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BragaDance World Cup despede-se de Braga este sábado

Dance World Cup despede-se de Braga este sábado

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Esta sexta-feira ficou marcada com um dos dias de maior enchente no Altice Forum Braga. Histórias dos atletas e de ex-bailarinos encontraram-se neste espaço que respira arte e diversidade cultural. O Dance World Cup, maior competição de dança do mundo, termina hoje, mas ficará gravado na retina daqueles que se deslumbraram com a expressão artística dos bailarinos em palco.

Mafalda Moreira, de 19 anos, bailarina da Academia Gimnoarte e estudante universitária, declarou que “tem sido um grande orgulho representar o nosso país, a Póvoa de Varzim e os nossos professores e atuar entre tantos países talentosos. Aprendemos muito com isto”. A atleta agradeceu aos pais pelo apoio ao longo do longo caminho.

A experiência tem sido “bastante enriquecedora, pelo facto de partilharmos as vivências de palco e os nossos conhecimentos com outros países e outras equipas portuguesas”, afirmou a professora Joana Rios, da mesma escola.

Sobre a edição deste ano, a segunda a decorrer em Braga, “temos de aplaudir a evolução. Estamos muito contentes pelo nível mundial da dança”. Esta escola, que participa no Dance World Cup desde 2012, conquistou já 5 medalhas de prata nesta edição. A Gimnoarte representa a categoria de Ballet Clássico, “em que a concorrência tem sido inacreditável”, e contemporâneo. “Temos conseguido obter classificações altas. Este ano ainda não conseguimos o primeiro lugar, mas, para mim, foram todos eles merecedores do primeiro”.

A professora refletiu sobre a forma de classificar os bailarinos, que se esforçam diariamente para entregar o melhor de si em palco. “É arte, por isso é que não é quantificável. Se fosse algo métrico seria mais fácil de prever o resultado. Não sendo, respeitamos a decisão”, disse. Realizada com os galardões conquistados, Joana Rios concluiu que “a minha concentração está na evolução deles como seres humanos e bailarinos e prepará-los para o futuro, como bailarinos, professores ou apenas observadores de arte no mundo que os rodeia”.

Maria João, bailarina de 24 anos, que concilia a dança com o trabalho, refletiu sobre a exigência e organização necessárias para poder frequentar os treinos intensivos. “Apenas com muita disciplina conseguimos conciliar”. A equipa concordou que “não estamos a competir apenas por medalhas, mas para mostrar a criatividade e originalidade da equipa portuguesa”, contou a professora.

As histórias de alegria e superação são as que mais se ouvem por estes dias. No Altice Forum Braga, também uma bailarina que participou nas competições de 2019 deu o seu testemunho. A ex-campeã de Ballet Clássico, solo e dueto, Carolina Costa, de 16 anos, não concorreu, mas diz-se arrependida. Bailarina desde os três anos, sentiu-se pouco preparada, dada a responsabilidade que a escola acarreta. Veio apenas para ver as atuações e acompanhar a mãe, vendedora de artigos e acessórios para bailarinos, da marca Allegro.

A paixão pela dança começou cedo. “A avó levou-a para o ballet, porque era uma criança muito ativa”, comentou a mãe. Desde aí, a atleta dedicada pedia para frequentar as aulas com mais frequência, facto que a fez destacar e vencer várias bolsas e prémios.

Durante o período pandémico, a bailarina medalhada disse ter-se desmotivado. “As competições online não são a mesma coisa”, notou.

Agora, a bailarina de ballet e contemporâneo dança na Entr’Artes, academia que também se tem destacado nesta edição do Dance World Cup, e sonha com a ingressão no curso de medicina na Universidade Nova de Lisboa. Os objetivos na quarta arte alteraram-se e Carolina afirma que pretende “só uma atividade lúdica”.

A mãe ressalvou ainda a dedicação, organização e capacidade de trabalho de todos os bailarinos, qualidades que atribui à exigência das artes, e fazem destes jovens excelentes alunos e futuros trabalhadores.

Nos camarins, os atletas dos 50 países em competição demonstram o espírito de união e dizem-se felizes na oportunidade de trocarem conhecimentos e fazer novas amizades. Neste penúltimo dia, tendo já alguns países saído da competição, a organização relatou a solidariedade com os portugueses, com a cedência de vários espaços aos bailarinos lusos.

A Inglaterra é o país com maior presença nesta edição, com 1854 atletas, seguido por Portugal, que trouxe às finais do Dance World Cup 986 bailarinos. Espanha com 763, Alemanha com 646, Israel com 622, Escócia com 439, Islândia com 250, País de Gales com 241, Itália com 196; Polónia com 149, Canadá com 138, Hong Kong com 121, República Checa com 111, Roménia com 110, Índia com 93, e África do Sul com 92 são os países com maior número de jovens a participar nas diversas modalidades.

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