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Esposende disponibiliza ajuda para acolher ucranianos

© CM Esposende

A Câmara Municipal de Esposende recebeu hoje uma delegação de ucranianos radicados no concelho, ocasião que serviu para reiterar a condenação ao ataque praticado pela Rússia e manifestar a disponibilização de meios e bens, para os ucranianos que venham a procurar refúgio no município. Depois de ter sido aprovada, pela unanimidade dos membros da Assembleia Municipal, uma moção que condena o ataque russo, o Município de Esposende avança para o apoio concreto aos deslocados de guerra.

“Estamos preparados para acolher aqueles que, vítimas da ofensiva russa, tenham necessidade de procurar refúgio em Esposende. Temos em curso um programa com o Alto Comissariado para as Migrações que já contempla o acolhimento de refugiados. Se tiverem familiares que necessitem deslocar-se para Portugal, podem estar certos que estamos preparados para integrá-los, salvaguardando os aspetos sociais, de saúde ou de ensino”, avançou Benjamim Pereira.

Numa receção que contou com a presença do presidente da Assembleia Municipal de Esposende, Carlos Silva – que lembrou a tradição emigrante de Portugal -, e de todos os presidentes de Junta, o presidente da Câmara lembra que Esposende tem uma longa tradição no acolhimento de refugiados. “Já em 1999 recebemos refugiados da guerra do Kosovo e, neste momento, continuamos a acolher refugiados sírios, do Sudão e do Iraque”, lembrou Benjamim Pereira, disponibilizando os serviços de Ação Social da Câmara Municipal para acompanhar os refugiados.

“Temos em funcionamento um Gabinete de Apoio ao Emigrante que pode ajudar na resolução de aspetos burocráticos; acompanhamos a integração nas escolas; disponibilizamos apoio na área da saúde e do apoio psicológico; a Loja Social disponibiliza roupa, livros e bens de primeira necessidade; as IPSS do concelho e as Juntas de Freguesia também apoiam a inclusão e integração destas pessoas. Porém, podem ter a certeza que só entramos nas vossas vidas respeitando o vosso espaço e a vossa privacidade”, sublinhou o autarca.

Ruslana Yakubets, natural de Chernivtsi, agradeceu todo o apoio que o Município de Esposende tem dispensado e reportou a “ansiedade de quem não tem notícias dos familiares, porque estão a deslocar-se e a procurar refúgio”.

Neste grupo de ucranianos estão dois casais e respetivos filhos menores que chegaram a Portugal há dois dias. “Como a situação estava a ficar muito grave, decidiram vir para junto de familiares. Agora vamos dar-lhes o apoio que necessitam, porque não podem voltar para a Ucrânia”, disse Veronika Zuyeva, também ela radicada em Esposende há alguns anos.

A Câmara Municipal de Esposende também se disponibilizou para fazer chegar, às zonas de fronteira, bens de primeira necessidade para o povo da Ucrânia, respondendo, assim, aos muitos contactos de particulares que manifestaram vontade de ajudar. Em breve serão tornados públicos os mecanismos para esse processo.

A Câmara e a Assembleia municipais de Esposende condenaram “veementemente a violação do direito internacional que constitui o ataque da Rússia contra a Ucrânia, verificado desde a madrugada desta quinta-feira, 24 de fevereiro”.

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