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Mês da Economia começa em Guimarães com análise do estado da arte da economia regional

© CM Guimarães

Outubro é o Mês da Economia no Município de Guimarães e será preenchido com um vasto programa subordinado ao tema Economia – Inovação & Fábrica do Futuro. O evento inaugural, intitulado “O Estado da Arte – Uma Análise da Economia Regional”, destinou-se a avaliar os principais indicadores económicos de Guimarães, das regiões do Norte, Cávado e Ave, e de Portugal, uma análise a cargo de Fernando Alexandre, doutorado em Economia e professor da Universidade do Minho.

Na abertura do evento, Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, traçou o perfil do Mês da Economia, que pretende ser “uma oportunidade para, de forma aberta, construir conceitos e desconstruir preconceitos em torno da economia da região, com especial incidência para o território vimaranense”.

Para o edil, a economia especializada de Guimarães, que se sustenta maioritariamente na indústria do têxtil e do calçado, na metalomecânica, nas cutelarias e, hoje, também nas embalagens, necessita de uma cultura de “conhecimento intensivo”, para que possa ser inovadora e diferenciadora. “Temos condições para que o nosso sistema empresarial se fortifique, através da incorporação de valor de base tecnológica, com a colaboração que se pretende entre os centros de investigação, as nossas universidades e politécnicos e as empresas”, disse Domingos Bragança.

Para o presidente da Câmara Municipal, Guimarães “oferece todas essas condições, uma vez que possui um rico ecossistema científico e um bom sistema de educação”, que permite antecipar o desafio de “construir a Fábrica do Futuro”, que não é mais do que a atual fábrica, transformada através da digitalização, sensorização, automação, e enriquecida com a utilização de novos materiais e de mão-de-obra qualificada.

Domingos Bragança usou na sua comunicação exemplos de sucesso do concelho na área da saúde e dos biomateriais, insistindo na ideia da necessidade da criação de uma Zona Livre Tecnológica que permita alavancar essa mudança no “chão de fábrica” vimaranense.

Após a análise da situação económica regional, abriu-se espaço para a apresentação de projetos empresariais de sucesso, com os pitches do Grupo Casais, SMC+, Hydrumedical e Bioceramed, JFA, José Neves e Orthos XXI.

A encerrar o evento, Pedro Cilínio, secretário de Estado da Economia, referiu ser a inovação um “tema atual” e que o futuro exige competitividade, um “objetivo a perseguir”. Para o secretário de estado, é a partilha de conhecimento que abre caminho à diferenciação e inovação. E que permite criar valor e criar novas áreas de negócio. Pedro Cilínio destacou o crescimento do PIB nos últimos anos, em Portugal, o aumento do peso das exportações e o gradual aumento em Investigação e Desenvolvimento. A colaboração, de que são exemplo as agendas mobilizadoras do PRR, é outra das dimensões essenciais, segundo o governante, para o crescimento da economia portuguesa.

O programa completo de Economia – Inovação e Fábrica do Futuro pode ser consultado aqui.

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