
O Governo assegurou que irá acabar “completamente” com a importação ainda existente de gás natural liquefeito (GNL) da Rússia, assim que “exista enquadramento legislativo europeu que permita cessar o contrato em vigor, em cumprimento da decisão da União Europeia de pôr termo à dependência energética da Rússia até 2027”.
Esta posição foi reafirmada por Maria Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em Bruxelas, Bélgica, onde participou numa iniciativa da European Forum for Renewable Energy Sources – EUFORES no Parlamento Europeu, dedicada ao panorama energético europeu, com enfoque nas energias renováveis, eficiência energética, redes e no futuro dos sistemas energéticos.
Maria Graça Carvalho explicou que “existe uma única empresa com contrato de longo prazo para importação de gás russo — a espanhola Naturgy — que utiliza Sines”. O volume de gás russo é residual no consumo nacional e tem vindo a diminuir de forma consistente, representando esse fornecimento cerca de 5% do total importado por Portugal.
Em 2024, Portugal importou aproximadamente 49.141 GWh de gás natural, dos quais cerca de 96% sob a forma de GNL. Do total do GNL, cerca de 4,4% teve origem na Rússia. A quota russa caiu de cerca de 15% em 2021 para 5% em 2024.


