
Braga reviveu, este domingo, um magusto típico de outros tempos. Organizado pela Rusga de São Vicente, o magusto realizou-se no terreiro contíguo à Torre de Menagem onde decorreram cantigas populares, danças, saltos à fogueira e o “botar das almas”.
José Pinto, presidente da Rusga de São Vicente, mostrou-se bastante satisfeito com a retoma da iniciativa, após uma paragem forçada devido à pandemia, que juntou dezenas de pessoas no centro de Braga.

“A Rusga desce ao Terreiro faz este ano, precisamente, 10 anos. Começámos do lado oposto da Torre de Menagem com bastantes pessoas e ano após ano, o magusto tem vindo a crescer, o que para nós é ótimo. Este ano, com o regresso à normalidade, as pessoas estão sedentas destes momentos de alegria, de convívio e de folguedo”, contou José Pinto.
“Depois de comermos, dançarmos e cantarmos, como estamos no mês das almas, cumpriremos o ritual do ‘botar das almas’, que é um ritual para pedir em voz alta que as almas do purgatório possam ascender aos céus. Há que rezar pelas almas”, salientou o presidente.

O magusto à moda antiga tem como objetivo salvaguardar as tradições e repor os folguedos dos antepassados que decorriam nos terreiros das aldeias.


