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Famalicão: Obras de renovação e restauro concedem traça original à Casa de Camilo

CM Famalicão

A pouco tempo de se assinalarem 106 anos sobre o grande incêndio que destruiu quase por completo a moradia onde Camilo Castelo Branco viveu entre o inverno de 1863 e a data da sua morte, a 1 de junho de 1890, em Seide, Famalicão, a Câmara Municipal iniciou a obra de renovação e restauro da Quinta e da Casa dos Caseiros, observando a traça original do edifício.

“Trata-se de uma obra de enorme relevância e que espelha bem a aposta cultural do município na preservação e valorização do património camiliano. Um trabalho incessante e apaixonante que tem atravessado gerações, motivado pelo valor da obra de Camilo Castelo Branco e pelo interesse que sempre suscitou a sua atribulada existência”, afirma a propósito o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha.

A empreitada, que arrancou esta segunda-feira,  insere-se na candidatura “Rota Camilo: Valorização da Casa-Museu e Cemitério da Lapa”, recentemente aprovada no âmbito do programa operacional Norte 2020, sendo cofinanciada através Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Com um investimento de cerca de 320 mil euros e o prazo de execução de um ano, a obra diz respeito à remodelação, ampliação e arranjos exteriores da Casa de Camilo. “É uma obra de arquitetura que vai valorizar ainda mais este lugar da vida e da ficção camilianas. O restauro da casa dos caseiros e a renovação da quinta permitirá, não só oferecer aos visitantes um cenário tão semelhante quanto o que Camilo experienciou, mas permitir que com essas novas infraestruturas possamos diversificar ainda mais a oferta pedagógica, cultural e científica da instituição para o melhor conhecimento da vida e da produção literária do escritor, além do período histórico em que viveu”, sublinha Paulo Cunha, presidente da Autarquia de Famalicão.

“Camilo Castelo Branco residiu na casa de Seide cerca de 26 anos. Aqui chegou por amor, aqui escreveu, viveu com a família e aqui pôs termo à vida. Considerada a mais emblemática memória viva do maior escritor do romantismo português, a Casa de São Miguel de Seide ganhou um significado histórico de fundamental importância para o conhecimento profundo de todas as temáticas camilianas”, destacou o autarca.

Para além deste projeto, a candidatura apresentada em conjunto com a Venerável Irmandade da Lapa, no Porto, prevê ainda a qualificação do Cemitério da Lapa, um monumento de interesse público, onde se encontra o jazigo que guarda os restos mortais de Camilo Castelo Branco. A Câmara Municipal viu ainda aprovada ao Norte 2020 a candidatura “Rota Camilo: Qualificação e Divulgação Territorial”. No conjunto, a Autarquia famalicense irá beneficiar de um investimento de mais de 700 mil euros, contando com uma comparticipação FEDER de cerca de 500 mil euros. Os projetos envolvem, para além do Município, um conjunto de instituições parceiras, com ligações importantes à memória camiliana.

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