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Moradores advertem Câmara de Braga com manifestações caso avance com “bairro social” em Ferreiros

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O projeto de construção de 38 habitações sociais na Rua Edgardo Sá Malheiro, na freguesia de Ferreiros, em Braga, foi discutido esta segunda-feira em Reunião de Executivo com um representante da comissão de moradores a referir que “está a desenvolver uma petição” para a sua “revogação imediata”.

José Silva, representante da comissão de moradores de Ferreiros e Aveleda, fez a intervenção na reunião do Executivo Municipal de Baga, dando a conhecer a petição que já conta com 2.000 assinaturas, pretendendo avançar com uma manifestação caso a construção avance nesta zona de Mazagão.

“Estamos a desenvolver uma petição que recomende a revogação imediata da construção destes fogos de habitações de cariz social na Rua Edgardo Sá Malheiro, na zona de Mazagão. Os moradores daquela zona pretendem que este terreno municipal deveria ser alocado para um espaço verde para uso fruto da comunidade local. Também a experiência anterior da aglomeração de pessoas socialmente fragilizadas conduzem para realidades problemáticas que já são conhecidos e quase sempre pelos piores motivos dos bairros sociais. Por último, são as consequências irreparáveis da integração de um equipamento desta natureza numa comunidade pequena e suburbana. A nossa petição conta ao dia de hoje com cerca de 2000 subscritores e será entregue nos serviços municipais até ao final do corrente mês”, salientou José Silva.

O representante falou na preocupação dos moradores de Ferreiros e Aveleda que ponderam vender as suas habitações, caso a obra avance nesta zona. “Esta mobilização é o reflexo do pânico e do medo instalado nos moradores desta localidade e que ponderam nesta altura, inclusivamente, a venda dos seus próprios imóveis pela desconfiança no impacto que possa trazer à comunidade local. Entendemos que para resolver os problemas de 200 pessoas não podemos criar um problema a 2000 e, por isso, estamos seguros de que uma manifestação popular desta dimensão não será ignorada por este Executivo Municipal”, alertou.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, falou que já teve oportunidade de reunir com a comissão de moradores, juntamente com a vereadora Olga Pereira, tendo contestado que “a criação destas menos de 40 habitações possam ser alusivas da boa convivialidade desta comunidade”.

“Eu e a vereadora Olga Pereira já tivemos oportunidade de reunir com a comissão de representantes desta petição, ao qual já demos a explicação sobre alguns temas que aqui foram levantados, desde logo a existência da capacidade construtiva no terreno e a possibilidade de ali ser implantado um edifício particular de outra natureza, numa hasta pública que o Município promoveu”, explicou o edil.

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