Sábado, Fevereiro 24, 2024
10.7 C
Braga
InícioRegiãoGuimarãesPacto Climático de Guimarães assinado no Dia Mundial do Ambiente

Pacto Climático de Guimarães assinado no Dia Mundial do Ambiente

© CM Guimarães

Na passada segunda-feira comemoram-se os 50 anos do Dia Mundial do Ambiente e o Município de Guimarães aproveitou a efeméride para oficializar a assinatura do Pacto Climático com um conjunto de 70 subscritores, de entre empresas e instituições do concelho de Guimarães.

A cerimónia teve lugar durante a Conferência Economia Circular e Ambiente, que decorreu no Laboratório da Paisagem, e que contou com a presença de Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Isabel Ferreira, secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Miguel Bandeira, pró-Reitor da UMinho, e Sofia Ferreira, vereadora do Ambiente, que salientou a importância do momento para os objetivos que se prendem com a “Missão Cidades”, da qual Guimarães faz parte, e que almeja a Neutralidade Climática em 2030.

Na sua intervenção, Domingos Bragança lembrou as ações que têm vindo a ser encetadas pelo Município de Guimarães, através do Laboratório da Paisagem e dos serviços municipais dedicados à sustentabilidade e ambiente, tendentes à preservação da Natureza e do meio-ambiente, com destaque para as que convocam diretamente os cidadãos, e que não esquecem a população em idade escolar. “A mudança de atitudes é muito importante para este nosso desígnio, que é um desígnio não só́ local, mas mundial”, frisou. O edil referiu a candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia 2025, em curso, à luz do que considera “um equilíbrio entre a pegada ecológica do território e o desenvolvimento da sua atividade económica quotidiana”. Para o presidente da Câmara, isso pode ser conseguido através de “um recurso que não tínhamos no passado com a intensidade e difusão de hoje, por toda a sociedade, e que é a Ciência geradora de um deslumbrante novo conhecimento, indutor de novas e inovadoras tecnologias e de robustecimento da nossa interpretação do mundo, onde agora reside a nossa consciência ecológica.”

Domingos Bragança terminou a sua intervenção apelando para que as milhares de empresas do território, com alto pendor industrial, vejam na circularidade da economia, na sustentabilidade ambiental,  uma oportunidade de inovação e competitividade, através do trabalho em rede e em parceria com os centros de investigação, das nossas Universidades e Politécnicos, pois Guimarães é e será  território industrial, e queremos mostrar ao mundo que podemos ser um território industrial mas ambientalmente sustentável que através da nossa vontade coletiva e do nosso saber transformamos o mundo para melhor, aceitamos os desafios de hoje da descarbonização, do combate às alterações climáticas e da vida em harmonia com a natureza.

Miguel Bandeira, pró-Reitor da UMinho, destacou a vocação universalista da instituição, dizendo que “os desígnios da comunidade devem ser mobilizadores” para a Universidade. Referiu ainda as bases que Guimarães começou a construir em 2012, aquando da realização da Capital Europeia da Cultura, que considera “os alicerces do conhecimento que os cidadãos de Guimarães interiorizaram”. Uma atitude perante o conhecimento que lhes permite o equilíbrio e a proporção necessários para um bom uso dos recursos, de forma a que o território não perca de vista os 17 enunciados dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da UNESCO. “Guimarães é um exemplo de forte coesão social e identidade”, concluiu.

Por sua vez, Isabel Ferreira disse ser necessário refletir como sociedade sobre os desafios da transição climática, relevando o facto de Guimarães não se cingir a comemorar dias festivos, mas antes a encetar um conjunto de iniciativas relevantes para o caminho neutralidade climática. Isabel Ferreira referiu a candidatura a Capital Verde Europeia e a Green Week como dois exemplos desse compromisso de Guimarães que, como cidade média, tem a capacidade de se constituir como um exemplo nacional e internacional nas políticas de sustentabilidade, bem como a capacidade de “amenizar o quotidiano das pessoas”.

Isabel Ferreira lembrou ainda que os fundos europeus são um instrumento que permitirá a redução das assimetrias, a criação de emprego e as transições digital e climática. “Esta conferência é uma oportunidade para consolidar uma visão que compatibilize as ações com vista à sustentabilidade, económica, social e ambiental”.

Destaque-se ainda a intervenção do presidente da CCDR-N, António Cunha, que durante a Conferência Economia Circular e Ambiente, na qualidade de Keynote Speaker, deixou o mote para o objetivo “Rumo à descarbonização e à poluição zero na Região Norte”: não basta atingirmos o ponto zero entre as emissões de gases com efeito estufa e a sua mitigação. Segundo António Cunha, teremos que combater o atual défice, para que seja possível atingir os níveis desejados. De salientar que o Pacto Ecológico Europeu traça um compromisso para o futuro e que a Lei Europeia do Clima fixa em pelo menos 55% a redução líquida de emissões de gases de efeito de estufa, entre 1990 e 2030, e a neutralidade climática em 2050.

Aos subscritores do Pacto Climático de Guimarães, cabe o compromisso de: adotar estratégias de curto, médio e longo prazo de descarbonização da sua atividade; liderar capacitar e facilitar a adaptação da atividade às ambições de redução de emissões de GEE; envolver os vários agentes e entidades colaborantes; recolher dados, monitorizar e reportar os avanços alcançados para as metas de redução de emissões de GEE e de sustentabilidade; comunicar a mensagem e metas alcançadas, garantido a transparência dos processos e envolvendo todas as partes interessadas durante os mesmos.

LEIA TAMBÉM

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

REPORTAGEM

POPULARES