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Guimarães: Dia UM celebrado no Campo de São Mamede

© CM Guimarães

O momento mais alto das comemorações do Dia UM de Portugal realizou-se na noite do passado sábado, no Campo de São Mamede, tendo como pano de fundo o Castelo de Guimarães.

A cerimónia iniciou-se com a aposição de medalhas honoríficas que distinguiram ilustres personalidades do concelho de Guimarães por relevantes serviços prestados à comunidade vimaranense, premiando o empenho e saber, assim como a entrega altruísta e despretensiosa. António Monteiro de Castro (Mérito Social), Manuela Alcântara e António Amaro das Neves (Mérito Cultural), José Neves (Mérito Empresarial) e Maria de Jesus Carvalho (Mérito Educativo), foram os agraciados, tendo a proposta de atribuição das medalhas sido deliberada por unanimidade em reunião do Executivo Municipal.

Na sua intervenção protocolar, Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal, evocou os três tempos identificados por Santo Agostinho, o presente das coisas passadas, o presente das presentes e o presente das coisas futuras, para se referir à memória, à vida e à esperança.

“O presente das coisas passadas é a memória. A memória de uma batalha que deu início à história de um povo e de um país milenar. A memória de uma batalha, a de S. Mamede, que nos traz aos alvores dos 900 anos do Dia Um de Portugal, para hoje aqui celebrarmos a nação portuguesa, e, dessa forma, preservar a memória coletiva. O presente das coisas presentes é a vida. A vida que nos coloca perante uma cidade que tem como base do seu desenvolvimento a educação e a cultura, pilares dos pilares da matéria que deverá ser a dos homens do nosso tempo. Educação e cultura que, cremos, nos conduzem a um maior respeito pelos demais, a uma maior benevolência, e, consequentemente, a mais coesão social. O presente das coisas futuras é a espera. Vou chamar a esta espera, a esperança. Um presente das coisas futuras que, a partir dos pressupostos da educação e da cultura, do conhecimento e da ciência, antevê Guimarães como um lugar de bem-estar, de conhecimento, de ciência, de inovação, de criatividade, de sabedoria coletiva. Um lugar onde se vive bem em comunidade”, disse Domingos Bragança.

Segundo o edil, estamos “perante uma escolha decisiva para o que será o futuro dos territórios, enquanto espaços vivos, provocada pela necessidade de dar resposta às alterações climáticas, às assimetrias de desenvolvimento, à eficiência energética, à digitalização da economia. Respostas que carecem de um desenho de modelo territorial coerente, que se alimente sinergicamente através de redes de cooperação intermunicipal. Um modelo capaz de promover a igualdade de respeito e de uma vida digna e decente para todos, a salvaguarda do ambiente, e, ao mesmo tempo, capaz de incentivar um inovador crescimento económico, criador de riqueza e de bem-estar”.

António Costa Silva, ministro da Economia e do Mar, lembrou que foi há 895 anos que “começou a aventura extraordinária que se chama Portugal, no dia 24 de Junho de 1128”. “Esta nação milenar que lutou denodadamente ao longo dos séculos para encontrar o seu caminho para o futuro está refletida hoje, aqui, neste lugar singular onde se respira a história”, referiu.

O ministro sublinhou a importância de olharmos para trás na nossa história, de forma a podermos ver o futuro, bem como a importância da cooperação: “sempre que fomos capazes de ter uma ação coletiva, de nos coligarmos uns com os outros, de trabalharmos uns com os outros, respeitando esse laço sagrado que é sermos cidadãos deste país, sempre que o fizemos, alcançámos feitos memoráveis”, sustentou.

António Costa Silva colocou a tónica no desenvolvimento económico como motor de criação de riqueza e bem-estar. “É fulcral compreendermos que as nossas caravelas, hoje, são os nossos empresários e as nossas empresas, são os projetos que estão a transformar o chão de fábrica em Portugal. Tudo aquilo que o Sr. Presidente mencionou, os projetos de transformação tecnológica, de cibersegurança, de desenvolvimento de toda a fileira dos biomateriais, são projetos que podem ser transformadores do futuro, como também a engenharia aeroespacial, todo o sistema científico e tecnológico, todo o sistema produtivo de Guimarães. Vamos trabalhar com a CCDR-N, com Guimarães, e todas as autarquias deste Quadrilátero Urbano e Industrial, onde estão 67 mil das nossas empresas, responsáveis por 4% do PIB do país e 11% das nossas exportações. Só a força da ação coletiva pode transformar completamente o nosso país. E nós vamos ganhar o futuro”, frisou.

A sessão solene teve um momento marcante com a apresentação da peça Suite n.1 (“da Poesia Portuguesa”) para Coro e Orquestra, composta por Tiago Simães, e interpretada pela Orquestra do Norte, dirigida pelo maestro convidado Jorge Leiria, e pelo Coro de São Mamede, constituído por cerca de 200 elementos, uma iniciativa que partiu de um convite de Tiago Simães a um conjunto de entidades vimaranenses (Grupo Coral de Ponte, Grupo Coral de Pevidém, Grupo Coral de Azurém, Coro Encanto, Coro Anima Populis, Orfeão do CCD Coelima, Orfeão de Guimarães, entre outros participantes). A Suite n.1 (“da Poesia Portuguesa”) para Coro e Orquestra nasceu inspirada pela língua portuguesa e pela poesia escrita em português.

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