
A coligação Juntos por Guimarães reconheceu a Universidade do Minho (UMinho) como “uma instituição essencial para o futuro do concelho e para o reconhecimento de Guimarães enquanto concelho de conhecimento, inovação e competitividade”.
Numa reunião com o reitor, Rui Vieira de Castro, o candidato à Câmara Municipal, Ricardo Araújo, destacou “a importância de valorizar o talento e o conhecimento produzidos na universidade, transformando-os em verdadeiro desenvolvimento económico para o território”.
“Guimarães precisa de criar condições para fixar jovens, atrair investimento e gerar novas oportunidades. No entanto, hoje assistimos a um cenário preocupante: mesmo quem vive em Guimarães acaba muitas vezes por se deslocar para Braga, resultado da falta de uma estratégia económica clara e de políticas de habitação adequadas. Esta realidade prejudica o concelho e limita o potencial da comunidade académica”, disse.
O candidato reforçou ainda “a questão da habitação estudantil, em particular, é uma urgência que não pode mais ser ignorada. A falta de residências está a penalizar centenas de jovens e, em simultâneo, a própria dinâmica do concelho. É fundamental encarar de frente a crise habitacional, porque sem resolver este problema não conseguimos fixar estudantes, investigadores e jovens trabalhadores”.
Outro dos “grandes desafios identificados” pelo candidato é “a competitividade da cidade”. “Falta em Guimarães uma estratégia integrada que una a Universidade, o Município e as empresas, refere ainda.
“Temos de criar uma agência especializada para o desenvolvimento económico, com capacidade técnica e visão estratégica, que funcione como motor da ligação entre ensino, inovação e economia”, defendeu.
O exemplo da Bosch, dado pelo reitor, já em articulação com a Universidade do Minho, demonstrou “como é possível potenciar sinergias”. “É preciso ir mais longe e garantir que os polos industriais e as áreas de investigação trabalham lado a lado”, reforça Ricardo Araújo.
A coligação sublinha que “a economia tem de se tornar uma prioridade no próximo ciclo político. Guimarães dispõe de todos os recursos necessários para dar este salto: conhecimento científico, capacidade empresarial e talento jovem, mas falta coordenação e visão. Se quisermos voltar a colocar Guimarães como uma cidade de referência em Portugal e na Europa, temos de apostar seriamente na inovação, na criação de emprego qualificado e na fixação de jovens. A Universidade do Minho é o parceiro estratégico para esse caminho”.


