JovemCoop e Braga Mais organizam visita virtual à Capela de São João da Ponte
Terça-feira , Outubro 20 2020 Periodicidade Diária nº 2610
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JovemCoop e Braga Mais organizam visita virtual à Capela de São João da Ponte

Aproximando-se as Festas de São João, momento primordial da celebração coletiva bracarense, a Braga Mais e a JovemCoop dão continuidade aos “Percursos Brácaros” com uma visita guiada digital à Capela de São João da Ponte.

Depois da bem-sucedida visita digital à Capela de Guadalupe, a JovemCoop e a Braga Mais juntam-se novamente com o propósito de dar a conhecer o património bracarense.

Esta iniciativa, realizada em parceria com a Junta de Freguesia de S. Victor e com a Paróquia de Santo Adrião, decorre este sábado, 20 de junho, a partir das 10h30, podendo ser acompanhada em: https://www.facebook.com/jovem.coop/.

A Capela de São João da Ponte é um dos ícones das sanjoaninas bracarenses. Edificada em 1616, surge no preciso local onde decorria o epicentro das celebrações em honra de São João Baptista na cidade de Braga. A corrida do porco preto, citada pelo menos desde o século XVI, atraía então as atenções populares e concentrava toda a dinâmica dos festejos. A proibição da incorporação da bandeira da cidade, com a representação de Nossa Senhora, na Corrida do Porco Preto, ocorrida em 1614, acabaria por ser o mais que provável fundamento para a construção da capela. Dizem as atas municipais que em substituição da bandeira se deveria celebrar uma eucaristia antecedendo a corrida, talvez para acalmar os acicatados ânimos que precediam a competição. No ano seguinte já se falava da ermida “que se azia à Coutada dos Arcebispos”.

Apesar do desaparecimento da célebre Corrida do Porco Preto, a capela continuou a ser um dos epicentros das seculares celebrações bracarenses a São João Baptista, realizando-se no seu entorno uma “grande feira anual” a 23 e 24 de junho. Espaço de memória e de memórias, muitas delas associadas inevitavelmente aos festejos sanjoaninos, a valia desta capela não se mede pela sua qualidade artística, mas pela importância comunitária de que se reveste para os bracarenses. A capela tem uma arquitetura singela, com dois campanários e um alpendre, tendo sido reformada provavelmente nos finais do século XVIII e início do seguinte. Na verga da porta principal do templo é observável a data da sua construção: “ANNO DE 1616”. Localizada junto a uma das principais saídas da cidade, a estrada para Guimarães, a capela adquiriu o nome em referência à ponte que servia de passagem sobre o rio Este.

A capela, devotada “ao Bautista” – como comprovam crónicas setecentistas – apesar de algumas infundadas dúvidas colocadas sobre a titularidade do orago, detinha outras destacadas devoções como é o caso de Nossa Senhora do Parto ou de São Cristóvão. Mais tarde acabariam por incorporar-se as devoções a Santa Felicidade e ao Senhor da Saúde, outrora nas Carvalheiras. Enriquecida em 1919 com alguns elementos do demolido Convento dos Remédios, a Capela de São João da Ponte viu surgir no seu entorno o primeiro parque urbano de Braga.

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