
A GNR, de 1 de janeiro a 22 de abril, fiscalizou 751.066 condutores, tendo resultado na deteção de 165.251 contraordenações rodoviárias.
A Guarda Nacional Republicana registou 30.336 infrações por excesso de velocidade, 23.484 infrações por falta de inspeção periódica obrigatória, 6.810 infrações por falta de seguro obrigatório, 5.190 infrações por utilização indevida de telemóvel durante a condução, 4.535 infrações por não utilização do cinto de segurança ou sistema de retenção e 1.927 infrações relacionadas com excesso de peso em veículos.
No mesmo período, a GNR registou ainda 8.064 crimes rodoviários, destacando 4.752 crimes de condução de veículo com taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l e 2.373 crimes de condução sem habilitação legal.
Relativamente à sinistralidade rodoviária, houve 30.026 acidentes, dos quais 5.975 envolveram vítimas, resultando em 127 vítimas mortais, 492 feridos graves e 7.067 feridos leves.
“Estes dados evidenciam comportamentos de risco persistentes, com especial incidência no excesso de velocidade, na condução sob o efeito do álcool e na utilização de dispositivos móveis durante a condução, fatores amplamente reconhecidos como potenciadores de acidentes rodoviários e do agravamento das suas consequências. A segurança rodoviária é uma responsabilidade partilhada, pelo que a Guarda apela à adoção de comportamentos prudentes e conscientes por parte de todos os utentes da via, recomendando, em particular respeitar os limites de velocidade, ajustando-a às condições da via e meteorológicas; evitar o uso de telemóvel durante a condução, salvo através de sistemas de mãos-livres; não conduzir sob o efeito do álcool; utilizar sempre o cinto de segurança e sistemas de retenção adequados; garantir que o veículo se encontra em conformidade legal, nomeadamente com inspeção e seguro válidos; e adotar uma condução defensiva, antecipando comportamentos de risco de outros utilizadores”, salienta a GNR.
“Face a este flagelo nacional, que não pode continuar, a Guarda Nacional Republicana continuará a desenvolver a sua ação firme e consistente, visando a proteção da vida humana e a promoção de uma cultura de segurança rodoviária, procurando reorganizar-se para que o seu contributo no combate à sinistralidade seja cada vez mais efetivo. Porque, em cada deslocação, mais do que chegar ao destino, importa garantir que todos chegam em segurança”, finalizou.


