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Filipe Aguiar: “Votar contra proposta do Pópulo seria negar a Braga um investimento estratégico”

O vereador do CHEGA justifica voto na proposta de requalificação do Pópulo por 2,6 milhões de euros.

© Angélica Antunes / Braga TV

A segunda Reunião de Câmara de Braga, realizada na segunda-feira, ficou marcada pela aprovação da requalificação do Pópulo, que teve votos favoráveis da coligação Juntos por Braga e da vereadora dissidente Catarina Miranda. O movimento independente Amar e Servir Braga e a Iniciativa Liberal votaram contra, enquanto o PS e o CHEGA abstiveram-se.

O vereador do CHEGA, Filipe Aguiar, justificou o seu voto afirmando que “votar contra a proposta da requalificação do Pópulo seria negar a Braga um investimento estratégico”.

“A política local vive-se muitas vezes na fronteira entre a vontade e o dever. Na última reunião da Câmara, essa linha teve expressão concreta na votação do projeto de requalificação da Praça do Pópulo e vias envolventes — um espaço carregado de história, de utilização pública intensa e, sobretudo, de potencial para devolver aos bracarenses um cenário urbano digno da vitalidade cultural de nossa cidade. O projeto, amplamente comparticipado por fundos europeus ao abrigo do PRR, representa mais do que uma obra de requalificação: é uma oportunidade de conferir nova vida a um espaço nobre e de garantir a execução de outras intervenções indispensáveis, como a renovação da fachada e do telhado do Mosteiro do Pópulo. A não aprovação, portanto, poderia significar perder três projetos de uma assentada e vários milhões do famigerado PRR — um risco de que ninguém que ama Braga possa enfrentar de ânimo leve”, começa por justificar Filipe Aguiar.

O vereador sublinha que o CHEGA “encontrou-se no centro dessa decisão”. “De um lado, a consciência plena de que o Campo da Vinha, no seu todo, precisa de uma requalificação profunda — promessa assumida na campanha eleitoral e bandeira de um compromisso legítimo com a melhoria do urbanismo bracarense. Do outro, o sentido de responsabilidade perante a cidade: a consciência de que votar contra o projeto do Pópulo seria negar a Braga um investimento estratégico, com consequências que ultrapassam o imediato. No final, venceu o dever. Não foi a política que falou, mas o compromisso com Braga. A abstenção do CHEGA, que viabilizou a proposta, não nasceu de conveniência ou da ambição de recompensa pessoal, mas de responsabilidade e visão. Demonstrou que é possível ser fiel aos princípios e, ao mesmo tempo, colocar o interesse comum acima da lógica partidária. Luta política sim, mas nunca quando o custo é demasiado alto para a cidade. É justamente este tipo de atitude que dignifica a vida pública. Num tempo em que as redes sociais se transformam em arenas onde nos digladiamos pelo título de quem dá mais luta e quem se opem mais, o ato de votar pela cidade — mesmo quando politicamente incómodo — é sinal de coragem. E é disso que Braga precisa”, acrescenta.

Para Filipe Aguiar, “o futuro do Campo da Vinha continua na agenda, e bem. O CHEGA vem aqui declarar a firme determinação em lutar por uma requalificação integral desse espaço, que possa finalmente ligar de forma harmoniosa e pedonal o centro histórico ao renovado Mercado Municipal. Esse é um design coletivo, não um capricho partidário”.

“Hoje, o que importa sublinhar é o gesto político de quem colocou Braga em primeiro lugar. Porque é isso que os cidadãos esperam dos seus representantes — não a política do ‘tudo ou nada’, mas a política do ‘tudo por Braga'”, finalizou.

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