
Assinala-se hoje, 3 de março, o Dia Mundial da Vida Selvagem, data dedicada à sensibilização para a proteção da biodiversidade e à reflexão sobre as ameaças que comprometem o equilíbrio dos ecossistemas.
A destruição de habitats, a poluição e o comércio ilegal de espécies continuam a colocar em risco inúmeras formas de vida, sendo que o tráfico de vida selvagem assume hoje uma dimensão equiparável, em termos globais, ao tráfico de armas e de estupefacientes.
Enquanto polícia ambiental em todo o território nacional, a GNR exerce esta missão através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), que há mais de duas décadas consolida uma atuação especializada na vigilância, fiscalização, investigação e repressão de infrações contra a natureza, o ambiente e o património natural. Integrando redes e fóruns de cooperação nacionais e internacionais, o SEPNA desenvolve diariamente ações que contribuem para um território mais seguro, sustentável e resiliente.
No decurso de 2025, a intervenção do SEPNA traduziu-se em resultados expressivos, dos quais se destacam 1.302 animais selvagens resgatados ou apreendidos, com especial incidência em aves; 270 detenções por crimes contra a vida selvagem, incluindo caça furtiva, maus-tratos a animais, tráfico de espécies protegidas e incêndios; e 2.869 autos de contraordenação por infrações lesivas de habitats naturais, designadamente podas e cortes proibidos, práticas de poluição, ilícitos de caça e pesca e violações de convenções e diretivas internacionais de proteção da fauna e flora.
“Estes números refletem não apenas a dimensão do fenómeno, mas sobretudo o compromisso permanente da Guarda na defesa dos valores naturais, numa perspetiva integrada de segurança humana e ambiental. A proteção da biodiversidade, seja de uma espécie isolada, seja de um ecossistema completo, constitui um pilar essencial para a saúde pública, para o equilíbrio climático e para o bem-estar coletivo”, refere a GNR.


