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Juventude Popular contra continuidade de imposição de máscaras nas escolas

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A Juventude Popular enviou esta manhã uma carta ao provedor de Justiça e à Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, por causa da continuidade do uso de máscaras nas crianças, nos estabelecimentos de ensino, considerando a medida “abusiva e inapropriada dado o panorama atual”.

Tendo a Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares emitido aos estabelecimentos escolares uma orientação para o próximo período, sublinhando a necessidade de serem disponibilizados materiais de proteção individual para os estudantes, a “Juventude Popular manifesta frontal discordância com a obrigatoriedade da utilização de máscaras nas crianças, por acreditar que esta imposição constituirá uma barreira maior ao seu crescimento e desenvolvimento cognitivo”, pode ler-se na carta.

A carta, enumera, entre outros, os motivos pelos quais o uso da máscara “prejudica a aprendizagem dos mais novos, ficando o ensino comprometido, de parte a parte”.

A Juventude Popular está consciente de que “as medidas de prevenção contribuem para a diminuição da propagação da Covid-19 e de outras doenças respiratórias, no entanto, e feita uma análise custo-benefício, e sob sustento de teses científicas, considera que a imposição do uso de máscaras dentro das salas de aula é manifestamente mais prejudicial do que benéfica para as novas gerações”.

“Em suma, na Juventude Popular estamos conscientes das vantagens no uso de máscaras faciais, mas não pretendemos restringir as liberdades e potencialidades de ninguém. Temos, todavia, o dever de prevenir mais perdas nas aprendizagens e desenvolvimento das novas gerações não compactuando com uma clara obsessão que persiste numa lógica de medo”, pode ler-se ainda.

Na carta é notório um pedido da “necessidade da natural retoma à normalidade”. “Portugal é dos poucos países da Europa a impor a obrigação referida. Ainda assim, como é valor intrínseco para a juventude do CDS-PP, a liberdade é primordial, e como tal, embora não favoráveis à imposição do uso das máscaras, a JP jamais quer demover ou limitar quem mantiver essa mesma vontade”, acrescenta.

“Se regularizarmos o uso da máscara, esta prática afetará, a curto e longo prazo, os hábitos comuns de várias gerações, incluindo, até, a nossa. Ficará de tal forma enraizado no modo de estar dos mais jovens que torná-los-á socialmente mais inibidos e oferecer-lhes-á menos imunidade a outras doenças”, afirma Francisco Camacho, presidente da Juventude Popular.

“Não esquecemos que as novas gerações de hoje corresponderão a 80% da atual geração de amanhã. Precisamos, portanto, de reunir as condições para que o desígnio de serem a geração mais bem preparada de sempre produza efeitos objetivos a longo prazo”, remata.

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