da OCDE mostram, há anos, que somos dos países europeus onde mais horas se trabalha sem que isso se traduza em maior produtividade, a possibilidade de reduzir horários ou flexibilizar modelos de trabalho continua a ser tratada quase como uma ameaça. Como se o problema estivesse na falta de horas e não numa cultura laboral que ainda valoriza mais a permanência do que os resultados.

Como se dizer “a tarefa está feita, podes ir embora” fosse um atentado cultural.

Parece impensável admitir que talvez uma pessoa consiga fazer um bom trabalho em cinco horas e não precise de ficar mais três apenas para cumprir um ritual de presença. Porque, no fundo, ainda existe esta mentalidade silenciosa de que o importante não é só produzir, é parecer que se está a produzir.

Talvez seja isso que mais cansa a minha geração.

Iolanda Guimarães lança livro de colorir da cidade de Braga

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© Iolanda Guimarães
© Iolanda Guimarães

A artista Iolanda Guimarães vai lançar um livro de colorir resultante da exposição “Linhas de Amor… por Braga”. O lançamento decorrerá no dia 2 de junho, às 16:00, no Palácio do Raio.

Depois da exposição ter estado patente, no ano passado, no Palácio do Raio, nasceu agora um novo capítulo do projeto. O livro de colorir convida o público a “descobrir e reinterpretar a cidade de Braga através da criatividade e da cor”.

O livro reúne várias ilustrações inspiradas no património, nas memórias e nos lugares emblemáticos de Braga, permitindo que cada pessoa pinte cada página ao seu gosto, tornando cada exemplar único e pessoal. Mais do que um livro de colorir, esta edição pretende “ser uma experiência afetiva e artística de ligação à cidade”.

O lançamento será aberto ao público.

Póvoa de Lanhoso apela a doação “mais consciente” à Eco Loja Comunitária

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© CM Póvoa de Lanhoso
© CM Póvoa de Lanhoso

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso está a apelar à colaboração da população para a realização de uma triagem “mais consciente” dos artigos que pretende doar à Eco Loja Comunitária.

A Eco Loja Comunitária é um serviço municipal, aberto a toda a comunidade, que funciona segundo o modelo de “troca por troca”, através do qual as pessoas podem entregar o que já não utilizam e podem levar da loja o que lhes faz falta.

Todo e qualquer material que esteja, de alguma forma, danificado não deve ser doado à Eco Loja Comunitária, uma vez que o objetivo é dar uma segunda vida a artigos que tenham condições para serem reutilizados por outras pessoas.

Proporcionando uma nova vida a vestuário, calçado, mobiliário e a diferentes objetos ou utensílios, esta iniciativa promove a economia circular e o combate ao desperdício, assim como a sustentabilidade e o cuidado com o meio ambiente.

Da mesma forma, os artigos das doações não devem ser colocados à porta da Eco Loja Comunitária. Este espaço encontra-se aberto para receber, tratar e acondicionar estes bens, de forma adequada, às terças e sextas, das 09:30 às 12:00, e às quintas, das 09:30 às 17:00.

A Eco Loja Social, que deu origem à Eco Loja Comunitária, assume-se como “uma resposta eficaz de apoio às famílias”, continuando a disponibilizar apoio alimentar e outros bens, como roupa, mobiliário ou equipamentos, num novo modelo de “troca por troca”. Em 2025, teve uma afluência de 981 pessoas, maioritariamente, mulheres, para 932 interações como “troca por troca” (357); doações (454); apoio social (20); e pedidos de informação (101).

A inauguração do novo espaço da Eco Loja Comunitária, nos Moinhos Novos, decorreu já em 2026, no dia 19 de fevereiro. A mudança decorreu da limitação de espaço das anteriores instalações, junto à Piscina Coberta Municipal.