OpiniãoIPCA: Quando da fama, não há proveito

IPCA: Quando da fama, não há proveito

Artigo de Luís Rosa.

© IL

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), tendo a sua sede e principal campus em Barcelos, é hoje uma instituição de ensino superior de referência a nível nacional. Tal como demonstra a tendência crescente de procura registada nas colocações de 2025, a qualidade académica, o alargamento da oferta formativa e o reconhecimento institucional continuam a atrair cada vez mais estudantes. No entanto, apesar do potencial desta instituição, o concelho de Barcelos continua a não tirar proveito real da sua presença.

É um paradoxo difícil de ignorar: temos uma instituição de ensino superior a formar centenas de jovens todos os anos, mas continuamos a assistir ao êxodo de talento, ao envelhecimento da população e à frágil tecido económico local. O IPCA brilha, mas Barcelos não reflete essa luz.

É incompreensível que, com tantos jovens qualificados a passar por Barcelos, continuemos a não ver a criação de verdadeiros “hubs” de empreendedorismo, políticas ativas de fixação jovem ou parcerias sólidas entre a autarquia, o IPCA e as empresas locais. Há oportunidades desperdiçadas em cada diploma entregue.

Mas esta realidade pode — e deve — mudar. É fundamental desenvolver políticas eficazes que atraiam investimentos, diminuam burocracias e criem incentivos fiscais à fixação de empreendedores e empresas. Sem esquecer a urgência de uma articulação estreita entre a academia e as necessidades das empresas locais.

O futuro de Barcelos pode — e deve — passar pela sua Instituição de Ensino Superior. Mas para isso, é preciso mais do que discursos. É preciso visão, coragem política e capacidade de agir. Com a Iniciativa Liberal, estamos prontos para transformar o potencial em proveito.

Porque o talento existe. Só falta quem o queira aproveitar.

Artigo de Luís Rosa, cabeça de lista à Assembleia Municipal de Barcelos pela Iniciativa Liberal.

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