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Jovens empreendedores apelam por mais apoio a líderes do G20

José Campos e Matos

O português José Campos e Matos, presidente da Yes For Europe – Confederação Europeia de Jovens Empreendedores, considera essencial reforçar o apoio ao empreendedorismo jovem para uma recuperação pós-pandemia mais eficaz. Essas medidas de apoio são propostas hoje em comunicado na Cimeira do G20, que reúne em Itália os 20 países mais poderosos do mundo. O documento é assinado pela Aliança G20 dos Jovens Empresários, que inclui José Campos e Matos, que ali surge ainda em representação da UE, por presidir a Yes For Europe.

“Os jovens empreendedores enfrentaram tempos únicos e adaptaram-se rápido, digitalizaram, reinventaram-se, fecharam e reabriram negócios”, evoca o também professor da Universidade do Minho. “Mas a pandemia aumentou as desigualdades, por isso pedimos aos líderes do G20 para construirmos em conjunto um renascimento global baseado em sustentabilidade, inclusão, digitalização, comércio e investimento”, acrescenta José Campos e Matos. O dossiê vai ser apresentado na iniciativa anual Global Renaissance do B20, o braço empresarial do G20. Os países do G20 representam 85% do PIB, 75% do comércio e 60% da população mundial.

Na prática, aquele comunicado propõe, por exemplo, reduzir as barreiras dos empreendedores jovens com a administração pública; reforçar o seu apoio em financiamento, formação, saúde e consultoria; estimular a inovação multissetorial e a escalada de start-ups através de políticas colaborativas, como gabinetes academia-indústria; criar uma estrutura global de apoio às PME sobre custos, contratos e patentes; e promover o Passaporte GVC para facilitar o acesso de PME e start-ups a mercados externos, explica o presidente da Yes For Europe, a qual junta 100 mil membros de 21 países.

No documento pretende-se, ainda, eliminar práticas de discriminação entre empreendedores, incentivar o empoderamento feminino e as mais jovens para áreas científico-tecnológicas ou económicas, lançar rotas comerciais focadas na economia inclusiva e fomentar a contratação de jovens talentos e a adequação de postos de trabalho. A transição digital e verde é outra meta, ao subsidiar aspetos como a certificação de práticas ecológicas, a redução de resíduos, o uso de materiais de reciclagem ou o segmento do comércio justo e dos produtos orgânicos.

O comunicado é suportado num policy paper final com 32 recomendações, 93 desafios e 37 indicadores, condensado pela confederação italiana Confindustria, que teve a colaboração de José Campos e Matos e ouviu 6.5 milhões de empresas e 3000 membros de diversos países. Na Global Renaissance, a decorrer em Milão e online, vai divulgar-se igualmente um estudo da consultora Accenture sobre o impacto das políticas públicas em negócios liderados por jovens. No global, 75% daqueles jovens inquiridos defende um futuro sustentável e elenca três tendências de negócio: economia circular (69%), economia verde (48%) e tecnologia verde (48%). Aliás, 90% dos entrevistados planeia investir mais em sustentabilidade a curto prazo.

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