
“Vamos construir o melhor concelho do país”, afirmou João Rodrigues, presidente à Câmara Municipal de Braga pela coligação.
No Theatro Circo, o candidato dos Juntos por Braga falou das propostas para o concelho caso vença as eleições autárquicas de 12 de outubro.
“Os bracarenses não são apenas eleitores ou cidadãos, são parceiros neste projeto que temos em comum: o de construirmos, juntos, a melhor cidade do país. O lugar de presidente da Câmara Municipal de Braga não é, nem um lugar para se passar a reforma, nem uma escolha de recurso para quando se acaba de perder outra eleição. Braga tem de ser a primeira e única prioridade de alguém que tenha os dois pés em Braga e, sobretudo, alguém que tenha cá o seu coração”, disse João Rodrigues.
O cabeça de lista pela coligação defendeu “uma posição exigente e reivindicativa junto do Estado central”. “Connosco, no passado, o Estado central falhou em algo de fundamental: apoiar o nosso investimento em infraestruturas, reconhecer que somos uma cidade que faz mais e que merece mais. Não aceito nem aceitarei que Braga seja um exemplo de ‘sucesso negligenciado’. É tempo de arregaçarmos as mangas e exigirmos mais atenção e mais investimento por parte do Governo”, sublinhou.
João Rodrigues apresentou os seus primeiros doze compromissos. “Este será um programa que coloca as pessoas no centro da ação política, que ouve os que se sentem esquecidos, que investe nas novas gerações ao mesmo tempo que honra os mais velhos. Um programa em que ninguém fica para trás”, disse.
Entre as propostas anunciadas na apresentação está a criação da circular externa de Braga, com o objetivo de “melhorar a fluidez do trânsito e facilitar as ligações periféricas do concelho”. No domínio da mobilidade, propõe a implementação do transporte público gratuito para todas as pessoas que residam em Braga, medida que visa “incentivar o uso do transporte coletivo e promover a sustentabilidade ambiental”.
A coligação compromete-se com a execução de um Plano Permanente de Manutenção de Vias e Passeios, com dotação mínima de 10 milhões anuais, de forma a “garantir melhores condições de circulação e segurança para peões e condutores”. Em articulação com a valorização do espaço urbano, propõe que seja executado um aumento da área pedonal do centro histórico bracarense.
Na área ambiental, João Rodrigues anunciou a criação do Parque de São Martinho, com mais de 50 hectares, e a união do Parque da Ponte aos terrenos adjacentes ao Estádio 1º de Maio, das Camélias e do Monte do Picoto, com o intuito de “criar uma vasta área verde contínua”. Neste âmbito, propõe a plantação de 100.000 árvores em Braga.
Em termos de infraestruturas desportivas, a candidatura defende a criação de dois novos parques desportivos em zonas estratégicas do concelho, com o objetivo de “fomentar a prática desportiva e a saúde pública”. No que toca ao apoio às famílias, é destacada a criação de uma rede de creches em Braga, assente na premissa de que “nenhuma família deve deixar de ter filhos por falta de apoio, nenhuma mãe ou pai deve adiar o regresso ao trabalho por não ter onde deixar os filhos”.
No setor da habitação, está prevista a criação de um programa de construção de habitação acessível para a classe média, a desenvolver através da nova política de solos do Plano Diretor Municipal de Braga. Para a população sénior, propõe a criação de um novo Cartão Sénior de Braga, que “agregará todos os benefícios e apoios destinados a este grupo etário”.
A nível cultural, a candidatura propõe a criação da Central Cultural, um espaço multidisciplinar “capaz de promover uma oferta cultural abrangente e inclusiva”. No plano económico, pretende “reforçar o papel da InvestBraga como agência de captação de investimento e desenvolvimento económico, bem como da Startup Braga, impulsionando o empreendedorismo e a inovação no concelho”.
No domínio da segurança, João Rodrigues compromete-se com a instalação de câmaras de videovigilância em espaço público, assegurando “o respeito pela privacidade dos cidadãos”, e com o aumento em 50% do efetivo da Polícia Municipal, que será dotada de “mais meios, novas instalações, maior presença no terreno e uma capacidade de intervenção reforçada”.


