BragaBraga: PS critica “falta de visão estratégia” em São Victor

Braga: PS critica “falta de visão estratégia” em São Victor

O partido absteve-se nas Grandes Opções do Plano 2026.

© PS

A bancada do Partido Socialista na Assembleia de Freguesia de São Victor, em Braga, absteve-se na votação das Grandes Opções do Plano para 2026.

O PS alertou que o documento se “centra excessivamente na gestão administrativa e ignora as transformações estruturais que estão a ocorrer na freguesia”.

Durante a sessão realizada no passado dia 30 de dezembro, os eleitos do PS apresentaram uma declaração de voto onde sublinharam que “embora a Junta de Freguesia realize uma gestão de ‘brio no dia a dia’, o plano para 2026 se revela curto na ambição e tardio na resposta”.

Os socialistas manifestaram “preocupação com o peso das despesas de funcionamento”, apontando que “mais de 53% do orçamento é consumido em pessoal, restando menos de 10% para investimento direto em áreas como a ação social, a educação ou o desporto”. Para o PS, “este cenário reflete uma fotografia nítida de uma Junta que gere o quotidiano, mas que parece ignorar as transformações tectónicas que estão a mudar a face de São Victor”.

Neste contexto, o PS manifestou-se “politicamente contra a contratação de um tesoureiro a tempo inteiro, que irá consumir mais de 10% do parco orçamento da Junta de Freguesia, não assumindo encargos nem responsabilidades operacionais que o justifiquem”.

A intervenção do PS destacou “três lacunas fundamentais no planeamento da autarquia”. “Em primeiro lugar, a invisibilidade demográfica, com a crítica à ausência de uma estratégia de integração ativa para as mais de 100 nacionalidades que residem na freguesia, defendendo que não basta distribuir cabazes. Em segundo lugar, a segurança pedonal, denunciando o foco excessivo no lazer em detrimento da segurança real em cicatrizes urbanas como a Rodovia e a Variante. Por último, a saúde preventiva, com alertas para uma política que apenas remedeia, falhando na prevenção e na resposta à crescente crise de saúde mental”, refere.

Apesar das críticas ao plano global, o PS conseguiu a aprovação unânime de uma recomendação para “mitigar os impactos das obras na antiga Fábrica da Confiança”. “A Junta foi mandatada para articular com a Câmara Municipal de Braga a reabertura do trânsito na Rua da Quinta da Armada nos períodos sem trabalhos, visando aliviar o congestionamento na Rua Nova de Santa Cruz e melhorar a mobilidade dos moradores”, acrescenta.

Para os eleitos do PS, “o documento apresentado revela um Executivo que insiste em governar de costas voltadas para o território, omitindo metas concretas e métodos de avaliação”. “Ao optar pela abstenção, o Partido Socialista reafirma o seu sentido de responsabilidade e assume o compromisso de ser uma voz vigilante e propositiva. O PS garante que continuará a exigir uma governação que saia da sua zona de conforto para apresentar uma verdadeira visão estratégica, assegurando que São Victor não se limita a remediar o presente, mas que se prepara com rigor para os desafios do futuro”, finalizou.

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