
A investigadora Clara Lemos, formada pela Universidade do Minho (UMinho), foi distinguida com o Prémio Eduardo da Cunha Serrão, que reconhece a melhor tese de mestrado em Arqueologia realizada em Portugal durante o ano de 2025.
A cerimónia de entrega do galardão está marcada para o próximo dia 18 de junho, no Museu do Carmo, em Lisboa, numa iniciativa promovida pela Associação dos Arqueólogos Portugueses. Pelo segundo ano consecutivo, a distinção é atribuída a um trabalho desenvolvido na Universidade do Minho.
A investigação premiada, intitulada “Arqueologia Agrária no Extremo (Arcos de Valdevez): Materialidade e Documentação (séculos XVII a XIX)”, analisa a evolução das paisagens rurais através de uma abordagem interdisciplinar que combina arqueologia, arquitetura, história e etnografia.
Além do reconhecimento nacional, o prémio inclui a publicação da dissertação em formato de livro e a atribuição de um valor monetário de 1.500 euros.
Orientado por Rebeca Blanco-Rotea e Francisco Azevedo Mendes, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, o trabalho procurou compreender as transformações fundiárias e arquitetónicas ocorridas ao longo dos séculos, relacionando-as com práticas agrícolas, heranças familiares e evolução tecnológica.

A investigação contou com a colaboração do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT/IN2Past), da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho e dos projetos europeus Cultur-Monts e Rurarq, desenvolvidos com apoio do programa Interreg.
O estudo beneficiou ainda da colaboração do Município de Arcos de Valdevez e da União de Freguesias de Portela e Extremo, envolvendo a comunidade local na recolha de testemunhos e na identificação de elementos patrimoniais ligados à atividade agrícola tradicional.
Natural de Barcelos, Clara Lemos é arquiteta de formação, licenciada pela Universidade de Coimbra, com especialização em Planeamento Urbano pela Universidade de Aveiro. Atualmente exerce funções no Município de Barcelos, conciliando a atividade profissional com trabalhos na área da arqueologia.
A distinção representa mais um reconhecimento nacional da investigação desenvolvida na Universidade do Minho e reforça o contributo da academia minhota para o estudo e valorização do património histórico e cultural português.


