
O Município de Braga ainda não tem terreno para a nova ETAR, mas o presidente assegura que estará pronta até 2029. O tema foi levado à Reunião de Câmara desta segunda-feira pela Iniciativa Liberal, que questionou João Rodrigues sobre o ponto de situação.
“O Sr. Presidente não esclareceu totalmente, ou seja, disse que pedimos em relação aos timings quando é que seguiria, ao qual respondeu que ainda não tinham sem sequer o processo em conclusão, portanto, foi um ninho. Acho que muito mais poderá ser esclarecido, esperamos então pelos timings do Sr. Presidente, esperamos realmente quando é que o processo irá avançar. Acho que ficou claro que neste momento o processo não está a avançar, está ainda nos processos de expropriação, portanto, aguardamos os timings do Sr. Presidente para ver se realmente chegam em tempo útil”, disse Emanuel Rodrigues, que substituiu Rui Rocha na vereação da Iniciativa Liberal.
Sobre esta matéria, Filipe Aguiar do Chega disse que “a solução não é conclusiva ainda, não há nenhuma conclusão nenhuma sobre a situação. Vamos estar atentos e vigilantes. Acho que é algo que nos preocupa a todos e que deve ser visto de uma forma muito concreta para o futuro da cidade relativamente a essa área”.
Por seu turno, Ricardo Silva, vereador do movimento Amar e Servir Braga, acusou a coligação Juntos por Braga de “não ter visão de futuro, nem capacidade de desenvolvimento a longo prazo”. “Há uma carência de visão de cidade e de condelho. Quem se propõe a gerir o concelho tem que ter visão de futuro, tem que ter capacidade de fazer um desenvolvimento a longo prazo, não só para satisfazer as necessidades presentes, mas sobretudo para deixar o concelho melhor para quem vier gerir a seguir e, acima de tudo, para quem vier a usufruir dele, que são os cidadãos. Neste momento vamos assistindo a obras que são feitas avulso, que não obedecem a qualquer tipo de estratégia e que, acima de tudo, percebemos que não têm nenhuma articulação entre si. No ano de 2022 dizia-se que a ETAR já deveria estar pronta no ano seguinte, lançou-se uma primeira pedra em terrenos privados e não conseguimos perceber que tipo de gestão e administração pública é esta, que depois tem que vir, de alguma forma, socorrer aquilo que foi mal feito porque não houve planeamento”, sustentou o vereador.
Pedro Sousa, na voz do Partido Socialista, lamentou que não haja ainda novidades sobre “um investimento estrutural como este”. “Não há ainda grandes novidades sobre o processo, que nos causa preocupação. É algo que os nossos autarcas daquela zona mais baixa do concelho vão acompanhando sempre com especial incidência e preocupação e que nós, ao longo deste ano em particular, voltaremos a repisar e voltaremos a trazer à discussão porque é um tema estruturante, estamos a falar de um investimento grande e de uma intervenção que pode solucionar um conjunto de problemas. A questão da ETAR é muito importante e que a nós nos causa preocupação”, disse o socialista.
Já João Rodrigues afirmou que foi lançado um processo de expropriação que “está a andar”. “Há aqui uma espécie de uma bolha que se abre com a aprovação do Plano Diretor Municipal, que é o facto de a zona da ETAR estar compreendida dentro de uma unidade operativa do planeamento e gestão, que prevê a atribuição de capacidade construtiva a uma série de terrenos, mas esses terrenos só têm essa capacidade construtiva se o terreno para a construção da ETAR for cedido pelos particulares, o que eu acho que é uma grande vantagem, porque, entre o débil a ver, arranja-se aqui uma forma mais expedita do que o próprio processo expropriativo para se avançar com o processo da ETAR”, frisou o presidente da Câmara Municipal.
“Esta demora, porque é um processo já com longos anos, mas que está sempre vivo. Não há perigo nenhum de se perder o que quer que seja. O processo está a andar. Está a andar nestes termos e é nestes termos que sempre andou. Acho que não há aqui impedimento nenhum, não há aqui obstáculo nenhum”, finalizou João Rodrigues
O Município de Braga lançou a primeira pedra para o arranque da construção na nova ETAR do Este há um ano e a obra está planeada para ser construída em Celeirós, num investimento de cerca de 30 milhões de euros, com financiamento comunitário assegurado de nove milhões.


