Juventude Popular exige publicação do parecer da DGS para a Festa do Avante
Quinta-feira , Novembro 26 2020 Periodicidade Diária nº 2647
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Juventude Popular exige publicação do parecer da DGS para a Festa do Avante

A Juventude Popular veio a público considerar que a não divulgação do parecer para a Festa do Avante por parte da Direção-Geral da Saúde (DGS), “é um sinal de falta de transparência do Estado”.

Francisco Mota, presidente da Juventude Popular, refere “esta atitude por parte da DGS é de uma incompetência absurda num estado democrático e fere, uma vez mais, a autoridade moral e política do Governo”. “Depois de ter autorizado aos amigos o que não permitiu aos portugueses, dando sinais contraditórios, é inaceitável que não assuma publicamente as suas opções na salvaguarda da saúde púbica. Ficamos a saber que, enquanto portugueses, não saberemos o que foi autorizado, as entidades fiscalizadoras não saberão as condições em que terão de actuar e, no final, o Governo lava as mãos como pilatos”, acrescenta o centrista.

O presidente da Juventude Popular acusa o Governo de “privilegiar os comunistas”. “O PCP volta a ter um tratamento privilegiado, comparando com outros sectores no qual são conhecidas publicamente as normas com que abrem as portas ao público. Está mais que na hora do Governo deixar de tentar tapar o sol com a peneira e ser sério com o povo português. A Festa do Avante só acontece nos moldes que conhecemos, por opção do executivo liderado por António Costa. Sejam honestos e assumam a opção apresentando e publicando o parecer”, ressalva Francisco Mota.

“Se Graças Freitas está convicta da legitimidade deste evento, que tem a esconder aos portugueses? A maior complexidade deste evento é que a coberto de uma manifestação política é permitido fazer aquilo que não é admitido a milhares e milhares de portugueses e a centenas de empresários e de artistas”, conclui o centrisa.

A Festa do Avante está marcada para os dias 4, 5 e 6 de setembro, no Seixal, tendo a Juventude Popular promovido um abaixo assinado para requerer ao Governo de não autorizar o evento.