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Guimarães discute Inteligência Artificial e o seu impacto nas organizações

© CM Guimarães

A Sala Polivalente da Unidade de Governação Eletrónica da Universidade das Nações Unidas foi palco, na tarde desta terça-feira, 10 de outubro, dia em que Guimarães recebeu o prémio nacional António Almeida Henriques na Transformação Digital, da conferência “Economia de Big Data, Inteligência Artificial e o Impacto nas Organizações”, um evento do programa do Mês da Economia, subordinado ao tema “Economia – Inovação & Fábrica do Futuro”, que juntou vários especialistas na área da Inteligência Artificial, bem como um conjunto de representantes de empresas que têm vindo a implementar processos de IA no seu processo industrial.

Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, voltou a colocar na ordem do dia a necessidade de se encetar um processo de transformação do tecido industrial vimaranense, em virtude da velocidade com que o mundo, hoje, está em mudança. “A transformação digital e a Inteligência Artificial, ainda que a velocidades distintas conforme a geografia e os recursos, estão a mudar a forma como se trabalha mundialmente, com impacto em cada uma das nossas empresas, pelo que é necessário liderar o processo de transformação digital que não é uma escolha ou opção, é mesmo fundamental para a sobrevivência e competitividade da nossa economia e de cada empresa em particular, independentemente da sua dimensão e setor”, disse.

O presidente da Câmara lembrou a composição da estrutura industrial em Guimarães, frisando o enorme   desafio que a região tem pela frente, mas mostrando-se esperançado no futuro. “A ideia da “Fábrica do Futuro” é a da  fábrica que todas ou qualquer uma pode ser, haja vontade e  liderança focada nesse objetivo ou ambição, integrando a transformação digital, altamente tecnológica, de conhecimento intensivo e ambientalmente sustentável, de processos de automação, sensores, robotização, de trabalhadores criativos e qualificados, organizando dados e gerindo-os através da Inteligência artificial, capaz de implementar processos inteligentes e eficientes a uma escala de processamento que a supercomputação nos permite”, disse. O edil referiu ainda ser necessário o aparecimento de empresas de base tecnológica no território, que contribuam para essa mudança. “Estas empresas de base tecnológica podem ser geradas pelos alunos, investigadores, formados nos nossos Centros de Saber com parcerias com os nossos empresários. O que eu hoje aqui ouvi faz com que a minha convicção seja ainda maior”, concluiu.

A abertura do evento esteve a cargo de Rui Vieira de Castro, reitor da Universidade do Minho, que colocou em cima da mesa o que, na sua perspetiva, são as ameaças e as oportunidades da Inteligência Artificial, a que se seguiu um painel, moderado por Pedro Arezes, presidente da Escola de Engenharia da UMinho, constituído por José Machado, do Algoritmi/LASI, Luís Carvalho, da Farfetch, Estela Bicho, da Universidade do Minho, e Miguel Moreira da Silva, da Wimmer.

No final, teve ligar um Pitch de empresas, com o título “Como utilizar IA para promover o meu negócio”, com a participação de Fortunato Frederico (Fly London), Hugo Lopes (Innovretail), Joel Alves (Sentinel), Beatriz Barateiro (Ubiwhere), Hugo Miranda (Adalberto) e Manuel Rodrigues (Algoritmi/LASI).

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