
A segunda Reunião de Executivo de Braga, realizada esta segunda-feira, ficou marcada pela aprovação da proposta de abertura do concurso de 2,6 milhões de euros para a requalificação do Largo do Pópulo e envolventes.
A proposta teve votos a favor da coligação Juntos por Braga e da vereadora Catarina Miranda, que assumiu três pelouros no Executivo Municipal.
Face à aprovação, Rui Rocha, vereador da Iniciativa Liberal, falou que o Partido Socialista e o Chega não estão neste momento a fazer oposição. “Nós temos um PS que está neste momento decapitado com a saída do número 1 da lista e temos também um Chega que está disponível para viabilizar estas decisões que são menos fundamentadas. Politicamente, é relevante dizer que o PS, pelas circunstâncias, e o Chega, aparentemente por predisposição, não estão neste momento a fazer oposição, que é aquilo que eventualmente os bracarenses lhes deram o mandato para fazer”, disse o liberal.
Já Ricardo Silva, líder do Amar e Servir Braga, explicou que o movimento manteve o voto contra, uma vez que o projeto está fracionado em duas partes. “Nós votámos, obviamente, conscientes da forma como tínhamos de encarar um processo do ponto de vista urbanístico que a Câmara quis separar em dois. Na altura até disse que era o Campo da Vinha de cima e o Campo da Vinha de baixo. Para uma cidade, que tem que ter um planeamento, isto não é aceitável de fracionar o mesmo espaço em dois. Por muito que haja aqui uma tática e uma técnica para ir buscar fundos de financiamento, aquilo que o presidente da Câmara tem que perceber é que, se quer contar com a nossa parceria, tem que reunir connosco em reuniões de trabalho, em sessões de esclarecimento, para nos mostrar quais são as prioridades dele, até porque estou convencido que nós conseguiríamos ter um sentido de voto se nos dissesse efetivamente o que é planeado para a parte de cima, harmonizada com a parte de baixo”, sustentou Ricardo Silva.
Pedro Sousa, vereador do Partido Socialista, referiu que a saída de Catarina Miranda “não irá diminuir” o partido, reforçando que o PS irá “continuar a fazer um trabalho exigente”. “O mandato de Catarina Miranda foi para representar o Partido Socialista e a coligação Somos Braga. Optou por um caminho diferente, mas o PS não sai diminuído desse processo. O PS vai continuar, com os seus presidentes de Junta, com os seus eleitos na Assembleia Municipal, com os nossos eleitos na Câmara, a fazer um trabalho exigente, como hoje aliás fizemos, alertando para algo que nos preocupa que é o processo de reabilitação da fachada do Edifício do Pópulo, onde temos profundas dúvidas sobre a forma e sobre o mecanismo administrativo e técnico-jurídico pelo qual a Câmara optou, dando nota de uma urgência que poderia, à luz daquilo que são as soluções legais, ser construído com muito mais solidez do que o que foi. Mantemos o mesmo sentido de abstenção, pois quisemos deixar em alerta”, frisou o socialista.
Por seu turno, João Rodrigues, presidente da Câmara de Braga, voltou a sublinhar que as dúvidas da oposição “foram todas prestadas”. “Disponibilizámos os técnicos para receberem os vereadores às horas que quisessem e ninguém levantou qualquer dúvida”, disse o autarca.
Já Filipe Aguiar do Chega, denunciou a passagem de cerca de 50 atestados de residência na freguesia de São Victor, pedindo atuação por parte do Município. “A Junta que passa os atestados viu que realmente era um número fora do normal, mediante o espaço que comportava, e denunciou isso ao Município. A Câmara, de uma forma muito ligeira, na nossa opinião, reportou para a autoridade tributária e acho que tem que ser feito mais alguma coisa do que propriamente reportar”, finalizou o vereador.
A reunião de Executivo Municipal de Braga contou com 347 pontos.


