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Esposende apresentou AquaLibri – Biblioteca Digital do Cávado

© CM Esposende

“Esposende valoriza a sua identidade e preserva a memória da sua comunidade”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, na sessão de apresentação da AquaLibri – Biblioteca Digital do Cávado, que decorreu esta sexta-feira, no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, em Esposende.

A AquaLibri é um projeto desenvolvido pela Rede Intermunicipal de Bibliotecas de Leitura Pública do Cávado (RIBCA), criada em 2018 no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM Cávado), englobando as bibliotecas municipais de leitura pública de Esposende, Amares, Barcelos, Braga e Vila Verde e o município de Terras de Bouro.

Esta biblioteca digital de acesso aberto tem como objetivo principal preservar e tornar acessível à comunidade o património bibliográfico e documental da região, constituído pelas coleções dos Fundos Locais das bibliotecas e por coleções particulares e arquivos familiares, associativos ou outros, bem como recursos de informação científica, atualmente dispersos e nem sempre acessíveis.

Financiada pelo programa PADES – Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Serviços das Bibliotecas Públicas, promovido pela DGLAB – Direção Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, a AquaLibri é uma biblioteca concebida no espírito colaborativo das bibliotecas públicas e estimula a participação cidadã, através do auto depósito de espólios pessoais, familiares, institucionais, de sua autoria ou propriedade patrimonial, proporcionando o acesso aberto à memória coletiva, conforme explicou a bibliotecária municipal, Luísa Leite, destacando a “excelente colaboração e acolhimento” para com o projeto por parte de vários esposendenses, que, com a sua disponibilidade e cedência de documentos, têm enriquecido o acervo, onde se integram “verdadeiras preciosidades”.

Na apresentação oficial da AquaLibri, que teve lugar no dia 4 de março, em Braga, compunham o património documental e bibliográfico da biblioteca digital cerca de 11.000 títulos, entre jornais e revistas, fotografias, postais, livros e folhetos, manuscritos, trabalhos científicos, mapas, cartazes, audiovisuais e documentos sonoros que retratam a região do Cávado em toda a sua diversidade e recuam longe no tempo. O objetivo, referiu Luísa Leite, é “enriquecer e fazer crescer cada vez mais a biblioteca digital, onde é possível encontrar obras raras e curiosas, estudos e imagens, vídeos e sons que refletem a história, a cultura, a natureza, o património e as pessoas do Cávado”.

No que se refere a Esposende, merece referência a galeria de mais de meio milhar de imagens históricas de Esposende (postais e fotografias) e o arquivo fotográfico municipal, onde contam mais de três centenas de galerias de fotos, de que há registo, de atos de natureza institucional, relevantes para o concelho, desde os anos 80 do século XX até à atualidade. Esposende apresenta também um arquivo de jornais e revistas, com mais de 5 170 títulos, de onde se destaca a Revista do Minho, e tem também disponível a Memorabilia, coleção que integra um conjunto de objetos e documentos como selos, carimbos, medalhas, bandeiras e condecorações, de valor histórico para o concelho.

O presidente da Câmara Municipal destacou a relevância deste projeto no contexto da preservação da memória do concelho e da região do Cávado e exortou a comunidade de Esposende a contribuir com conteúdos que possam enriquecer o projeto. Deixou, a propósito uma palavra de reconhecimento e de agradecimento a todos quantos contribuíram para tornar este projeto realidade, onde se incluem também os cidadãos que cederam acervo, e manifestou a sua satisfação pelo enorme contributo de Esposende para este repositório.

Benjamim Pereira aludiu à dinâmica cultural do Município e realçou o forte investimento canalizado para equipamentos, nomeadamente a requalificação da Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura e a criação do Arquivo Municipal, através da reabilitação do edifício do antigo posto da GNR de Esposende, que em breve estarão ao dispor da comunidade. Referiu, também, o investimento na criação de instalações para acolher o acervo de Franquelim Neiva Soares, cuja cedência ao Município foi recentemente formalizada, e afiançou que “a cultura continuará a merecer a nossa atenção e investimento”.

O autarca notou, contudo, que o Município tem em curso e, em perspetiva, um conjunto de dinâmicas e investimentos da maior relevância para o concelho e para a região, que contribuirão para tornar o território ainda mais atrativo, numa estratégia alinhada com o cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

A Biblioteca Digital do Cávado pode ser consultada aqui.

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