BragaBraga vai ter sessões de observação astronómica abertas ao público

Braga vai ter sessões de observação astronómica abertas ao público

Programa “Ciência Viva no Verão” terá várias atividades gratuitas na região.

© Centro Ciência Viva de Braga

O Centro Ciência Viva de Braga volta a ser protagonista do programa nacional “Ciência Viva no Verão”. A iniciativa, promovida pela Agência Ciência Viva, oferece dezenas de atividades gratuitas em vários pontos do Minho, com o objetivo de aproximar a ciência da população, em espaços naturais, centros de investigação e locais com relevância cultural e ambiental.

Este ano, o programa estende-se por Braga, Esposende, Ponte de Lima, Viana do Castelo e Caminha com observações astronómicas, percursos geológicos, ações de educação ambiental e visitas guiadas a instituições científicas. Entre os destaques estão o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), as estações de tratamento de água da AGERE, o Museu dos Biscaínhos, o Mosteiro de Tibães, o Santuário do Bom Jesus e as Lagoas de Bertiandos.

O céu noturno volta a ganhar protagonismo com sessões de observação astronómica abertas ao público, a começar no Bom Jesus (25 de julho), nos jardins do Museu dos Biscaínhos (24 de julho) e na Praia Norte (23 de julho). O ciclo continua em Apúlia (21 de agosto), Bertiandos (18 de agosto), Caminha (19 de agosto), Esposende (20 de agosto) e Tibães (22 de agosto), com telescópios e explicações de especialistas sobre constelações, planetas e outros corpos celestes.

A ciência também se faz debaixo dos pés. A orla costeira de Viana do Castelo será palco de percursos geológicos na Praia Norte (28 de julho, 13 de agosto e 9 de setembro), onde será possível identificar fósseis e estruturas com milhões de anos. No Mosteiro de Tibães (14, 22 e 27 de agosto), a biodiversidade local será investigada com recurso a lupas digitais, promovendo a observação direta da natureza.

Um dos momentos mais aguardados do programa são as visitas ao INL – Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, em Braga (30 de julho e 11 de agosto), que oferecem uma rara oportunidade de entrar num centro de investigação de ponta e conhecer o trabalho desenvolvido nas áreas da saúde, sustentabilidade e materiais avançados. Também a AGERE abrirá portas às suas infraestruturas, permitindo conhecer o ciclo da água desde a captação (29 de julho e 19 de agosto) até ao tratamento (6 e 21 de agosto).

Em Esposende, a Praia de Cepães acolhe, a 12 de agosto e a 10 de setembro, ações de sensibilização ambiental, focadas na biodiversidade marinha e nas marés vivas — uma atividade especialmente pensada para famílias com crianças.

Todas as ações são gratuitas, embora exijam inscrição prévia. “Este é um programa que celebra a curiosidade e o contacto direto com a ciência, levando o conhecimento para fora das salas de aula e dos laboratórios. É uma oportunidade única para envolver as famílias, os jovens e a comunidade em geral numa experiência científica participativa, acessível e envolvente”, sublinha João Vieira, diretor do Centro Ciência Viva de Braga.

O diretor destaca ainda o impacto regional do programa. “A força deste projeto está nas parcerias locais — com municípios, universidades, centros de investigação e instituições culturais — que tornam possível levar a ciência a diferentes territórios e públicos. É ciência feita com as pessoas e para as pessoas da nossa região”, sustenta.

As inscrições são obrigatórias e podem ser feitas aqui.

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