
O Município de Guimarães garantiu financiamento para três projetos estruturantes nas áreas da mobilidade sustentável e da valorização ambiental. Os protocolos foram assinados pelo presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo, pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado.
Os acordos abrangem o desenvolvimento do futuro MetroBus (BRT), a criação de um jardim urbano no Parque D. Afonso I e a recuperação ecológica do rio Ave, que permitirá criar a primeira praia fluvial certificada do concelho, na zona do Vaqueiro.
A ministra do Ambiente e Energia destacou o percurso de Guimarães na recuperação ambiental do território, considerando que o concelho é “o exemplo de uma cidade industrial que devolve espaços aos seus cidadãos devidamente recuperados”, afirmando tratar-se de um caso simbólico a nível europeu.
Um dos protocolos prevê um investimento de 500 mil euros para os estudos e projetos do futuro sistema BRT (Bus Rapid Transit), que ligará Guimarães a Braga e à futura estação ferroviária de Alta Velocidade, incluindo ainda uma ligação ao AvePark, nas Caldas das Taipas.
Outro acordo assegura 400 mil euros para transformar o Parque D. Afonso I num novo jardim urbano. O projeto contempla a recuperação da Ribeira de Santa Luzia, a criação de novas zonas verdes, o reforço da biodiversidade e a ligação entre o centro histórico e o Campus de Azurém da Universidade do Minho.
“O projeto do Jardim D. Afonso I é o mais bonito dos seis projetos financiados no país”, afirmou Ricardo Araújo, acrescentando que permitirá recuperar e devolver à cidade “um espaço nobre”.
O terceiro protocolo destina 500 mil euros à recuperação ecológica do rio Ave, através da requalificação da Zona de Recreio e Lazer do Vaqueiro. A intervenção inclui a recuperação das margens, a remoção de espécies invasoras, a plantação de vegetação autóctone e a criação de percursos pedonais, preparando o espaço para a certificação da primeira praia fluvial de Guimarães.
“É inaceitável que Guimarães não tenha uma praia fluvial certificada”, afirmou o presidente da Câmara, defendendo que este investimento permitirá devolver o rio à população.
Já o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado, sublinhou a importância da recuperação dos recursos hídricos e da valorização das margens fluviais, considerando que estas intervenções reforçam a resiliência ecológica dos territórios e melhoram a qualidade ambiental.


