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OpiniãoE se Portugal tivesse um sismo?

E se Portugal tivesse um sismo?

© João Ricardo Silva

A tragédia que abalou Marrocos, deixou-nos todos a refletir: “E se o sismo fosse em Portugal?”. Se ficasse sem a sua casa, o seguro cobre os prejuízos?

O sismo registado no passado dia 8 de setembro em Marrocos fez mais de dois mil mortos. É já o mais violento registado em Marrocos nos últimos 120 anos. Até a este momento já foram registados 2500 mortos e 2450 feridos. Há ainda milhares de desaparecidos.

De acordo com o Instituto Nacional de Geofísica de Marrocos, o sismo atingiu a magnitude 7,0 na escala de Richter e ocorreu na região de Marraquexe, com epicentro perto da localidade de Ighil, situada a cerca de 80 quilómetros a sudoeste de Marraquexe — nas montanhas do Alto Atlas.

E se um fenómeno desta natureza fosse em Portugal?

Felizmente em Portugal não há registos recentes de atividade sísmica desta natureza. No entanto, e segundo alguns especialistas, acreditam que Portugal possa não estar preparado para lidar com um terramoto de grande intensidade e, por isso, a população deve procurar saber como proceder em casos destes.

Talvez por este facto a cobertura de fenómenos sísmicos não é habitualmente apresentada ao cliente. Mas porquê correr riscos quando estes podem ser evitados?

Atendendo ao contexto atual, em que as alterações climáticas são cada vez mais frequentes e assumem efeitos devastadores, cabe a cada um de nós saber se estamos preparados para as consequências e prejuízos que possam surgir de um fenómeno desta natureza.

Para além de cumprir a obrigatoriedade legal de ter o seguro de incêndio, um seguro de multirriscos abrange mais riscos que colocam em perigo a sua a casa e os seus bens, e neste caso a cobertura facultativa de fenómenos sísmicos é essencial para minimizar uma situação tão dramática como a que está a acontecer em Marrocos.

Porque ter a cobertura fenómenos sísmicos nos seguros?

A cobertura de fenómenos sísmicos permite ao segurado receber indemnizações decorrentes de danos sofridos pelos bens seguros em consequência da ação direta de tremores de terra, terramotos, erupções vulcânicas, maremotos, fogo subterrâneo e ainda de incêndio resultante destes fenómenos.

A nossa casa representa um dos nossos maiores investimentos e é onde temos a maior parte do nosso património. Devido a um acontecimento inesperado como aquele que se vive em Marrocos, todos os seus bens estão em risco. Em poucos segundos pode perder todo o património construído ao longo da vida.

Deste modo solicite ao seu mediador as condições particulares da sua apólice, e verifique se o seu seguro casa tem a cobertura de fenómenos sísmicos.

Para que a vida não pare, há que proteger os seus bens, pois “os acidentes não acontecem só aos outros”.

Artigo de João Ricardo Silva, Técnico Especialista em Seguros.

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