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Carla Salomé Rocha e Rui Pinto sagram-se Campeões Nacionais de Corta-Mato Longo

Federação Portuguesa de Atletismo

Carla Salomé Rocha, do Sporting, e Rui Pinto, da 4Run, sagraram-se campeões nacionais de corta-mato longo. Os Campeonatos Nacionais de Corta-Mato Longo decorreram este domingo no Parque do Serrado, em Amora, Seixal.

Depois de, por força da pandemia, esta competição não se ter realizado em 2020, os Campeonatos Nacionais de Corta-Mato Longo regressaram para aquela que foi a 97.ª edição da prova masculina e a 56.ª da prova feminina, numa organização da Federação Portuguesa de Atletismo em conjunto com a Associação de Atletismo de Setúbal e da Junta de Freguesia de Amora, com o apoio do Município do Seixal, num formato diferente, aberta apenas aos melhores atletas nacionais e desenrolando-se em quatro séries masculinas e outras tantas femininas. Quanto ao percurso, este já é bem conhecido por ser difícil, com algumas subidas exigentes e zonas de areia, o que antecipava um bom espetáculo de Atletismo.

Os Campeonatos iniciaram com a prova feminina. Carla Salomé Rocha dominou a prova desde o início, no grupo da frente, descolando-se a meio da prova, para não mais ser apanhada pelas colegas de equipa Sara Moreira, que na última volta recuperou terreno em relação a Sara Catarina Ribeiro (3.ª) e Jéssica Augusto (4.ª), conquistando o segundo lugar. Depois do “bloco leonino”, que garantiu coletivamente a vitória, com a máxima pontuação (10 pontos), cortou a meta Lia Lemos, do Maia Atlético Clube, seguindo-se Emília Pisoeiro, Neide Dias e Susana Cunha, todas do Recreio Desportivo de Águeda (RDA), que, com a chegada de Carla Martinho (11.ª), garantiram o segundo lugar no pódio coletivo, com 32 pontos; e, em terceiro lugar, classificou-se o Clube Desportivo Feirense, com 89 pontos.

No final, Carla Salomé Rocha, que carimbou aqui a sua segunda vitória nesta competição (a primeira foi em 2016), sublinhou que este “era um percurso bastante técnico, duro e com grandes adversárias, como a Jéssica Augusto, a Sara Moreira e a Catarina Ribeiro”. Do ponto de vista coletivo, “tentámos gerir a nossa prova, impor o ritmo” e, individualmente, “fui ouvindo o que o meu treinador dizia e fiz a minha prova”, sendo que a sorte sorriu-me”, acrescentou a atleta.

Do lado masculino, a prova foi renhida, a nível individual e coletivo, com Rui Pinto, da 4Run, a vencer ao segundo o campeão em título, Rui Teixeira, do Sporting. O terceiro lugar do pódio na prova masculina foi ocupado por João Pereira, do Vitória Futebol Clube, a grande surpresa desta competição. Fernando Serrão, em quinto lugar, Miguel Marques, em décimo, Ruben Amaral, em 11.º, deram a vitória coletiva ao Sporting. Em segundo lugar, por equipas, classificou-se o SC Braga, com 34 pontos; e o Maia Atlético Clube alcançou o terceiro lugar, com 56 pontos.

“Estou muito contente por conquistar o meu terceiro título. Era um objetivo que já tinha há algum tempo, mas com a pandemia consegui preparar-me melhor, não interrompi ciclos de treino e cheguei aqui numa melhor forma”, analisou Rui Pinto. “Dos títulos que conquistei, este é o mais importante, porque marca a diferença. Neste contexto, ter a possibilidade de competir e ser campeão nacional é uma situação brutal”, garantiu o atleta.

Já em relação ao “duelo” com Rui Teixeira, que, de resto, tem marcado a reta final das últimas edições desta competição, Rui Pinto referiu que “é um duelo que já tem acontecido nos últimos três, quatro anos e já sabia que ia ser uma luta renhida, portanto, preparei-me bem para superar esse desafio. Não estava muito preocupado com a parte final, já que entrei fresco nas últimas duas voltas, porque corri de forma diferente. Nos outros anos saí disparado, mas este ano adotei uma tática de gestão de prova, pelo que se tornou mais fácil do que nos anos anteriores.”

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