O Município da Póvoa de Lanhoso participou, na qualidade de município convidado, num ciclo de webinars promovido pela UNICEF Portugal dedicado ao tema “O papel das cidades no combate à pobreza infantil”.
A iniciativa pretendia refletir acerca dos desafios associados a esta problemática e debater o papel determinante das autarquias locais na implementação de políticas públicas inclusivas, capazes de salvaguardar os direitos e o bem-estar das crianças e jovens.
No âmbito desta participação, o Município da Póvoa de Lanhoso apresentou a sua experiência no desenvolvimento de medidas integradas de apoio às crianças e famílias. Em destaque esteve o trabalho realizado no contexto da Garantia para a Infância, bem como diversas práticas locais direcionadas para a prevenção e mitigação da vulnerabilidade social na infância.
Durante a sessão foram partilhadas as iniciativas municipais que promovem a inclusão social, a igualdade de oportunidades e o acesso de crianças e jovens a respostas essenciais nas áreas da educação, ação social, saúde e participação comunitária. Foi igualmente reforçada a importância da intervenção de proximidade e do trabalho em rede entre as diferentes instituições locais.
“A presença neste ciclo de webinars constitui um reconhecimento e uma afirmação do trabalho que o Município da Póvoa de Lanhoso tem vindo a desenvolver na promoção dos direitos da criança. Reafirma, simultaneamente, o compromisso da autarquia com políticas locais justas, inclusivas e orientadas para o bem-estar das famílias e das novas gerações. Através desta partilha de experiências à escala nacional, a Póvoa de Lanhoso reforça o seu contributo para a construção de uma comunidade mais coesa e ativamente empenhada no combate às desigualdades sociais e à pobreza infantil”, refere a Autarquia.
Há uma tradição muito portuguesa que resiste bravamente à modernidade: a gestão da culpa. Sempre que acontece algo grave, seja num hospital, num sistema informático ou numa repartição, há um reflexo quase automático: abre-se um inquérito. Não resolve, mas acalma.
Digo isto a propósito da notícia que dá conta de que mais de 100 mil pessoas tiveram os seus dados do SNS acedidos indevidamente. Um “incidente grave”, dizem as autoridades, com recurso a inteligência artificial e técnicas avançadas de intrusão.
Nada a dizer. O mundo é hoje complexo, os ataques são cada vez mais sofisticados e ninguém está totalmente a salvo.
Mas depois há a outra parte da história. A menos glamorosa. Credenciais comprometidas, ou em linguagem corrente, alguém entrou porque tinha a chave.
E é aqui que a narrativa começa a perder algum encanto tecnológico e a ganhar contornos muito mais humanos. Porque, sejamos honestos, a cibersegurança em Portugal também se faz com passwords reaproveitadas, nomes de filhos, datas de nascimento e aquele clássico intemporal: “12345678 depois mudo”, mas não mudamos.
Vivemos uma espécie de ilusão confortável. Acreditamos que os grandes problemas vêm sempre de grandes ataques. Mas, frequentemente, começam em pequenas distrações. Numa password partilhada, num acesso aberto “só por hoje”, num clique sem pensar. E, claro, no inevitável post-it amarelo colado ao monitor, esse verdadeiro monumento nacional da cibersegurança.
Entretanto, do outro lado, há quem não durma. Há quem teste, experimente, automatize, escale. Há quem consiga, em dias, extrair volumes de informação que antes levariam meses. Não é magia, é engenharia social.
A questão é que os dados de mais de 100 mil pessoas não são um detalhe administrativo. São informação sensível, potencialmente valiosa para fraude, negócios obscuros ou simples exploração indevida. Não são ficheiros. São vidas organizadas em campos de texto.
O problema é que continuamos a tratar a segurança digital como um assunto técnico, quando ela é, antes de mais, uma questão de cultura, de hábitos, de disciplina quotidiana. De pequenas decisões que ninguém vê, até ao dia em que toda a gente descobre.
E por isso, lá voltamos ao início. Vai ser aberto um inquérito. Vão ser apuradas responsabilidades. Serão reforçados procedimentos. Provavelmente haverá novas palavras-passe, alguns manuais atualizados e uma ou outra formação.
E tudo isto é importante. Mas talvez não seja suficiente.
Porque, no fundo, a maior vulnerabilidade não está nos sistemas, mas na convicção de que “isto só acontece aos outros”.
E essa, infelizmente, não se resolve com encriptação. Resolve-se com memória, e com coragem para admitir uma coisa simples, ou seja: Nem sempre somos vítimas de ataques altamente sofisticados. Às vezes somos vítimas de coisas demasiado básicas para admitir em público.
Rita Figueiredo, atleta do SC Braga, esteve em destaque no Meeting Internacional IFAM, em Bruxelas, na Bélgica, ao alcançar um novo recorde pessoal nos 1500 metros. A Gverreira do Minho terminou a prova com o tempo de 4.11,82.
Já nos 5.000 metros, João Amaro registou a marca de 13.54,43. Por fim, Manuel dos Santos também esteve em evidência ao alcançar um novo recorde pessoal, com o tempo de 14.32,33.
O SC Braga anunciou a saída de Patrícia Morais. A jogadora de futebol feminino, que esteve cinco temporadas ao serviço do clube, não vai fazer parte do plantel na próxima época.
Patrícia Morais conquistou a Taça da Liga ao serviço do SC Braga na época 2021/22. Num comunicado, o SC Braga agradeceu “o empenho, profissionalismo e dedicação de Patrícia Morais nas cinco temporadas em que serviu o Clube e deseja-lhe as maiores felicidades pessoais e profissionais para o futuro”.
O HOPEN Braga Beer Festival 2026 vai condicionar o trânsito na cidade de Braga, informou a Câmara Municipal.
Até ao dia 1 de junho, é proibido o estacionamento automóvel nas baías contíguas à plataforma do Campo das Hortas (arruamentos sul e poente), ficando estes lugares afetos à logística do evento.
O HOPEN Braga Beer Festival realiza-se nos dias 29, 30 e 31 de maio, no Campo das Hortas.
Há uma normalização silenciosa do mal-estar em Portugal.
Vivemos cansados. Dormimos mal. Temos dificuldade em concentrar-nos. Ganhamos peso sem explicação evidente. Perdemos energia. Sentimo-nos mais irritáveis, mais lentos, mais exaustos. E, perante isto, criámos uma resposta coletiva quase automática: “é do stress”, “é da idade”, “é do ritmo de vida”.
O problema começa quando sintomas persistentes deixam de ser questionados e passam a ser integrados como parte normal da vida adulta.
É precisamente aqui que as doenças da tiroide continuam a escapar ao radar.
As doenças tiroideias estão entre as patologias endócrinas mais frequentes e estima-se que possam afetar cerca de um milhão de portugueses. Ainda assim, continuam amplamente subdiagnosticadas. Os dados internacionais sugerem que uma parte significativa das pessoas com doença tiroideia desconhece a sua condição.
Isto significa que há potencialmente milhares de pessoas a viver durante anos com sintomas persistentes sem suspeitar de uma doença crónica.
E esse é talvez o aspeto mais preocupante destas patologias: a forma silenciosa como se instalam e a facilidade com que os seus sinais se confundem com aquilo que a sociedade moderna passou a considerar “normal”.
Fadiga persistente. Alterações de peso. Falta de energia. Alterações de humor. Queda de cabelo. Dificuldade de concentração. Sintomas extremamente frequentes, mas também profundamente desvalorizados.
Na prática clínica, é comum encontrar pessoas que passaram demasiado tempo a adaptar-se ao que sentiam. Mulheres que ouviram repetidamente que era “normal” sentirem-se cansadas. Pessoas que aprenderam a funcionar em permanente desgaste físico e emocional sem perceber que podia existir uma causa clínica concreta.
E talvez seja precisamente essa a grande armadilha das doenças da tiroide: raramente surgem de forma dramática. Não provocam, na maioria dos casos, um episódio agudo evidente. Instalam-se lentamente. Progressivamente. Quase de forma invisível.
Mas o impacto existe e está longe de ser irrelevante.
Quando não diagnosticadas ou inadequadamente controladas, as doenças da tiroide podem afetar significativamente a qualidade de vida, a saúde mental, o metabolismo, a fertilidade, a gravidez e o risco cardiovascular. No caso do hipotiroidismo, falamos frequentemente de uma doença crónica que exige terapêutica e acompanhamento para toda a vida.
Ainda assim, continua a existir uma perceção pública de que estas patologias representam apenas um “problema hormonal menor”. E essa visão simplista acaba por contribuir para atrasos no diagnóstico, banalização dos sintomas e desvalorização do impacto real da doença.
Num momento em que tanto se discute saúde mental, burnout, produtividade e exaustão coletiva, talvez devêssemos refletir melhor sobre aquilo que estamos a normalizar.
Nem todo o cansaço é doença. Mas também nem toda a fadiga persistente deve ser automaticamente atribuída ao stress ou ao estilo de vida.
A Semana Internacional da Tiroide, este ano dedicada ao tema “Thyroid & Nutrition”, procura precisamente chamar a atenção para a relação entre metabolismo, energia, alimentação e bem-estar. E esse enquadramento é particularmente relevante numa altura em que existe uma crescente tendência para tentar resolver sintomas complexos exclusivamente através de alterações de alimentação, suplementação ou estratégias de otimização do estilo de vida.
A alimentação é fundamental para a saúde global. Mas não deve substituir avaliação clínica quando existem sintomas persistentes.
O risco de banalizar permanentemente o mal-estar é começarmos a tratar apenas as consequências sem procurar compreender a causa.
Enquanto sociedade, habituámo-nos demasiado ao desgaste. E isso pode estar a atrasar o reconhecimento de doenças que têm tratamento, acompanhamento e impacto real na vida das pessoas.
Talvez esteja na altura de voltarmos a olhar para sintomas persistentes com mais atenção clínica e menos resignação coletiva.
Porque viver permanentemente cansado não deve ser considerado o novo normal.
A comunidade de Ferreiros, em Braga, prepara uma procissão de velas em honra de Nossa Senhora de Fátima que irá decorrer na próxima sexta-feira, 29 de maio, às 21:00.
O cortejo religioso terá início na Rua Fialho de Almeida, nº35 e segue para a Rua do Cruzeiro, em direção à Rua Padre Francisco Marques, passa pela Rua dos Eidos e regressa pela Rua Padre Francisco Marques, Rua do Cruzeiro, em direção à Igreja.
A comunidade está convidada a participar no evento, num gesto de carinho à Mãe do Céu.
O Partido Socialista acusou a Câmara Municipal de Barcelos de “cortar 50% do apoio direto às freguesias”.
Em comunicado, os socialistas sublinham que “há menos meios, menos autonomia e maior dependência das juntas de freguesia face à Câmara Municipal”.
“É por isso particularmente grave que, apesar da propaganda em torno do chamado ‘protocolo dos 200% do Fundo de Financiamento das Freguesias’ (FFF), a realidade sentida no terreno seja bem diferente. A própria comunicação oficial do Município de Barcelos no passado dia 12 de maio afirmava que o financiamento das freguesias em 2026 incluía o ‘Protocolo 200% do FFF’, ao lado do Fundo de Financiamento das Freguesias e do respetivo adicional. No entanto, aquilo que efetivamente foi transferido em maio está muito longe dessa promessa. O montante transferido pela Câmara no primeiro semestre representa uma redução de 50% do apoio direto da câmara às freguesias face aos valores transferidos ao longo dos últimos 4 anos”, refere a Concelhia de Barcelos.
Os socialistas reforçam que “as freguesias são o primeiro rosto do poder local junto das populações”. “Limitar os seus recursos e condicionar a sua autonomia é enfraquecer a resposta aos problemas concretos das pessoas. É esvaziar o papel dos Presidentes de Junta. O PS Barcelos exige, por isso, transparência total sobre os montantes efetivamente transferidos, o cumprimento integral dos compromissos assumidos com as juntas de freguesia e a reposição de uma política de confiança, respeito institucional e verdadeira descentralização. Barcelos não precisa de anúncios, precisa de seriedade, coerência e apoio real às freguesias”, finalizou o PS.