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É preciso dar garantias para obter um empréstimo pessoal?

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Atualmente, os portugueses têm cada vez menos liquidez disponível para cobrir despesas inesperadas que possam surgir. Assim, um empréstimo pessoal acaba muita das vezes por ser a “luz ao fundo do túnel” para muitas famílias.

Segundo o Banco de Portugal (BP), em fevereiro de 2023, os pedidos de crédito ao consumo — essencialmente crédito pessoal e cartão de crédito —, aumentaram mais de 46%, face ao período homólogo de 2018.

Ou seja, para cumprirem com todos os seus encargos mensais, desde o início deste ano, já foram pedidos 73.799 cartões de crédito e 40.315 créditos pessoais. Para termos uma noção, os pedidos de crédito ao consumo subiram 6 mil milhões de euros nos últimos cinco anos.

Este aumento pela procura traz também consigo diversas questões relativas ao funcionamento dos créditos pessoais. Uma das principais questões é se o consumidor é obrigado a dar garantias de cumprimento do contrato às instituições bancárias para conseguir baixar as taxas de juro do seu contrato.

As Garantias no Crédito Pessoal São Obrigatórias?

Uma das principais características de um crédito ao consumo e de um crédito pessoal é o facto de estes não terem nenhuma garantia de imóvel associada. Por isso é que são processos de aprovação e financiamento tão céleres e pouco burocráticos.

No entanto, o consumidor pode apresentar algumas garantias para conseguir propostas de crédito mais simpáticas para a sua carteira. Nestas situações, o crédito ao consumo passa a ser denominado crédito hipotecário, onde o consumidor assume o risco de ficar com o bem penhorado pela credora em caso de incumprimento.

Por muito tentadora que esta forma de crédito possa ser, pelo facto de se reduzir as taxas de juro, na verdade, os riscos associados podem não compensar face ao valor que o consumidor procura para se financiar.

Assim, embora seja possível e possa fazer sentido, em algumas situações, recorrer ao crédito hipotecário, a verdade é que existem outras opções benéficas que o consumidor deverá testar primeiro para obter uma boa proposta de crédito sem dar parte do seu património como garantia.

Como Baixar as Taxas de Juro do Empréstimo Pessoal?

O facto de um crédito pessoal ser um empréstimo que pode ser solicitado sem grandes burocracias e que pode ser financiado em poucos dias, faz com que as credoras coloquem taxas mais elevadas.

Todavia, existem métodos e analises que se deve fazer para conseguir baixar consideravelmente as taxas de juro. Por exemplo, através dos simuladores disponibilizados pelas instituições financeiras é possível obter crédito 100% online.

Ou seja, o consumidor no próprio dia consegue solicitar propostas de financiamento em diversas entidades à distância de um “clique”. Algo essencial para poder aumentar a probabilidade de conseguir uma proposta de crédito mais barata.

Além disso, existem outros pontos a ter em consideração para baixar as taxas de juro e o custo total do crédito:

  • Solicitar apenas o montante necessário – quanto mais elevada for a quantia, mais caro fica o empréstimo;
  • Contratar o prazo de pagamento mais curto possível tendo em conta a taxa de esforço mensal. Quanto maior o prazo, mais caro fica o empréstimo;
  • Definir a finalidade do empréstimo – apesar de não ser obrigatório, é uma forma eficaz de reduzir os juros;
  • Fazer um pedido de crédito com dois titulares é uma garantia de cumprimento importante e essencial para baixar os juros aplicados.

Outro ponto é relativo aos consumidores que já tenham, por exemplo, um cartão de crédito com dívidas por saldar. Como as taxas aplicadas aos cartões de crédito podem chegar aos 16,9%, solicitar um crédito pessoal para saldar a dívida com o cartão pode ser uma forma de reduzir os custos com os juros e obter uma prestação mensal mais em conta.

Cuidados a Ter Com Um Empréstimo

A procura pela obtenção de um empréstimo pode fazer com que alguns portugueses procurem métodos menos seguros para obter o dinheiro que precisam.

Uma das soluções procuradas é o contacto com pessoas, via redes sociais e fóruns duvidosos, que prometem oferecer empréstimos com taxas de juro muito mais baixas que as aplicadas pelo mercado.

A probabilidade de ser vítima de esquemas fraudulentos nestes locais é levada, por isso se o consumidor pretender um empréstimo pessoal (sem garantias) ou um crédito hipotecário (com garantias) deve somente entrar em contacto com entidades registadas pelo Banco de Portugal.

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