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Em Braga muitas pessoas recorrem à Junta de Maximinos, Sé e Cividade para comer

Habitat for Humanity Portugal

Numa altura em que a pandemia da Covid-19 e o confinamento em vigor estão a agravar a pobreza em Portugal, a União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade, em Braga, tem encontrado respostas para centenas de pessoas que caíram na pobreza.

De acordo com Luís Pedroso, presidente desta união, desde março de 2020 até hoje, a Autarquia local já conseguiu oferecer 400 cabazes a famílias que perderam os seus rendimentos e não eram beneficiários do Rendimento Social de Inserção ou de outras prestações sociais.

“Trata-se da oferta de bens não perecíveis que constituem um contributo forte dentro das nossas possibilidades”, revelou Luís Pedroso, a pensar já em novas respostas para combater esta tragédia que se abateu sobre “muitas famílias que tinham rendimentos sustentáveis e, devido ao confinamento de algumas atividades, numa cidade de comércio e serviços como Braga, ficaram de pés e mãos atados”.

“Com o primeiro confinamento, ficámos a saber que os mais pobres estão mais expostos ao vírus, porque as medidas de contenção da pandemia perpetuam as fragilidades e são invisíveis na comunicação social. Mas existem os outros, em igual ou superior número, que não recebiam apoios do Estado, tinham os seus empregos e, de um momento para o outro, ficaram sem sustento e também sem voz na comunicação social”, afirmou o autarca.

O Executivo de Maximinos, Sé e Cividade teme que a pandemia “nos arraste para uma crise sem precedentes e não apenas económica. Deixará um rasto de feridas abertas, individuais e coletivas, que levam tempo a sarar, porque não há nem disponibilidade mental nem tempo para cuidarmos delas”.

“Esses sinais que sentimos nas comunidades de Maximinos, Sé e Cividade, apesar de evidentes, são sufocados pelas estatísticas diárias da Covid-19, tão ao gosto dos noticiários televisivos e dos jornais locais”, frisou Luís Pedroso, acrescentando que “para além das estatísticas, existem muitas histórias de pessoas e de famílias ignoradas pela voracidade informativa”.

“Os organismos internacionais avisam que esta crise pandémica tem o maior impacto no agravamento da pobreza dos últimos 100 anos. A crise da Covid-19 demonstrou que os efeitos são profundos e duradouros. Colocou em evidência as fragilidades que caracterizam as sociedades contemporâneas, a debilidade dos sistemas de saúde e a fraca capacidade de resposta e de proteção social aos públicos mais afetados, antecipando o agravamento dos níveis de pobreza em todos os países”, ressalvou.

A União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade está a preparar novas formas de apoio “porque essas pessoas têm acesso insuficiente a serviços sociais e de saúde, à tecnologia e capacidades limitadas para lidar com esta crise”.

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